Who is Lana?

1 Capítulo 1 - Lana Miller


Notas iniciais
Olá Pessoas! Espero que vocês gostem dessa fic, eu irei tentar postar todos os dias, pois já tenho os capítulos escritos. Enfim, boa leitura e até amanhã. :D

Eu estava sentada no sofá ao lado da minha mãe que assistia um documentário na TV. Eu com meus dezessete anos, estava isolada do mundo e sem nenhuma lembrança do meu passado. Só lembro daquela terrível noite na qual presenciei a morte de meu pai, que morreu carbonizado. Eu acordei em um quarto de hospital e vi a mulher que disse ser minha mãe. Bem, eu não lembro dela. Algumas pessoas falam que geralmente as meninas se parecem com as mães, eu não me pareço nada com a minha, minha mãe é uma mulher muito bonita, cabelos curtos na cor vermelha, pele branca e olhos azuis. Não que eu seja feia, mas me comprando com minha mãe eu sou uma batata.

— Eu marquei uma consulta com uma psicóloga. – Minha mãe falou segurando uma das minhas mãos. – Eu quero que você volte a socializar novamente, você próximo mês vai entrar na faculdade e será bom ter novos amigos.

— Tudo bem.- Eu concordei, eu já havia ido a vários psicólogos e nenhum conseguiu descobrir qual meu bloqueio. – Eu vou dormir. – Eu levantei e dei um abraço nela.

Subi para meu quarto e tranquei a porta, peguei meu notebook e fui navegar pela internet, ver vídeos, ler livros e aprender meu novo idioma. Era isso que eu fazia há quatro anos. Eu não lembro quem são minha família e não lembro dos meus amigos, minha mãe disse que a gente não costumava ter muitos amigos e a nossa família era distante.

Acordei por volta das seis da manhã, eu costumava acordar cedo já que meus pesadelos não me deixavam dormir, tomei um banho e desci para cozinha onde obviamente encontraria minha mãe. Assim que cheguei na cozinha lá estava ela.

— Bom dia, minha princesa. – Ela cumprimentou assim que me viu entrando na cozinha.

— Bom dia mãe. – Eu disse sentando em uma das cadeiras da mesa. Peguei um copo e coloquei um pouco de suco de uva. Geralmente de manhã eu não tinha fome.

— Sua consulta começa ás oito. – Ela disse sentando junto a mim. – Você já decidiu qual a faculdade que você quer fazer?

— Direito. – Eu disse, essa profissão me lembrava meu pai e eu sempre me identifiquei muito, ajudar as pessoas. – É.. Direito. – Eu repeti sorrindo.

— Fico feliz por você. – Ela disse me abraçando.

Ficamos conversando sobre qual a faculdade que eu ia fazer e o local, assim que deu sete horas eu fui me arrumar, já que o consultório ficava um pouco longe dali eu tinha que sair um pouco mais cedo.

Eu estava escrevendo o nome césar no meu bloco de notas e eu não lembrava quem era esse césar, talvez alguém do meu passado. Minha mãe freou o carro bruscamente e meu blocos de notas caiu das minhas mãos.

— Me desculpe. – Minha mãe se desculpou pela freada brusca. – O que você estava escrevendo? – Ela perguntou pegando os blocos de nota. – César... – Ela pronunciou o nome e pude perceber que ela o conhecia.

— Sabe quem é? – Perguntei assim que retirei o cinto de segurança. – Faz dias que venho lembrando desse nome.

— Vamos nos atrasar. – Ela disse saindo do carro.

Sai do carro e a acompanhei pelo estacionamento, o prédio me lembrava um hospital, mas ao contrário do hospital ele não tinha enfermeiro e vários pacientes à espera de atendimento. Subi para o segundo andar e sentei em uma poltrona enquanto minha mãe falava com uma secretaria que por sinal conhecia minha mãe. Caminhei até a grande vidraça e pude ver o mar, aquele lugar era simplesmente maravilhoso. Fiquei olhando as pessoas brincarem na areia e uma voz me chamou, virei e vi uma mulher com aparência jovem, usava roupa social e deduzi que fosse a psicóloga. Andei até ela e entrei na sala.

A sala era bastante clara e também tinha vista para o mar. A psicóloga me mandou sentar em uma poltrona a frente dela e assim eu fiz. Fiquei em silencio enquanto ela lia algo em um papel. Ao lado tinha uma prateleira de livros e fiquei fascinada, pude ver alguns nomes conhecidos e ou estavam na minha lista para leitura.

— Meu nome é Débora, sou sua psicóloga.- Ela disse o obvio e fiquei a encarando. – Conte sobre você.

— Me chamo Lana, e tenho dezessete anos. Minha mãe não contou o porquê disso tudo?

— Não, ela preferiu que você me contasse. – Débora respondeu cruzando as pernas. – Vamos, me conte sobre você.

— Lana Miller, dezessete anos, isolada do mundo, sem memória, mudei para essa cidade a quatro anos e... – Eu parei por um momento, era só isso que era lembrava. – É só isso que eu lembro.

— Me conte o que aconteceu a quatro anos atrás, me conte em detalhes. – Débora pediu.

— Eu lembro que era uma noite de sexta feira e estava chovendo, eu estava no carro indo a algum luar com meu pai, lembro que pela expressão dele, havia acontecido algo muito ruim... do nada surgiu um caminhão e para não batemos, meu pai desviou o carro, nesse momento o carro capotou algumas vezes e eu senti uma panca muito forte na cabeça, mas mesmo assim que estava acordada. Chegaram dois homens e um deles me tirou de dentro do carro e me levaram para longe do carro, eu lembro que eu gritava para meu pai que me olhava com um olhar suplicante e depois disso o carro explodiu. – Falei finalmente, ela em todo momento me olhava fixamente nos meus olhos e isso me deixava um pouco tímida.

— Depois disso o que aconteceu? – Ela perguntou.

— Acordei em um hospital e me falaram que eu não iria lembrar de nada, pois no acidente eu levei uma pancada na cabeça e perdi a memória. – Respondi passando minhas mãos em minhas pernas. Olhei em meio relógio e vi que a consulta havia acabado. – A consulta acabou.

— Realmente, nem vi o tempo passar. – Débora disse levantando e eu fiz o mesmo.- Vejo você de novo? – Ela perguntou me olhando.

— Tenho escolha? – Dei um meio sorriso e ela retribuiu.

— Suponho que isso seja um sim. – Ela respondeu em um tom brincalhão.

Me despedi dela e sai da sala encontrando minha mãe que me esperava impacientemente. Ela deu um sorriso e vi ela estava nervosa, mas com o que? Fui até ela e saímos do prédio.

— Como foi? – Ela me perguntou enquanto andávamos pelo estacionamento.

— Você sabe... como sempre. – Eu respondi entrando no carro.

Notas finais
O que acharam? :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.