Who Knows? Oori Doori

8 Eu vejo estrelas nos seus olhos


Notas iniciais
Esse vai ser um super capítulo para compensar que fui má no anterior cortando bem ali! xD Espero que gostem, eu nem preciso dizer que foi lindo escrever esse capítulo, omg *o*

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- Vamos lá, sentem aí para a Anna dividir os cobertores. – Maggy anunciou enquanto nós estávamos fora de nossos lugares e tostando os marshmallows na fogueira. Estava mesmo esfriando rápido depois que o sol se foi.

Ficamos nos mesmo lugares. Anna levantou do seu lugar com os cobertores nas mãos.

- Uau, que tenso esse silêncio, parece que a Anna vai dividir sangue do rei ou algo assim. – mordisquei meu marshmallow recém saído do fogo, os outros riram. – Ai! Droga, tá quente.

- Claro que não, está frio, gelado, coitadinho do marshmallow. – Mag disse com seu sarcasmo. — Sunie parece que não sabe esperar a comida esfriar.

- Awwh. – fiz eu batendo com o dedo na ponta da minha língua. Eles estavam bem gelados, talvez ajudasse.

Anna jogou com cuidado um cobertor cinza no colo de Taemin. Pensei que ela ia sorrir para ele, mas estava séria e concentrada na sua tarefa da distribuição e divisão de cobertores.

- Esse é meu! — ela apontou para o cobertor que Taemin começava a abrir. Ele parou de repente, assustado. – Vai ter que dividir comigo, ok?

Ele deu um sorriso fofo e terminou de abrir o cobertor. Depois elas dizem que EU é quem sou sortuda.

Ela passou para mim e olhou para quem estava sentado do meu lado. Depois para o resto do pessoal, verificando um por um como se fizesse um cálculo mental.

- Aqui. – ela jogou para mim um preto com estampa xadrez vermelho. – Sunie, divida com Onew e Minho, esse cobertor é o maior e mais fofinho. Ah, e sente ali no meio – ela apontou para o meio entre Minho e Onew. – para depois não me encher o saco que ficou só com a pontinha do cobertor. Meninos cubram-se e coloquem um cobertor nas costas dessa pirralha também, por favor. – ela deu um sorrisinho.

Anna me deu uma piscadela. Deixei ela me chamar de pirralha dessa vez. Ah, qual é, ela se lembrou de me colocar, de um jeito ou de outro, do lado do Minho! Eu amo essa garota e tenho que me lembrar de agradecer depois.

Mag teve que dividir seu cobertor azul-marinho com Key e Jonghyun, e nem foi uma coisa tão legal para ela, imagine. E estou sendo tão sarcástica quanto a própria.

- Jonghyun, — chamei. – quero te ouvir cantar! Vamos, eu adoro I’m Yours, mas prefiro não ajudar na cantoria não fui eu quem tirou 99% no karaokê. – sorri.

- Sunie! Onde está aprendendo a ser tão irônica assim? Garota petulante!

- Onde? – eu dei uma risadinha. – Você quer dizer com quem, né? Bem, você e Anna são ótimas influências, sabe...

Os garotos riram e Mag puxou seu violão para começar logo. Jong se acomodou no seu lugar. Eu sentei com as pernas cruzadas (posição de lótus, ioga, chame como quiser), o cobertor fofinho estava nas minhas costas (na verdade nas minhas costas e na minha cabeça, as pontas do cobertor cobriam os ombros de Onew e Minho e como, mesmo sentados, eles eram maiores que eu, o cobertor também cobria minha cabeça), Minho do meu lado esquerdo e Onew do direito. Eu não poderia estar em melhor situação, eles emanavam ar quente, eu podia sentir se chegasse um pouco mais perto...

Mag começou com seu violão tocando a música do Jason Mraz. Ela era realmente boa com o violão. Tudo bem, contando que eu não sei tocar nem flauta doce e ela treina sempre, ainda sim acho que ela toca bem. Então Jong abriu a boca para cantar. Nós o ouvimos no karaokê, mas não com um solo acústico desse e com a orquestra dos grilos em algum lugar do mato como companhia. Ele tinha A VOZ. Do tipo potente, máscula, mas gostosa. Nós três ficamos boquiabertas, em todo sentido da palavra. Eu fechei a boca antes que meu queixo caísse e Anna soltou um “uau” com as sobrancelhas erguidas. Mag continuou tocar antes que errasse a música.

Ele terminou a primeira música e nós todos (principalmente nós três que nunca o ouvimos cantar antes) o aplaudimos com vigor.

- Jonghyun! – Meg soltou. – Cara, a gente te viu no karaokê, mas em solo? Quem mais de vocês cantam assim?

Eles se entreolharam.

- Na verdade, — Jong respondeu. – todos nós cantamos.

- Sério? – foi a vez de Anna abrir a boca.

- Só estamos enferrujados. – Onew ao meu lado sorriu.

- Legal. – eu sorri. – Mas seria bom ouvir mais alguém. Mais alguém? – ecoei mordendo o lábio inferior.

- Eu canto! – Key se ajeitou sentando-se ereto. – Peçam a música.

- Que tal Yellow? – Mag palpitou com um sorriso do tamanho da Lua que brilhava cheia no céu. – Coldplay. Eu preparei essa.

- Ok, me ajude se eu esquecer a letra. – Key deu uma piscadela para Mag e eu vi os dedos dela tremerem nas cordas do violão.

Vou confessar, Key também tinha uma voz ótima. Era suave e doce e achei que Maggy desmaiaria a qualquer momento. Durante a música Anna me mandou olhadinhas e sorrisinhos para mim. Estava sendo uma noite ótima para nós (e no momento perfeita para a nossa Mag), eu só estava sentindo falta da voz do Minho ao meu lado. Ele se mexia em seu lugar uma vez ou outra e às vezes seu braço roçava sem querer no meu, ele logo o puxava e ficava bem parado. Sempre que acontecia isso meu corpo ganhava uma onda elétrica de calor e energia que me fazia estremecer.

- Onew, — me virei para ele ao meu lado que estava com um de seus sorrisos lindos no rosto. – canta também. Por favoor. – eu fiz biquinho.

- Ok. – ele riu da minha expressão. – Algum pedido?

- Sim! – falei mais alto do que devia. Eu sempre falo rápido e alto quando não quero que me cortem. Abaixei a voz para continuar. – Sabe Sailing do Rod Stewart? Ela é bem fácil.

- Ah. – fez ele. – Sei. Tem certeza que quer essa?

- É. – disse. – Eu a ouço desde criança. Ou... sei lá, quase sempre ouvi essa música. Não me lembro quando foi a primeira vez que ouvi, mas faz um bom tempo. E eu gosto muito dela.

- Ok. – ele repetiu.

No refrão da música eu me intrometi para cantar junto e estragar a voz do Onew. É uma música que eu não consigo deixar de cantarolar quando ouço. Para minha surpresa, ouvi a voz do Minho cantar baixinho do meu lado também. Ok, todo mundo estava cantando o refrão, mas eu não sabia que o Minho conhecia a música! Na verdade pensei que só eu conhecia a música.

Nós ficamos acordados até duas da madrugada. A fogueira era só brasa, o frio estava mesmo... frio (o que fez todo mundo se aconchegar mais nos cobertores e eu pude sentir o perfume do Minho), todos os doces já tinham sido devorados e já não tínhamos mais histórias engraçadas para contar. Ah, sim, ninguém contou história de terror, mas sim momentos engraçados da vida de cada um.

Na hora de dormir, Anna e Maggy foram as primeiras que se deram bem, de novo. Key entrou na primeira barraca e Maggy pulou lá dentro logo que ela o viu entrar. Anna seguiu Taemin até a barraca seguinte e sobraram mais duas. Eu estava com a coberta xadrez, grande e grossa nas costas. Onew e Minho já tinham se levantado e eu nem tinha visto onde eles entraram. Fui saltitando até a cabana ao lado da do Taemin e da Anna. E eu saltitava porque meus pés estavam descalços e o chão estava frio, não porque eu sou uma criancinha doida nem algo assim. Mas Anna e Mag sempre falam que eu sou isso sim, então...

Eu ia abrindo o zíper da cabana quando senti duas mãos me puxarem pela cintura para trás. Antes de virar eu realmente tive esperanças que fossem as mãos do Minho, mas era o Onew. De novo.

- Na-não. – fez ele. – Essa cabana é maiorzinha, você é pequena, vai dormir ali. – ele apontou para a cabana um pouco mais afastada.

- Quem está lá? – perguntei me levantando e puxando o cobertor pesado para meus ombros.

- Bem, só posso dizer que não é o Minho que está aqui. – ele deu mais uma piscadela antes de entrar na barraca. – Boa noite, Sunie.

- Boa noite. – respondi e me virei para ir para a outra barraca.

Ai.

Meu.

Deus.

Juro que não posso acreditar que o Onew percebeu alguma coisa sobre mim e o... é, você sabe! Até porque nós não fazemos nada de mais juntos, mas... e se ele percebeu que eu olho muito mais para o Minho e com muito mais intensidade do que para os outros? E se ele contou para o próprio Minho? Com que cara eu vou dormir na mesma cabana que ele? AHH!

Me agachei na abertura da última cabana para abrir o zíper, mas tinha uma outra “portinha” de poliéster (material da barraca) que só abria por dentro. Aquela segunda portinha que tem nas barracas, que mais parece de mosquiteiro ou algo assim.

- Toc, toc. – eu fiz com a boca. – O Onew me mandou para cá. – eu sabia que falava baixinho e com vergonha.

Minho empurrou seu corpo para frente e abriu o zíper. Eu me levantei e abaixei a cabeça e o tronco para entrar na cabana, mas, adivinha? Coloquei o primeiro pé (foi o direito!) para dentro da cabana e o segundo pé... bem, ele enroscou na abertura da cabana e eu caí. Minhas mãos me salvaram, elas seguraram meu peso para não cair com tudo em cima dele. Cada mão em um lado do seu corpo, eu estava, definitivamente, EM CIMA do Minho. Nossos olhos se encontravam e eu sentia a respiração quente dele na minha boca entreaberta. A fechei assim que concluí que eu tinha parado de respirar e saí de cima dele, tombando para o lado.

- Desculpa. – falei me sentando e tirando o cobertor dos ombros. Tinha ficado tão quente de repente... – Tropecei, para variar.

Eu coloquei o cobertor no meio dos nossos corpos. Ele tinha se encolhido num canto da cabana e eu fiz o mesmo. O silêncio encheu o ar e só os grilos continuavam a sinfonia incansável. Olhei para cima onde uma brechinha estava aberta e fitei o céu cheio de estrelas lá fora.

- Sunie? – ele chamou e eu me virei de imediato. – Vocês... meninas, tem certeza que não querem dormir dentro de casa? Essa idéia de acampamento foi minha, mas é desconfortável para garotas dormir numa cabana, então, tudo bem se quiserem ir para casa.

- Você está me expulsando?

Eu olhava para seus olhos redondos que me hipnotizavam. E eu sou do tipo que não consegue fitar os olhos das pessoas por muito tempo. Olhos têm muito poder. Os dele tinham mais poder ainda. Eram escuros e grandes, mas eu não conseguia parar de fitá-los com intensidade.

- Não. – ele respondeu. – Eh? Não, não é isso.

- Para mim a hora de dormir na cabana é a parte mais legal de um acampamento, então não me faça sair daqui. – eu tentei um sorrisinho e olhei para baixo. Estava sentada de novo com as pernas cruzadas.

Minho deu de ombros e os cantos de seus lábios se curvaram bem de leve. Eu abaixei de novo a cabeça, mas sentia que ele ainda me olhava.

- Espera. – ele chegou seu corpo mais para frente, para mais perto do meu. Não sentia mais pulsação, respiração, nada. – Acho que tem... um besouro no seu cabelo. Fique quieta, eu vou tirar.

Minha mão foi para o meu cabelo, mas para o lado errado da cabeça. Minho levantou seu braço e pousou seus dedos com delicadeza na minha cabeça. Ele futucou com a mesma suavidade os meus cabelos e puxou algo dali.

- Bem pequeno. – ele me mostrou um besourinho nos seus dedos e ergueu o braço colocando-o para fora pela brecha de cima da barraca.

Eu não dei gritinho por ter um bicho no meu cabelo, não foi? Bem, não foi porque eu estava em êxtase, mas porque eu já me acostumei com besouros e outras coisinhas caindo no meu cabelo.

Ele saiu de perto de mim e deitou no chão da barraca. Ele era tão alto que suas pernas tinham que ficar meio dobradas.

- Não é muito confortável para você, né? – eu não sabia o que meu corpo estava fazendo no momento.

- Hum, é... – ele me olhava com seus olhos grandes que pareciam estar assustados com o que eu estava fazendo.

Simplesmente tinha perdido o controle do meu corpo. Me vi colocando os braços e as pernas ao lado do corpo dele e ficando com nossos olhos alinhados. Eu estava de novo em cima dele e uma energia me mandava encostar-me à ele. Senti sua respiração morna acelerar, então me lembrei que meus pulmões tinham parado de trabalhar. Pisquei e levantei.

- Droga. – xinguei. – Vou respirar lá fora.

Não me pergunte porque eu falei aquilo, mas eu saí correndo para fora da cabana. Se Maggy estivesse ali ela diria “você chegou até ali, idiota, tinha que ir até o fim”, mas eu não tive coragem! E se ele me empurrasse, virasse o rosto ou algo assim? Eu não voltaria a olhá-lo tão cedo! Nem ele olharia para mim. Mas, de qualquer jeito, sentada ali na grama com os olhos fechados e a Lua iluminando todo o quintal eu senti que tinha perdido. Eu não teria coragem de voltar a falar com ele porque eu QUASE o beijei. Se eu tentei foi porque eu quis. É óbvio. Droga!

Eu não sei quanto tempo se passou, mas só abri os olhos quando um cobertor cobriu meus ombros. Evitei olhar para seu rosto, eu olhava para frente quando ele se sentou ao meu lado. O mesmo cobertor que me cobriu também estava em seus ombros. Eu me senti estranhamente confortável mesmo com o silêncio constrangedor. Eu não tinha o que falar, ele muito menos. Eu ficaria ali no silêncio até amanhecer. Nada, nenhuma palavra ou frase idiota se passava pela minha cabeça. Estava vazia, cheia de uma coisa só: Minho.

Eu passei a língua nos lábios que estavam ficando secos. Ele puxou meu queixo com seus dedos e eu vi seus olhos escuros me fitando de cima com seriedade e ternura.

- Minho. – nem eu mesma ouvia direito a minha voz.

Ele se aproximou mais e abaixou sua cabeça para mim. Seus olhos estavam nos meus, os meus estavam fitando um ponto mais abaixo. Sua boca se aproximava devagar e estava entreaberta, como a minha.

Seus lábios roçaram os meus. Lábios delicados, doces. Eu me mexi levando minha mão para sua nuca. Então ele fez a suave pressão nos os meus lábios trêmulos. Uma mão segurava minha cintura, a outra se enrolara em meus cabelos. Minhas mãos dançavam em sua nuca, subindo para os cabelos com medo e suavidade.

Nós nos beijamos.

Notas finais
QUERO REVIEWS! Cadê vocês reviewzitas? DD:
Onegai povo bonito, dêem-me reviews bonitonas, esse capítulo merece! Não merece? .-.
Chu ~