Who You Are
10 Eight
Notas iniciais
Segundo lugar, eu to com medo, to aflita mesmo, me respondam vocês, se excluirem a categoria de bandas/cantores, o que será de nós? ONDE EU VOU ESCREVER? POR CARTA E MANDAR PRA CADA UMA? me digam se é só buxixo ou se é verdade, e se for, me deem uma luz doque fazer.
Esse capitulo era pra ter sido postado ontem porém eu fiquei com preguiça de escrever, era 2;30 e eu não tinha desenrolado nem metade.
Chapter for; Marta Costa, a linda que me mandou uma recomendação e me fez chorar ~cry*
Boa leitura gatinhas, sz
Cheguei em casa e tratei logo de contar tudo pra minha mãe, tudo em partes, ela ficou feliz que a Andy esteja ficando mais forte.
Eu fiquei nela, sabe, na Andy, queria que ela melhorasse logo.
Deitado sem camisa olhando pro teto, olhei pro lado mirando o relógio que marcava duas da madrugada, e o sono, cadê?
De repente comecei a ouvir uns gemidos, meu celular. Cara, eu preciso mudar esse toque, o Chaz é muito idiota mesmo de colocar isso, ri sozinho. Atendi o celular.
– Tenha um ótimo motivo pra me encher essa hora. – disse seco
– Quero você na minha cama – disse Selena manhosa, revirei os olhos.
– Arruma um vibrador que a vontade passa.
– Não é a mesma coisa Jus... – pude até imaginar ela mordendo os lábios ao final da frase ao dizer isso, porém, hoje não.
– Eu sei que não é a mesma coisa, mais é o que tem pra hoje. – apertei o botão vermelho finalizando a ligação e desligando o celular, respirei fundo.
Eu não sabia ao certo o que sentiu pela Selena, acho que era só sexo, porque na verdade é só o que acontece. Ela tinha uma queda por mim, não, perai, tipo um tombo, e o Ryan falou que eu seria muito foda se pegasse a princesinha da Disney, que de princesinha não tem nada, uow, princesas não fazem na cama o que ela faz, não mesmo. Bom, eu peguei e ela decidiu que a gente ia namorar, simples assim, mais não é bem um namoro.
Ela as vezes é meio possessiva, exige minha atenção, é um saco, eu fico com raiva e acabo sendo ignorante com as pessoas e pegando qualquer vadia pra sair do stress.
Eu não era assim, na verdade eu não gosto de ser assim, minhas fãs acham que eu mudei muito, tenho medo de perder elas, muito medo...
Pensei em diversas coisas, fui dormir por volta das três e meia.
Acordei com o sol batendo na minha cara. Quem abriu a janela e a cortina ta pedindo pra mim acordar de mal humor né? Abri os olhos e vi Chaz que tentou ao menos sorrir angelicalmente pra mim.
– Bom dia lírio do campo. – disse sorridente.
– Deixa de ser tão viado e fecha essa cortina já! – ele riu e eu fechei a cara.
– Ta parei, mais não vo fechar a cortina, ordens da tua mamãe que pediu pra mim vir aqui te tirar da cama dude, ela disse que você precisa se divertir um pouco.
– Volta mais tarde e quem sabe eu não te mate – virei pro lado enfiando a cara no travesseiro.
– Ta bom, mais tarde te conto as boas notícias então, falow dude – ele já ia saindo do quarto quando eu mandei ele parar – Justin como você é curioso querido.
– E você fofoqueiro, agora conta. – disse fechando a porta do quarto pra ele parar de frescura e não tentar sair antes de me contar.
–Não fofoco, repasso informações, e essa foi sua querida mamãe que mandou dizer.
– Fala logo caralho – disse já irritado.
– A lerdinha abriu os olhos – ele disse rápido
– Quem abriu o que?
– A tal da Andy que a gente suava, parece que ela acordo para brilhar, só que não.
– Fala direito dela – dei um soco em seu braço.
Abri a porta do meu quarto e desci correndo, achei minha mãe na cozinha como sempre tentando cozinhar.
– Mãe o que houve?
– Mandei o Chaz te dizer, ele não contou?
– Chaz lá sabe dar recado, ele não lembra nem o que comeu no café, mais me diga, a Andy abriu os olhos mesmo?
– Sim filho, abriu, durante a noite a Raissa percebeu algo e lá estava ela de olhinhos abertos – minha mãe disse sorrindo e eu corri pra abraçar ela.
– Isso é boa coisa não é mãe? – disse olhando ela.
– Ótima coisa meu filho, ela está se recuperando muito rápido mesmo.
– Eu vou ver ela – disse saindo da cozinha e minha mãe me segurou.
– Você vai sim, quando for cinco e meia, ou quer levar um tiro de bazuca do Larry? – Havia me esquecido do detalhe pai e irmã da Andy, droga.
– Eu espero.
– Isso mesmo, agora vá arrumar o que fazer. – disse indo até a pia descascar cenouras.
Tentei voltar a dormir, mais parece que meu amigo Chaz tirou o dia pra me atormentar.
Tive de passar boa parte do dia jogando vídeo game com ele, enquanto jogávamos comemos besteiras, tomamos umas cervejas sem minha mãe ver e não me encher.
Quatro e meia o Chaz foi embora e eu fui me arrumar pra ir ao hospital.
Não demorei muito e sai de casa chegando rápido no hospital, onde na entrada não havia muita gente, parece que a polícia botou os paparazzi pra correr porque eles estavam atrapalhando as emergências.
Entrei no hospital e logo encontrei Eva que veio até mim sorridente.
– Justin!
– Oi Eva, eu soube da Andy abrir os olhos, queria vir mais cedo, mais minha mãe me impediu.
– Ela fez certo, Raissa passou a manhã toda aqui e Larry até agora pouco. Mais bem, minha bebê abriu os olhos, eu estou tão feliz Justin, é como se ela fosse quando ela era uma recém nascida que abriu os olhos pela primeira vez e me fez chorar de emoção.
– Eu imagino Eva, deve ter sido muito bom ver ela acordar.
– Foi uma maravilha, apesar de ela ainda respirar por aparelhos, foi motivo de muita alegria ver seus olhinhos curiosos novamente.
– Vou poder ver ela agora?
– Ela está fazendo exames pra ver a se respiração está se normalizando, se importa de esperar?
– Imagina, eu espero sim, vou ali ver Grace – eu disse apontando a senhora de cabelos ruivos que andava devagar pelos corredores. Eva assentiu sorrindo e eu sai em direção a Grace.
– Hey, me dá a honra de acompanha-la ? – eu disse sorrindo oferecendo meu braço, que a mesma segurou sorridente.
– Mais é claro meu jovem. Eu soube das novas, é uma tremenda alegria ver Andy acordada. – disse enquanto caminhávamos.
– A senhora a viu de olhos abertos já? Como ela está? Está normal, assustada...?
– Ela me pareceu bem calma Justin, eu falei com ela e ela me respondeu.
– Respondeu? – perguntei rápido.
– Sim, sabe aquela coisa das novelas “se estiver me escutando pisque uma vez, e não, pisque duas vezes” nossa conversa foi assim.
– Ah, agora entendi – sorri pensando se eu iria saber conversar direito com ela assim, eu iria me embaralhar nas piscadas. Grace parou em frente a uma porta grande onde havia uma placa enorme escrito “Meu pequeno lar: Idosos”.
– Aqui tem um pra idosos e um para crianças com câncer e doenças de auto risco – ela disse ao me ver lendo a placa.
– É uma iniciativa bem legal – sorri
– Quer entrar Justin?
– Sim senhora, primeiro as damas – eu dei passagem para ela que sorriu em agradecimento, assim que ela entrou eu entrei em seguida.
Era um espaço grande, onde haviam algumas mesas e sofás, haviam alguns idosos jogando dominó.
– Aqui é a sala onde a maioria dos meus amigos passa o dia, nós podemos passear pelo hospital, porém alguns não conseguem mais, pra lá – ela apontou pra onde havia duas portas, uma com placa feminina e ou masculina – são os leitos dos senhores e das senhoras que vivem aqui comigo, não somos muitos, mais os poucos que tem já lotam algumas camas.
– É legal aqui, parece um ótimo lugar pra se viver, sabe, quando não se é mais tão jovem. – Grace riu
– Sim filho, aqui é um ótimo lugar pra se viver o resto dos dias. – disse sorrindo e eu apenas retribui fraco.
– Grace, acho que vou voltar, quero ver a Andy.
– Oh sim querido, vá ver sua namorada!
– ELA NÃO... – cocei a garganta – Ela não é minha namorada, sabe, nóis, é, nem ficamos ainda.
– Ok, tudo bem, vá lá, nos vemos por ai Justin – eu sorri e me despedi dela voltando a recepção do hospital.
– Justin, ela ta sem os aparelhos, tiraram os tubos! – Eva disse extasiada.
– O QUE? MAIS JÁ? – eu gritei sem perceber.
– SIM! ESTA COM A RESPIRAÇÃO SE NORMALIZANDO! — ela gritou de volta e eu ri, nos abraçamos em felicidade e logo soltamos.
– Eu posso ver ela agora?
– Sim, fizeram alguns testes, mais ela piscou “não” quando a perguntaram se consegue falar, ela melhorou, mais ainda esta fraca, o médico disse que a pancada na cabeça pode ter deixado alguma sequela, mais o que importa é que ela esta reagindo Justin!
– Sim, isso é o que realmente importa Eva, e eu tenho certeza que ela de agora em diante só vai reagir cada vez mais – eu disse confiante enquanto andávamos em direção ao quarto.
– Bom, vou te deixar sozinho com ela ok?
– Ok, obrigada Eva, por tudo mesmo eu não merecendo.
– Todos merecem perdão e segunda chance por pior que seja a situação, e ta tipo tatuado na tua testa que você ta muito arrependido, mais bem, vai lá ver ela – disse me dando dois tapinhas no ombro e saindo.
Girei a maçaneta da porta entrando no quarto, e lá estava ela, sem aqueles tubos. Me aproximei da cama e pude ver ela me olhar, meu coração acelerou, eu tentava falar alguma coisa, mais tinha travado. Ela tinha um olhar apreensivo voltado pra mim como se quisesse saber o que eu tava fazendo lá, mais não demonstrava que quisesse que eu saísse de lá.
Me sentei na beira da cama, respirei fundo e tentei falar, nada. Tentei de novo e finalmente consegui.
– Oi – foi o que saiu, velho que idiota, eu tinha que dizer alguma coisa – Consegue me ouvir certo? Tipo, entende o que eu falo né?
Ela piscou uma vez, o queria dizer sim.
– Ok, então, quando estava inconsciente ouvia quando eu falava contigo? – perguntei até sem jeito, seria até uma decepção se ela piscasse duas vezes indicando Não, eu me sentiria um idiota que ficou falando sozinho.
Ela pareceu respirar fundo, e em seguida piscou uma vez, eu suspirei. Fiquei um tempo em silencio, eu realmente não sabia mais o que fazer, fiquei segurando a mão dela por um bom tempo. Ouvi ela respirar fundo e me deu um susto.
– Eu ouvi o que disse pra mim, tudo mesmo, só não me lembro quem é você – ela disse quase num sussurro e meus olhos se arregalaram. Que droga.
Notas finais
Eu escrevi esse capitulo ontem e hoje escutando Diamonds da Rihanna, a musica é foda, recomendo, mais é chicrete viu u-u
Beeeeijos de luz, até os reviews *-*
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