Who We Are

2 Porcos Comunistas e o Lacrimejar das Chamas


Notas iniciais
Olá, sweethearts ♥ Não demorei tanto, but enfim oapskdospdksapodka Cá está mais um capítulo - um pouco curto e narrado pela Hayley. Espero que gostem e até lá embaixo o/

“- Faça amor, não faça guerra.

– Eu prefiro fazer os dois!”

MIB – Homens de Preto 3

– Só “Porcos Repressores” está bom? – Stefan me pergunta.

– Acrescente também “individualistas”, “destruidores de sonhos” e “filhos da... – sou interrompida.

– Hay, só os dois primeiros estão ótimos. Não precisamos ir a tão baixo calão. – Elena sorri ao me dirigir a palavra. Bufo e assinto, colocando o óculos escuro.

Indico a Damon para desenhar vários símbolos da paz pela parede e Klaus o ajuda. Terminamos o serviço, por assim dizer, e voltamos com a velha Kombi para a nossa atual moradia. Sento-me num banco do fundo e Klaus acomoda-se ao meu lado. Dou um beijo na sua bochecha.

– Obrigada. Sério.

Ele me olha como se não entendesse ao que eu havia me referido. Mas ele havia. Seu olhar não escondia. Depois de alguns minutos, o percurso termina. Nos encaminhamos floresta à dentro. No meio da clareira, um monte de madeira queimada se reúne. Um trailer está estacionado próximo ás árvores, de modo que fique escondido.

Entrelaço nossos dedos e faço movimentos circulares na palma de sua mão, com o polegar. Sorrio para Klaus e ele retribui timidamente. Acho fofo e solto uma risadinha, enquanto ele põe uma mecha do meu cabelo que havia escapado da tiara para trás da orelha. O espio por cima dos óculos escuros e redondos, mordendo o lábio inferior para conter uma risada. Ele estava engraçado, comparado ao antigo Klaus. Esse receptáculo possuía um cabelo loiro e comprido, com a barba por fazer. Estava com uma flor dentro do bolso da camisa branca de manga longa e de bermuda colorida. Para mim estava lindo. Para os comunistas era só mais um hippie ridículo que deveria parar de usar drogas. E esse é só mais um pensamento patético e leigo do patético e leigo governo.

Nos sentamos na grama ao redor da fogueira que alguns dos revolucionários haviam feito há algumas horas. Eu e ele estamos acampando no meio da mata com mais alguns amigos socialistas, já que fui praticamente expulsa do meu próprio apartamento pelos meus pais que não apoiavam a ideia de que “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Todos eles acham que somos loucos. Que a ideia de mudar o mundo para a igualdade é algo absurdo, que vamos acabar com ele. Imagine se eles pensassem assim há anos atrás? Será que ainda seríamos empalados e torturados até a morte pela Igreja Católica? Será que ainda urraríamos e comeríamos carne crua como os homens das cavernas? Me corrigindo: será que eles comeriam carne crua como os homens das cavernas?

– Como foi hoje? – Jeremy ajeita os óculos que ele não precisava usar.

– Nem muito e nem pouco promissor.

– Com exceção dos muros. – cutuco Klaus com o cotovelo. – E talvez de algumas informações extras.

Todos nós mostramos as palmas das mãos marcadas de tinta spray azul. Repito o que havia dito para os outros horas atrás. Jeremy, Bonnie, Tyler, Rebekah e Matt assentem, satisfeitos com pelo menos isso. Por mais que nós nos esforcemos, os cabeças-duras não cedem. Talvez nunca cedam. Mas desistir será a última coisa que faremos.

– Será que devemos continuar com isso? – Tyler quem diz, seguino de um silêncio tenebroso.

– O que você quer dizer? – Elena interrompe, cética.

– Será que isso é mesmo necessário? – ele continua – Todo esse “auê” que não vai dar em nada?

Avanço para cima dele mais rápido do que você pode dizer “moribundo”. Tyler poderia estar moribundo agora se Klaus não houvesse me puxado pelos ombros, me trazendo de volta ao meu lugar. Por Deus, aquele garoto conseguia deixar meus nervos à flor da pele.

– Qual é o seu problema? – grito próximo ao seu rosto, com os braços nas costas sendo segurados por Klaus e Damon.

– Lobinha, não posso dar minha opinião? Essa é a liberdade pela qual vocês lutam? – sua risada me faz atingir o ponto alto da fúria.

– SEU HIPÓCRITA! – cuspo em sua cara, minha saliva passa raspando em sua face. Seu semblante muda. – Fumou demais, meu bem? Tá pensando que é quem para me chamar assim?

Liberto minha mão das de Klaus e cerro o punho, acertando logo em seguida o grande nariz de Tyler. Meus óculos voam longe.

– Você vai me pagar. Vai se arrepender, Hayley. – coloca a mão no nariz para tentar estancar o sangramento. Não me arrependo.

Ele sai e se embrenha na floresta densa. Eu como algumas frutas vorazmente e Klaus mordisca folhas verdes. Não acho que ele deixará de ser um carnívoro tão fácil. Vamos fingir que eu não vi os ossinhos enrolados em uma sacola no canto da nossa barraca. Jeremy e Bonnie dividem um baseado por trás das chamas laranja e vermelhas, que ás vezes me fazem lacrimejar, mesmo com os óculos recuperados.

Alguns de nós já foram dormir depois do meu ataque e decido fazer o mesmo. Sigo por entre ás árvores até a outra clareira – me sentindo furiosa -, onde a barraca suspensa se estende, dando mais vida ás estrelas no céu noturno. Sem as luzes para atrapalhar sua luminosidade, me sinto conectada a elas, como se cada uma fosse uma parte variada da minha personalidade. Isso me acalma. Puxo a armação dos óculos para o topo da cabeça quando ouço seus passos.

– São lindas, não é? – seus braços me envolvem por trás e eu apoio minha nuca na curva do seu ombro, olhando para cima.

– Não tanto quanto você.

– Seu clichê ás vezes me mata.

– Só estava tentando aliviar a barra.

– Eu sei – sorrio. – Desculpe.

Seu nariz e sua respiração roçam no meu pescoço, me arrepiando. Aconchego-me mais contra o seu peito e encaro o céu. O ritmo do seu coração é lento e tira as preocupações que tenho em relação ao Lockwood e a toda e qualquer coisa que me atormenta.

Depois de um tempo, ainda enrolados um ao outro, caminhamos até a barraca, escalando parte da árvore para alcançar sua entrada. Iço-me para dentro da estrutura de pano e rolo para o a parede oposta, dando espaço para Klaus sentar ao meu lado. Tiro a tiara, meus brincos e óculos. Minhas pernas de enroscam nas camadas finas de tecido da minha saia comprida – a qual eu havia colocado depois de me livrar daquela calça anti-liberdade — e eu as sacudo desesperadamente fazendo um leve ruído, tentando me libertar. Encaro Klaus na negritude e nós dois começamos a rir, entendendo a metáfora. Esgueiro-me de dentro da saia.

– Certo. Quais são nossos principais motivos? – pergunto isso todas as noites, pois só dessa forma nós temos certeza de que isso é real.

– Igualdade em todos os sentidos: raciais, sexuais, política, entre outros. Liberdade sexual. Menos guerras, mais amor. Um mundo no qual você não precise ver tudo preto e branco. – ele responde.

– E é para isso que existe a LSD.

– Engraçadinha psicodélica.

– Eu sei. – acendo uma lanterna e a aponto de baixo para cima em meu rosto. Pisco os olhos, como quem quer mostrar os cílios.

Deito a cabeça em seu colo e puxo as cobertas até o queixo, me aquecendo e jogando a luminária improvisada já desligada para o outro lado.

– Ah, não se esqueça da não obrigação de se casar pura.

– Principalmente isso. – o cutuco.

– Não que não podemos resolver isso agora...

– Nem pense.

– Achei que você estivesse me dando uma opção, sweetheart. – sei que ele está sorrindo, apesar da escuridão.

– E eu achei que eu estivesse apenas relatando um fato.

– Um fato muito interessante – sua voz é melodiosa.

– Bem interessante – digo puxando-o para debaixo dos edredons e o abraçando.

Algumas horas depois, suponho pelo perceptível escurecer do céu, sinto alguém me cutucando. Caroline. A lua ilumina parte do seu rosto que está fora da barraca e ela ameaça sussurrar algo, mas a censuro levantando a mão. Espero ela descer e olho de soslaio para Klaus, que está inerte em seu sono.

Notas finais
E aí, O que acharam? Reza a lenda que quando comentam o capítulo saí mais rápido... Momento autora carente, mds. Enfim, até o próximo ~entre domingo e terça~. Beijinhos, Lecter.