Who Are The Winchesters?
1 Capítulo 1 - Quem são vocês?
Notas iniciais
Jimmy andava na rua sozinho numa fria e escura noite ainda se lembrando de seus pais. Como queria que eles estivessem agora ali com ele. Como queria sentir os dedos de sua mãe mexendo em seu cabelo fazendo um leve cafuné como fazia quando o garoto estava triste ou quando ele ia dormir após um longo filme divertido.
Se lembrava de seu pai bagunçando seu cabelo, ensinando-o a pescar e a caçar foram essas lembranças que fizeram o pequeno sentir suas bochechas quentes e molhadas por causa das lágrimas que insistiam em descer pelo seu belo rosto mesmo ele as limpando de minuto em minuto. Só parou de andar quando avistou um banco de uma praça e resolveu se sentar por sentir as pernas cansadas e moles demais para continuar andando. Não tinha mais para onde ir. Pra quem pedir socorro. Estava Infelizmente sozinho, e sem ninguém para contar como foi seu dia ou para lhe dar um sorriso de motivação quando se ia mal nas provas ou por serem muito difíceis de fazer ou por não ter estudado direito. A iluminação daquele lugar estava falha e não havia nenhum indivíduo sentado ou brincando com seus filhos. Novamente se lembrou de seu pai escorregando naquele escorregador verde musgo que o deixava todo sujo de neve mas isso não o impedia começar a rir e voltar ao brinquedo novamente fazendo seu filho sorrir bobo com as tontices do pai. Um pequeno sorriso doce surgiu no rosto do menino em meio algumas lágrimas salgadas. Só não se sentiu mais só quando sentiu seus olhos arderem e ficarem iluminados por uma luz branca em alta velocidade. Um carro preto impala bem antigo ano 66 com três pessoas parou ao lado da praça. O coração do garoto disparou. Ele sentiu suas pernas amolecerem novamente com o susto que teve ao ver o carro na entrada da cidade e agora parado ao lado da praça. Se levantou do banco tão rápido que suas pernas se dobraram fazendo o mesmo cair na neve que tinha se formado naquele lugar e se sujar todo. Uma pessoa que ele deduziu ser uma moça desceu do carro e se aproximou dele.
Tentou recuar mas ela se abaixou e lhe deu um sorriso tão doce que o fez se lembrar de sua amada mãe.
— Oi garotinho, você está bem? — A voz da moça soava preocupante.
— M-Mais ou menos — sua voz ainda estava chorosa e guaguejante.
— Calma, não iremos lhe machucar — um homem alto e de cabelos longos morenos até a altura do ombro descia do carro acompanhado de um mais baixo loiro que fechava com força a porta do motorista.
— Onde estão os seus pais? — A moça que antes tinha o perguntado se aproximou dele e o ajudou a se levantar com cuidado. Se aproximou do menino e sorriu. O menino estava atordoado. Não sabia o que responder. Deveria falar a verdade ou inventar uma mentira? Sabia que não podia mentir pois não foi isso que seus pais o ensinaram. Deveria sempre falar a verdade independente se ela era dolorosa de se ouvir. Respirou fundo tentando achar as palavras certas para falar aos três estranhos que o olhavam atentamente. Que pelo que pareciam estavam preocupados com ele ao menos a garota e o homem mais alto estavam já o mais baixo estava distraído brincando com as chaves do carro seu semblante não estava sério e quanto estava quando saiu do carro batendo furiosamente a porta do motorista.
— Meus pais morreram — disse em um fio de voz tão baixo que se a jovem não tivesse perto dele não teria ouvido.
— Nossa, eu não sabia. Não tem ninguém que possa cuidar de você? Nem um parente próximo? — A loira estava sentindo o frio entrar por dentro de seu casaco fazendo todos os pelos do seu corpo se arrepiarem após ter perguntado olhando diretamente nos olhos castanhos do pequeno.
— Não tenho ninguém moça, só posso contar comigo mesmo — o menino abraçou as pernas e a olhou de canto tristemente.
— Isso é muito preocupante garoto, deveria ter alguém que pudesse cuidar de você — a voz do loiro ecoou pela aquela praça inteira antes de chegar aos ouvidos do menino que o olhou meio de lado.
— Sei disso, pra falar a verdade não sei por que estou contando isso a vocês. Nem os conheço direito — Jim falou ao olhar cada um no rosto os deixando surpresos e sem nenhuma resposta.
— Não seja por isso, eu me chamo Hannah mas pode me chamar de Hanny — apontou para si mesma — Aquele é o meu irmão mais novo Samuel mas ele gosta que o chamem de Sam — apontou para um mais alto que sorriu em resposta- E aquele ali é o meu irmão mais velho Dean — apontou finalmente para o loiro estressadinho que apenas deu um aceno de cabeça em resposta.
O jovem Jimmy resolveu se apresentar também, pois seria falta de educação não falar seu nome.
— Meu nome é Jimmy mas prefiro que me chamem de Jim — respondeu com um sorriso assim com os três estranhos fizeram claro tirando o loiro que mesmo parecendo ser estressado, parecia ser uma boa pessoa após ter entregado ao garoto uma caixa de biscoito de vários tamanhos e recheios. O pequeno Jim aceitou de bom grado e agradeceu ao homem que sorriu em resposta pela primeira vez.
— É um prazer te conhecer Jim. Estamos de passagem pela cidade. Gostaria de vir com a gente? — Hannah perguntou no calor do momento fazendo, afinal pelo pouco que tinha conhecido do garoto já gostava muito dele.
Jim não sabia o que responder. Será que seus pais o aprovariam por estar indo com pessoas nem tão estranhas a outros lugares, outras cidades? Essa pergunta martelava na cabeça do pequeno. Demorou para responder deixando Hannah aflita e curiosa para saber sua resposta. De um um longo suspiro e abriu um grande sorriso. Seus pais adorariam que ele ficassem com pessoas de bom coração e que sabem cuidar daquele jovem rapaz. Resolveu então aceitar a proposta de Hannah.
— Eu ia adorar — soltou a resposta quase pulando de alegria, ainda estava triste mas aquela notícia fez o moreninho ficar cheio de esperanças de um mundo melhor sem seus pais que nunca iriam deixar de existir, sempre estariam presentes em sua memória e em seus sonhos.
Hannah sorriu docemente e pegou na mão do menino que retribuiu o sorriso. Ela foi em direção do baby (o carro) e deixou o garoto entrar primeiro e depois se sentou ao lado do mesmo. Sam abaixou o banco que estava levantado se sentando no banco da frente, fechando o lado do carona. Dean entrou também e se sentou no banco da frente ao lado de Sammy. O banco que o loiro se sentou era do motorista. Após ter se sentando no acento, ele fechou a porta e ligou o carro.
Quando começaram a se mover, o pequeno sentiu seu coração bater forte e uma sensação de felicidade invadiu seu peito, ele começou a sentir uma paz que era difícil de se explicar, mesmo não conhecendo direito aquelas pessoas, se sentia igual quando estava com seus pais. Eles lhe passavam proteção, principalmente a irmã mais nova dos dois homens: Hannah Winchester, já tinha falado do Winchesters, os caçadores de criaturas sobrenaturais. A fama deles era muito grande principalmente em sua cidade. Seu pai tinha comentado uma vez que John o pai dos três era um grande caçador e que morreu salvando os filhos da morte certa. Os três indivíduos não precisaram dizer os seus sobrenomes, pois Jim já os conhecia só de vista, nunca tinha falado com eles pessoalmente.
Avistou pelo vidro do passageiro uma placa dizendo : " Você está saindo de Forks ". Se sentiu triste por deixar sua cidade, mas também se sentiu alegre pois iria começar uma vida nova e quem sabe se tornar um grande caçador como os Winchesters. Claro que nunca iria esquecer o que sua tia Anna fez com seus pais. Colocar fogo na casa deles tinha sido muita covardia e inveja. E ela iria pagar caro por isso. Ou ele não se chamava Jimmy Stevens.
Só saiu de seus pensamentos quando estavam já fora da cidade, numa estrada. O que interrompeu sua conversa consigo mesmo foi um barulhento e irritante som extremamente alto que faria com que uma pessoa lá do outro lado do país ouvisse. Sem ter percebido direito soltou um grito assustado. O que fez Hannah e Sam rirem do ato repentino do jovem Jim.
— Que foi isso, esse carro está com defeito, já verificaram a embreagem dele. Se não precisa trocar o óleo — disse Jim recebendo um pacote razoavelmente cheio de salgadinhos da marca Doritos que Hannah tirou de sua bolsa e lhe deu recebendo, um "obrigado" do mesmo.
— Não fale assim do baby. Você não pode falar coisas ruins sobre ele — retrucou Dean olhando Jim pelo retrovisor.
— Não estou falando nada de ruim dele. Apenas perguntei se estava com defeito, por causa do barulho.
— Gente, é só um carro parem de brigar- Sam disse meio confuso olhando para Dean e para Jim.
— Não estamos brigando Sammy, é apenas uma troca de opiniões diferentes — respondeu Dean olhando de canto para Sam.
— Isso, Sam uma troca de opiniões muito boba — Hannah confirmou — Olha Jim, pode ficar tranquilo não é o carro que está com defeito — a loira riu — O que está com defeito é o estômago do Dean que está roncando. O coitadinho do meu irmão precisa de comida é urgente pois se ele ficar irritado estamos todos fritos. Pois o bicho solta fogo pelas ventas e fica emburrado até conseguir algo para comer. — Hannah anda ria só que agora estava dando gargalhadas da cara do irmão que estava com a cara fechada.
— Ria bastante enquanto pode bastante enquanto pode irmãzinha, pois isso vai ter troco — Dean falou irônico.
— Estou morrendo de medo anão de jardim — disse Hannah ainda rindo do irmão.
Sam também ria assim como a irmã. Jim ria baixinho com as mãos na boca para abafar o som e para Dean não ouvir e se estressar porém isso não deu certo pois o loiro olhou no retrovisor e viu o pequeno rindo abafado de sua cara fechada. Ele ficou ainda mais irritado e bufando.
— Vocês estão brincando comigo hoje suas princesas da Disney — Dean estava mais uma vez usando tom de ironia misturando com a raiva que estava sentindo naquele momento ao ver todos rindo de sua cara séria que ficava ainda mais engraçada ainda mais de perto.
— Não seja bobo Dee, a gente ama você. Só estamos brincando. Eu amo meu irmão marrento e que não dá o braço a torcer pra ninguém e acima de tudo ajuda os outros e quando não consegue se sente mal por isso. Esse é o nosso legado meu irmão. Isso é o que vamos deixar aqui. Isso o que nós torna tão especiais e queridos por todos que salvamos. — Hanny deu um beijo carinhoso na bochecha do loiro — Agora voltando ao assunto que eu ia falar antes disso, logo ali na frente tem um posto de gasolina e do lado uma lanchonete. Enquanto vocês abastecem o carro, eu vou comprar a comida. — Hanny apontou para o lugar que estava dizendo.
Dean olhou para a irmã de canto e apenas sorriu com o simples gesto da garota. Como ele amava aquela pirralha. Desde que ela nasceu ele sabia que ela seria uma grande pessoa assim como sua mãe foi. Uma grande mulher e no futuro quem sabe uma grande esposa e uma grande e maravilhosa mãe.
Se aproximaram do posto, Dean parou o carro dentro do lugar. Hannah antes de descer do carro pegou o dinheiro com Sam e perguntou para Jim se ele queria alguma coisa.
— Jim, meu amor, você quer que eu traga alguma coisa pra você? Algum doce? Algum salgado? Algum brinquedo? — A loira perguntou mexendo no cabelos castanhos do pequeno os arrumando. Jim não respondeu apenas relaxou sentindo aquela sensação. Como se lembrou de sua mãe agora, aquele cafuné de Hannah lembrou o jovem do tempo em que sua mãe era viva e o colocava para dormir com o doce beijo na bochecha e o cafuné gostoso no cabelo. Como sentiu falta daquilo. Estava tão distraído que nem percebeu Hannah estalando os dedos na frente de seu rosto. Só saiu do transe na última estala de dedo e olhou para Hannah completamente confuso.
— O que disse Hanny? — perguntou Jim confuso.
— Haha! Só você mesmo Jim! Perguntei se você queria alguma coisa já que vou lá na lanchonete lembra? — A loira riu do gesto do menino e deu um soco de leve em seu braço.
— Lembro sim. Estou meio distraído, desculpe. Eu não quero nada não obrigado — agradeceu Jim dando um beijo na bochecha de Hannah que corou com o gesto do menino que apenas riu da cara da amiga.
— Tudo bem.
Hannah saiu do carro, arrumou seu cabelo e suas roupas foi até a janelinha da porta do carona de Sam e se encostou lhe perguntando:
— Você vai querer que eu traga alguma coisa pra você Sam? — Hannah perguntou olhando nos olhos verdes do irmão.
— Vou querer um café Hanny — Sam responde pegando um jornal que estava caído no carpete e começando a ler.
— Ata! E você Dee, o que quer eu traga? — Hannah fez a mesma pergunta pra Dean que estava amarrando seus sapatos.
— Vou querer um hambúrguer, uma coxinha, um refrigerante, fritas e um pacote de salgadinhos — Dean diz se levantando e batendo a cabeça no teto do carro.
— Ai meu Deus, você está bem? — Hannah pergunta aflita.
— Estou, fique tranquila — Dean responde passando a mão de leve no local dolorido e dando um leve sorriso.
— Ótimo. Só isso ou vai querer mais alguma coisa?
— Acho que é só isso — Dean fala coçando a cabeça pensando se não tinha esquecido nada.
Quando já tinha se virado e começava a dar passos em direção a lanchonete, Dean a gritou aflito:
— Hanny, não esqueça a torta! — o loiro disse animado e piscou para a irmã que apenas riu e entrou no local.
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