Who?
8 Capítulo 8
Notas iniciais
POV FELICITY
Tudo aconteceu muito rápido. Minha visão estava embaçada, enxergava apenas um borrão a minha frente, minhas mãos estavam trêmulas e parecia não pertencer ao meu corpo. Sentia uma dor no abdômen, mas minha mente estava a mil e não conseguia similar o que havia acabado de fazer. Oh meu Deus, eu acabei de matar Ra’s Al Ghul! Oh meu Deus, eu acabei de matar uma pessoa! Mesmo que agindo como monstro, era uma pessoa! Minha consciência pesou e com toda essa mistura de emoções, meu corpo cedeu, mas foi rapidamente amparado. Não conseguia me concentrar no que estava acontecendo a minha volta. A dor se intensificou e minhas forças se foram de uma vez, apaguei sentindo um aperto e calor conhecido a minha volta.
[...]
Despertando gradativamente minha mente vagava aos últimos momentos antes de desmaiar, lembro-me de atravessar a espada pelo corpo de Ra’s, mas não consigo recordar o que ocorreu depois. Abro os olhos devagar e estou em um quarto com paredes e móveis brancos, tento me mexer, porém meu corpo grita em resposta e permaneço parada. Reconheço o lugar como o hospital, quando uma enfermeira entra no quarto e se surpreende comigo acordada. Automaticamente a mulher me serve um copo d’agua e sorri.
– Como está se sentindo? – Pergunta simpática.
– Ainda não sei. – Ela assente como se entendesse.
– Tem um homem na sala de espera. – Meu coração dá um salto de felicidade. Será Oliver? – Na verdade ele está aqui desde que chegou. Posso chama-lo? – Assinto antes mesmo dela terminar. Então sai da sala. Meu corpo todo estremece de antecipação. Até que John entra no quarto e meu peito dói.
– Nossa, também estou feliz por vê-la. – Solta ao ver minha decepção.
– Estou feliz em te ver, me desculpe. – Coro e sorrio. Ele caminha até mim sorrindo e beija minha testa.
– Ainda estou bravo com você. – Franzo o cenho. – Estava desmaiado, só por isso foi capaz de deixar ser levada. – Adverte e rio de sua preocupação tardia. – Mas vou passar dessa vez, afinal você está bem e tudo se resolveu.
– Por que estou aqui afinal? – Pergunto sem saber o real motivo.
– Você foi a que mais se machucou no tempo que ficamos em Nanda Parbat. – Reviro os olhos e ele respira fundo. – Felicity. – Me repreende. – Você está aqui porque quase morreu. – Sou impedida de protestar. – Você estava em coma há quase duas semanas. – Arregalo os olhos. – Fraturou duas costelas, teve o abdômen perfurado e estava extremamente desidratada. – Meu olhar vai ao seu e me pergunto o motivo de Oliver não estar ao meu lado sabendo de minha condição. – Sei o que está pensando... – Hesita. – Felicity... – Meus olhos se enchem de lágrimas. Eu sei onde ele está.
– Por favor, não me diga que ele ainda está lá. – As lágrimas escorrem por meu rosto. O pensamento de Oliver naquele lugar me apavora por completo. Ele se aproxima novamente e me abraça, assim como fez algumas semanas atrás.
[...]
Dois dias se passaram e não aguento mais ficar nessa cama. Estou prestes a levantar quando a enfermeira entra no quarto.
– Vejo que quer fugir. – Diz séria e engulo seco, então sorri. – Relaxa, vim até aqui dizer que está liberada. – Franzo o cenho. – Pode ir pra casa. – Relaxo e sorrio. – Mas precisa tomar os remédios no horário certo e ficar de repouso. – Assinto e ligo para John vir me buscar.
[...]
Entrar em casa depois de muitas semanas fora é reconfortante. A casa está exatamente como a deixei, bagunçada. Suspiro por enfim estar em casa e caminho até o banheiro. Tomo um banho demorado, deixando a água acalmar minha memória. Penso nos momentos que enfrentei. Penso em Ray, em como eu tenho orgulho do herói que se tornou. E penso principalmente em Oliver, em onde ele está ou o que está fazendo. Meu sacrifício não foi o suficiente para ele? Algumas lágrimas escorrem com a emoção de pensar em tudo o que aconteceu. Saio do banho revigorada e me olho pelo reflexo do espelho antes de me enrolar na toalha. Vejo algumas cicatrizes espalhadas por meu corpo e respiro fundo. Deixo o banheiro, mas me assusto com um homem em meu quarto. Volto meu corpo para porta do quarto e estou prestes a correr quando uma voz conhecida soa alta pelo local.
– Fe.li.ci.ty! – Soletra meu nome com sua típica voz preocupado. Aceno com a cabeça mostrando que estava prestando atenção e ouço um suspiro de alívio por parte dele. – Você está bem? – Pergunta rapidamente. Ainda estava ofegante, devido ao susto. Ele se aproxima devagar e permaneço parada. – Me desculpe não vir antes. Estava resolvendo algumas coisas. – Só então percebo que estava usando roupas casuais e não aqueles trajes medonhos da Liga. Minha cabeça começa a trabalhar em várias tragédias que podem, ou melhor vão acontecer e me afastarão mais uma vez de Oliver. Ele parece perceber no que estou pensando e cola seu corpo ao meu. – Estou aqui. – Sussurra próximo a meu ouvido, arrepiando cada fio de cabelo do meu corpo. – Não por muito tempo. – Instantaneamente dou um passo para trás e ele franze o cenho.
– Oliver... – Suspiro e reviro os olhos. Mas ele se aproxima novamente.
– Eu não vou estar aqui, mas vou estar com você. – Me interrompe. Agora quem não entende sou eu. – Escolha um lugar Felicity. Qualquer lugar que você queira ir comigo. – Compreendo o que ele está dizendo e não posso evitar um sorriso. – Contando que este lugar seja o mais longe possível daqui. – Uma risada escapa e ele também ri. Colo meus lábios nos seus e sinto uma paz dominar o quarto. Oliver finalmente me escolheu e não posso estar mais feliz. Nosso beijo antes calmo se intensifica e quando me dou conta já perdi a toalha. Oliver me pega no colo e me deposita na cama com todo o carinho do mundo. Minhas mãos vão à barra de sua blusa e eu a tiro em um movimento único, enquanto ele deposita vários beijos em meu pescoço, dando uma leve mordidinha em minha orelha, causando uma série de reações em meu corpo. Acaricio seus cabelos curtos, mas resolvo parar com as provocações quando seus lábios começam a descer pelo vale dos meus seios e minha barriga. Não consigo segurar o gemido que escapa ao sentir Oliver me tocar por completo. Minhas mãos rapidamente vão ao cós de sua calça e não deixo de notar o sorriso que surge em seus lábios. Com sua ajuda, o livro de sua calça e em poucos segundos sinto Oliver me envolver com seus grandes braços acolhedores, me colocando completamente deitada. Meu olhar vai ao seu enquanto ele me preenche tortuosamente. Em questão de instantes estou no paraíso com o homem que amo.
– Corto Maltese. – Digo ainda deitada com a cabeça sobre seu peito, após horas confinados naquela cama. Ele sorri com minha sugestão, enquanto afaga meus cabelos.
– Corto Maltese será. – Afirma com sua voz incrivelmente sexy. Levanto a cabeça e meus olhos encontram os seus. – Eu te amo, Felicity Smoak. – Sussurra ainda sustentando nossa conexão.
– Eu te amo, Oliver Queen. – Digo com a mesma intensidade. Diante desse momento consigo compreender que de fato nunca pertenci a um lugar, entretanto nada me impedia de um dia conquista-lo e foi exatamente o que eu fiz: Meu lugar é ao lado de Oliver Queen.
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