Who Is - AGAIN
18 Capítulo 18
- Sandra, eu… desde o dia em que nos conhecemos, na casa do Nick, que eu senti que algo havia mudado. Inicialmente não entendi o que seria, só depois consegui entender que foste tu… - Olhei para ele admirada, e vi-o sorrir – Foste tu quem mudou esse ‘algo’, foste tu a culpada por toda a confusão que eu sentia, por toda a vontade de deixar tudo e voltar no tempo, para o dia em que te conheci. Foste tu, que me fez deixar a minha família no Natal, para passa-lo contigo. Foste tu que me fez querer mudar, mudar de prioridades. Nada mais importa quando estamos juntos. Tudo aquilo que vivemos nestes dois últimos meses, eu não quero que isso fique por aqui. Eu quero fazer isto durar, porque o que eu sinto por ti é demasiado forte para ser recordado como uma simples ‘aventura’. Porque eu sei, que nós não somos apenas amigos, há algo muito mais forte que isso… há amor. Mas é um amor diferente do que alguma vez senti. É mais sincero, honesto… eu sei que no passado sofreste, mas eu quero mudar isso. Eu não quero que fiques presa a esse amor… Porque eu amo-te…
-Bruno, eu nem sei que te dizer… eu.. – Desencostei-me de Bruno e virei-me para ele. Eu realmente estava sem palavras e acho que por muito que tentasse nada de jeito iria sair da minha boca. Por isso apenas o beijei. Um beijo calmo, apaixonado, mas que ao mesmo tempo era um beijo de desejo… Desejo por um sentimento que há muito eu não sentia. Depois de ficar sem ar, separamo-nos e vi que Bruno sorria.
-E isso que significa?
-Sinceramente, nem eu sei. Mas estou à espera que tu me digas. – Ri nervosa e por não saber o que dizer ou fazer mais.
-Então, Sandra eu quero que sejas muito mais que minha amiga…quero que sejas minha… por isso… Queres ser só minha? – Não evitei rir com este comentário.
-Quero… Quero ser só tua e por muito tempo.! – Ambos rimos e beijamo-nos outra vez.
Bruno pegou em duas taças e entregou-mas enquanto abria uma garrafa de Champanhe. Assim que deitou nas duas taças, entreguei-lhe uma.
-Brindemos a este namoro. E que dure para sempre! – Bruno disse e logo rimos os dois. Brindamos e bebemos um pouco. Depois voltei a sentar-me à frente dele e encostar-me ao peito dele, tal como tinha estado minutos atrás.
-Tu pensaste mesmo em tudo. Isso tudo era confiança que eu iria aceitar o pedido?
-Mas tu achas mesmo que alguém era capaz de recusar um pedido meu? Ninguém. – Bruno fez a sua pose de garanhão o que me fez rir.
-É, modéstia não é de todo o teu ponto forte.
-Ahh… mas não te preocupes, minha pequena. Eu amo-te mesmo assim.
As horas foram passando e já eram 7:00h, quando saímos da praia. O tempo passou tão rápido que nós nem demos por ela. Passamos a noite toda a falar sobre a nossa infância… e sobre o futuro. Depois de arrumar tudo fomos para o carro e Bruno conduzia até casa dele. Assim que chegamos, entramos em casa e ouvimos as irmãs e mãe de Bruno a falarem, provavelmente estariam a tomar o pequeno-almoço. Passamos por ela e logo elas nos cumprimentaram muito sorridentes. Mas Bernie olhava para Bruno seriamente.
-Bruno, meu filho, posso saber onde passaram a noite. Sim porque eu pensei que estarias no hotel em que a ‘moça bonita’, que por acaso ainda não nos foi apresentada, está instalada mas visto que ela está com o mesmo vestido de ontem, suponho que eu esteja errada. Correto, Bruno?
-Mãe, não se preocupe. Nos passamos a noite na praia e não demos pelas horas passarem. E a ‘moça bonita’ como gosta tanto de lhe chamar, tem nome…
-Que tu ainda não disseste, não é maninho?
-Se a minha querida irmã se calasse eu diria. A ‘moça bonita’ chama-se Sandra e é minha namorada. E não se preocupe mãe porque eu estou vivo e sã e salvo.
-Pois mas passar a noite, seja numa praia, ou no hotel em que a Sandra está hospedada, pode chamar um pouco a atenção. Não achas? –Bernie parecia estar preocupada com a exposição de Bruno.
-É mãe, entrar e sair num hotel pode chamar à atenção… mas isso não irá acontecer porque a Sandra não está num hotel, mas sim na casa dela, aqui em L.A.. Agora se nos permitem, nos vamos tomar uma banho rápido. E uma de vocês –apontou para as irmãs – Emprestem uma roupinha à Sandra.
-Ok, maninho. Uma ‘moça bonita’ que te atura, merece mesmo uma bela roupinha. Já deixo isso no teu quarto.
-Obrigada. Nós já descemos para tomar o pequeno-almoço.
Subimos para o quarto de Bruno e enquanto eu tomei um ducho no banheiro do quarto dele, ele tomou noutro banheiro. Assim que sai do banheiro, Bruno entrava no quarto enrolado numa toalha, tal como eu. Vi que tinha roupa feminina em cima da cama. Ele veio até mim e beijou-me.
-Preparada?
-Preparada para quê, Bruno?
-Para a chuva de perguntas. Mas já sabes que não precisas de responder. Se quiseres até podemos ir tomar o pequeno-almoço a outro lugar.
-Não te preocupes, estou pronta! – Sorri e assim que nos vestimos, descemos para a sala de jantar.
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