Who We Are - A Saga do Caos
3 Seguindo as vozes desconhecidas.
Notas iniciais
P.o.v Esmeralda
Mayra .....Esmeralda......Camila e Sofia.... Sussurrava a voz. Ou as vozes, já que as vezes parecia ser de uma garota,e outras de um homem.A segunda voz era bem mais profunda e assustadora que a outra.
Sigam-me,se querem um pouco da verdade.Olhei para as minhas amigas,sem saber oque fazer.
Camila decidiu por nós e começou a entrar na mata.Seguimos em silêncio.Ninguém parecia ter coragem para quebrar o silêncio sinistro e assustador que pairava no ar.Depois de algum tempo percebi que havia ali uma trilha,que parecia não ser usada a muito tempo.O mato quase a tampava completamente então era difícil seguir caminho por entre as plantas.
Depois de alguns minutos as vozes cessaram e então vimos que estávamos completamente perdidas em meio a floresta.Olhando para o céu percebi que poucos raios de luz restava.
–Acho que estamos perdidas- Sofia comentou. Todas concordaram. Alguns segundos de silêncio e eu fiz a pergunta que já pairava no ar:
–O que faremos agora?
**********
Bem,fizemos o máximo que podíamos,o que não era muita coisa.
Bem, nós basicamente andamos mais alguns metros até uma clareira e finalmente todos os episódios de À prova de tudo e de The Walking Dead valeram a pena.Nós montamos um plano: Íamos montar turnos de vigia,fazer uma fogueira e tentar arranjar frutas para comer.
Deu tudo meio certo. Meio por que a fogueira quase não queimava,achamos só algumas mangas e laranjas e eu fiquei com o primeiro turno de vigia.Quando meu tempo terminou,acordei Sofia que foi se sentar debaixo da árvore onde antes eu montava guarda.
Só que a minha querida amiga dormiu e só acordou no outro dia quando fomos acorda-la
–Hã — Ela olhou para gente assim que abriu os olhos.Todas olhávamos para ela com raiva — Acho que fiz merda.
Ainda bem que não era um apocalipse zumbi (Acho que esse era o único lado bom) porque se não estaríamos todas mortas.
–Você acha?- May perguntou- Eu tenho certeza.
–Desculpa?
May revirou os olhos. Sofia levantou e se espreguiçou.
–O que aprendemos hoje crianças?-Ela perguntou.
Olhamos para ela como se ela fosse retardada,o que em parte ela é.
–Aprendemos que você não serve para ficar de guarda e que o seu sono e preguiça podem acabar nos matando?- Perguntei.
–É, mais ou menos isso.
Ela se levantou e Camila foi com ela até um pequeno lago que ela tinha achado quando acordou.
Depois todas nos reunimos ao redor da nossa extinta quase fogueira e comemos algumas frutas encontradas por ali mesmo.
–Então -Começo- O que vamos fazer agora?
–Não sei -May respondeu -Estamos completamente perdidas.
–Estamos perdidas em todos os sentidos- Camila fala
–É. Entramos na floresta por causa dos sussurros,que prometeram nos falar a verdade.E seja lá o que isso quer dizer,só serviu para nos deixar perdidas numa floresta com ainda mais dúvidas.-Sofia pode ser o que for,mas ela tinha seus momentos de inspiração -Por mim,entraríamos mais para dentro,marcando o caminho.Talvez nós possamos encontrar alguma coisa.Se até o fim do dia não encontramos nada,voltamos para cá e amanhã poderíamos tentar voltar para o acampamento.
Concordamos com a cabeça. Até porque não tínhamos muita escolha. Se voltarmos para o acampamento sem saber sobre as vozes ficaríamos com isso na cabeça e nos arrependeríamos de ter voltado.Além do mais,eu sentia que era importante.Minhas amigas também pareciam sentir isso.
Andamos durante horas, mata a dentro.A trilha antiga que antes seguíamos se abria em três caminhos diferentes,então escolhemos um e seguimos.Depois de umas quatro horas de caminhada,estava cansada e com fome.Devia ser hora do almoço.Sentamos para descansar quando a trilha se dividiu novamente.
–Está tão calor — Camila falou girando a pequena faca que vinha usando para marcar o caminho.
–Aham — Sofia concordou- Preciso comer alguma coisa senão vou desmaiar.
May abriu a boca para falar, mas a fechou logo em seguida.
–Vocês ouviram isso? -Perguntou baixinho.
Negamos com a cabeça.
–Você tem certeza que..-Parei de falar no momento em que eu conseguir ouvir também.Eram as vozes.Levantamos todas,atentas aos sussurros que ficavam mais altos.
–Vejo que vocês não desistiram....Acho que merecem ouvir o que sei sobre vocêssss.Sigam o caminho da esquerda e chegaram ao seu destino.-Fizemos o que a voz mandou.Praticamente corremos o estreito caminho.Me arranhei toda,mas a curiosidade me fazia querer correr ainda mais rápido.
Depois de correr por um tempo que pareceu a eternidade, chegamos ao fim da trilha que aparentemente levava a uma caverna.Então fizemos uma coisa que anos assistindo filmes de terror devia ter nos ensinado a não fazer: Entramos na caverna escura,com apenas uma faca como arma,cansadas e morrendo de fome.
No momento em que cruzei a entrada da caverna e sair do alcance da luz do sol,senti o ar ficar mais frio e pesado.Demos mais alguns passos e então umas tochas antigas se acenderam sozinhas,fazendo com que nós recuássemos um pouco.A claridade da luz das tochas fez com que pudéssemos enxergar quase tudo na caverna.Apesar de todas sentirmos que havia algo muito estranho,nenhuma de nós pensou duas vezes quando correu até algumas telas que estavam cobertas por grandes panos brancos,como quando você vai pintar a casa e cobre os moveis para não sujar.
Puxamos aqueles panos e o que vimos nos deixou ainda mais assustadas .As telas cobertas mostravam cenas de lutas e as ultimas,escondidas bem lá no fundo mostravam nós quatro,todas segurando espadas e lutando contra alguma coisa que estava envolta por uma nevoa muito negra.O mais estranho de tudo era a data das pinturas: Todas elas eram de bem mais de vinte anos atrás.
–Olha só tudo isso! – May falou,girando a cabeça e olhando para o resto da sala.
Imitei o movimento dela e vi nas paredes ainda mais quadros e muitas armas e escudos. Vi também rolos de pergaminhos espalhados por mesas que haviam do outro lado da sala. Bem no fundo ,consegui enxergar ainda estandes cheias de livros,com aparência de serem muito antigos.Ao lado dos livros,vitrines exibiam potes de líquidos das mais belas misturas de cores. Além do mais toda a caverna era lindamente decorada,como se a muitos anos atrás fosse a casa de alguém.Andei até uma parte da caverna que não era bem iluminada,levando uma das tochas para que pudesse ver melhor.Nessa parte era possível ver puffs,uma escrivaninha e uma cama.Depois fui até a parte das mesas com os pergaminhos,onde a Sofia já procurava alguma coisa que pudesse ser importante.
Tentei ler algumas coisas,mas estava tudo muito empoeirado.Quando tentei pegar um dos pergaminhos levantei poeira,fazendo nós duas espirrar.
–Cuidado com a sua bronquite asmática – Sofia falou em tom de alerta, sorrindo.
–Cuidado com a sua rinite e sinusite – Retruquei no mesmo tom.
Do outro lado,Camila ainda observava as telas,sem parecer acreditar no que via.
–Como tudo isso é possível?
Como se fosse para responder a pergunta dela,uma forte luz surgiu bem no meio da caverna,seguida de uma voz,a mesma voz de mulher dos sussurros:
–Minha cara,é justamente para responder a essas suas duvidas que eu estou aqui.
A luz cessou e no lugar era possível ver uma mulher ruiva,de uns vinte cinco anos em pé perto de uma mesa cheia de comida que apareceu junto com ela.A mulher se sentou.
–Venham, sentem comigo –Falou – Trouxe tudo isso para vocês.Imaginei que tivessem com fome.Ah,por favor,deixe tudo como estava.
Olhei para Sofia a tempo de a ver esconder um pergaminho dentro da roupa.Ela viu que eu estava olhando e levou o indicador perto da boca,pedindo que eu não contasse.Concordei discretamente com a cabeça e nós duas fomos em silêncio até a mesa.Mesmo não conhecendo aquela mulher,o jeito como ela olhava para nós fez com que eu me acalmasse,então me aproximei com cautela,mas sem medo.
Antes de me sentar toquei bastante minha cadeira,só para me certificar de que ela existia mesmo.Olhei para a mulher e vi que se olhasse durante muito tempo ela parecia quase desaparecer.Todas nós sentamos e esperamos para ver quem seria a primeira a ter coragem para fazer todas aquelas perguntas que estavam no ar.
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