White Chocolate.
5 Capítulo 5 - Our Baby.
Notas iniciais
Sam Evans PDV.
Minha vida virou de cabeça pra baixo num estalar de dedos. Eu agora vou ser pai de uma mulher que conheci a pouco tempo, mas que mesmo assim, mexe comigo de uma forma que ninguém antes, mexeu. Talvez por saber que ela carrega o meu filho eu tenha começado a nutrir sentimentos diferentes por ela. Só por isso e mais nada.
Quinn é perfeita, aos meus olhos. Seu jeito doce e meigo me fascina. É como se ela jogasse um feitiço em mim. Mas nós somos apenas amigos. Amigos têm esses sentimentos um pelo outro, não tem?
Eu trabalho naquele lugar e não me orgulho nem um pouco disso. Mas é a vida. Eu quero me formar, eu faço sacrifícios. Principalmente agora que eu tenho responsabilidades. Com minha nova namorada e meu bebê. Eu nunca que deixaria Quinn criá-lo sozinha. De jeito nenhum.
E aquele Finn? Me contive para não ir em cima dele quando ele esteve aqui atrás dela. Ele faz merda e depois vem aqui dizer que quer formar uma família? Ela vai formar uma família comigo! Mas ela parecia tão abalada a certo ponto, que cheguei a desconfiar que ela ainda o amasse. Talvez.
Fui tirado de meus devaneios após ouvir o telefone tocar.
- Sam Evans?
- Sim?
- Aqui é Santana Lopez, advogada. Eu tenho algumas coisas pra discutir com você. Sobre trabalhos, estágio... Acredito que esteja interessado. Recebi recomendações suas.
- Tudo bem. Como eu posso te encontrar?
- Me encontre no meu escritório. Mandarei o endereço por mensagem de texto, pois ainda não o decorei.
- Ok, muito obrigado, chego em meia hora.
Não poderia arriscar. Tinha que acreditar no que a Lopez falava ao telefone. Agora eu toparia tudo que fosse possível.
Tomei um banho o mais rápido que pude, me arrumei também rapidamente e saí, às pressas.
Cheguei faltando cinco minutos para o horário previsto. A secretária me mandou entrar.
- Santana Lopez?
- Sim, sou eu mesma Whi... Sam. – Fiquei confuso. Ela iria me chamar de White Chocolate? Não, deve ser coisa da minha cabeça. – Sente-se.
Ela não me era estranha. Eu já a vi antes. Só não consigo me lembrar onde.
- Bom, sei que você está para terminar a sua faculdade de direito. Estou correta?
- Sim.
- Sei que está a procura de estágio.
- Estou, mas eu tenho uma pergunta.
- Pergunte. – Ela se acomodou mais na cadeira. Santana é uma mulher bonita, sem sombra de dúvidas. Mas não sei porque, eu não consigo mais pensar em outras, a não ser, ela.
- Nenhum dos professores me indicaria, não conheço ninguém que poderia me indicar...
- Você está bastante equivocado rapaz. Eu recebi recomendações suas, mas não posso entrar em detalhes. Pelo menos não agora.
- Ok.
Após uma hora, Santana terminou um minucioso interrogatório. Muitas vezes de coisas sem nenhum sentido real com advocacia.
- Você pretende casar?
- Algum dia, sim.
- Você está em algum compromisso?
- Eu estou namorando.
- E filhos? – Ela era rápida. Parecia ter milhares de perguntas ainda, a fazer.
- Bom, minha namorada está grávida, por isso preciso arrumar um emprego logo após me formar em direito.
- Você gosta dela? – Minha sobrancelha arqueou, mas respondi.
- Bom... é uma longa história.
- Então você não gosta dela? Foi só o sexo que te atraiu? Você só quer saber do bebê? E se ela gostar de você? – Perguntava, parecendo estar com raiva.
- Não, eu gosto dela. Bastante. E ela não gosta de mim, ela ainda deve amar o ex. Por isso, nosso relacionamento é pelo bebê.
- Se eu fosse você não teria tanta certeza.
- O que?
Santana me deixava confuso a cada pergunta. Ela parecia saber de alguma coisa. Resolvi deixar pra lá e ela voltou pros reais assuntos da minha vinda.
Saí de lá e chequei meu celular. Havia uma mensagem de Quinn.
Oi, tudo bem?
Alguma novidade? Quero conversar com você.
Beijos, Q.
Estou ótimo. E como está nosso bebê? Tenho uma boa notícia.
Onde nos encontramos?
Beijos.
S.E.
No meu apartamento. Daqui a uma hora, porque estou terminando umas fotos agora.
Nosso bebê está ótimo.
Quinn Fabray PDV.
Quando Sam me enviou a mensagem que havia escrito “nosso bebê”, eu quase dei pulos de alegria.
Eu havia pedido a Santana pra conversar com ele. Ontem a noite mudei de ideia em relação a levá-lo até lá. Era melhor que ele não soubesse que fui eu. Não agora.
- Ficou ótimo. As fotos ficarão prontas em uma semana. Ligarei avisando ok? – Falei com a menina, que sorria radiantemente.
- Tudo bem, obrigada Quinn.
Saí de lá correndo e quando cheguei ao meu prédio, antes de entrar na garagem, vi Sam entrando. Estacionei o mais rápido que pude e subi, dando permissão para que ele fizesse o mesmo.
- Da última vez que eu vim aqui, você não estava muito bem. – Disse ele, entrando.
- Sim, naquele dia que nos conhecemos eu estava completamente bêbada.
Ele me abraçou e quando nos separamos, nos encaramos. Por um impulso, já nos beijávamos. Quando o ar faltou nos separamos.
- Qual a boa notícia?
- Eu consegui um estágio. Foi estranha a maneira como Santana Lopez me achou. Mas tudo bem. – Fingi estar surpresa.
- Que bom! Estou muito feliz por você. – Vê-lo sorrir me fazia ficar boba.
- Ela algumas vezes até me perguntava da vida pessoal. Se eu pretendia casar, ter filhos, se eu tinha namorada, se eu gostava você... Achei até estranho, mas respondi.
Tinha que ser a Santana, pra ficar perguntando essas coisas! Mas eu entendo. Segundo ela mesma, a missão dela é me proteger. Ela é uma irmã.
- Talvez ela quisesse saber disso pra... pra ver o que te fazia ir em busca de um emprego.
- É, você tem razão. Quando saberemos o sexo?
- Daqui a três meses ainda.
- Já pensou em nomes?
- Sinceramente? Alguns.
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Tudo passou rapidamente. Combinei com Santana de jantarmos juntas.
- Você está linda, Q. Onde comprou esse vestido? Ficou perfeito.
- Obrigada Sant. Você está uma tentação. – Nós rimos.
- Como já deve imaginar, conversei com o White. Você sabe que se ele não fosse bom para ficar comigo eu o dispensaria. Mas ele é bastante inteligente. O histórico dele é bom. Ele conversa bem, tem a cabeça no lugar. Respondeu as minhas perguntas, muito bem.
- Você quer dizer todas? Contando com as sobre a vida pessoal dele? Se ele gostava de mim? – Pergunte rindo.
- Precisava saber das reais intenções dele. Se não a cabecinha no lugar dele, seria arrancada. Q, ele disse que gosta bastante de você.
- Ele só disse isso pra não dizer que só está comigo por causa do bebê. O que é verdade. Só estamos juntos por causa da criança. Somente.
- Q, ele acha que você ainda ama aquele troço.
- Como? Você está falando sério?
- Claro. Ele acha que você ainda ama o seu ex. Tem que mostrar a ele Fabray, que você esqueceu o babaca e agora só tem desejo de chocolate.
- Ah Sant. Nós só temos carinho um pelo outro. Você é louca. Fica especulando milhares de coisas.
- Verdadeiras.
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Posso dizer que o tempo passou voando. Eu já estava com quatro meses. Era uma menina. Minha barriga já aparecia um pouco e eu estava feliz.
- Eu não entendo nem um pouco dessas coisas. Mas acho que o quarto dela sendo lilás, seria melhor.
- Você tem razão, Sam. Sempre é rosa.
Estávamos numa loja, de criança. Iríamos comprar algumas coisas. Andamos mais um pouco pelo shopping. Eu entrei em uma loja e fui olhar alguns vestidos.
- Quinn, hoje é meu último dia como White Chocolate. Você irá me ver? – Perguntou ele, sorrindo.
- Claro que eu vou.
- Olha temos esse vestido. É mais soltinho. – Mostrou a mulher da loja.
- Obrigada, vou provar. – Puxei Sam, que sentou a minha frente no provador. Entrei e comecei a tirar mina roupa.
- Quinn, a vendedora perguntou se você quer provar esse.
- Qual? – Ele abriu um pouco a cortina e me olhou. Eu observava a minha barriga, enquanto ele, o meu corpo por completo. Eu só usava peças intimas e nós não havíamos feito nada, deve completar uns dois meses.
Nossa amizade fortaleceu e isso nos impediu de fazer alguma coisa.
- Sam?
- É esse. – Ele me deu.
- Está crescendo tão rápido. – Falei enquanto alisava minha barriga.
- É verdade. – Ele ia fechar a cortina quando o chamei.
- Sam.
- Oi?
- Me beija.
- Como?
- Me beije. – Ele sorriu, torto e entrou no provador, me pegando pelo pescoço e me beijando. Saiu logo depois, um tanto... agitado, pois o volume que cresceu em sua calça, o denunciava. Eu ri e provei mais algumas roupas, levando algumas.
Estávamos no carro.
- Ér... Quinn, me desculpe. – Pediu ele.
- Pelo que?
- Pela minha agitação sabe? Eu não devia ter ficado... animado. – Eu ri.
- Não peça desculpas. Eu também estava animada. Se você tivesse tocado em mim, você saberia. – Ele arregalou os olhos e logo depois comprimiu os lábios, tentando segurar a risada. – Sam, eu sei no que você pensa e sei também que você não tem feito nada. A não ser sozinho, que eu não tenha conhecimento... – Sam riu, ainda mais.
- E?
- E como sua namorada, eu tenho que te ajudar.
- Você quer dizer que...
- Você entendeu.
- Não Quinn. Não quero que você faça nada só por minha causa.
- Quem disse que é só por sua causa?
- Eu achava que...
- Shiu. Você não achava nada Sam. – Ele estacionou o carro na minha garagem, e eu subi em cima dele. O beijei e quando percebi suas mãos pelas minhas pernas, as afastei e desci do carro. – Lá em cima. – Mordi meu lábio e sorri.
- Você é impossível, Quinn.
Notas finais
Muito obrigada a todas as pessoas linda que tem deixado reviews *-* Amamos receber cada uma :D
kisses.
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