Who Owns My Heart?
25 This Is War
Notas iniciais
– Vocês era um grupo de 50 garotos, quando chegaram aqui. Agora vejo 45 homens na minha frente. Três foram embora para sempre, dois fugiram, e enfrentarão algo muito pior do que o exército. Dez de vocês não são bons o suficiente para enfrentar os perigos que o mundo oferece, portanto, irão para casa. Os outros 35 ficarão aqui por mais 10 dias, e em seguida irão conosco para o Oriente Médio. Sirius, diga os nomes dos dispensados – Hades disse.
– Sidney Jenkins; Ethan Nakamura; Finn Hudson; James Cook; Theon Greyjoy; Gilderoy Lockhart; Carl Grimes; Fred Weasley; Davos Seaworth; Jon Snow – Sirius listou, e assim que ele terminou de falar, senti meu sangue congelar. Meu nome não estava na lista. Eu não voltaria para Annabeth. Eu iria para a guerra.
Eu não conseguia acreditar. Porque eles não me dispensaram? Eles dispensaram caras muito melhores que eu, como Jon Snow e Finn Hudson e me deixaram para a guerra. Não era possível, isso não podia estar acontecendo. Eu estava com tanta raiva que minha maior vontade era socar cada um deles, Hades, Sirius, Ares, todos eles. Eles podiam morrer, isso sim.
Annabeth precisava de mim, eu tinha visto com meus próprios olhos. Ela estava mais fraca a cada dia, e eu tinha que ficar ao lado dela. Agora, esses generais de merda me impediam de fazer isso. Era muito injusto.
Com raiva, fui deixar minha mala no alojamento
. Joguei a bagagem no chão de qualquer jeito, e me sentei em um dos colchões.
Alguns minutos depois, Sid e Cook vieram se despedir de mim. Sid estava tão feliz que não cabia em si, ir para a guerra significaria a morte para ele. Cook estava pálido, e parecia doente. Ele não sorria mais, não gritava e quase nem conversava. Ele entrou aqui como um homem feliz e saía como um cadáver.
– Boa sorte, cara. Vai dar tudo certo, eu confio em você, você é um dos melhores caras daqui. Vamos nos encontrar lá fora – Sid disse, enquanto me abraçava. Parte de mim queria acreditar nele, mas era difícil.
– Tchau Percy, boa sorte – Cook disse, me dando um breve abraço.
Eles saíram, e eu me deitei no colchão, pensando que talvez essa seria a última vez que eu iria vê-los.
Dez dias depois
Nos últimos dez dias nós treinamos, repassamos táticas de guerra, manejamento de armas e descansamos um pouco, além de ter a alimentação reforçada. Também aproveitei este tempo para escrever uma carta á Annabeth, dizendo que iria partir, e que voltaria daqui a seis meses. Tentei ser pouco sentimental e fui mais objetivo, para não assustá-la. Também expliquei que durante estes seis meses eu não poderia me comunicar com ela, mas que a guerra estava mais estável agora, então provavelmente nossa tropa regressaria ilesa aos Estados Unidos.
Finalmente o dia chegou. Iríamos em 3 helicópteros, cada um com 15 homens. Nossa bagagem era a mínima possível, apenas uma mochila. Já estávamos de farda, e nossas armas estavam guardadas em um compartimento especial no helicóptero.
Desembarcaríamos na Síria, e ficaríamos na base americana de lá. Nossa rotina lá seria uma surpresa, faríamos o que tivesse que ser feito, lutar com grupos rebeldes, prender desordeiros, resgatar civis e outras coisas do gênero.
O vôo durou mais de quatro horas, e chegamos lá ao cair da noite. Os helicópteros pousaram na pista da base, e saímos deles rapidamente.
A base era enorme, parecia uma mini-cidade. Era quase do tamanho de um bairro, e tinha várias “casinhas”, que não pareciam ter mais de dois cômodos. Além dessas casinhas, tinham outras maiores que pareciam enfermarias, casas de armas, depósitos de alimentos, entre outros.
– Cada um desses cômodos é onde vocês irão dormir. A base já conta com 150 soldados, e temos uma boa infraestrutura aqui, com armamento suficiente para todos, enfermaria, casa de banhos e alimentos de boa qualidade. Vocês podem formar grupos de cinco e escolherem onde irão dormir. Após essa divisão, venham para cá. – Ares ordenou.
Formei um grupo rápido com outros quatro caras e escolhemos um dormitório. O dormitório não tinha luz, as paredes eram fragéis e não tinha nada lá além de cinco colchonetes.
Voltamos para a entrada da base, e vimos alguns soldados antigos andando pelo complexo. Assim que todos nós voltamos, Ares disse:
– Venham comigo, vocês irão pegar suas armas.
Fomos todos para a casa de armas, que era gigantesca se comparada aos nossos dormitórios.
Ares saiu distribuindo as armas a todos, e algumas armas eram iguais, outras diferenciadas. Ele me deu um Rifle AK-47, um cinturão de balas e uma pequena pistola metralhadora. Assim que ele terminou a distribuição, ele disse:
– Essas armas ficarão com vocês o tempo todo, e vocês deverão levá-las sempre, para onde forem. Em caso de combate direto vocês receberão armas adicionais, entendido?
Todos assentimos, e fomos dispensados.
Dois meses depois
Finalmente a noite chegou, e fomos descansar. Deitei no meu colchão, e observei o teto. Eu não via a hora desse pesadelo acabar, queria voltar para casa, para minha família, meus amigos e Annabeth. Era uma tortura não receber notícias, não saber como andavam as coisas.
Além disso, a rotina aqui era maçante. Os alimentos de “boa qualidade” se resumiam a ervilhas e feijão enlatado, só podíamos tomar banhos a cada 15 dias, e a enfermaria tinha apenas 5 enfermeiras, e só íamos para lá se estivéssemos quase morrendo.
Tudo aqui era quente demais, sujo demais, arenoso demais, triste demais. A base fechou quando completamos 200 soldados, mas 65 homens já tinham morrido. Particularmente, eu não fui a nenhuma missão perigosa, apenas resgate de civis e reconhecimento de território, mas muitos dos nossos morreram em combate.
Eu tentava dormir, mas a insônia não deixava. Minha saúde havia se desgastado muito, eu emagreci bastante, ganhei diversos ferimentos e cicatrizes, não conseguia mais dormir e vivia irritado. Eu estava basicamente igual ao Cook.
Os pensamentos atormentavam minha mente, quando ouvi o primeiro disparo. Os outros soldados estavam dormindo, e acordei-os rapidamente.
Pegamos nossas armas e fomos para fora, e então eu vi. Um grupo de rebeldes havia invadido a base, eram aproximadamente 100 homens, com máscaras e roupas pretas, e estavam colocando fogo em tudo, e atirando em todos que viam.
Todos nós começamos a correr e atirar, e tudo se resumia ao caos.
Eu não tinha noção do que estava acontecendo ao meu redor, eu apenas corria e atirava, corria e atirava. Com o canto dos olhos eu via as chamas consumindo tudo, e vários homens caindo.
Quanto mais eu atirava, mais rebeldes apareciam. Minhas pernas doíam, meus braços estavam rígidos ao redor do rifle, minha cabeça doía ao ouvir os gritos de pânico dos meus colegas e minha visão estava turva.
Senti um baque no meu corpo, cambaleei, mas continuei atirando. Por fim não aguentei mais, minhas pernas tremeram e senti meu corpo tocando o chão. Meu rifle caiu ao meu lado, e eu me sentia cada vez mais fraco, com algo quente escorrendo pelo meu peito. De repente, tomei consciência do que havia acontecido: eu tinha levado um tiro. Toda a vida pareceu se esvair de mim de uma só vez, e eu não enxergava mais nada, não sentia mais nada, não tinha mais consciência. Apenas um nome estava na minha mente, e o rosto dela foi a última coisa que vi: Annabeth Chase.
The New York Times, 07.04.2018.
Ontem á noite, a base militar americana da Síria foi atacada por rebeldes terroristas. O complexo foi completamente destruído por um incêndio provocado pelos rebeldes, e aproximadamente 90 soldados faleceram. Quatro sargentos perderam suas vidas em combate: Sirius Black, Severo Snape, Dionísio Olympus e Hefesto Blood. Os sobreviventes regressarão ao país hoje, e os corpos dos falecidos serão enviados aos familiares. Aproximadamente 80 rebeldes morreram, e os demais estão foragidos. A pátria está de luto por esses bravos homens, que deram suas vidas para nos salvar. Homenagens a eles serão prestadas em todo o país.
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