Who I Am?
18 Number Eighteen
Notas iniciais

“-Eu arrisquei o que pude, por você.” “ -Eu não suportaria perder você” “-Eu não quero que pare agora.”
Aquelas frases ainda rondavam a cabeça do rapaz.
O coração dele estava aquecido e batia tão forte que chegava a doer.
Ela o amava também? Ele não podia crer.
—Harry.- chamaram-no. Ele virou-se e encontrou sua irmã. A leve brisa do mar balançava seus cabelos. -Você está bem?
—É, estou.- ele passou a mão pelos cabelos.
—Não é o que parece.- ela sentou-se ao lado dele. -Cara... Você precisa se declarar logo pra ela.- um sorrisinho brincava nos lábios dela.
—Oras... Até você...- ele revirou os olhos, frustrado.
—Você estava num conflito com a própria cabeça, não é?- ela o encarava.
—Como você...- ele tinha seus olhos arregalados.
—Sou sua irmã. Sua irmã gêmea.- ela segurou a mão dele. -Conheço você mais do que qualquer pessoa.
—É só que...- ela o interrompeu.
—Você não sabe se ela também ama você?- ela indagou.
—Pare de ler a minha mente!- empurrou-a com o ombro, de brincadeira.
—Não estou lendo!- ela riu. -Isso está estampado na sua cara.- bateu o indicador sobre o nariz dele.
—Eu só não sei como chegar nela...- ele franziu o cenho.
—Qual a dificuldade em chegar na garota e dizer “Eu te amo. Namora comigo?”— Milena arqueou uma sobrancelha.
—Não é tão simples, ok?- Harry passou a mão nos cabelos nervosamente. -Eu tenho medo de ela recusar...
—Oras! Ela não vai!- ela o empurrou, fazendo-o cair na areia. -Eu estou falando sobre isso até o momento!
—Milena... Eu já sofri por causa de uma garota, eu não quero que isso aconteça novamente.-ele suspirou.
—Afrodite que me perdoe, mas Amélia é uma vadia.- o abraçou por trás. -Olha, todos temos medo. Todos somos inseguros.- ela falava mais baixo. -Mas só depende de nós mesmos para alcançarmos nossos objetivos, Harry.- acariciou o cabelo dele. -Então, ou você vai atrás dela, declara seu amor e vocês ficam juntos, ou eu juro que eu acabo com você por deixá-la escapar.
—Quando foi que você se tornou uma grande conselheira mesmo?- ele apertou num abraço, ambos rindo.
—Eu sempre fui assim, irmãozinho.- se levantou, puxando-o junto. Retiraram o excesso de areia e foram juntos atrás da deusa morena.
Enquanto se aproximavam da Arena, um barulho misto de flechas, espadas e um grito de guerra feminino se fez presente.
Ao chegarem na entrada, encontraram uma bagunça completa.
Um emaranhado de ossos, flechas e espadas quebradas no chão; Uma jaqueta e sapatos de salto no canto; e uma morena com uma espada negra nas mãos, ofegante. Alguns ossos se juntaram e formaram um esqueleto completo, armado com uma espada e um escudo. Os gêmeos arregalaram os olhos.
Helena deu um sorrisinho convencido e atacou. O esqueleto se defendeu e contra atacou. Para desviar, Helena deu um mortal para trás; em seguida, uma estrela sem as mãos, indo para atrás do esqueleto. Num movimento rápido, decepou a cabeça e todos os ossos caíram, assim como a espada e o escudo. Suspirando, ela guardou a espada na bainha.
— Φτάνει για σήμερα. Απορριφθεί.(1)— ela disse e toda aquela bagunça se dissipou.
—Bom, Harry, te desejo boa sorte.- Milena deu leves batidas no ombro do irmão, que ainda estava paralisado. -Você vai precisar.
—E-Espera! Milena!- chamou-a, mas não adiantou. A morena já estava longe. Harry começou a suar frio, nervoso.
—Harry?- a voz da deusa lhe chamou a atenção. Ele travou no lugar. -Está tudo bem?
—Ah! S-Sim.- fez sinal positivo com o polegar. -Tudo na mais bela paz.
—Não parece.- ela deu um riso fraco. Ele ainda estava parado no mesmo lugar. -Harry?- ela o chamava, mas ele sequer se mexia. -Harold!- ele piscou algumas vezes e a olhou. -Você parece que está no mundo da lua. Tem certeza de que está bem?- ela tinha o cenho franzido.
“Preocupada”— ele pensou.
—Sim, sim. Desculpe.- ele suspirou.
—Harry, pode me responder uma pergunta?-ela indagou.
—Claro. O que é?- ele arqueou uma sobrancelha.
—Bom...- ela hesitou um pouco. -O que é o amor?
Ele arregalou os olhos um pouco. Ela estava de costas para ele, a cabeça baixa. Parecia... Envergonhada(?).
—O amor...?- ele sorriu um pouco, indo até ela, ficando atrás. -Dizem que o amor é uma doença. Mexe com você de um jeito que te deixa louco.- ele suspirou novamente. -Faz você fazer coisas que jamais pensou que faria.- ela pareceu acordar de um transe, prestando mais atenção nas palavras dele. -Seu coração acelera. Bate tão forte que seu peito chega a doer. — ela colocou a mão sobre o peito, sentindo-o dolorido. — Pelo amor, você se arrisca, comete loucuras, ri, chora. Você se sente revigorado. Se sente em paz. E quer fazer de tudo para sempre estar ao lado daqueles que ama.
—Você parece entender melhor sobre o amor do que a própria Afrodite ou até mesmo Eros. — ela deu uma risada leve. Seu rosto estava quente. -Você já amou, Harry?
—Antes eu pensei que sim.-depois de alguns segundos em silêncio, ele se pronunciou. -Mas eu estava errado. A pessoa a quem eu julguei amar, acabou por completo comigo.
—E agora? Você... ama alguém?- ela lambeu os lábios, que estavam secos.
—Sim, eu amo. — ele percebeu que ela ficou tensa. -E quer saber como ela é?
—S-Sim.- ela engoliu em seco.
—Bom... Ela é incrível...- ele começou. -Tem longos cabelos castanhos...- ele passou os dedos pelas madeixas dela. -Pele extremamente branca, que me lembra a neve. Fria e macia. — agora os dedos passaram pelos braços dela. -Por um tempo, pensei que ela fosse o ser mais inocente desse mundo, mas ela me provou o contrário. Determinada, irônica e um pouco maliciosa, admito.- ele riu de leve. -Mas eu confesso, ela combina mais desse jeito.
—E quem é essa garota que arranca seus suspiros?- ela indagou.
Num movimento rápido, ele a virou de frente e a segurou pela cintura.
—Quem mais poderia ser além de você, Helena?— ele a olhava no fundo dos olhos. Ela abriu a boca levemente, arfando.
—Harry...- sussurrou.
Intercalando o olhar entre as bochechas rosadas dela e boca, a puxou pela nuca, iniciando um beijo lento e completamente cheio de amor.
As línguas entrelaçando-se, puxões de cabelo e um abraço apertado.
Separaram-se ofegantes. Ele com um sorriso no rosto e ela completamente envergonhada.
—Hey...- a segurou pelo queixo. -Seu olho voltou ao normal.
—O- O quê? Sério?!- ela sorriu abertamente. -Oh, Harry!- pulou no rapaz, abraçando-o. Ele a segurou, apertando-a mais. -Obrigada.
—Eu que agradeço.- beijou a bochecha dela.
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