White Chocolate.
25 Capítulo 25 - Mysteries.
Notas iniciais
Logo depois da noite de estreia da Lua De Mel cansativa, Rachel e Santana adormeceram com seus corpos suados entrelaçados um no outro. Ambas poderiam ficar à noite toda naquela diversão, porém a morena menor insistiu que elas tinham que dormir para acordarem cedo no dia seguinte. Passeariam pelas ruas de Miami e aproveitariam a tarde ensolarada na praia.
Rachel, como sempre, fora a primeira a acordar, tinha esse costume. Ficou um bom tempo admirando, a agora esposa, adormecida no mais profundo sono, pensando o quão sortuda era por ter aquela mulher em sua vida, e agradecendo à Deus por aquela benção. Saiu de seu transe pois percebeu que se não acordasse Santana, ela continuaria dormindo o dia inteiro.
– Querida! – beijava-lhe os ombros, o pescoço e por último seus lábios carnudos. – Vamos acordar! Não quero perder esse dia incrível...
– Ah, não, amor! – resmungou ainda com os olhos fechados. – Deixe-me dormir mais um pouco! – pediu manhosa. – Estou tão cansada... A nossa noite foi muito cansativa... Você estava num fogo. – sorriu lembrando-se da maravilhosa noite amor que ambas tiveram.
– Não culpe apenas à mim. – fingiu estar com raiva. – Você também estava incontrolável.
– Está aí um motivo para dormimos mais um pouco. – virou-se na cama, ainda com os olhos cerrados. – Depois levantaremos e vamos para aonde você quiser. Que tal?
– Nada disso, Sant! – cruzou os braços e fez bico. – Temos que ir agora, o sol não estará assim depois...
– Nem adianta cruzar os braços e fazer bico, Rach! – a conhecia muito bem. – Eu já criei uma armadura contra esse seu truque, e além do mais estou de olhos fechados.
– Você não quer levantar, certo? – a morena concordou com a cabeça. – Ok! Ei irei me arrumar e sairei sozinha para exibir meu corpo que você tanto gosta para vários homens e mulheres na praia. – levantou-se da cama. – Ah, e sem sexo por hoje.
Santana pulou da cama, desesperada. Era incrível como ambas se conheciam tão bem em tão pouco tempo juntas, pois a maioria das pessoas se conhecem realmente após uns cinco anos juntos, ou às vezes esse processo de se desvendarem dura até à vida toda, mas elas não, sabiam tudo uma da outra, não havia mistério.
– Você não faria isso! – a olhou duvidosa.
– Faria sim, pode ter certeza que faria. – disse desafiadora, porém divertida. – E agora, se me der licença, já vou começar a me arrumar. – caminhava em direção ao banheiro, quando foi puxada por Santana e caiu na cama.
– Não! Eu te proíbo de sair se exibindo e de me negar sexo. – falou ficando por cima da esposa. – Eu vou com você para aonde você quiser, a hora que você quiser, com apenas uma condição. – falou beijando o pescoço da morena.
– Qual? – perguntou, porém já sabendo a tal “condição”.
– Quero ter você agora! – retirava o sutiã que a outra havia colocado durante a noite. – Todinha! – arrancou a calcinha em seguida, enquanto a outra só gemia, de olhos fechados apenas aproveitando o jeito ousado e provocativo de Santana.
– Essa é a condição? – perguntou e ouviu um murmúrio que intendeu como “sim” e inverteu as posições. – Não vai ser nenhum sacrifício para mim, tenha certeza disso. – mordiscava o nódulo da orelha da outra, enquanto deslizava as mãos pelas pernas morenas da esposa. – E aliás, eu também te quero, aqui e agora, cada parte de você...
Agora foi a vez de Rachel retirar a lingerie de Santana, enquanto a mesma passeava com as mãos pelas belas pernas perfeitas da morena, sentindo a textura e as apertando. Como sempre ambas soltavam gemidos de prazer, Rachel gostava de provocar e Santana gostava de ser provocada, ou vice-versa.
Quando livrou-se das únicas peças que Santana usava, Rachel começou a distribuir beijos seguidos de chupões pelos seios e barriga da esposa. Explorava o corpo escultural da morena sem nenhum pudor, enquanto a outra gemia descontroladamente.
– Agora é minha vez de te provocar! – disse Santana e reverteu as posições.
Foi diretamente paras as pernas de Rachel. Era sua parte preferida do corpo da esposa, portanto se demorou no local, até porque sabia que aquela era a uns dos principais pontos de prazer da morena menor. Subiu os beijos, se deliciando com os pequenos, porém belos, seios de Rachel, enquanto sua mão explorava suas nádegas.
As posições foram novamente revertidas. Rachel adorava, ou melhor, amava ficar por cima, e Santana não a questionava sobre isso, pelo contrário, adorava o jeito mandão de Rachel, em especial na cama. Foi a vez de Rachel explorar as pernas longilíneas de Santana. Demorou-se lá também. Subiu os beijos e começou a aplicá-los na barriga sarada da esposa.
– Rachel... – sussurrou Santana, devido à enorme onda de calor que sentia entre suas pernas. – Eu... Preciso... De... De você... – tinha os olhos semicerrados.
– Você que manda... Meu amor! – falou, descendo suas mãos aos poucos aproveitando para sentir ainda mais a pele macia de Santana.
Penetrou um dedo vagarosamente dentro de Santana. Esperando que a mesma se acostumasse. Em seguida, começou a movimentá-lo, introduzindo mais um e depois mais um. Os movimentos já eram rápidos, a morena delirava de prazer, já não tinha consciência do que dizia ou pedia, apenas aproveitava bastante os dedos mágicos de Rachel dentro dela e a boca da mesma, que fazia loucuras com os seus seios fartos.
Santana sentia que já não aguentaria mais. Seu prazer era árduo, chegava ao seu ápice, e Rachel não deixou de perceber isso. Largou seus lábios dos seios de Santana, subindo sua mão vaga para eles e substituiu seus dedos pela boca. Introduziu sua língua na morena, movimentando a mesma dentro dela, esperando apenas que a esposa gozasse para sentir seu gosto, que já conhecia bem, porém nunca se cansava de prová-lo novamente.
– RACHEL! – gritou Santana, alcançando seu ápice e fazendo com que a morena menor chegasse ao seu também.
– SANTANA! – caiu exausta sobre a esposa, colando suas testas. – Parece que você nem está tão cansada. – a voz estava falha.
– Eu nunca estou cansada para você! – falou provocativa.
– Eu te amo, querida. – disse ofegante.
– E eu te amo mais e cada vez mais, minha linda. – tinha os olhos fechados, sentindo e ouvindo a respiração cansada de Rachel. – Eu te amo desse jeito para sempre...
~~ // ~~
Quinn acordou com a cabeça sobre o peitoral de Sam, e com suas mãos posicionadas em seu abdômen. Ainda tinha os cabelos um tanto molhados de suor e sentia seu corpo grudado ao do marido. Levantou um pouco a cabeça é pôde observá-lo dormindo. Sorriu e passou as costas de sua mão em suas bochechas.
– Bom dia, amor da minha vida! – disse o loiro ainda com os olhos fechados. – Dormiu bem?
– Com você? – perguntou sorrindo boba e o loiro concordou com a cabeça. – Lógico que sim. Melhor impossível.
– Eu também tive o melhor dos sonhos. – falou a observando. Seus rostos estavam próximos e ambos não ignoraram isso, trocaram um selinho longo e delicado.
– E como era esse sonho? – perguntou curiosa.
– Ah, tinha você, eu e nossos dois bebês. A Caroline e a Charlie. – falou olhando para o teto, lembrando-se. – Éramos uma família muito feliz, lógico. Estávamos em um parque, a grama verde e o sol brilhando. Nós nos beijávamos enquanto você segurava nossa menina mais nova nos braços e observávamos Carrie correr com o nosso cachorro, Arthur, um pastor alemão.
– Hum, estou gostando! – falou com os olhos fechados, tentando viver o momento. – O que mais?
– Não consigo me lembrar ao certo, de cada detalhe. – falou olhando-a com o canto dos olhos e sorrindo. – Só preciso dizer que era um momento mágico para mim, e eu te amava, e os amava – passou a mão na barriga da loira. – ainda mais... Quinn, você está chorando?
– Não! Quer dizer, estou, mas de alegria. – falou limpando as lágrimas. – Tomara que esse sonho realmente aconteça.
– Acho que ele vai acontecer sim. Já li sobre sonhos que, de tanto querermos, se realizam, e ainda melhores... Pois aí se tornam reais! – olhava nos olhos verdes folha seca da esposa. – Sabe, eu te amo... – sorriu.
– Sabe, eu também te amo... Tanto, tanto... – fechou os olhos e sorriu.
Os dois ficaram deitados na cama, hora apenas curtindo o momento, trocando caricias e beijos apaixonados e hora conversando coisas aleatórias, na maioria das vezes sem sentido algum e outras sobre os planos para o futuro e sobre suas filhas, Carrie e Lie, apelido dado, novamente, por Sam.
– Sabe, amor, eu estava pensando. – disse assim que encerraram um beijo longo. – Você já me falou de sua mãe, que ela, bem... Morreu no seu parto, mas nunca sequer me disse nada sobre seu pai.
– Ah, isso! – disse encarando a janela, que estava um pouco aberta, permitindo a entrada de vento. – Eu não gosto de falar dele, sabe?
– Por quê? – perguntou curiosa. – O que ele fez? O que aconteceu com ele? Ele também... Bem...
– Não! Ele não morreu, quer dizer, não nesse sentido. Ele morreu para mim... – falou pensativo.
– Por quê, amor? – se levantou, sentando-se na cama e cobrindo os seios com o lençol segurado pelo seu braço. – O que ele fez de tão grave?
– Eu não quero falar sobre isso, amor! – recostou-se na cama. – Eu nem gostaria de lembrar...
– Me desculpe se te fiz voltar em um momento tão ruim, como parece que é, mas sou sua esposa, mãe dos seus filhos, tenho direito de saber. E além do mais, pode confiar em mim, não vou te condenar pelo seu passado. – falou compreensiva.
– Tudo bem! – suspirou e encarou novamente a janela, enquanto recebia o olhar curioso de Quinn.
*Flashback*
Sam voltava para cada depois de um dia cansativo de aula seguido de trabalho. Tentava ir o mais rápido possível, havia marcado com sua namorada, Ashley, um cinema, e ela já se encontrava em sua casa, porém o loiro teve alguns problemas na loja de conveniência em que trabalhava meio período.
Correu para que pudesse pegar o metro que o deixava na rua em frente à seu apartamento, que dividia com seu pai, George. Xingou o veículo mentalmente pela demora, já estava bastante atrasado, e a ruiva odiava atrasos.
Assim que chegou em seu destino, deixou o lugar imediatamente, atravessou a rua e subiu as escadas do prédio correndo. Chegou até o seu andar e abriu a porta, porém não avistou ninguém. Nem seu pai e muito menos Ashley.
– Papai! – gritou – Ashley! – andava pelos corredores.
Ouviu barulhos vindos do quarto de seu pai e caminhou até o mesmo. A porta estava semiaberta. Empurrou pois pensou que não haveria problema, seu pai não tinha namorada, não que ele soubesse...
– Papai, o senhor sabe aonde... – deparou-se com George e Ashley nus, na cama do velho. Era a cena mais horrenda que já tinha visto em sua vida. Seu pai e sua namorada, transando? – Mas o que significa isso?
– Sammy! – disse a ruiva se levantando nua, para logo em seguida puxar o lençol, cobrindo seu corpo curvilíneo. – Eu posso...
– Nós podemos explicar... – disse seu pai cobrindo suas partes com algumas almofadas. – Não é o que você está pensando, nós estávamos...
– Transando! Vocês estavam transando! – disse ainda não acreditando. – E você tem razão, não é o que estou pensando, porque na verdade estou vendo. Vocês dois são... Imundos! Traidores!
– Não fale assim comigo! – berrou George. – Sou seu pai, mereço respeito.
– Respeito? – perguntou incrédulo. – Você estava na cama com a MINHA NAMORADA, e quer me exigir respeito?
– Sammy! – disse Ashley novamente. – Espera, me deixe explicar...
– Não, não precisa explicar nada. Eu não faço questão nenhuma de saber. Fiquem vocês dois aí... – falou retirando-se do quarto, dirigindo-se até o seu.
– Aonde você vai, Samuel Evans? – seguiu-o já vestido com sua calça. Não obteve resposta. – Aonde você vai?
– Eu vou embora. – falou enquanto colocava algumas roupas em uma pequena mochila. – Tenho dinheiro e um emprego para me sustentar. Me recuso a ficar aqui.
– Você não pode ir embora... – falou segurando o braço forte do filho.
– Eu posso e vou. – gritou se soltando. – E se quer saber, eu já queria fazer isso à muito tempo. Nunca me amou realmente, sempre viveu por aí bebendo e fumando, enquanto eu, desde de pequeno, era obrigado a cuidar de um velho sem um pingo de vergonha na cara. – pegou sua carteira e guardou nela todo o seu dinheiro, que estava escondido estrategicamente pelo seu quarto. – Tenho pena de minha mãe. Tenha certeza que a amo, e sempre a amarei mais do que te amei ou amarei, mesmo não tendo a conhecido. – levou um tapa na cara. Seu pai tinha ódio nos olhos, ódio que era reciproco.
– Eu te odeio! – caminhou até a porta do cômodo. – E eu nunca mais quero olhar na sua cara... Nunca mais! – disse para em seguida retirar-se do apartamento, destinado à nunca mais voltar.
*Flashback*
– Meu amor, eu sinto muito! – disse abraçando o marido, que tinha lágrimas nos olhos. – Me desculpa, eu não deveria ter insistido que você dissesse isso.
– Não, Quinn! Você estava certa, eu precisava dizer isso à alguém, e você é a mulher da minha vida, tinha o direito de saber... – falou a apertando no abraço.
– Eu realmente sinto muito, lindo! – desvencilhou-se do abraço e beijou-lhe os lábios. – E você nunca mais o viu? Depois disso?
– Não! – falou encarando as mãos. – Eu disse que nunca mais voltaria lá, não voltei e nem pretendo voltar... Eu tenho nojo daquele velho! – tinha uma expressão de raiva.
– E ele mora no mesmo lugar? – perguntou sentando-se ao lado do marido.
– Acredito que sim! Aquele velho concertava TV’s e o dinheiro não pagava quase nada, ele era sustentado praticamente pelo meu salário como vendedor. O apartamento em que vivíamos estava perdendo o valor, o aluguel cada vez caia mais e aquilo era o máximo que ele conseguiria pagar.
– E se, por acaso, fossemos até lá? – perguntou receosa. – Sei lá, para vermos como ela está...
– Não! De jeito nenhum! – levantou-se da cama. – Eu não quero que ele fique perto da minha família.
– Querido, ele é seu pai. – levantou-se e caminhou até ele, tocando sua bochecha com as mãos. – Você precisa tirar esse ódio do coração. – levou uma das mãos até o peito do loiro. – Não faz bem à ninguém esse sentimento.
– Quinn, eu já disse que não! – falou indo até à janela. – Nós não vamos até ele. Isso não!
– Baby! Por favor! – caminhou até ele novamente, o abraçando por trás e acariciando seu abdômen. – Eu quero muito conhecer o avó dos meus filhos. Preciso vê-lo, nem que seja apenas por uma vez. Não vou te obrigar a infiltrá-lo em nossa vida.
– Quinn, não... – fora interrompido.
– Por favor. – virou-o para si. – Eu te peço, por mim...
Sam respirou fundo, abriu e fechou os olhos. Olhou para um lado, para o outro, para cima e depois finalmente encarou a esposa.
– Tudo bem! – disse vencido. – Uma vez! – Quinn concordou com a cabeça. – Vamos ir lá, vê-lo, ir embora e nunca, NUNCA, mais voltar, ok?
– Ok! – disse sorrindo. – Como você quiser. – segurou-o pelas mãos e aproximou seus rostos. – Eu te amo, e obrigada por fazer isso por mim. – selou seus lábios, sendo correspondida no mesmo instante.
~~ // ~~
3 semanas depois...
Santana e Rachel já haviam voltado, radiantes e felizes, da Lua De Mel em Miami, e ficaram de ficar com Caroline enquanto Sam e Quinn iam atrás do pai do loiro.
Os casal acordou cedo, e Quinn nem precisou de esforço para tirar o marido da cama, o mesmo logo levantou, alegando que quanto mais rápido eles fossem mais rápido poderiam voltar. Saíram à procura do tal prédio. Por sorte Sam sabia muito bem aonde ficava o local, pra sua infelicidade.
Parou seu carro em frente à entrada principal, pois o local era antigo e não continha estacionamento. Subiram algumas escadas e tocaram a campainha do local aonde Sam alegou ser seu antigo apartamento.
– Acho que ele não está! – falou sorridente. – Vamos embora. – o loiro já ia em direção à escada puxando a mão da esposa.
– Não, espera! – falou pedindo silêncio, colocando o dedo indicador nos próprios lábios. – Ouvi passos. – a expressão do loiro passou de alegre para decepcionado.
Ouviram a porta ser destrancada sem pressa alguma, e Sam rezou para que fosse outra pessoa. Não estava preparado para dar de cara com seu pai. Porém, para seu azar, quando a porta foi aberta, reconheceu o mesmo à sua frente, só que mais velho e mal-acabado.
– Pai! – disse quase sem voz.
– Sam! – disse o senhor sem emoção. – Pensei que nunca mais fosse voltar. – encostou-se na entrada.
– E não iria, mas a Quinn insistiu em lhe conhecer. – falou seco. – Apenas concordei.
– É sua esposa? – perguntou encarando a loira da cabeça aos pés.
– Sim, é!
– E ela carrega meu neto? – perguntou deixando escapar um pequeno sorriso.
– Sua neta! – estava hesitante. – Não vai nos convidar para entrar? Quinn está grávida, não pode ficar muito tempo em pé.
– Ah, claro! – deu espaço. – Que falta de educação a minha. Fiquem à vontade.
Sam agarrou-se à mão da esposa e entraram juntos. Sentaram-se no sofá sujo e desgastado perto da janela. A televisão estava ligada em um canal aonde passava aqueles programas que as pessoas ganhavam dinheiro após vencerem desafios, fáceis até demais.
– Vocês querem algo? – perguntou dirigindo-se até à cozinha. – Para comer? Beber? Qual quer coisa?
– Não obrigada, senhor Evans. – falou Quinn sorrindo. – Comemos antes de sair de casa.
– Me chame de George! – o velho entrou na cozinha e saiu da mesma com uma garrafa de cerveja na mão. – E então, filhão, me acompanha na gelada? – sentou-se no sofá ao lado do que o casal de loiros estava.
– Não, estou dirigindo! – apertou ainda mais a mão da esposa.
– E então, o que vieram fazer aqui? – deu um gole na boca da garrafa.
– Eu apenas quis conhecer o avó dos meus filhos e o pai do meu marido. Sam me trouxe aqui para isso... – falou ainda sorrindo. – E então, George, você vai bem?
– Sim, vou muito bem. – forçou um sorriso. – Apesar de ter sido abandonado pelo meu próprio filho...
– Você sabem muito bem porque isso, não se faça de inocente na frente da minha esposa, ela sabe muito bem o que você fez...
– Mas o que eu fiz, que levou meu filhinho me abandonar nesse lugar imundo? – ironizou.
– Foi pego na cama, por mim, com minha namorada! – falou já um pouco alterado e com certo tom de ironia.
– Não posso fazer nada se você não deu conta! – riu maldoso. – E aliás, está dando conta dessa aí? – apontou para Quinn.
– Eu a amava! – gritou. – E não coloque a minha mulher no meio disso. E a questão não é dar conta, a questão é que Ashley era uma vagabunda, piranha, queria o seu pouco de dinheiro, e sabia que ao beber você o distribuía às pessoas. E aliás, cadê ela?
– Não importa! – falou olhando para a TV e dando mais um longo gole na cerveja.
– Deve ter ido embora depois de sugar todo o seu dinheiro, né? Até porque, quem ia querer ficar com um homem velho e acabado, com o hálito de álcool misturado com cigarro? – ironizou. – Ah claro, nenhuma!
– Me respeite, moleque! – tinha ódio nos olhos,
– Eu moleque? – perguntou rindo. – Eu sou um advogado bem sucedido, sou casado com uma mulher maravilhosa, que me amo e que eu amo, tenho uma bela filha e estou na aguarda de mais uma. Ou seja, sou um homem, e você? O que é? Um velho que concerta aparelhos eletrônicos e que gasta o dinheiro para destruir o próprio fígado e pulmões.
– Sam! – falou Quinn, apertando a mão do marido, tentando de alguma forma o segurar.
– Eu vou no banheiro! – levantou-se.
– Fica no... – fora interrompido.
– Eu sei a onde fica! – falou ríspido. – Infelizmente ainda não apaguei esse lugar horrendo da minha mente. – dirigiu-se até o banheiro.
Quinn e George ficaram sozinhos na sala. Ouviram a porta do cômodo ser fechada com certa brutalidade pelo loiro.
– Desculpe o Sam! – Quinn quebrou o silêncio. – Ele não é assim, é um doce de pessoa, só está muito magoado pelo que você fez no passado...
– Tudo bem! – falou e tomou mais um gole, terminando de beber o líquido presente na garrafa e colocando-a junta à outras várias no chão ao lado do sofá. – E então, duas meninas? – sentou-se ao lado da loira.
– Sim! – alisou a barriga. – Caroline, à mais velha e Charlie. Eu e Sam estamos tão felizes... – sorria boba.
– Sam é um homem de sorte! – falou se aproximando mais e mais da loira, assustando-a. – Você é uma bela mulher... – já tinha suas mãos sujas e velhas nas coxas grossas e bem feitas de Quinn.
– O que o senhor está fazendo? – levantou-se.
– Eu? – a acompanhou. – Nada, só te achei muito gostosa. – Quinn observou a ereção do velho marcar sua calça.
– Você está me assustando. – andava para trás, com a intenção de se distanciar mais do velho que só se aproximava. – O que o senhor está fazendo? – falou mais alto, tentando fazer com que Sam escutasse.
– Não precisa se assustar! – falou encostando a loira na parede. – O Sam é um frouxo, sou muito melhor que ele, por isso Ashley me procurou, ele já não estava a satisfazendo na cama, se é que algum dia a satisfez.
– Me solta! – Quinn estava tonta. Sentia sua vista embaçar. Sabia que não aguentaria ficar em pé por muito tempo. – Me solta... Por favor, me solta! – sua visão ficou escura de vez e seu corpo caiu desmaiado no chão.
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