Who I Am?

12 Number Twelve


“Ela falou algo sobre a Escuridão querer conquistar o Olimpo... O que isso quer dizer?”

Foi tirado de seus devaneios quando sentiu algo quente escorrer por sua mão direita. O ferimento dela estava sangrando novamente. Ele ficou aflito. A garota em seu colo começou a tremer e suar frio. Harry correu para a enfermaria.

Nathan ficou espantado ao ver o filho de Poseidon correndo pela enfermaria com uma garota em seu colo e que tinha um ferimento com sangue dourado escorrendo pela perna esquerda.

“Espera... Sangue dourado?!”— o filho de Apolo pensou arregalando os olhos e correndo atrás de Harry.

—Harry, o que houve...?- chamou-o. O filho de Poseidon nem prestou atenção. Procurava uma cama vazia. -Harry!

—Nathan, tem alguma cama vazia?! Ela precisa de cuidados, agora!- o filho de Poseidon exclamou, alheio ao que loiro falara. O filho de Apolo correu, com Harry ao seu encalço, até uma ala onde havia uma cama vazia.

—O que ela tem?- o loiro perguntou, enquanto o moreno colocava a garota na cama.

—O cara que invadiu o acampamento enfiou um pedaço de madeira na coxa dela.- disse Harry. -Ela não me ouviu e retirou a madeira sem mais nem menos, depois arrancou uma das mangas e amarrou na coxa.

—Um torniquete... Inteligente.- o loiro sorriu. -Pois bem, temos que fazer um curativo nisso. Harry, traga aquela bacia aqui.- apontou, enquanto pegava uma mesinha com algumas ferramentas de cirurgia e curativos. -Coloque um pano úmido na testa dela, enquanto eu vou limpar isso aqui.- o moreno assentiu.

Nathan pegou uma tesoura e cortou a calça da garota -deixando-a do comprimento de um short- e retirou o tecido jeans de sua perna. Limpou o sangue com um algodão esterilizado e, logo após isso, colocou uma gaze, fitas e faixa no local. Harry dava um gole de néctar para a garota, que já havia parado de tremer e suar. O loiro soltou um suspiro, olhando para o moreno.

—Se quiser perguntar algo, pergunte logo.- riu levemente. -Com esse seu olhar nas minhas costas, parece que você quer me cortar ao meio.

—O que acabou de acontecer? Por que... Por que ela tem sangue dourado? Apenas as divindades têm...- se interrompeu com o olhar que Harry lhe lançou. As sobrancelhas arqueadas lhe disseram tudo. -Ela é uma deusa?!

—Vai com calma, tem gente dormindo.- repreendeu, cruzando os braços. -Mas sim, ela é uma deusa. A deusa da morte, ceifadora das almas.

—Tu ‘tá me dizendo que essa garota aqui, que parece mais inocente que uma criança, é a própria morte?!- Nathan apontou para Helena. A mesma franziu o cenho e se remexeu na cama, soltando um grunhido.

—Ahan.- assentiu com a cabeça. -Mas acho melhor você manter sigilo. Acho que tem gente atrás dela.- Harry olhou para a garota com o semblante sério. O loiro observou-o.

—Você gosta dela.- falou. O moreno virou-se.

—O quê...?- indagou confuso.

—Você.Gosta.Dela.- dessa vez o mais novo falou pausadamente.

—Eu não gosto dela.- Harry resmungou.

—Caro Harold, sua expressão não mente.- o loiro riu. -Você está completamente caidinho pela deusa da morte. Céus, tome cuidado.

—Por que todos insistem em dizer isso?- o moreno revirou os olhos. -Eu não gosto dela. Eu só sinto certa atração em saber o porquê de ela ser misteriosa. Eu só quero ajudá-la.

—Então não nega que ela é linda.- Nathan disse. Harry olhou-o com o cenho franzido, confuso pela afirmação do loiro, que respondeu com as sobrancelhas arqueadas, em sinal de desafio.

—Não...- falou hesitante. -Mas não é pra menos. Ela é deusa, Nathan.

—É, tem razão.- o loiro bocejou. -Eu acho que vou dormir.- começou a andar, quando percebeu que Harry ficou parado, olhando para a garota. -Você não...- apontou para a saída, mas o mais velho não escutou. -Harry? Harry, acorda!

—Hm...?- o moreno piscou e olhou para o outro.

—Você não vai dormir?- perguntou mais uma vez.

—Não. Vou ficar aqui.- Harry olhou novamente para Helena. Ouviu a melódica risada do filho de Apolo. -Qual a graça?

—Vai ficar fazendo guarda pra sua garota.- falou o loiro.

—Eu digo e repito. Eu não gosto dela.- o moreno revirou os olhos.

—Ahan.- Nathan disse ironicamente. Virou-se e começou a andar em direção à saída. -Só te digo uma coisa, Harry...- olhou na direção do filho de Poseidon. -Negar é o primeiro passo.

—Primeiro passo pra quê?- olhou confuso para o filho de Apolo.

—Esquece.- Nathan revirou os olhos. -Boa noite Harry.

—Hm, boa.- respondeu. O loiro saiu da enfermaria.

Harry pegou um banco que tinha ali perto e colocou próximo à cama onde a garota estava, sentando-se e cruzando os braços. Observou atentamente as costas da garota.A trança dela havia se desfeito. Seus cabelos estavam espalhados pelo travesseiro e por suas costas.

Não demorou muito e ele caiu num sono profundo, sonhando com os olhos achocolatados da garota deitada à sua frente.

—_//__

—Ela está calma agora, mas foi um caos total.- um homem falou para outro, que estava do outro lado da Mensagem de Íris.

—Ela ainda está tendo as mudanças de personalidade?- o que estava na M.I perguntou.

—Sim, já é a segunda vez desde quando ela se instalou aqui no Acampamento.- o outro respondeu. -Você precisa vir aqui imediatamente, Apolo.

—Eu sei Dionísio, mas está difícil não transparecer na frente dos outros. Estão desconfiando.- o loiro disse.

—Aquela garota só me causa problemas.- O deus do vinho balançou a cabeça negativamente. Apolo riu.

—Parece que ela não mudou nos últimos setenta anos.- O deus do Sol estava com um sorriso de lado. Mudando sua expressão drasticamente, soltou um suspiro e pressionou os lábios em uma linha fina. -Eu devia ter previsto... Talvez eu pudesse ter evitado isso...- falou, com os pensamentos em outro lugar.

—Você não podia ter feito nada. Mas agora você pode.- Dionísio o consolou. O loiro apenas concordou com a cabeça.

—Amanhã após o pôr do sol, estarei aí.- Apolo encerrou a chamada.

“Espero que tenha encontrado uma solução,solzinho.”— Dionísio suspirou.

—_//__

“-Sabe que eu vou te pegar, não é Helena? Você não pode fugir de mim. Vai me ajudar a governar o Olimpo.”

Helena revirou-se na cama, ficando com a barriga para cima. Ela ainda dormia. Aquelas palavras a atormentavam... Ela pressionou os olhos e expirou fortemente.

“Você não pode fugir de mim.”

Ela balançava a cabeça de um lado a outro, como se quisesse espantar algo ruim. Puxou os lençóis abaixo de si e soltou um gemido de dor.

“... Não pode fugir...”

A garota entrou em pânico e arqueou as costas, gritando em plenos pulmões e fincando as unhas no lençol. Harry quase caiu do banco onde estava ‘cochilando’ ao escutar o grito da garota. Ele arregalou os olhos e levantou-se bruscamente, ficando aflito ao ver a posição da garota.

—Helena! Acorde!- pediu, tocando nos ombros dela. Ela abriu os olhos, arregalando-os no mesmo instante, puxando o ar pela boca como se fosse o último existente e agarrou o braço do moreno, aranhando-o como se fosse um gato assustado. Ele sentia dor, mas ignorou, pois estava preocupado com Helena, que mais parecia estar tendo uma crise asmática. O moreno respirou fundo. -Helena... Se acalme, está tudo bem...- falou calmamente, olhando no fundo dos olhos dela. Verde no castanho. -Está tudo bem...- ela conseguiu respirar, foi deitando-se na cama, enquanto fechava os olhos e afrouxava a mão no braço do rapaz, soltando-o.

Helena piscou e se sentou na cama. Ela passou a mão por entre os fios achocolatados e os puxou com força. Lágrimas já despencavam de seus olhos e rolavam por suas bochechas. Ela soluçava baixo. Harry, que estava até o momento analisando o ‘estrago’ em seu braço, escutou os soluços da garota. Ela puxava os cabelos com muita violência, como se quisesse arrancá-los. Ele segurou a mão dela, esquecendo-se de seu braço. A morena, com o calor que sentiu na sua mão -que era fora do comum-, olhou para quem puxara seu pulso.

Ainda segurando a mão dela, ele se sentou na cama, de frente a ela, soltando um suspiro, balançando a cabeça negativamente. Soltou-a e abriu os braços, olhando para o lado. Não era de demonstrar afeto daquela maneira, mas ele percebeu que era o que ela precisava. Helena o encarava, confusa.

—O q-que...?- sussurrou.

—Um abraço. Acho que precisa, sabe...- falou, olhando de soslaio para ela, que ainda estava imóvel. -Olha, eu não sou de fazer isso... Então se nã...- ele foi interrompido pela mesma, que jogou-se contra o tronco dele, o abraçando e sentando-se no colo dele. Ela encostou a cabeça no ombro dele e pôs-se a chorar. Harry ainda estava com os braços abertos devido à ação repentina da morena. Piscou algumas vezes e passou seus braços pelas costas dela e apoiando uma das mãos em sua nuca, acariciando os cabelos dela.

—S-Sou uma f-fraca...- ela falou entre soluços, apertando a camiseta do filho de Poseidon.

—Por que diz isso?- ele perguntou.

—Olhe para mim!- ela tirou a cabeça do ombro dele e olhou-o nos olhos. -Como eu posso ter feito aquelas coisas horríveis que me contaram, sendo que eu sou tão tola a ponto de estar chorando sem nem mesmo saber o motivo?!- ela exclamou, limpando o rosto com a ponta dos dedos e fungando. -Sinto como se essa não fosse eu. Como se eu fosse uma intrusa nesse corpo...- a garota puxou a camisa dele, que ainda segurava, fungando mais uma vez. Harry estava confuso, mas resolveu deixar seus pensamentos para si próprio.

—Você é tão...- ele se interrompeu.

—Estranha? Idiota?- perguntou sugestivamente, ainda olhando-o nos olhos. Ele estava hipnotizado.

—Linda.- falou Harry em um ‘quase’ sussurro. Ela arqueou as sobrancelhas, meio surpresa com o comentário dele. Olhou-o por míseros segundos, quando notou algo em sua coxa esquerda.

—O que aconteceu comigo?- só agora ela notara que sua calça fora cortada no comprimento de um short -um short muito curto, na opinião dela-.

—Um acidente com um pedaço de madeira.- ele murmurou. Ela ficou meio desconfiada com o tom dele. Não parecia ter sido um acidente. Helena se levantou e ficou a frente dele. Harry abriu a boca, abismado.

—O que foi?- a morena franziu o cenho.

—Você está se apoiando na perna esquerda e não está com dor?!- ele apontou para a perna dela.

—Eu... Deveria sentir?- olhou para ele, dessa vez meio preocupada. O rapaz engoliu em seco. Ambos olhavam na direção da faixa na coxa da morena. Ela balançou a cabeça levemente, resmungando.

—O que vai fazer?- ele arqueou uma sobrancelha, percebendo que ela cutucava com a unha uma das fitas que prendiam a faixa.

—Eu vou arrancar isso aqui.- apontou para a faixa na coxa e continuou a cutucar a fita, até que conseguiu tirá-la. Foi desenrolando a faixa até que esta acabou e só havia uma gaze que também estava fixada com fitas. Ela jogou a faixa no chão e começou a tirar as fitas.

Harry suava frio. Seria possível aquele ferimento já estar totalmente curado? Ele saiu de seus devaneios quando Helena retirava o último pedaço de fita de sua pele. Aqueles segundos de aflição pareciam não passar. A garota arrancou a gaze de sua coxa e os dois prenderam o ar. Não havia nada ali. Nenhum ferimento nem nenhuma cicatriz. Ela arregalou os olhos quando viu a gaze em sua mão e reprimiu um grito na garganta. A gaze sequer estava suja de sangue. Ele levantou-se e ficou a frente da garota estática que olhava a gaze limpa, soltando um suspiro.

—Ou Nathan passou algum remédio milagroso feito pelos filhos de Apolo na sua coxa...- começou. -Ou você tem uma cicatrização extremamente rápida e que não deixa marcas aparentes.- “Creio mais na segunda opção, já que Nathan apenas limpou o ferimento na coxa dela.”

O som da corneta os livraram de seus pensamentos. Harry olhou para ela, que parecia com o olhar meio abalado.

—Então... Vamos comer algo?- ele perguntou.

—Eu... Não dá.- ela falou baixo. -Não consigo...

—O quê?- observou-a.

—Indignação, confusão e, acima de tudo, ódio.- ela o olhou no fundo dos olhos. As lágrimas já brilhavam nos seus, prestes a desabar. O humor dela mudara repentinamente. Helena começou a caminhar em direção à saída, mas Harry segurou seu pulso esquerdo.

—Do que está falando?- encarou-a.

—Eles vão vir atrás de mim se eu aparecer lá. Melhor eu ficar no meu quarto.- falou rapidamente. -Eu não posso aparecer lá, todos os olhares na minha direção... E-Eu... Desculpe-me Harold.- puxou seu braço da mão dele e saiu correndo, não antes de trombar com Nathan, que a encarou, chamando-a.

—Como? E por quê?- Harry ouviu o loiro indagar. Olhou para o mais novo, que estava confuso. -Ela estava correndo! Para quem tinha um buraco na coxa algumas horas atrás, ela já está correndo!- ele exclamou. -Mas por que ela saiu daqui correndo?!

—Não sei...- murmurou. Pegou a gaze que Helena deixara cair e colocou na mão de Nathan. Não olhou para trás para saber qual foi a reação do filho de Apolo, mas tinha certeza de que surpresa não foi esquecida.

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Ele queria ter ido atrás de Helena no mesmo instante em que saiu da enfermaria, mas sua irmã o impediu. Milena disse que havia visto a morena correr em direção a Casa Grande. “Ela precisa ficar sozinha. Mais tarde você passa lá. Agora: comer e treinar.” E ele a seguiu. Mas isso não quer dizer que ele não ficou preocupado com a garota e esqueceu-se dela por completo. Na realidade foi o contrário. Ele percebeu que ela também não aparecera para o almoço, o que o deixou mais preocupado do que já estava -se é que isso era possível-.

Depois de longos treinamentos, às dezessete horas (ou cinco da tarde, como preferir), ele guardou sua espada na bainha e seguiu em direção ao chalé de Poseidon para tomar um banho e fazer o que tanto almejou desde aquela manhã: ir atrás da bela garota de pele pálida, lábios carnudos e rosados, assim como as maçãs de seu rosto e de cabelos e olhos achocolatados. Após longos quinze minutos debaixo da água morna do chuveiro, ele secou-se, trocou-se e seguiu em direção à Casa Grande.

Quando chegou em frente à porta, não bateu, pois naquele horário Quíron estaria dando aulas de Arco e Flecha e Sr. D. provavelmente estaria no escritório, querendo não ser incomodado. Subiu as escadas e chegou à frente da porta do quarto da morena. Bateu três vezes e logo pode ouvir a porta ser destravada e aberta, dando a visão de Helena.

A garota ficou meio surpresa com a presença de Harry ali, à frente da porta de seu dormitório. Sorriu de leve para ele, abrindo mais a porta e se escorando no batente.

—Oi...- ela falou.

—‘Hey...- ele colocou ambas as mãos nos bolsos da bermuda que usava. Um silêncio constrangedor se instalou. Os dois estavam parados e, por incrível que pareça, não se olhavam nos olhos. Ele soltou um suspiro. -Helena...- chamou-a e ela rapidamente desviou seu olhar para ele. -Você não quer, sei lá, dar uma volta na praia comigo?- ele coçou a nuca, nervoso. A pergunta havia atingido Helena de surpresa.

—Olha...- ela estava pronta para recusar, quando ele a interrompeu.

—Qual é! Você parece um urso que não quer sair da caverna. Vamos...- ele estendeu a mão para ela.

—Eu não... gosto muito da praia.-ela abraçou a si mesma.

—Você vai estar com o cara que mais conhece essa praia do acampamento. Nada vai lhe acontecer. Eu te garanto.- ele sorriu, ainda com a mão estendida. Ela mordeu a parte interna da bochecha e logo em seguida suspirou.

—Tudo bem.- sorriu e aceitou a mão dele. Fechou a porta de seu quarto e os dois seguiram para a Praia dos Fogos.

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Eles estavam sentados na areia, obsevando o sol se pôr. Haviam conversado bastante -acreditem se quiserem, as coisas de ‘ruim’ que aconteceram no Acampamento, ou fora dele, não foram citadas-. Agora os dois só desfrutavam da belíssima vista que tinham a frente de seus olhos.

—É maravilhoso.- ela murmurou.

—Sim, eu disse que o pôr do sol aqui é incrível.- ele sorriu.

—Obrigado, Harry.- ela olhou para ele.

—Pelo quê?- ele ficou confuso.

—Por você ter me salvado todo esse tempo.- explicou.

—Bom, de nada.- falou.

—Você já sentiu como se nada fizesse sentido?- desviou o olhar para o horizonte novamente. -Como se tudo o que você viveu foi uma grande mentira?

-Não. O que quer dizer com isso?- franziu o cenho.

—Eu não sei.- ela suspirou. -Se eu conseguisse ao menos me lembrar... Tudo o que lembro são fragmentos sem sentido. Como um quebra-cabeça em que faltam extremas quantidades de peças para se encaixar corretamente e se ter uma figura completa.

—Sinto muito não poder ajudar.- ele falou. Ela apenas suspirou.

Voltaram-se para o horizonte mais uma vez, o sol se punha, mas estranhamente a temperatura estava aumentando. Harry sentiu isso e estranhou.

—Está sentindo isso?- ele perguntou a ela.

—O quê?- Helena o olhou, confusa. Como ela não podia sentir? Estava quase quarenta graus Celsius ali, pelo menos era o que ele sentia.

—Está quente aqui, e o sol já se pôs.- ele explicou.

—Bom, é que...- ela corou levemente. -Eu não sinto o calor. Quer dizer, eu sinto um leve aumento de temperatura no meu corpo quando eu toco você ou vice versa, mas em relação ao ambiente, eu não sinto nada.

—Então é por isso que você sempre usa roupas compridas?- indagou. A morena apenas assentiu.

Harry levantou-se do chão e olhou em direção onde o sol estava a poucos minutos e arregalou os olhos. Era possível o sol vir em sua direção?! Um brilho extremamente luminoso, tanto quanto o sol, como um feixe de luz, vagava por cima das ondas em alta velocidade. Quanto mais próximo ele ficava, mais calor fazia. Helena levantou-se do chão e bateu de leve nas partes traseiras das coxas e nas nádegas para retirar a areia de sua calça. Olhou para frente e quase cegou-se. Era um brilho tão forte quanto a luz do sol.

Ambos os que estavam parados a beira da praia se entreolharam quando o feixe de luz ‘parou’ ao lado deles e se materializou em um Masseratti vermelho e um loiro saiu de dentro do carro. Alto, musculoso, óculos escuros, pele bronzeada e, logicamente, como citado anteriormente, loiro dos olhos dourados, estes últimos que os outros dois puderam observar quando o loiro retirou os óculos.

—Sr. Apolo?!- Harry balbuciou. O sorriso do homem invadiu seu rosto e quase cegou os mais jovens. Ele desviou seu olhar do rapaz moreno para a garota morena ao lado deste. Era ela. Sem nenhuma sombra de dúvidas.

—Helena...-ele murmurou, olhando-a embasbacado.

—Você...- ela falou, sem piscar. -Eu acho que eu conheço você...