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15 Setembro de 2014

Samantha POV#

Mal entrei pelos portões da escola a maioria dos olhares fixaram-se em mim, nada que eu não estivesse habituada, mas agora é pior desde que encontraram o seu corpo. Ainda não me consigo habituar sem a presença da minha melhor amiga, ou melhor, ex melhor amiga, ela está morta, e quando mais cedo me habituar á ideia, melhor.

Só não intendo porque razão alguém a haveria de a matar, ainda por cima de uma forma tão macabra. Quem é que, na sua perfeita sanidade mental haveria de decapitar a Valerie, amarrar o corpo a uma árvore e esconder a cabeça nalgum lugar deste enorme mundo? Ninguém.

Quem é o assasino? Os detetives ainda não sabem, dizem que está tudo tão perfeitamente arranjado de forma a não se saber quem é que cometeu tal crime, mas ainda não pararam de tentar, o que é bom.

Continuei a caminhar de forma lenta, parecia que os meus pés arrastavam no chão e provocavam um barulho desconfortável, o que fazia com que mais pessoas curiosas me fitassem. O ar estava húmido e o tempo era de chuva, mas eu prefiro o frio, por isso é bastante agradável.

Passei por vários corredores cheios de alunos que sussurravam de forma irritante e parei no meu cassifo, que se encontrava ao lado da casa de banho das raparigas. Tirei os livros de matemática para a próxima aula, devia preocurar-me nas aulas, sendo que chumbei no ultimo ano, por causa da morte da Valerie. Mas neste ano parece tudo igual.

Caminhei lentamente até á B12, a minha sala de matemática, e sentei-me na ultima mesa do fundo. Ainda faltavam 5 minutos para começar a aula cansativa, por isso pus os meus fones e fiquei a ouvir musica. Passados poucos minutos, alguns alunos começaram a entrar e a preencher as cadeiras da velha sala de aulas.

Um grupo de raparigas entrou na sala. Eram as populares, eu nunca gostei delas, tal como Valerie nunca gostou. E lá estou eu a pensar na Valerie, outra vez.

Elas passaram pela minha mesa e olharam para mim, parando ao meu lado. Elas eram como uma espécie de "inimigas", mas eu não gosto de usar esse termo.

–Olhem! -disse a Bella Green, a "chefe do guangue" como a Valerie dizia, de um modo engraçado que sempre me fazia rir. -Se não é a grande Samantha Black, a melhor amiga da Valerie... Oh esperem, ela morreu.

As amigas que estavam com ela começaram a rir e depois foram embora, finalmente. Aquilo não me afetou, talvez pior eu estar abituada.

O resto da aula passou rapidamente, subretudo porque eu não estava atenta, estava a desenhar, desenhei uma árvore, ironico? Nem por isso, sempre gostei de árvores, só isso, não tem nada a ver com o facto de Valerie ter sido atada numa arvore quando morreu. Quando o toque insurtecedor e bastante desejado da campainha tocou, levantei-me rapidamente e dirigi-me ao bar. Pedi o abitual e andei até á parte menos frequentada da escola, sentei-me debaixo de uma arvore e começei a comer, depois fechei os olhos por um pouco, estava bastante cansada, deitei-me tarde porque fiquei a ler "Uma aflição imperiosa".

Pouco tempo depois ouvi passos que vinham na minha direção, e senti alguém a sentar-se ao meu lado. Mas nem tive a curiosidade de abrir os olhos para tentar ver quem era.

–Como é que estás? -perguntou uma voz doce mas ao mesmo tempo fria, Alison, irmã da Valerie.

Como sempre. E tu Alison? -perguntei.

–Tu por acaso viste as noticias? -ela perguntou e eu neguei, ainda com os olhos fechados, não sou uma pessoa minimamente importada com a televisão, principalmente agora, que só falam dela.

–Descubriram mais coisas á cerca da Valerie. -ele sussurou e eu abri os olhos rapidamente, esquecendo-me do meu sono e do meu cansaço.

–O que é que descobriram? -perguntei de forma curiosa e rude, para mim ainda é doloroso ouvir falar dela e da sua morte.

–Descobriram onde ela foi morta. -Alison contou e eu arregalei os olhos.

–Onde é que foi? -perguntei impacientemente e talvez demasiado alto.

–Acho que é melhor ires ver com os teus próprios olhos no final das aulas de hoje, eu vou contigo, ainda por cima não te posso contar agora. -ela afirmou e olhou para a frente, fiz o mesmo e reparei nalguns olhares de pessoas curiosas que nos fitavam á espera de saber alguma nuvidade.

Levantei-me e caminhei até ao cacifo para ir buscar os livros de literatura. Quando abri o cacifo um papel caiu de lá de dentro eu achei estranho, mas apanhei o papel e preparei-me para ler o seu conteudo, o que não era muito dificil, pois estava escrito com letras grandes e pretas.

"Eu sei o que aconteceu na noite em que Valerie morreu. -M"

Senti o meu coração a palpitar fortemente, quem quer que seja a/o "M" sabe o que aconteceu na noite que a Valerie morreu, tem de ser. Eu preciso de saber quem é esse tal de "M" ele -ou ela- sabe aquilo que eu mais anceio saber, o que aconteceu na noite da morte da minha melhor amiga.

O meu coração batia apressadamente, e eu senti lagrimas a quererem rolar pela minha cara. Mas eu reprimias, não poderia chorar. Tentei me focar, eu preciso de saber sobre a morte dela.

Fui para a aula e tentei fazer uma lista mental dos possíveis candidatos a ser o/a "M" mas não consegui achar ninguém que se enquadra-se no papel.

Quase no fim da aula de literatura, preparei-me psicologicamente para descobrir mais coisas há cerca do assassinato.

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Notas finais
Autora# Heyyy nova fic! Que estão a achar?? :$ Comentem as vossas opinioes! :D P.S: a rapariga da capa é a Samantha.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.