Who Will Teach Me To Love ?
1 Ùnico
Notas iniciais
( We could get somebody else, But we want someone like you.) John Hamish Watson tinha acabado de terminar a faculdade era um jovem médico formado pela Barts, tinha 28 anos, uma irmã alcoólatra chamada Harry, que tinha se casado com uma das mulheres mais compreensivas de toda a Inglaterra na opinião do rapaz, Harry não merecia Clara nenhum um pouco e isso os fizera brigar muitas vezes, não se falavam há quase dois meses, porque John havia dito á irmã mais velha que só falaria com ela novamente se ela largasse o álcool de vez e fosse uma boa esposa para Clara. Pais conservadores. mas muito amorosos, claro que a vida não tinha sido lá esse mar de rosas financeiramente falando mas, nada nunca havia lhe faltado nem a ele, nem a Harry, ele lembrava muito bem da mãe dele pegando mais turmas na escola em que trabalhava para poder pagar as contas no fim do mês, e poder comprar o uniforme escolar, o pai também trabalhando feito louco para que nada faltasse á eles e então veio o segundo grau, John lembrava perfeitamente do dia em que havia dito aos pais que queria ser médico, lembrava da cara de choque da mãe ao ouvir aquilo, do olhar perdido do pai e naquele minuto ele entendeu que aquilo não seria possível, teria que se conformar em ser qualquer coisa menos o que queria. Um dia voltando da escola viu um cartaz, recrutando jovens para o exército e que o Governo Britânico, periciava de jovens e novos médicos para o exercito, John não pensou duas vezes em ligara para o número que tinha no folheto e tudo foi lhe explicado que ele cursaria a Faculdade de Medicina em St.Barts, o que já era um ótimo começo mas, assim que terminasse teria de servir no Afeganistão por alguns anos, e a pior parte de tudo foi ter que contar aos seus país e consequentemente á Harry, depois. Mas ele prometeu que iria voltar, prometeu que voltaria em um pedaço. E aqui estava ele, entrando em um avião da British Air Force de rumo ao Afeganistão, ele havia prometido. Mas, ele sabia que não era um promessa que poderia cumprir afinal, ele não sabia se iria voltar pra casa. Well, as soon as I get my gun I'll point it out the window at the setting sun As soon as I get my gun I'll tell you all about it when you fall in love As soon as I get my gun I'm gonna make a call Well, as soon as I get my gun Get my gun Era a primeira vez que John apontava uma arma para alguém na vida, ele nunca havia feito isso, mesmo com todo o treitanemento militar ele não se sentia nada bem segurando aquele fuzil, já não era tão mais pesado quanto no tempo de treitanemento, mas aquilo ainda não lhe parecia nada natural, estavam escondidos em um construção antiga, uma casa feita de tijolo e terra apontando a rama pela para alguns possíveis inimigos que pudessem aparecer . Então, ele ouviu o primeiro estampido de bala. Alguém tinha caído e tudo o mais, que John pensava não passava de um borrão, ele endireitou a arma no ombro direito e correu para o jovem soldado que sangrava e gritava, o sol quente do lugar batendo em sua nuca o menino que gritava de dor, com a pele ficando avermelhada, suando por conta do calor infernal que fazia, então mais um e mais outro, e mais balas e mais poeira e Oh ! John tentou ao máximo não chorar ao ver um soldado que tinha vinte anos, na noite anterior ele ouviu o menino falar sobre a noiva e o filha que havia deixado em Londres, orgulhoso mostrou a foto da noiva grávida de sete meses e que quando chegasse em casa ele iria ter ás duas únicas mulheres da sua vida lhe esperando, que ele mal podia esperar para estar com as duas novamente e agora, ele estava morto. Alguém da tropa inimiga tinha tirado no jovem James, após voltar para o regimento aquela noite John se deu conta que nunca havia se apaixonado por alguém, não de verdade. Tudo não passava de sexo, para ele, ele não tinha uma amor para qual voltar em Londres e só agora e aquilo lhe afligia como nunca porque talvez, John nunca tivesse um grande amor. — Watson ! — John ouviu um de seus superiores chamar, ele levantou a cabeça para olhar o homem que lhe chamava — Ligação para você — Quem poderia estar possivelmente lhe ligando ? No meio daquele inferno ? John levantou e seguiu o comandante, ao atender o telefone á rádio. — Hey, Johnny..- Era Harry. Porque Harry, lhe ligaria ? — Hey, Harry ! O que aconteceu ? — Silêncio. — Papai e Mamãe...Morreram...- aquilo não era possível, nenhum pouco, possível ! Porque aquilo estava acontecendo com ele ? — Quando Harry ? — Há um mês ! — A mulher respondeu com a voz trêmula. Como assim, seus país tinham morrido e só tinha lhe avisado hoje ? John tentou ao máximo segurar ás lágrimas mas, já não era mais possível. O telefone ficou mudo. E aquele noite, John foi consolado por alguns dos seus colegas. Well the uniform isn't sewn They make 'em like we give 'em out to anyone As soon as we get your gun A heckle for a pistol is a lot of fun It's just the kind of place we run Because the government Because the government wants your gun Wants your gun Whoa Já havia se passado um ano inteiro e John havia subido de cargo, além de ser um dos únicos médicos disponível no momento, tinha se acostumado a ver jovens cheios de sonhos e tinha começado uma amizade com o Cel. Sholto, um homem inteligente, firme e metódico , que convenhamos John não pode deixar de reparar era muito bonito com brilhantes olhos azuis. A única coisa que mantinha John, longe do tédio do deserto do oriente médio e longe da loucura, era a sua amizade com Cel. Sholto e é claro, a descarga de adrenalina que sentia todas as vezes que sentia quando sabia que ia ao campo de batalha, a sua pontaria tinha ficado firme e tinha parado de tremer. Tinha parado também de se importar em morrer, cada dia era o último, cada soldado, capitão, coronel que salvava podia ser o último, qualquer coisa que fizesse poderia ser a última vez. Tinha parado de sentir saudade de casa, da vida civil que tinha. Porque tudo naquele deserto era calor, areia e sangue. Tudo tingindo em cores quentes e vibrantes. Então veio um tempo de dificuldade não muita mas ainda, assim quando se vive no deserto em meio a uma guerra acostuma-se a viver com pouco, muito pouco, e passa valorizar cada coisa pequena que a vida tem pra dar, um sorriso, um por do sol, mas mesmo com o pouco que estava acostumado, o Governo Britânico, havia mandado reforços não muitos mas ainda assim, tinham mandado suprimentos mas não o suficiente e haviam, esquecido os novos uniformes já que os do regimento que John comandava estavam se descosturando com facilidade. Tinha que viver com menos ainda. Como se ainda não bastasse, seu amigo havia sido ferido em campo de John fizera tudo o que pudera para salvar a vida de Sholto e de seus recrutas, infelizmente quase todos os rapazes haviam morrido, o Coronel que assim que chegasse a Londres, seria condecorado Major pelos esforços em campo e logo depois seria, "amigavelmente" aposentado pelo Governo, havia sobrevivido e seria culpado pela morte de inocentes até o fim de sua vida, mesmo que a culpa não fosse sua. Well as soon as I get my gun (As soon as I get my gun) They'll put me on vacation underneath the sun As soon as I get my gun I'll holler and flash it at my belting blood Out on the sand Like a hole from an IED 'Cause I'm holding up my gun Holding up my gun Yeah And if I'm old enough to die for your mistakes Then let's go Can I bleed enough to fill up what the engine takes? I don't know And if you're watching up above They're teaching me to kill Who's teaching me to love? Now baby Isn't it crazy? Quatro anos depois e o Capitão Watson era conhecido por ser muito competente e tudo o que fazia além de ser amigável e de todos os fuzileiros gostarem dele. Capitão John Hamish Watson, um homem de satura baixa porém firme de caráter forte, além de não pensar duas vezes antes de pensar duas vezes antes de salvar uma vida e aquele dia deveria ser um qualquer mais uma ida ao campo de batalha, John estava pronto com seu kit médico e seu fuzil a postos, o que os jovens mais admiravam em John era isso, era que ele estava sempre pronto para tudo. Sempre ! Não interessava para onde fossem. O sol forte castigava a pequena vila não muito longe de Kabul, as construções já em ruínas, as poucas famílias que tinha se escondendo dos soldados ingleses, e eles estavam ali para resgatar os poucos que tinham ficado e possivelmente combater a tropa inimiga que deveria estar escondida em algumas daquelas ruínas. Eles haviam resgatado todos com sucesso, e o primeiro jipe partiu o segundo em que John estava fora atacado pelos inimigos no meio do deserto, um dos soldado dele havia sido atingindo e ele tinha que salvara vida do garoto. Tinha. John tentava a todo custo parar os sangramento na perna do garoto mas era impossível, não tinha nada para servir de torniquete apenas o cadarço de sua bota, foi o que fez o sol ainda queimando sua nuca e mãos, fazendo todo o seu corpo suar, uma nuvem de poeira, balas e mais gritos. Foi quando aconteceu. Um gritou que John, não havia ouvido sair de sua boca, mas reconheceu como sendo seu minutos mais tarde, OH...Era tão quente ! Quente demais para se aguentar....! Sua pele iria rachar...Tudo era vermelho e estava queimando por dentro também ! Oh, Deus ! O que era aquilo.... O que estava acontecendo....Gritos ! — Oh, Deus, por favor me deixe viver ! — Gritou — Por favor, Deus ! Por favor.....! ( At the end of the world or the last thing I see — The Ghost of You — MCR ) Talvez aquele fosse o fim do mundo. Talvez o sol do deserto afegão fosse a última coisa que visse. Então Adeus, mundo ! Ele nunca amaria ninguém. Alguém o chamava. Ele nunca teria um filho. Ele nunca veria Harry ou Londres novamente, nunca mais....Nunca mais. Tudo ficou preto. -x- John estava de volta á Londres, com PSTD e mancando de uma perna ganhado uma pensão mínima e morando em um quarto barato, monocromático e simples, com visitas á uma psicóloga e um blog vazio. Porque nada nunca acontecia á ele. Era mais um dia sem esperança para John, nada além do normal, iria dar uma volta em Hyde Park e voltaria para sua vida entediante. Ele tinha um plano apara aquela noite, não era o certo, era egoísta mas aquilo colocaria fim a tanta solidão. Encontrou um velho amigo, Mike Stanford. Caminharam até St. Barts, para conhecer um futuro flatmate de John, John não creditava em destino ou coisas do tipo mas, aquele encontro dele com aquele homem tão lindo, que tinha olhos nem cinzentos nem azuis, e mais tarde John viria descobrir que tinha um pouco de verde e dourado neles também, que pareciam ler sua alma, só poderia estar escrito nas estrelas. — Afeganistão ou Iraque ? — Algo dentro de John aqueceu ao ouvir voz do moreno. — Desculpa como ? — Ele teve de perguntar. Sherlock Holmes, soltou suas deduções esperando mais um tapa um grito ou alguém chorando quando tudo o que ouviu foi : — Isso foi Incrível — E John sabia que algo tinha finalmente lhe acontecido, algo muito bom. Ao ver os olhos do outro brilharem pelo elogio sincero. Trocaram mais algumas palavras. — Mas eu nem sei, seu nome ! — — O nome é Sherlock Holmes, o endereço é : 221B Baker Street, Boa Tarde — E com uma divertida piscadinha Sherlock Holmes, saiu. John não sabia até mais tarde aquela noite mas, a partir daquele dia faria tudo absolutamente tudo por Sherlock Holmes e sabia também que iria amá-lo incondicionalmente.
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