Who You Are
1 Capítulo 1
Notas iniciais
“Quanto barulho cabe no silêncio?”. Neste momento, encontro uma resposta para essa pergunta, todo. Onde estava eu? No carro. Com quem? Com dois desconhecidos, apaixonados por sinal, prontos para serem os meus “pais”.
Emma(minha suposta “mãe”) :Então minha querida? Pronta para uma nova vida?
Mel: hum… sim… claro… — Disse olhando pela janela do Carro
Tom(eu suposto “pai”): Bem, neste momento, devias estár na escola, já estás inscrita, mas hoje não vais, mas! Não fques assim tão feliz, amanha já vais.
Mel: boa…
Emma: Bem, chegamos, anda ver o teu quarto. Nós, fizemos umas “investigações” e descobrimos as tuas bandas e cores preferidas…. Esperemos que gostes!
Sai do carro e e a casa era linda! Não era muio grande, mas tambem não era pequena, era o suficiente para nós. Ela agarrou-me na mão e ele pegou nas minhas malas que não eram muitas e fomos até ao meu futuro quarto.
Emma: esperemos que gostes! Caso não gostes podemos modifica-lo!
Mel: tenho a certeza que deve estar bom como ele está…
Ela abriu a porta e eu deparei-me com uma divisão que nunca imaginei ter. Um quarto perfeito. Em tons de verde e cinza. Uma secretária com o computador em cima, uma cama de casal com um edredon em verde alface e cinzento com almofadas pretas. As paredes preenchidas com posters, fotografias, CDs das minhas bandas preferidas (Nirvana, Guns n’ Roses e The Beatles). O quarto tinha uma casa de banho, em azul escuro, e um closet em Roxo e preto. Era simplesmente lindo.
Tom: então querida? Gostas-te? – Pergunta-me pousando as malas em cima da cama.
Mel: eu, eu adorei! Muito obrigada…
Emma: não tens de agradecer, agora somos uma familia! Esprimenta a roupa, para sabermos se serve, senão temos que trocar.
Mel: roupa? Eu tenho roupa nova?
Emma: claro! Espero que seja o teu estilo… fica à votade.
Eles sairam do quarto, deixando-me sozinha. Dirigi-me até ao meu closet e fiquei espantada com a quanidade de roupa que ali estava. Havia de tudo. Malas, tenis, botas, jeans, casacos, pulseiras. Tudo.
Não tive paciencia para esprimentar a roupa toda, mas, provavelmente, serve-me.
Arrumei a pouca roupa que tinha trazido e arrumar os meus livros.
Uma fotografia caiu do meu caderno, era A foto. Eu e a minha mãe com o meu irmão. O meu pequenino… Sinto tanta falta dele. Não, ele não morreu, mas fomos separados quando a minha mãe morreu, ele foi para um orfanato e eu para outro. O meu pai? Ele morreu durante a gravdez da minha mãe, o um irmão neste momento tem 11 anos. Ele nunca conheceu o pai, como será que ele está? Será que já tem alguma familia?
Com estes pensamento odos, lagrimas começam a rolar pela minha face, não me importei a limpa-las, dizem que chorar alivia a dor. Mas a minha dor é muita para se ir embora com um choro minimo.
Tom: Querida gostas de… Mel estás a chorar? – Diz entrando no meu quarto.
Mel: Não! É impressão sua… — Digo virando-me de costas para ele e escondendo a foto.
Tom: querida, fala comigo.
Mel: Não tenho nada para lhe dizer…
Tom: Mel, não me trates por voce. Anda cá. – Diz puxando-me delicadamente para um abraço confortane. – O que tens?
Mel: ele está sozinho… — Digo deixando as lagrimas rolarem pela minha cara.
Tom: quem?
Mel: o meu, o meu irmão…
Ele não disse nada, apenas suspirou e abraçou-me com mais força.
Tom: ele está bem Mel, está com uma familia na California.
Mel: Na California?! – Digo separando-me dele e enxaguando as lagrimas – Na California?! Como é que é possivel!?
Tom: Mel, a diretora do Orfanto segue todos os passos do teu irmão, ele foi para um orfanato na California. Ele está feliz. Ele tem uma familia como tu agora tambem tens uma.
Mel: na california… O meu irmão está na california!
Emma: então? Não veem… O que é que aconteceu?
Mel: O QUE ACONTECEU É QUE O MEU IRMÃO ESTÁ NA CALIFORNIA! ELE ESTÁ NA CALIFORNIA COM SEI LÁ QUEM! Porque? Han? Porque? Será que a dor que estou a passar vai acabar?! Eu quero o meu irmão aqui! Comigo! O LUGAR DELE É COMIGO!
Emma: querida, tem… Tem calma…
Mel: COMO E QUE VOCES QUEREM QUE EU TENHA CALMA!? VOCES ACHAM QUE ISTO FOI À TOA? –digo puxando as mangas da camisola e mostrando as cicatrizes, cada uma mais profunda que a outra.
Tom: Melissa, tem calma!
Mel: ESTA! – Digo apontando para uma cicatriz – Esta foi quando eu finalmente me mentalizei de que estava sozinha, que niguem me iria buscar. Esta, esta foi quando me disseram que eu tinha tios e avós mas que nenhum deles me queria. Esta, a mais profunda, foi quando me disseram que o meu irmão não estava no mesmo orfanto que eu… Isto não foi em vão! Não foi!
Emma: Por favor, para, tem calma! Vai correr tudo bem! – Diz aproximando-se de mim e puxando-me para um abraço.
Deixei-me ficar nos braços dela e ouvi a porta bater, devia ter sido o Tom que saiu.
Mel: podes, podes deixar-me sozinha?
Emma: não vens almoçar?
Mel: não…
Emma: até já, fica à vontade, esta é a tua nova casa.
Ela saiu e eu deita-me na cama e adormeci.
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