Who Knows? Oori Doori

13 Uma ajudinha na cozinha (POV MAGGY)


Notas iniciais
Yatta! POV da tia Maggy 8D Deixe-me ver, eu não sei o que escrever aqui nas notas '-' Esses capítulos de... ~huuul~, bem esses capítulos mexem com a cabeça da pessoa. Ou daS pessoaS /lixa Então leiam porque se eu continuar só vou escrever merda aqui ._.'

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O jantar foi pizza que pedimos e refrigerante que pedimos pelo telefone. Os meninos fizeram questão de pedir três pizzas diferentes em tamanho grande (não daquelas tamanho família, mas ainda sim, grandes) e Sunie descobriu uma coisa que ela e Onew tinham em comum: ambos dividiram – SOZINHOS – a pizza de frango com catupiry. A de quatro queijos ficou por conta de Anna, Key e Jong e eu dividi a minha inseparável pizza de calabressa com Taemin e Minho. Foi chato dividir a pizza com os dois. Primeiro porque os dois são os “favoritos” das minhas melhores amigas, segundo que eu falava como uma matraca no trio, Minho, para variar, estava muito calado e quieto – uma vez ou outra que ouvi a voz dele – só comendo sua pizza e o que Taemin fazia de melhor era rir.

Eu estava juntando os pratos e copos junto com Sunie e Jonghyun para levar até a cozinha quando a luz caiu e ficamos no escuro. Nós paramos no lugar em que estávamos.

- Maggy? – ouvi Sunie chamar perto de mim. Sua mãozinha tateou ao meu lado. – Ah, você tá aí. Jonghyun?

- Aqui. – ele respondeu.

- Todo mundo vivo? – Sunie estava falando sério, cara. Não é que ela tenha medo do escuro, ela adora o escuro quando se está em conjunto (sabe, muita gente junta, não ela sozinha, aí é outra história), mas ela gosta de se certificar nesses momentos...

- Acho que sim. – Anna falou.

- Eu to aqui. – reconheci a voz de Taemin.

- Também. – Onew.

- Aqui e Minho ainda está mastigando sua pizza do meu lado. – era Key. Porque ele tinha que ser o mais... Ah você sabe quais os adjetivos que se encaixam aqui.

- Hump. – Minho reclamou com a boca cheia.

- Vou buscar velas. – senti Anna se levantar do chão. – Conseguem tatear até a cozinha?

- Aham. – falei. – Sunie? – me assegurei.

- Eu sei andar no escuro. – ela caminhou devagar ao meu lado.

- É claro que sabe.

Jong também nos acompanhou até a cozinha e largamos os pratos em cima da pia. Anna veio logo atrás segurando uma vela em cada mão num castiçal pequeno.

- Obrigada. – peguei as velas da mão dela e coloquei em pontos estratégicos da cozinha.

- Tem certeza que dá para lavar a louça? – ela perguntou. Sunie e Jong já tinham dado no pé.

- Dá. – respondi. – Ainda bem que só são alguns pratos e copos. Vou ficar viva.

- Okay. Qualquer coisa grita. – a voz de Anna foi se tornando mais longe e ela saiu da cozinha.

Muito bem, então estou eu lavando a louça. No escuro. Tem noção do quão chato e difícil é lavar louça à luz de velas? Bem, a louça do jantar é minha hoje. A do almoço foi de Sunie – e a sortuda contou com a ajuda do Onew para lavar só porque fez uma daquelas carinhas delas e choramingou que era muita coisa – e nós estávamos na semana que a nossa querida Anna lavava a menor parte: a do café da manhã. Por isso não deixei para lavar a louça amanhã. Eu lavaria a louça do jantar e do café e faria o trabalho da Ann de graça.

Posso dizer que lavar louça numa cozinha branca e sem luz não é a melhor coisa. Mais parece que eu estou dentro de um filme de terror onde a personagem principal precisa lavar louça do jantar no escuro. E, pensando assim, poderia até dar uma boa cena de filme. Ou não. Tanto faz.

Dei graças a Deus quando terminei de enxaguar o último copo de vidro e o coloquei no escorredor de pratos. Tateei pelo balcão seco procurando o pano para secar minhas mãos, quando...

- BU! – alguém fez atrás de mim segurando a minha cintura.

- AH! – devo ter pulado alguns centímetros para cima.

- Calma! – reconheci a voz que ria. – Sou eu.

É claro que era ele. E suas mãos ainda seguravam minha cintura, ele me virou e eu fiquei de frente fitando seu rosto lindo sem defeitos. Não sei se meu coração ainda estava acelerado pelo susto, ou pelo fato de não conseguir ficar quieto ao ver o sorriso dele na luz dançante e fraca da vela. Voto na segunda opção.

- Vim ver se não tinha morrido de medo no escuro.

- Argh, você é mau! – dei um tapinha fraco no seu ombro.

- Também acho. – ele continuou com seu sorriso traiçoeiro. – Enfim, o pessoal todo foi lá para fora, eles acham que a luz da lua está mais forte do que a das velas. – Key passou os olhos nas velas fraquinhas. – De fato.

- Hum, eu já terminei aqui. Podemos ir. – senti que meus olhos não conseguiam deixar os seus.

Key olhou ao redor e abaixou a voz.

- Maggy você percebeu que... hum, o pessoal está formando casais?

Meu estômago deu uma volta gigante.

- Eh... como assim? –me fingi de desentendida e apoiei meu peso no balcão de mármore branco.

- Sabe, Minho e Sunie estão bem próximos... Na medida do possível para ele, sabe. É meio estranho, tipo, o Minho sempre é o mais quieto e afastado e agora ele... Enfim, Taemin e Anna também estão andando mais juntos esses dias. E nem é impressão! Você viu, eles dois vieram falar com a gente... Bem, não que isso diga muita coisa, mas... eu conheço meus amigos, se eu tivesse no lugar deles não deixaria de... fazer alguma coisa legal.

Senti que o “legal” dele dizia muita coisa. E senti meu rosto ficar quente. Acho que por raiva, ele disse que faria o mesmo que Taemin e Minho fizeram com as meninas? Tipo, ele queria beijar minhas amigas também? Acabei deixando isso sair da minha boca.

- Você queria beijar Sun e Ann? – preferia pensar que meus olhos não estavam arregalados.

- O quê? – ele olhou para mim com vigor. Sabe, aquele vigor dele que vem lá do fundo e aquece meu corpo. – Não, elas já têm parceiros. Eu prefiro quem está sozinha...

Minhas células, meus hormônios e toda e qualquer parte do meu corpo vibrava. Será que eu estava pensando de mais ou ele estava mesmo dizendo o que eu queria ouvir? Votei na segunda opção quando ele se aproximou mais de mim e puxou o pano de pratos da minha mão colocando no balcão atrás de mim. Odeio descrever o quão perto ele estava porque vai parecer que eu estou preocupada com isso e imaginando coisas de mais como... as nossas pernas estarem quase se tocando...

- Eu também. – respondi depois do que parecia serem vários minutos desde que Key tinha falado.

Ele voltou a me olhar com aqueles seus olhos lindos que falavam mais do que qualquer palavra. Seu olhar era uma mistura de poder sexy com ironia. Eu senti seus braços roçarem por debaixo dos meus, indo até minha cintura. Meu corpo todo fervia e eu podia sentir o sangue correr mais rápido nas minhas veias quando seu rosto estava alinhado ao meu.

Eu não me segurei. Ponha-se no meu lugar! Eu tinha um Key na minha frente com a boca próxima da minha! Segurei seu rosto com minhas mãos e colei meus lábios nos seus. Eram tão doces e tentadores que eu não me importava nem um pouco de minha bunda estar sendo espremida pelo balcão atrás de mim.

Eu estava prestes a morrer sem ar quando ele desgrudou sua boca da minha. E depois voltou com um breve selinho. Minhas mãos seguravam com força o balcão atrás de mim. Meus olhos não conseguiam voltar a olhar para Key e eu fitava sua camiseta roxa com a cabeça baixa.

- Vamos para fora. – ele disse e senti seu sorriso grande.

Levantei a cabeça a tempo de ver sua silhueta saindo da cozinha pela porta que dava à sala.

- Key! – chamei e ele parou onde estava.

- Sim? – ele estava com seu sorriso debochado.

Eu fiquei em silêncio, as palavras não saíam! E é bem difícil eu ficar sem uma resposta inteligente na frente dos garotos. Mas ele não era só um garoto, entende?

- Você não gostou? – ele perguntou.

- O quê? Não! Quero dizer... hum, foi bom. – minha voz foi a abaixando até um sussurro.

- Então tá. – ele deu uma piscadela com um olho e soltou beijinho acenando.

Ele saiu da cozinha pela porta e eu senti meu corpo virar manteiga.

Minhas pernas estavam bambas e acho que eu fiquei pálida de repente. Mandei meu corpo caminhar até a porta que dava ao quintal e fui andando até o pessoal. Key ainda não tinha chegado, isso porque o meu caminho era mais curto. Tentei respirar bastante antes de chegar mais perto deles. Todos estavam deitados olhando para a lua e contando histórias de terror – era o que parecia, meus sentidos estavam entorpecidos. Sunie estava encolhida entre Anna e Minho. Oh my God! Eu quero a sorte dessa garota!

- Vai deixar assustarem sua bebê, Ann? – tentei brincar mostrando minha cara em cima de Anna tapando sua visão da lua.

Ela se sentou e sorriu.

- Ela está em boa companhia. – Anna pressionou os lábios num sorriso.

Sunie se levantou sentando-se e apoiando seu peso num braço.

- Querem parar? Parece que eu sou uma criancinha!

Anna e eu rimos.

- Você é! – Ann disse.

- Não sou não. – ela fez bico.

- Cadê a sua câmera para tirar uma foto da cara fofa e infantil que está fazendo agora? – eu ri.

- Idiota. – ela voltou a deitar e olhar para a lua.

Eu vi Minho tombar a cabeça para o lado de Sunie e dar um sorrisinho discreto. Eu me deitei na grama úmida e olhei as estrelas no céu e a lua brilhante. Estava tão concentrada ali nos pontos brilhantes do céu que quase gritei quando Key apareceu silencioso ao meu lado. Ele deitou ali e meu corpo queria sair pulando pelo quintal ao som de alguma música dançante, mas fiquei parada deixando apenas minhas células dançarem lá dentro me fazendo ficar com calor.

Senti a mão de Key encostar-se à minha e eu tombei minha cabeça para verificar. Ele mexeu o dedo mindinho e o entrelaçou no meu. Rezei para que ele não percebesse o meu arrepio. Subi meu olhar para o rosto dele, mas Key estava olhando para cima, fitava o céu e seus lábios estavam fazendo uma pequena e quase imperceptível curva que só consegui ver porque... nós estávamos perto um do outro.

Notas finais
Estou pronta para receber pedradas! o// Ou não.
Como foi esse cap? *O* Caaara esse Key é móh danadinho, para não chamá-lo de outra coisa também...
E, ok, eu concordo com vocês, dona Maggy também não é a das mais santas na casa... u.u
E, nos próximos capítulos, vocês vão ver a santidade das coisas... /apanha Okaay, deixe os anjos no céu, porque nós estamos no paraíso 8D /tijolada x.x
Chu~