White Memories
4 Promete que vamos ficar para sempre?
Enquanto isso....
PV Elena
Escutei o meu despertador avisando que já era mais um dia eu que eu sobrevivi desse acidente. Ainda não caiu a ficha sobre tudo que aconteceu. Damon ficou em coma e justo no dia em que ele despertou, que ia ser um dos dias mais felizes da minha vida, perdeu todas as memorias que tinha comigo.
Não vou dizer que eu chorei, estaria mentindo para mim mesma, chorei todos os dias quando pensava nele. Sinto falta de seu cheiro, da companhia, suas piadas sem graças e principalmente o seu amor que transmitia nos seus olhos quando me olhava. Levantei da cama para enfrentar mais um dia e começou a fazer sua higiene matinal no seu banheiro. Depois de fazer tudo corrido por estar atrasada, decidi que iria comer depois, por não estar com fome.
Quando eu ia pegar o celular para chamar um taxi no aplicativo, começa a tocar identificando na tela que era Caroline ligando.
— Oi Carol, eu estava prestes a ir ao hospital.
— Ainda bem que você não saiu de casa. Klaus pediu para avisar que não vai estar na casa dele por algumas semanas.
— Tem dedo seu nessa história, não tem?
— Talvez....
— Você não existe.
— Vai ser uma ótima oportunidade de conquistar o seu homem de novo.
— De novo eu digo, você não existe.
Encerrei a chamada com um sorriso sincero. Como Caroline disse, será uma grande oportunidade de conquistar o meu homem de novo. Vai ser difícil? Sim, nunca é fácil conquistar algo ou alguém. Chamei um taxi comum através do meu celular e demorou 5 minutos para chegar em minha casa. O trajeto até o hospital não foi tranquilo, tudo estava parado, vários carros buzinando sem parar, uma tremenda bagunça. Só consegui chegar ao hospital no começo da tarde.
Paguei o taxista no final da corrida, fui em direção ao prédio antigo amarelado para encontrar Damon. Meu estomago estava fazendo a festa por estar nervosa e ansiosa ao mesmo tempo, enquanto caminhava até o quarto pensava o que iria dizer, começaria como “Oi, Caroline me ligou hoje de manhã, disse que Klaus não estará em sua casa por algumas semanas. Então você vai para minha casa (nossa casa, mas tu não sabes) ” ou só diria “Oi”. Ficaria com a primeira opção.
Quando cheguei até a porta de seu quarto hospitalar, abri a porta com cuidado e espiei para ver se Damon estava na cama, mas não estava. “Onde está ele? ” Pensei. Foi então que escutei um barulho vindo do banheiro.
—Damon? – Falei um pouco alto para ele escutar.
—Eu ja estou saindo. – disse Damon.
Sentei na poltrona que tinha naquele quarto e esperei ele sair do banheiro. Quando Damon saiu, estava vestindo uma jaqueta preta que eu tinha dado de aniversario. Claro que eu sequei ele atravez dos meus olhos, não sou feita de ferro.
— Não lembro dessa jaqueta – Damon estava pensativo quando falou isso.
— Fui eu, eu dei no seu aniversário ano passado. – Respondi.
— Então, obrigado Elena, eu amei! Preta é minha cor favorita, depois do Azul.
“Eu sei, você me disse no primeiro encontro” pensei.
—Pegou tudo? – Perguntei
— Sim – parecia que o Damon ia pular de alegria, quase ri da cara que fez.
Quando estávamos saindo, o médico de Damon apareceu na porta comunicando que já assinou sua alta e que poderíamos ir embora, mas caso ocorresse algum problema pediu que voltasse o mais rápido possível. Despedimos do médico e seguimos o caminho até a saída.
Dentro do Taxi
—Eu esqueci de te avisar, Caroline me ligou hoje de manhã, disse que Klaus não estará lá por algumas semanas. Então você vai para minha casa, não tem problema? – Espero que ele não fique bravo.
— Tudo bem, prefiro qualquer lugar que não seja a casa dos meus pais. Eu não gosto muito de morar lá. – Disse bem sincero.
— Eu sei. – Opa, falei alto demais.
— Claro que você deve saber, tenho certeza que já disse isso várias vezes. – Damon deu uma risada abafada.
Pv Damon
Eu fui um idiota nesse momento, claro que ela saberia. Elena sabe tudo sobre mim, sabe de um Damon que desconheço. Quando eu a vi naquele quarto, meu coração parou naquele instante nunca senti algo parecido, as vezes me pergunto por que eu esqueci essa garota?
O taxi parou em frente de uma casa branca simples. O que tinha chamado muito a minha atenção foi a balança que tinha na varanda, naquele momento eu percebi que não estava mais no veículo, e sim sentada naquela balança.
Flashback...
Estava sentado na balança esperando Elena com o meu presente de 1 mês de namoro. Estava muito ansioso, odiava surpresas. Quando Elena apareceu, quase joguei fogo de artifícios, estava tão linda com suas roupas simples e nas suas mãos tinha um pacotinho pequeno. Deve ser meu presente.
— Espero que você goste do meu presente, meu amor – Elena falou toda animada.
Com uma rapidez abri o pacotinho, lá dentro tinha uma cópia do meu livro favorito “O Pequeno Príncipe”. Meu pai lia sempre para mim na hora de dormir quando era pequeno, só que tinha perdido o livro quando estava indo para o Ensino Médio.
— Eu não acredito, Elena. Eu amei – estava tão feliz com o presente que dava até para perceber o meu sorriso. – Senta aqui do meu lado? – Quando ela sentou, aproximei e deu um beijo apaixonado.
— Agora é a minha vez. Feche os olhos – Pedi.
— Tudo bem – Concordou Elena
Peguei a caixinha que estava no meu bolso e abri. Lá tinha um lindo colar que estava escrito “Damon”, para lembra-la que só tem um homem na sua vida, eu, sua única família. Coloquei no pescoço de minha amada e pedi para abrir os olhos.
— É lindo Damon – Elena falou com um lindo sorriso e deu um selinho – Promete que vamos ficar para sempre Damon. Promete!
— Eu prometo.
Estava escutando uma voz dizendo “Damon? Damon? ”. Foi então que percebi que eu estava dentro do taxi e Elena me chamando para sair. Sai do taxi sem esquecer de agradecer o motorista pela corrida.
— Você está bem? – Perguntou Elena
— Estou ótimo – Disse com um sorriso
— Então vamos entrar?
Assenti com a cabeça e segui até a entrada da casa. Ainda não entendi o que aconteceu dentro do taxi, não sabia se era uma memória ou imaginação da minha cabeça. Olhei para Elena e percebi que estava usando um colar, o mesmo colar que tinha visto na minha mente. Não foi um sonho. Foi uma memória perdida.
— Você pode colocar as suas coisas aqui na sala, depois eu guardo no quarto de hospedes – Falou Elena
— Quarto de hospedes.... Onde você vai ficar? – Perguntei por curiosidade.
— No nosso quarto... quer dizer no meu quarto – Elena ficou constrangida
Então moramos aqui, gostei muito da decoração, por ser simples, e o modelo da casa. Tentava criar coragem para contar a Elena sobre a memória que eu tive, mas não conseguia, uma parte minha dizia para não contar para uma estranha e outra parte dizia para contar. Estou com confuso.
— Você está com fome? – Elena perguntou – Eu estou morrendo de fome.
— Estou – Afirmando quando escuto minha barriga roncar.
— Só que tem um problema, eu não sei cozinhar. – Vi que seu rosto corou um pouco.
— Sorte que eu conheço um ótimo cozinheiro – Não sei como eu criei a coragem de dizer isso na frente dela
— E quem é essa pessoa que você conhece? – Senti uma provocação por parte dela.
— Eu Elena –disse rindo.
Foi aí que eu percebi que sentia algo por ela, mas não sei o que é. Não sei se é amor ou amizade.
Fale com o autor