Who Is - AGAIN
17 Capítulo 17
Assim que cheguei a casa tomei outro banho e vesti-me. Assim que acabei de me arranjar eram 19:15h fui saindo de casa para ir para casa de Bruno. Assim que cheguei lá, toquei a campainha e fui recebida pela mãe de Bruno.
-Olá minha querida. Suponho que venhas encontrar-te com o Bruno –Sorri e assenti gentilmente – Entra. Ele deve estar quase pronto. Entrei e logo um pequeno rapaz veio ter comigo. – Este é o Zyah, filho da Tahiti, e sobrinho do Bruno. – Vi que o pequeno me olhava encostado à minha perna, pedindo-me colo. Peguei nele e fui até à sala. Assim que cheguei à sala Bruno chegou também.
-Oi… estás linda… mas se fosse a ti tinha cuidado com essa criança! –Todos rimos até mesmo Zyah.
- Olá. E obrigada… - Sorri enquanto entregava Zyah a Tahiti. Assim que Bruno chegou até mim deu-me um beijo curto e rápido. Despedimo-nos e saímos. Durante a viagem fomos falando sobre várias coisas e sobre a infância de Bruno no Hawaii. Depois de alguns minutos de viagem, Bruno parou o carro em frente a um restaurante aparentemente caro! Entramos e sentamo-nos na mesa que Bruno tinha reservado.. Era no fundo do restaurante e um pouco isolada do resto.
-Desculpa virmos cá para o fundo mas, costumam vir aqui muitos jornalistas e assim, por isso aqui podemos falar mais à vontade… Mas se quiseres podemos mudar de mesa.
-Não te preocupes Bruno. Para mim está bom aqui. Assim ninguém nos interrompe. – Vi Bruno sorrir. O ambiente no restaurante era muito… romântico, o que se entendia, afinal era Dia de S. Valentim, ou Dia dos Namorados. Ao fim de cerca de 1 hora, o jantar estava muito divertido, e percebemos uma certa movimentação junto à porta, do lado de fora do restaurante. Mas não demos muita atenção. Depois de mais algum tempo, Bruno pagou e quando chegamos à saída percebemos que eram fotógrafos. Mal saímos, choveram perguntas, do tipo: “Bruno, é a sua namorada?”, “Que tipo de relacionamento vocês têm?”, etc. Mas Bruno apenas respondeu que era-mos amigos e que a nossa relação era profissional. Depois de Bruno despachar os jornalistas saímos e Bruno conduziu por uma direção que eu não conhecia. Depois de Bruno conduzir por “tempo indeterminado”, Bruno parou o carro.
-Anda. – Bruno disse enquanto saía de do carro.
-É agora que me vais dizer para onde me trouxeste?
-Deixe de ser curiosa. – Bruno veio até mim com uma venda na mão. – Agora põe a venda.
-Bruno.. para quê? O que é que vais fazer? Surpresa. – Pus a venda e depois ouvi Bruno fechar uma porta do carro. Depois ele segurou o meu braço e começou a guiar-me. Eu estava realmente assustada, porque sempre tive medo de andar sem saber o que tinha à minha frente. – Para onde me estas a levar. Isto é assustador, andar sem saber para onde.
-Confias em mim, ou não?
-Confio, mas imagina que me acontece alguma coisa… eu nem sei onde estou… nem sei se isto é solo seguro. – Ouvi Bruno rir.
-Não te preocupes. Agora não fales e ouve o que te rodeia. – Depois de alguns segundos em silencio, ouvi o barulho das ondas do mar.
-Trouxeste-me para uma praia?
-Sim. E agora senta-te aqui… - Bruno ajudou-me a sentar.
-Posso tirar a venda?
-Não! A única coisa que vais tirar agora são os sapatos. Ou vais querer andar na areia de sapatos? – Tirei os sapatos e Bruno puxou-me para que me levantasse. Começamos a caminhar e logo senti os meus pés afundarem-se na areia. Andamos mais alguns metros e percebi que nos estávamos a aproximar do mar, pois o som das ondas intensificava-se. – Espera aqui. E não tires a venda em momento algum.
-Bruno onde vais? Não me vais deixar aqui sozinha pois não?
-Não. Eu estou aqui. E para te provar que não te vou deixar sozinha, vais-te sentar aqui – Sentei-me e notei que tinha lá uma toalha ou qualquer coisa do género. – e vamos continuar a falar. – Bruno dizia coisas aleatórias e ao mesmo tempo muito engraçadas. Passaram alguns minutos e Bruno levantou-me, mas não me deixou tirar a venda. Passaram mais alguns minutos e Bruno calou-se.
-Bruno onde estás?? Bruno? – Neste momento já estava tão assustada que quase gritava. – Bruno? – Como já estava a achar que aquilo não tinha piada, tirei a venda e para meu espanto Bruno tinha posto uma manta na areia e por cima, tinha velas e algumas comidas muito apetitosas. Já Bruno, estava sentado na manta e a rir-se, provavelmente da minha cara.
- Anda, senta-te aqui. Desculpa, mas tu ficas linda quando estas assustada. E então valeu a pena a espera pela surpresa?
-Que piada. Nunca mais faças isso, Bruno. Mas, sim, adorei a surpresa. Obrigada.
-De nada.
Passamos algum tempo a falar sobre nós e depois de muito rir Bruno, parou e ficou sério.
-Está tudo bem? Ficaste sério de repente. – Perguntei olhando para Bruno. Eu estava sentada na frente dele, encostada ao peito dele, enquanto observávamos o mar. Vi que ele hesitou na resposta, mas depois de ficar em silêncio por alguns segundos, pronunciou-se.
-Sabes, eu trouxe-te aqui, porque há uma coisa que te quero dizer, mas não queria que fosse no restaurante, pois lá é muito movimentado. Sandra, eu…
Notas finais
Cap. 18 saí amanha de manhã.. beijo
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