Who?

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Espero que gostem!

POV OLIVER

– Não tenha medo, jovem. – Ra’s sussurrava ao se aproximar com a espada erguida em minha direção. – A morte vem por algum motivo inexplicável. – Começa seu discurso semelhante ao do dia que nos enfrentamos pela primeira vez. – Considere isso como um refúgio para sua alma. – Respiro fundo. – Perdoe e tenha misericórdia... – Fecho os olhos esperando o golpe. A imagem da noite com Felicity me vem à mente, assim como alguns momentos ao lado de Thea, minha mãe e meu pai. Abro os olhos procurando uma última vez aqueles lindos olhos azuis, mas me surpreendo quando uma espada atravessa o corpo de Ra’s. Seu corpo cede ao chão e meus olhos encontram a loira de pé completamente apavorada.

Permito-me suspirar aliviado, porém me coloco de pé rapidamente e rumo em direção a Felicity. Seus olhos estavam nublados e ela parecia em choque. Não correspondia aos meus chamados. Tenho certeza que sua consciência estava torturando-a com a atitude que teve que tomar. Seu corpo tremia e lágrimas encharcavam seu rosto.

– Felicity. – Chamo novamente quando seu rosto torce de dor, levo os olhos a seu abdômen que acumulava grande quantidade de sangue. A envolvo nos braços e sinto seu peso cair sobre mim. Uma movimentação a minha frente me chama atenção, então me deparo com a imagem de Nyssa analisando o corpo inerte de seu pai. Sinto um aperto no peito, sem saber explicar o sentimento. Deito Felicity lentamente no chão e caminho até ela.

– Era o que devia ser feito. – Sua voz sai baixa. – Ela fez a coisa certa. – Solta um suspiro e acena com a cabeça para mim. – Se não houvesse um herdeiro, haveria uma cerimônia para mergulha-lo no Poço. – Engulo seco ao pensar na ideia de Ra’s Al Ghul ressurgindo e cerro os punhos para afastar tais pensamentos. – Porém nós somos herdeiros e estamos... – Hesita em continuar. – Casados, então se não tiver nenhuma objeção, gostaria de assumir seu lugar. – Permaneço em silêncio. – Já está na hora de mudar algumas coisas por aqui. – Enfim assinto sabendo que ela saberá o que fazer daqui para frente. – Preciso que fique aqui por mais alguns dias, apenas para cerimônia de sua libertação. – Franzo cenho. – Sei que não acredita, mas ficarei feliz em libertar sua alma. – Olho para Felicity caída e meu coração se aperta ao pensar que ficarei mais alguns dias sem poder toca-la. Mas por fim assinto e Nyssa sai do grande salão seguida pelos membros da Liga, carregando o corpo sem vida de seu pai.

Dessa forma, ergo Felicity novamente e caminho com a loira em meus braços até o portão central de Nanda Parbat. Deixamos o local e com ele todas as lembranças. Ouço-a suspirar e meu coração se acalma por saber que estou indo para casa.

[...]

Depois de mais duas semanas, enfim estou de volta a Starling City. Há dias não tinha notícias sobre minha loira e minha ideia é ir direto ao hospital descobrir como ela estava. Entro no local e sou comunicado que ela havia acordado e já tinha recebido alta. Ligo pra Diggle e descubro que Felicity estava em casa, então parto em direção a seu encontro.

Toco a campainha algumas vezes, mas não há sinal de movimentação na casa. Me preocupo com sua demora e resolvo dar a volta até a escada de incêndio. Entro pela janela de seu quarto e vejo a porta do banheiro fechada. Sorrio com a ideia de me juntar a ela, mas hesito com medo de assusta-la. Retorno de meus pensamentos impróprios quando ouço a porta se abrir. Estou prestes a falar algo, quando vejo o contorno de seu corpo se enrijecer na escuridão do quarto e a loira correr até a porta do quarto.

– Fe.li.ci.ty! – Soletro seu nome preocupado com o susto. Ela me reconhece e leva a mão no peito antes de acenar. – Você está bem? – Pergunto rapidamente. Ela ainda ofegava e com isso estava ficando difícil me concentrar em descobrir como ela estava, enquanto seus seios subiam e desciam rapidamente, cobertos apenas por um pedaço de pano. Me aproximo devagar e ela não ousa se mover. – Me desculpe não vir antes. Estava resolvendo algumas coisas. – Ela me fita por inteiro e seus olhos encontram os meus, mas algo estava errado. Não havia aquele brilho em seu olhar, havia preocupação? Ah! Ela temia ser deixada novamente. – Estou aqui. – Sussurro enquanto colo meu copo ao seu, fazendo-a se arrepiar por completo. – Não por muito tempo. – Resolvo provocar e instantaneamente recua um passo.

– Oliver... – Suspira e revira os olhos. Mas me aproximo novamente.

– Eu não vou estar aqui, mas vou estar com você. – Interrompo e ela franze o cenho. – Escolha um lugar Felicity. Qualquer lugar que você queira ir comigo. – Proponho e um sorriso maravilhoso surge em seu rosto. Rapidamente seus lábios colam nos meus de forma doce, um beijo repleto de saudade. Aos poucos, nossas provocações se intensificam e removo sua toalha sem que perceba. Minhas mãos antes em sua cintura vagam até seu quadril e a ergo, caminhando e depositando-a calmamente sobre a cama. Suas mãos vão à barra de minha camisa e a removem velozmente, enquanto revezo meus lábios entre mordidas e beijos em seu pescoço. Mordo de leve o lóbulo de sua orelha e um gemido escapa de sua boca ao mesmo tempo em que suas mãos puxam de leve meu cabelo. Sinto que assim como eu, ela está cansada das provocações. Meus lábios começam a descer pelo vale dos seus seios e sua barriga lisa. Faço questão de beijar calmamente todas as novas cicatrizes em seu corpo incrivelmente sexy. Suas mãos vão até o cós de minha calça em sinal de desespero e não posso evitar sorrir. Beijo-a mais uma vez e a envolvo em meus braços, deixando-a mais confortável. Preencho-a lentamente com o olhar fixo ao seu. Em instantes estamos envolvidos em uma dança sensual, repleta de gemidos e promessas de amor.

[...]

– Corto Maltese. – Diz ainda deitada com a cabeça sobre meu peito, após horas entregues a nosso amor. Sorrio com sua sugestão, enquanto afago seus cabelos sedosos.

– Corto Maltese será. – Afirmo com a voz ainda rouca. Não me arrependeria nem um pouco dessa decisão de ficar ao seu lado. Sempre priorizei a segurança das pessoas que amo, mas nunca priorizei a que realmente me importa. Precisei morrer algumas vezes para concluir que o que preciso está diante de meus olhos.– Eu te amo, Felicity Smoak. – Sussurro e a sinto sorrir.

– Eu te amo, Oliver Queen. – Responde com a mesma intensidade. Meu coração enfim encontrou o que sempre precisei, uma razão pela qual vale a pena viver: Felicity Smoak.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Não deixem de comentar =D Beijinhos e até breve!