Who You Are
5 Capítulo 5
Notas iniciais
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Vamos admitir, toda a gente mente, certo? E uma mentira piadosa não faz mal a ninguem… Pois não?
Resumindo a aula de Educação fisica, a Rachel caiu 7 vezes, a professora adorou o meu desempenho e o do Afonso, o Afonso finge não gostar de mim, “torci acidentalmente” o tornozelo.
Prof.: Mas está a doer muito? – Diz olhando para o tornozelo
Mel: Sim! Muito mesmo! Acho que mal consigo andar!
Prof.: Exprimenta por-te de pé. Afonso ajuda-a.
Mel: Ai ai ai ai ai!! –digo não pondo o pé no chao.
Prof.: Torces-te mesmo… Consegues andar?
Mel: acho que não…
Prof.: Vai por gelo. Afonso vai com ela.
Afonso: mas ela não consegue andar.
Prof.: Oh Rapaz pega na rapariga ao colo! – Diz dirigindo-se à porta e abrindo-a.
Ele olha para mim e pegou-me ao colo, não parando de olhar para mim. Fomos até à enfermaria e a enfermeira deu-me gelo. O afonso ia sair para ir para a aula.
Mel: Afonso – Digo levantando-me e agarro no braço dele.
Afonso: Que estás a fazer?! – Diz olhando para o meu tornozelo.
Mel: Eu menti! Eu… queria… Precisava de falar contigo. O que foi aquilo?
Afonso: o que?
Mel: Fingindo não conhecer-me na escola, olhando-me com nojo na aula, qual é a tua?!
Afonso: Mel…
Mel: Melissa – Digo corrigindo-o
Afonso: não entendes pois não? Tu és nova aqui na escola, eu não sou bem visto aqui, eles sabem… certas coisas e eu não sou bem visto, logo não quero que tu fiques… Com má fama por minha culpa. Apenas isso.
Mel: Que coisas Afonso?
Afonso: Eu… Não posso dizer-te, não agora.
Mel: tu lá sabes. Podes ir para a aula se quiseres.
Afonso: eu não te quero deixar aqui.
Mel: mas eu quero que tu vás.
Afonso: Mel eu não vou.
Mel: VAI CARAMBA! –Digo irritada
Ele olha para mim assustado e vai-se embora. Tirei a porcaria do gelo e deitei no lixo.
Enf.: Menina? Vai onde?
Mel: afinal era so uma dorzita. Já estou bem. Adeus.
Senti algo na minha bochecha, era uma lagrima solitária. Mas porque choras Mel? Nem o conheces bem! Nem dois dias!
Limpei a lagrima e voltei para o pavilhão.
Prof.: Melissa? Estás melhor?
Mel: sim… não se preocupe, eu estou melhor.
Prof.: Bem, mas é melhor ficares sentada o resto da aula.
Mel: não e preciso, eu estou bem!
Prof.: bem… Está bem, o Afonso está a alongar, vai ter com ele e continuem os exercicios, eu irei avaliar.
Fui ter com ele e toquei-lhe no ombro.
Afonso: Olha olha… a “Aleijada” – Diz fazendo aspas com os dedos
Mel: Afonso … não enche! Vamos.
Bom e assim foi o resto da aula, fomos avaliados, e de seguida eu e a Rachel fomos para o Balneário tomar duche.
Rachel: Mel. Eu não aguento mais! O que é que se passa entre ti e o Afonso!?
Mel: nada, porque haveria de se passar alguma coisa?
Rachel: Mel, não me mintas, eu reparei nos olhares que voces tiveram durante a avaliação! Tem cuidado com ele… — Diz olhando para mim com uma cara séria.
Mel: Rachel, se se passa-se alguma coisa entre eu e o Afonso tu serias a primeira a saber!
Rachel: Sinto que me estás a mentir..
Mel: … Rach… Sinceramente… senm eu própria sei o que se anda a passar…
Rachel: Quer dizer que se anda a passar algoo! – Diz sorrindo e dando pulinhos
Mel: Rach… Ele… Ele disse que não me queria estragar a reputação, como eu era nova aqui na escola e tal… Mas eu não percebi. Ele disse que… Que a reputação dele aqui na escola não é muito boa, mas… Quel é a reputação dele?
Rachel: queres mesmo saber?... – Pergunta-me insegura
Mel: sim Rach, quero!
Rachel: Drogado… — Diz sussurando mas com o volume suficiente para eu ouvir.
Mel: o, o que? – Pergunto chocada.
Rachel: foi isso mesmo… Mel, eu adoro-te, e ele parece ser boa pessoa, mas é um drogado!
Permaneci calada, sabia que era verdade, e não quis dizer nada. Apenas permaneci calada. Depois de sair mos do balneario, fomos para a Bilioteca, começar um trabalho que a professora de Literatura tinha mandado fazer hoje de manha, a aula que eu faltei.
Mel: então o trablho é sobre o que?
Rach: Mel, eu adro-te – diz isto pondo a mão no meu ombro – mas tu não és o meu par, a corcunda da professora é que escolheu os pares, e como faltavas tu e o Afonso… Já deves ter percebido…
Mel: Oh meu Deus! Mas será que tudo o que eu faço agora tenho de estár com ele?! – Digo com um tom de voz elevado para os olhares cairem em mim. – Bem. Eu vou procura-lo. Até logo Rach.
Rach: Até sexta-feira queres tu dizer, amanha é feriado e a escola já acabou. Bom feriado!
Mel: Tens razão. Igualmente.
Sai da biblioteca e dei duas voltas à escola à procura do Afonso que decididamente, não estava na escola.
Boa Mel! Não tens o numero dele, nem o e-mail… Mas eu sei onde fica a casa dele, talvez… não, não… Era muito descaramento! Mas… Eu não quero ter negativa… Que estas a dizer?! Ele nem sequer vai fazer o trabalho!
Sinto algo molhado na minha mão. Optimo, Chuva, não poderia haver melhor.
Afonso: Mel! – Diz correndo até mim
Mel: Áh, és tu – Digo olhando-o de cima a baixo e virando costas, continuando a andar.
Afonso: Mel.. o que? Espera, Anda, vem até minha casa, estás toda encharcada, a tua casa ainda fica longe.
Mel: deixa estár.
Afonso: — Puxa-me o raço fazendo-me ficar de frente para ele – Olha para mim Mel. Olha para mim! O que é que eu te fiz?
Mel: nada…
Afonso: então porque é que estás a ser assim comigo!?
Mel: Porque é que não em disses-te? – Digo agora olhando bem nso olhos dele
Afonso: o que?
Mel: que a tua reputação era de drogado!?
Afonso: — Fica em silencio –
Mel: Responde! – Digo elevando o tom de voz.
Afonso: Não há nada para dizer, tu viste o que estava a acontecer naquele beco!
Mel: mas porque é que não me contas-te?!
Afonso: eu… eu tive medo!
Mel: medo de que?
Afonso: QUE ME JUSLGASSES! – Diz gritando
Mel: POR SERES UM DROGADO!?
Afonso: ISSO MESMO!
Fiquei sem saber o que dizer. Ouvi passos atras de mim e o Afonso olhou para lá assustado.
Afonso: Eu ainda tenho dois dias…
Rap.1: Decidimos apertar… O dinheiro?
Afonso: EU NÃO O TENHO! EU TINHA TRES DIAS!
Rap.2: olha olha… tres dias… Já não os tens… mas ainda bem que está a aqui a menina… Ela vem connosco. – Diz sorrindo
Mel: Afonso vamos embora.
Afonso: voces não lhe vão tocar…
Rap.1: Afonso, é assim, sabes quem é que nos temos… o teu irmão.. Por isso.. Se tu não nos deres a gaja… O teu irmão.. Pow pow… — Diz dando uma gargalhada.
Fudeu.
Fale com o autor