Whitesnake
2 No parque
Notas iniciais
Capitulo 2- No parque
Após ter sido abandonada por Kureno, triste, Akito passa dois dias trancada em seu quarto, deitada e sua cama, entregue à solidão e ao desespero. Ayame apareceu para lhe fazer uma visita e conseguiu arranca-la desse sofrimento e leva-la para passear no parque. Lá ele conseguiu que ela sorrisse verdadeiramente, ficaram ali ate anoitecer, quando então decidiram voltar visto que nuvens cinzas se formavam no céu anunciando a chuva que não tardaria a chegar.
Quando os dois estavam nos portões da Sede, começa a chover e eles são obrigados a correr ate o casarão e de lá para o quarto de Akito. Chegam um pouco molhados.
- Akito, vou lhe preparar um banho ou ira acabar doente. E essa não é a minha intenção- sorri e se dirige ate o banheiro
Akito o segue, está encharcada mas não está brava. Ayame a olha e sorri satisfeito, parece que conseguira dissipar um pouco as trevas do coração dela.
- Pronto, digníssima dama, seu banho esta pronto, deixe-me ajuda-la a se despir e a se banhar.
- Lógico que não- diz ela brava e expulsa ele do banheiro fechando a porta na cara dele
- Hohohohoho, parece que levei Akito a fúria- se vira e então observa o quarto dela- esse quarto é muito frio e triste, preciso dar um toque pessoal aqui, amanha mesmo farei isso- ajeita a cama dela, abre o armário a procura de algo para ela vestir; separa um quimono.
Um tempo depois, Akito sai do banho enrolada em um roupão, cora ao ver que Ayame a está observando.
- Sua roupa já está preparada, permita que eu a ajude a se vestir – diz abrinodo o roupão dela.
Akito esta cansada e não tem nem forças para resistir a ele, mas percebe que ele treme de frio.
-Ayame, você esta bem? Devia tomar um banho também antes que fique doente- diz ela calmamente
Ele a olha assustado- O que? Akito-san esta sendo gentil comigo? Eis um momento raro que deve para sempre ser lembrado, vou contar para o Tori-san- e larga o cinto do quimono dela e pega o celular.
Akito olha para ele brava- Largue logo esse celular e venha terminar de me arrumar. Tome um banho e vista roupas quentes, não quero que se transforme a caminho de casa.
Ayame olha para a janela e lá fora chove torrencialmente- como você é cruel em me fazer ir embora nessa chuva, vou ficar encharcado e doente vou acabar me transformando. E se eu morrer? Seria uma enorme perda para a humanidade. Além disso não posso me banhar pois não tenho roupas secas para vestir.
- Problema é seu- diz irritada
- Bom, se não tenho roupas secas para vestir irei embora nu e permitirei que o mundo desfrute da minha beleza, permitirei que o mundo veja Ayame Souma como ele veio ao mundo- diz elevando a voz- e você será a primeira a apreciar tão belo corpo- começa a se despir ali no quarto mesmo.
Akito olha assustada- pare agora, pode pegar um quimono meu emprestado.
Ayame sorri e abre o armário, pega um quimono branco dela e se dirige ao banheiro. Akito dieta na cama enquanto espera ele voltar. Cerca de meia hora depois ele sai do banheiro usando apensa o quimono dela. Akito olha e começa a rir
- O que foi?- pergunta sem entender
- Olhe no espelho, acho que meu quimono encolheu
Ayame se olha no espelho e começa a rir; o quimono ficara justo demais, curto nas mangas e batendo na canela dele- acho que você que é baixinha demais- ri
Ela atira o travesseiro nele- eu não sou baixinha
- Arigato, já tenho um travesseiro par dormir, só falta a coberta e o aconchego de seus braços.
- Eu não deixei você dormir aqui, agora vá embora e me deixe descansar- diz imperativa
- Mas está chovendo muito lá fora, a chuva irá estragar minhas belas madeixas prateadas e eu também posso me transformar a caminho de casa, ficar doente ou ate morrer.
- Tudo bem, pode dormir aqui, mas não na cama. Abra o armário e estenda o futon no chão e não se atreva a se aproximar de mim enquanto eu estiver dormindo.
Ayame sorri mais uma vez vitorioso, vai ate o armário e pega o futon, estica no chão mas não dorme; fica observando Akito que se acomoda na cama.
Continua chovendo torrencialmente, raios riscam o céu e trovoes ecoam pela casa silenciosa, Akito senta na cama assustada; ele se levanta e vai ate ela.
- Acalme-se- e a abraça- é só uma tempestade, vou ficar com você ate você dormir- ele a faz deitar a cama e fica acariciando os cabelos dela ate que ela durma, então, vencido pelo sono, adormece ali na cama dela mesmo.
No meio da noite ele acorda com Akito se mexendo na cama e tendo um sono agitado, ele a abraça aperto par que ela não se mexa mais e volta a dormir.
No dia seguinte, Akito acorda e vê Ayame dormindo ao seu lado, abraçando-a; seus rostos estão próximos, ela pensa em acorda-lo e expulsa-lo dali, mas ele dorme tão tranqüilamente que ela não tem coragem. Fica observando ele dormir, sente-se hipnotizado pela beleza dele. Começa a acaricia seu rosto, então ele acorda de repente e segura a mão dela, olha bem em seus olhos.
- Bom dia, querido patriarca, estava abusando de mim enquanto eu dormia?
Akito cora e solta a mão- não era nada disso
- Não precisa ficar assim, você pode fazer comigo o que quiser- diz em tom sedutor.
Akito fica mais corada ainda. Ele a abraça e percebe que ela está quente, coloca a mão no rosto dela.
- Está com febre, Akito, não devíamos ter saído ontem, nem ter pego aquela chuva, a culpa é toda minha. O que posso fazer para me redimir querido patriarca?
- Nada, apenas me deixar em paz, o prometido seria que iria embora depois que eu aceitasse sair com você, e eu já sai.
- Sim, mas agora você está doente por minha causa, portanto não irei embora ate que você se recupere e não aceito um não como resposta. Agora com licença que irei cuidar de você.
Levanta-se, sai do quarto e volta instantes depois trazendo um bandeja com leite e frutas para ela; também trouxe gelo. Coloca a bandeja diante dela e começa a descascar pêssegos para ela. Depois de faze-la comer as frutas e tomar o leite, ele a faz deitar da cama e coloca a bolsa de gelo debaixo da cabeça dela para abaixar a febre. Ele permanece o tempo todo ao lado dela, até ela adormecer.
Akito acorda algumas horas depois, esta se sentindo extremamente indisposta, seu cor5po dói, sua cabeça também, mas pelo menos Ayame não está mais lá.Ela se levanta e vai ate a porta do seu quarto e chama por uma empregada mas ela está fraca e quase cai. Ayame a segura e a pega no colo.
- Gomen ne por tê-la deixado sozinha , fui ate minha casa buscar algumas roupas e fui chamar Hatori para examina-la, você piorou- diz colocando-a de volta na cama.
- Ayame, eu me sinto mal- se queixa ela.
- Sim, eu imagino, a febre aumento e eu me sinto extremamente culpado por isso, eu quis te levar par passear para se animar e a deixei doente
- Eu não me importo, ao menos você fez o que ninguém fez, me tirou daqui. Você me leva para passear de novo?
- Não posso, você está doente e ainda chove lá fora, mas se amanha você estiver bem, prometo que a levarei para almoçar fora.
Ela sorri e deita a cabeça no colo dele no instante em que Hatori entra no quarto e sente-se um tanto quanto confuso com o que vê, mas tenta ignorar.
- Boa tarde, Akito-san, Ayame me disse que você estava doente, o que você está sentindo ?- pergunta colocando a maleta em cima da cama e começando a examinar ela.
- Meu corpo dói, minha cabeça dó- reclama ela.
- Ela também tem febre, Tori-san- diz Ayame serio e também preocupado com ela.
Coloca a mão no rosto dela- sim, e a febre esta alta. Ela esta gripada, está havendo um surto de gripe. Ayame, a culpa é sua, porque está aqui? Se você esta aqui com Akito é porque tem culpa por ela estar doente.
- Nada disso Tori-san, esta me culpando sem ao menos saber o que aconteceu. Agradeça a mim, Akito podia estar pior se eu não tivesse aparecido, quando eu vim vê-la ontem ela estava há dois dias sem comer trancada no quarto.
- Akito!! Você ficou dois dias trancada no quarto sem comer? É por isso que ficou doente, sua resistência esta baixa. Vou lhe dar uma medicação e logo se sentirá melhor- abre a maleta e lhe aplica uma injeção- pronto, agora procure descansar e se alimentar. Não pense em ficar sem comer. E se precisar é só mandar me chamar. Vamos Ayame? Deixe Akito descansar.
- Não, eu prometi que só sairia do lado dela quando ela estivesse bem, vou ficar cuidando dela.
Suspira — Que seja, mas não apronte nada e não a perturbe- diz Hatori e se retira.
Ayame acomoda Akito na cama e fica ao lado dela durante a tarde toda. De noite ela já se sente melhor mas ele decide passar a noite ali com ela a acaba dormindo abraçado com ela novamente.
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