Who Is - AGAIN
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Era simples, mas bem aconchegante, do jeito que eu gosto, e que pelas evidências, ele também gostava, aliás, ali era onde ele passava algum tempo, como se fosse sua própria casa.
Ele ligara as luzes, enquanto eu caminhara para fechar as cortinas, pelos vidros, uma luz que provinha da rua, nós fizemos tudo sem dizer nada um com o outro. Quando finalizei, senti seus braços contornarem minha cintura e seus lábios selarem um beijo em meus ombros.
–Estás fria – ele comentou.
– Uma brisa que passara agora – falei, sorrindo de canto.
– Hm – ele murmurou, eu me virei para beijá-lo.
Bruno tomou-me nos braços e carregou-me assim para a cama, nós não soltamos nossos lábios, apenas traçamos pequenos e delicados beijos durante o pequeno percurso até a cama, onde ele pousou meu corpo com cuidado, caindo equilibradamente sobre mim. Trocamos mais alguns beijos calmos, enquanto sentia suas mãos percorrerem curiosas pelas minhas pernas nuas, por conta do leve vestido que se ergueu com o ato de deitar-me na cama.
Durante o beijo, eu ergui-me, deixando-o sentado, enquanto, ficava dentre suas pernas. Carreguei um sorriso perverso nos lábios, enquanto delicadamente eu abri o meu casaco e mexendo devagar meu corpo como se estivesse tocando uma música naquele quarto. Eu brinquei com os meus cabelos sedosos, criando uma expectativa antes de abrir o casaco completamente, até que por fim, abri-o delicadamente, deixando que ele pudesse ver os trajes que eu vestia por debaixo do casaco.
Vi o sorriso malicioso surgir nos lábios dele, principalmente quando num puxão rápido, ele me fez ficar próximo a ele. Senti as mãos dele, na minha cintura, durante um beijo intenso e apaixonado.
Nunca tocamos no assunto de uma relação futura entre nós. E se houvesse um pedido de namoro, eu não hesitaria em dizer sim para ele, pois ele é aquilo tudo que eu sonhei para mim, um homem responsável, amoroso, sensual e decidido, pois ali na minha nova vida, era o que faltava. Eu já tinha um bom emprego, uma família estável e querida e amigos. Só precisava de um namorado, para ser a pequena razão das minhas visitas nos finais de semana e para ser com quem aquele que eu poderia dividir boas noites de amor e uma conversa divertida durante o dia. E Bruno se encarregaria muito bem de ocupar essa vaga em minha vida, ele é praticamente perfeito para ela.
Os beijos foram se tornando prazerosas mordidas em meu pescoço, e logo, busto exposto por um decote generoso. Logo procurei pelos lábios dele novamente, e selamos mais um beijo apaixonado. Suas mãos pousadas em minha cintura, cada vez mais me puxavam para seu corpo, e as minhas em seu ombro, cravando as unhas no próprio, a medida que os beijos tornavam-se cada vez mais incendiários toques de paixão.
Deslizei meus lábios em torno do rosto dele, até a orelha direita, onde depositei uma mordida suave, senti-o se arrepiar.
– Meu Bruno – sussurrei em seu ouvido.
Despreocupada, eu me ergui. Caminhei em direção à porta da varanda, até então fechada, e me sentei na poltrona ao lado, observando a feição preocupada dele, tão lindo e sedutor que eu quase não me seguro de tanto amor retido em mim, mas eu gosto e tenho que provocá-lo, essa noite tem que ser extremamente especial.
Abaixei delicadamente para retirar o primeiro salto, e em seguida o segundo, me libertando dos mesmos que até então apertavam meus pés. Quando retornei, pude observar os olhos semicerrados dele me encarando, e tão rapidamente quanto eu, os seus pés já estavam libertos dos sapatos que usava, e das meias também.
Caminhei de volta a ele, recebendo outro puxão de volta, assim cai sentada em seu colo, de costas para seu peito, apenas dei um sorriso, ele depositou um beijo em meus ombros, que logo se tornaram pequenas torturas com mordiscadas inclusas. Suas mãos seguravam firme minha cintura, enquanto eu mantinha meus olhos fechados, sentindo os beijos subirem para o pescoço e ali perderem força.
O barulho do pequeno zíper do meu vestido se fez presente no quarto, quando ele delicadamente fora o descendo. Sorri maliciosa, sentindo meus cabelos serem jogadas para o lado esquerdo, suas mãos tão firmes em minha cintura, agora estavam trabalhando em retirar a parte de cima do vestido, assim encarando meu sutiã rendado que logo fora alvo de suas atenções.
O encontro de lábios ocorreu logo após, e nele, as mãos dele, percorreram minhas pernas, e as minhas apenas trataram de acarinhar o rosto dele com delicadeza.
E então eu ergui-me, permiti que o vestido fluísse pelo meu corpo, até pousar sobre meus pés, onde me desvencilhei os mesmos e engatinhei para o meio da cama, me jogando entre os travesseiros perfumados e macios, deixando-o atordoado na beira da cama novamente, mas instantaneamente, suas feições confusas, transfiguraram em feições perversas, e eu o vi caminhando até onde eu estava.
Nossos lábios se uniram em um beijo, enquanto eu acarinhava sua nuca, e sentia as mãos dele se movimentando sobre as minhas costas nuas. Eu queria senti-lo mais próximo, meu corpo estava quente e eu estava a respirar um pouco mais alto, ele parecia não se entregar tão fácil, mas seus olhos nunca iriam mentir para mim, e ele estava gostando daquilo tanto quanto eu.
E movida pelo desejo de senti-lo mais próximo a mim, eu puxei a camisa dele, retirando-a, observando seu peito nu e ardendo em puro desejo. O beijei novamente, sentindo seu corpo mais próximo e quente ao meu, durante o beijo caloroso.
Dentre beijos, acariciei suas costas nuas, brincando com as pontas dos meus dedos, dedilhando a curvatura da mesma, como quem está descobrindo algo novo com extrema curiosidade. Apesar dos nossos encontros frequentes, esta noite cedi aos seus encantos, pela terceira vez, por que apesar de tudo – do carinho e do prazer sentidos ali -, eu confiava de alguma forma nele, e assim me deixei levar por aquela paixão repentina.
Suas mãos alternaram em carinhos e tentativas de desabotoar e retirar suas calças, o que não demorou muito, e logo continuamos os nossos beijos debaixo dos edredons, beijos nos quais aos poucos se tornaram lascivos o suficiente para a chama de a excitação reacender com intensidade dentro de mim, era algo no qual eu não podia controlar, eu o desejava muito, e ele ali, provando com beijos e elogios quase inaudíveis ao meu corpo, estavam deixando-me, literalmente, louca, mas louca por ele, pela sua voz, seu cheiro, seu olhar, seus beijos e afagos… Por ele inteiro e entregue.
Gentil, ele percorreu as mãos sobre minha cintura, arrancando suspiros meus, e assim deslizou as mãos para minhas partes íntimas sobre a peça rendada escura que eu usava, acariciou minha intimidade e por fim, retirou minha peça íntima, selando um doce beijo em meus lábios.
Durante o beijo que seguiu, ele afagou minhas costas até localizar o fecho do meu sutiã, e que com maestria o retirou, jogando-o para qualquer lugar no quarto, onde provavelmente se encontrava parte de nossas roupas. Enrolei, e enrolei para retirar a peça íntima dele, mas retirei, recebendo uma mordiscada no lóbulo da orelha esquerda como forma de agradecimento.
Não esperou nenhum momento mais e suavemente fora adentrando em mim, quando atingiu o limite, eu gemi baixinho. Arrepiei-me com a situação, e quando dei o primeiro suspiro para acalmar meu corpo ansioso pelo dele, Bruno movimentou-se, inicialmente, devagar, deslizando as mãos sobre meus quadris, enquanto minhas mãos encontravam em seu ombro, cravando as unhas a cada vez que os movimentos pareciam mais acelerados.
Pendi minha cabeça para trás, deixando escapar alguns gemidos, que em seguida vieram aos montes, misturado ao som que provinha da boca dele. Nossos lábios se encontraram algumas vezes, mas quase sempre, eram nossos olhares que fitavam o outro.
Minhas mãos perpassaram sobre meus seios, o que chamou atenção dele para com os mesmos, quando os espasmos de um orgasmo começavam a passear em meu corpo, eu senti seus lábios em meus seios, enquanto ele dava atenção para essa área do meu corpo, acariciei seu rosto, gemendo baixinho, Bruno conseguia-me enlouquecer tão rápido quanto qualquer outra droga ilícita.
Seus lábios voltaram para os meus com urgência, e os movimentos pareciam mais rápidos e intensos, o suor começava a misturar com os lençóis, quando por fim, senti-o desmanchar dentro de mim. Aquela sensação de euforia fazer meu coração acelerar e a respiração ficar cada vez mais difícil de suportar.
Senti minhas pernas bambas, e seus lábios, até então separados dos meus, tocaram os meus com gentileza, finalizando todo o ato.
A sensação de euforia logo passou, e Bruno deitou-se por trás de mimabraçar-me e sussurrar.
-Eu amo-te.
-Eu também te amo. Muito. – Respondi a Bruno e senti-o sorrindo junto à minha nuca.
Adormecemos, assim, abraçados e com um sorriso nos lábios.
Notas finais
:)
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