Who We Are

14 Carta XIII-Querido Matt, olhe nos olhos do inimigo


Notas iniciais
Olá Tia Red aqui!! Então, espero realmente que gostem desse capitulo. Beijão seus lindos

A dor nos braços não era o que incomodava mais. Não. O que a incomodava de verdade era ter que evitar fazer uma careta a cada passo. Cada mexida na perna era como uma faca sendo enfiada em suas pantorrilhas.

Mags evitara se olhar no espelho. Não queria ver os roxos nem os hematomas espalhados pela face e pelo corpo. No café da manhã quando Effie a olhara preocupada sem falar nada, a garota apenas suspirou.

–Apenas me ajude a esconder os hematomas-falou num tom cansado.

Effie queria enchê-la de maquiagem mas Mags se recusou terminantemente. Havia um traço de roxo em seu rosto no final, mas ela não se importava. Imaginou se algum paparazzi de Calígula a encontraria e inventaria uma manchete terrível sobre a problemática filha de Katniss Everdeen. Felizmente, quando ela saiu naquela manhã com seu costumeiro capuz preto, ninguém a reconheceu. Provavelmente porque a alegria da neve já havia passado e o frio e a chuva faziam todos caminharem apressados. Todos menos Mags.

Hoje, apesar de sua resolução de ser forte, não estava nem pouco a fim de chegar no Departamento. Sabia que não chegaria atrasada e nem queria chegar muito cedo como normalmente fazia. Deixou a carta de Matt no serviço de entrega postal de Panem e ficou uns preciosos segundos observando a entrada do Departamento. “Apenas mais um passo. Não vão te trancar de novo. É um espaço bem grande. Apenas mais um passo”

Então ela respirou fundo e deu o maldito passo.

Não foi tão difícil, mas ainda assim foi aterrorizador. Alguma coisa essencial se quebrara no ataque. Mas a violência também deu a Mags uma sensação de propósito que ela não tinha há muito tempo. Ela finalmente tinha entendido que não apenas queria estar na capital, mas precisava.

Embora faltassem cinco minutos para o inicio da aula, a maioria dos seus colegas já estava em sala quando chegou. Nash e Phoebe entre eles. Os dois abriram sorrisos quando viram Mags mas suas expressões logo se coloriram de preocupação ao verem o rosto da garota. Mags sorriu para os dois, tentando tranquilizá-los.

–Mags, o quê …-começou Nash

–Cara, você andou brigando de novo? -Sussurrou Phoebe para ela -Seu rosto parece...sem ofensas, ele continua sendo o rosto mais adorado de Panem, só que… parece que passou por um moedor de carne.

Mags continuou sorrindo mas contou, sem muitos detalhes, o que acontecera na noite passada. Ela viu a cor do rosto dos amigos sumindo totalmente. Phoebe e Nash pareciam prestes a falar qualquer coisa, mas ficaram calados.

Mags sentiu seu sangue parando de circular quando um grupo de colegas entrou na sala. Ela não sabia quem tinham sido seus atacantes. Ela tinha palpites, conhecia um ou dois, mas não tinha certeza de quem estava envolvido. Uma das colegas passou por ela com um sorriso amplo no rosto.

– Você fica bem mais bonita de trança sabia?-Sussurrou ela maldosamente.

Mags podia sentir o gelo penetrando em seus ossos. Ela percebeu que estava começando a tremer e segurou na cadeira para tentar se manter estável. Mags tentou focar sua mente em algo que a fizesse se sentir segura.

O ponto de fusão de carbono é o mais alto dos elementos químicos, 3527 graus celsius”.

Nash e Phoebe a olharam cada vez mais preocupados.

–Mags?- Nash a chamou preocupado.

Ela reconheceu um dos atacantes quando ele entrou na sala.

hidrogénio é o mais abundante dos elementos químicos, 75% da massa elementar do universo é feita dele.

–Eu estou bem- respondeu Mags forçando um sorriso- Eu estou bem.

Talvez, se ela continuasse dizendo isso para si mesma, a mentira se tornasse verdade.

Quando Seymor entrou na sala encarou Mags a garota sentiu o rosto corando furiosamente e teve que lutar para não desviar o olhar. Fora ele quem a ajudara. Ela não sabia bem como lidar com esse fato.

Desde que se conheceram tinham quase que se odiado mutualmente, mas ele a ajudara. Isso era tão desconcertante quanto ...bem, ela não conseguia pensar em nada tão desconcertante assim. Talvez Haymitch dando uma palestra no Jardim de Infância do 12 (Isso acontecera uma vez, mas diferente da atual situação, rendeu boas risadas de toda a família Mellark)

–Você está bem?- O garoto perguntou assim que viu Mags.

Mags deu um pequeno sorriso e assentiu, soltando um pequeno obrigada constrangida. Não conseguiu encarar muito tempo Seymor e fez o possível para não prestar atenção nos olhares inquisitivos de Phoebe. Abriu sua mesa ignorando os olhares preocupados dos três e finalmente a aula começou.

Se era possível, as coisas só pioraram no almoço. Mags achou que eles estavam satisfeitos de atormentá-la. Parecia que não. Mags viu um dos atacantes de Nash a encarando. O Pensamento dele era quase palpável. “Como uma idiota como você roubou minha vaga? Você pode ter pais famosos, mas não vai se livrar de mim”

Então Mags fez algo que surpreendeu até mesmo ela. Levantou o copo de suco numa saudação e deu um sorriso para o valentão. Ele a encarou com raiva, como se não acreditando que ela estava ali, sorrindo para ele, bem, apesar dos roxos no rosto.

–Você tem um desejo louco por problema né?- exclamou Phoebe séria. Quando Phoebe afirmava que alguém estava sendo imprudente...bom o mundo estava de cabeça para baixo. Mags não se importou. Resolveu que deixaria o mundo dar quantas voltas ele quisesse.

–Tenho que ir- disse apressada para os amigos, assim que terminou o sanduíche de atum, uma das especialidades do 4 e a favorita dos estudantes do departamento. Mags até ficou feliz quando teve que se despedir rapidamente dos amigos e sair do refeitório. Queria fazer uma pesquisa sobre a clínica na qual teria que prestar o serviço comunitário no dia seguinte.

Felizmente, o local onde ficavam os novos computadores para consulta dos acadêmicos estava vazio aquela hora.

Mags ficou surpresa quando a resposta da sua pesquisa veio rápida, trazendo uma noticia publicada um ano antes.

A Clínica Health's Angels foi construída 15 anos após a Revolução do Tordo. Especializada em problemas psiquiátricos e doenças mentais crônicas, a clinica atende cerca de 500 pessoas por mês e possui cerca de 120 pacientes permanentes. O Local também é conhecido por se tratar de uma clínica pioneira nos estudos de pacientes com sequelas de Varíola neuroforme. Uma mutação do vírus da varíola que causa degeneração cerebral.

A Clínica foi criada por Galia Hemingway, nascida no distrito 13. “Criei a Health's Angels com o intuito de poder ajudar a pessoa mais importante para mim, minha filha Liza. Ela é vitima da varíola neuroforme assim como a maioria dos nossos pacientes. Hoje, nossa clinica é uma das mais reconhecidas de Panem e tem evoluído a olhos vistos, assim como minha Liza” contou Hemingway que vive na capital com o marido, Felipus Hemingway nascido na capital, e com a filha.

A garota já tinha ouvido falar na Varíola neuroforme. Haymitch contara que ninguém sabia muito bem como a doença funcionava, só que o vírus tinha surgido no 13 e que ele tinha sido transmitido como arma biológica durante a guerra. “Na época, ninguém soube ou deu muita importância. Panem só se deu conta dos estragos muitos anos depois, quando o primeiro bebê com a doença nasceu. Ninguém sabe se foram os rebeldes ou a capital quem espalhou o vírus”. Ela ainda lembrava de Haymitch explicando.

Ela suspirou e foi em direção a sala dos estagiários de bioquímica. Ela disse a si mesma que não tinha nenhuma importância estar fazendo o mesmo percurso de ontem. Perto da sala, mais alguém falou algo sobre ela ficar melhor de tranças. Mags ia responder quando ouviu uma voz conhecida.

–Vá embora Magno. Talvez o professor Pompeu goste de saber que você anda usando mais ervas do que o necessário para experiências- Audrick soou mais ríspido do que Mags jamais vira e o outro garoto apenas deu de ombros e soltou um sorrisinho malicioso para Mags.

–Obrigada- falou Mags, porque ela não conseguia pensar em algo melhor para dizer.

Seymor a encarou como se ela fosse algo realmente estranho e apenas assentiu, voltando para seus estudos.

–Huum..Audrick…- Falou Mags enquanto se dirigia para um microscópio ali perto- Por que você está me defendendo? Quero dizer… obrigada por ontem. Mas eu sempre achei que você seria o primeiro a ...bem, concordar com tudo isso.

Audrick parecia irritado quando olhou de novo para garota. Sem querer ela notou que o tom castanho dos olhos ficavam mais escuros quando ele ficava brabo.

–Porque eu não sou um psicopata- Respondeu ele se virando de costas para a garota e pegando uma das amostras de veneno do armário- Além disso, não gosto de injustiças. Você pode até ser inútil em muitas coisas mas é uma ótima química.

Ok. Esse era o Seymor que ela conhecia, apesar do elogio. Depois disso, o restante da tarde transcorreu em silêncio.

Umas três noites depois, quando abriu seu livro de físico-quimica.ela sentiu como se tivesse se jogado no lago da floresta em uma dia gelado de outono. Uma Rosa. Alguém havia colocado uma rosa dentro de seu livro.

Rosas significavam veneno. Rosas significavam um antigo poder da capital. Rosas significavam uma mensagem. “Estamos de olho em você”.

Ela só percebeu que estava apertando muito a flor quando algo quente e vermelho começou a escorrer dos seus dedos.

Ela lembrou de uma vez, faziam uns 9 anos. Ela e Matt estavam na floresta, correndo, tentando perseguir alguns gansos que voavam. Matt costumava acreditar que, se eles conseguissem seguir os animais, eles acabariam em um lugar mágico. Mags, tentara explicar que eles estavam indo para o sul para reproduzir. Matt dissera que ela era uma estraga prazeres e os dois acabaram correndo em direção ao sul da floresta.

Mags subiu em uma árvore para conseguir vê-los melhor e pulava de galho em galho enquanto Matt ria embaixo, correndo por entre as árvores. Mags segurou em um dos cipós, mas ele não estava bem afixado e acabou batendo em uma árvore e caindo de uma altura de mais ou menos uns 5 metros.

Ela lembra que no instante em que os pés da garota tocaram o chão Matt começou a chorar. Ela registrou tudo isso em meio a dor. Seu tornozelo estava praticamente quebrado. Matt tinha apenas 7 anos, ela não podia deixá-lo sozinho e pedir que ele voltasse para casa e avisasse os pais. Embora tivesse certeza absoluta de que o garoto conseguiria fazer isso.

–Matt-disse ela tentando não pensar na dor- Está tudo bem. Pode me ajudar a caminhar de volta para casa? Acho que os gansos vão ter que esperar.

Então, Matt sendo Matt enxugou as lágrimas e serviu de apoio para a irmã enquanto ela caminhava apenas com uma perna. Quando chegaram em casa, Peeta ajudou Mags a cuidar do tornozelo e mesmo quando ele teve que ser colocado de volta no lugar a garota mordeu o lábio para não chorar. Matt a encarava e ela não queria que a floresta se tornasse uma lembrança ruim.

Quando acordou de madrugada por causa da dor, a mãe estava lá no quarto com ela. Mags não achou estranho porque ela vivia no quarto dos filhos. Katniss parecia precisar verificar todos os dias se eles estavam vivos.

–Como você está?- Perguntou ela, observando a filha cuidadosamente

–Bem melhor- Respondeu Mags porque era verdade.

A mãe deu um sorriso timido.

–Você foi tão corajosa hoje- E Katniss não disse isso como fazia toda vez que Mags era obrigada a falar com um estranho ou com a imprensa,era apenas um fato- Você é tão parecida com seu pai e com Prim. Sua gentileza, sua capacidade de ver o bem em todo mundo. Mas também há algo meu em você. Sua coragem, sua capacidade de proteger aqueles que ama. Não esqueça disso Mags.

Mags não entendeu porque essa lembrança veio tão forte naquele momento. Ela olhou o espelho. Os olhos azuis, o cabelo comprido e preto. Ela percebeu que havia algo nela que sempre lembraria todo mundo dos pais. “Você fica melhor de tranças”

. Sem pensar ela foi até uma gaveta. Era ali que estava. A tesoura comprida que ela usava para recortar papeis e lembretes importantes quando estudava. Ela se sentou na frente do espelho e fez algo que a mãe nunca pode fazer. Ser ela mesma.

A primeira mecha foi a mais dificil. Depois veio a segunda...e a terceira… e quarta… e enquanto ela cortava era como se fosse se livrando de algo a cada fio de cabelo que caia. “Você fica melhor de tranças”, mais um fio negro no chão. “Você tem veneno de teleguiada no sangue?” já estava na metade. Com uns quilos a mais e com uma forma de vestir simples Margareth Mellark agora é a mais nova moradora da Capital” quase lá. “Comendo muito pão estrela?”

Mags não soube quanto tempo durou o processo, mas quando terminou sentiu que pela primeira vez via o próprio reflexo no espelho. O cabelo negro não estava mais comprido. Ele caia levemente em odas até um pouco abaixo do queixo. “É uma pena que todo prefira minhas tranças. Nada mais de tranças para Margareth Mellark”.

Era engraçado, depois do corte era como se ela realmente tivesse aceitado quem era. Sim, ela era a filha do tordo, A filha da soldado Everdeen. E nunca se sentira tão parecida com a mãe como naquele momento. No entanto, agora ela era também Margareth Mellark.A futura quimica de panem, alguém que um dia seria uma respeitável cientista. Sorriu feliz.

–Olá Mags. É Bom ver você.

A Carta de Matt tinha chegado naquele dia, mas ela ainda não tinha tido coragem de ler. Não tinha certeza se fizera bem em contar do ataque ao irmão, mas a verdade era… Matt não era mais o seu pequeno menininho para proteger. Era seu confidente. O irmão mais novo que lhe diria o que precisasse ouvir, e estaria pronto para ouvir e a apoiá-la, sempre. Então, depois de olhar mais uma vez seu reflexo no espelho resolveu que era hora.

A crônica de Matt como sempre deixava a garota pensando como nunca tinha percebido o quanto ele era bom. Matt tinha um dom. E pela primeira vez Mags conseguiu perceber o homem que ele seria e sentiu um enorme orgulho.

Querido Matt

Eu deveria começar esta carta lhe parabenizando pela sua crônica. Como sinto que vou começar todas as cartas dessa forma, então vou partir para outro assunto, tão importante quanto. VOCÊ BEIJOU AMY!!!!!

Ok, desculpe. Estou feliz por você, de verdade. Eu não vou fazer um monólogo de como você já deveria ter pedido a menina em namoro (Você não vai me ouvir dizendo isso de novo, mas ela vai ter sorte de ter um namorado como você), nem dizer que já era hora, porque, já era hora. Vou apenas dizer que estou feliz por você. Viu, estou sendo absolutamente madura sobre esse fato.

Fico feliz que tenham falado com vovó. Eu sei que deveria ligar para ela. E estou grata que tenham dado noticias minhas. Me sinto culpada por não ter ligado antes. É engraçado como a vida ás vezes nos atropela completamente e acabamos esquecendo coisas importantes. Como falar com alguém que amamos mas que está longe.

Falando na vovó, você sabe alguma coisa sobre Variola neuroforme? A Clinica onde vou trabalhar é especializada nisso e estou animada. Apesar do nome um tanto idiota Health's Angels pode realmente vir acalhar nas minhas pesquisas com teleguiadas.

Matt, obrigada. Obrigada por não ter contado a mamãe sobre os ataques, por estar protegende eles de tudo o que tem acontecido por aqui. Eu não sei quantas vezes vou precisar te agradecer por isso. Bom, eu também fiquei furiosa. Mas a raiva me deu algo Matt. Descobri um lado inteiramente novo que eu vinha negando a mim mesma há muito tempo. Eu sou uma lutadora.

Não do tipo da mamãe é claro. Mas eu sou. Descobri que sou do tipo que não irá baixar a cabeça. Que fará o possível para continuar, mesmo quando eles não quiserem. Principalmente quando eles não quiserem. Eu sou do tipo de guerreira que olha nos olhos do inimigo.

Não fique preocupado Matt, cada dia que passa tenho mais certeza de que é aqui que tenho que estar. O ataque me mostrou isso. E me mostrou uma lado inteiramente novo de pessoas que eu convivia.

Descobri que Phoebe pode ser cautelosa, que Nash pode ficar completamente perdido. E percebi que Seymor Audrick pode ser até justo. Nunca falei dele antes. Ele era um garoto com o qual eu vinha evitando contato e trocando farpas durante um bom tempo. Mas foi Audrick quem me ajudou naquela noite. E Segundo ele, foi injusto o que aqueles garotos fizeram comigo. Eu jurava que Seymor seria o primeiro a atirar uma pedra em mim. Viu, pessoas são mais complexas do que imaginamos.

Suas cartas geralmente chegam na quarta-feira. O que é um saco porque todo sábado eu tenho que inventar algo para fazer. Geralmente me encontrar com Nash e Phoebe. Não Matt, não ficamos estudando fórmulas quimicas. Fazemos isso durante a semana. Gostamos de ir no “Doo dools”. É um local que vende música.

Sim, Matt. Música. Nós três temos gostos muito diferentes. E eu tenho que ficar me controlando por que Nash sabe todas as músicas possíveis e gosta de cantar. E ele tem uma voz que poderia fazer com que os tordos parassem para ouvir. Depois disso eles sairiam voando para outro planeta se pudessem. Phoebe não é tão ruim. Na verdade ela é bem boa. Quanto a mim...não vamos falar de mim.

Obrigada pela foto de papai e Haymitch. Papai parece mais velho e Haymitch parece mais descansado. Acho que o soro está realmente funcionando. Coloquei a foto em porta-retratos que roubei de Effie. Agora ela está no meu quarto.

Matt estou tão orgulhosa de suas crônicas. Você enxerga as coisas que o rodeiam e consegue colocar isso em palavras, E faz com que as pessoas entendam o que você quis dizer eu que você vê. E o principal. Você entende que cada um tem seu ponto de vista e que isso deve ser respeitado.

Quando você falou sobre o dois eu fiquei estarrecida Matt. Estarrecida porque você captou a mensagem.

Uma vez, na minha sala de aula do 12, vi alguém menosprezando uma menina porque ela do 2. “Seu distrito foi covarde, seu distrito ajudou a capital a nos matar”. O que aquela pessoa não enxergava era que a menina não era o 2. O 2 não era o reponsável por ter ajudado a capital. Pelo menos não sozinho.

O responsável era nossa mania de não olhar nos olhos do inimigo. Não enxergar os outros como seres humanos. Apenas como inimigo. Quando vemos o outro apenas como uma ameaç, como um número a ser derrotado….então é ai que as coisas começam a dar errado. E o senhor que menosprezou a menina tinha perdido um filho para o dois. Quem sou eu para julgar?

Mande beijos a todos e diga que estou com saudade. E abrace papai por mim por finalmente ter trocado a farinha.

Com amor

Mags

Ps: Effie virou fá de Abraham Linconl. Acho que ela está recortando e guordando todas as suas crônicas em uma pasta especial. Conto para ela que estou fazendo o mesmo?

Notas finais
Então o que acharam? Espero que tenham curtido. Lembrem que a opinião de vocês é muito importante para nós.