White Chocolate.
14 Capítulo 14 - Forgive Me?
Notas iniciais
Obrigaaada pelas lindas reviews!
Boa Leitura!
Sam Evans PDV.
Primeiro, sou um idiota. É só que o Finn me deixa com raiva e... ela não me respondeu quando perguntei se ela ainda sentia algo por ele. Eu nunca fui do tipo ciumento, mas da Quinn, qualquer cara que for, tem que manter no mínimo um metro de distância. Não é que eu não confie nela, eu não confio no grandão lá. Agora, ela está com raiva de mim e da Santana também.
Só de pensar no Finn chegando perto dela e da Caroline...
- Sam Evans! – Me chamou o barman do lugar. – Pensei que tivesse largado isso aqui.
- E larguei, mas por motivos estou aqui de volta.
- Acha que vão te aceitar de volta? – Perguntou enfileirando os copos.
- Veremos.
É, eu estava lá de novo. O plano é uma merda total e eu confesso isso, mas já que é vindo da Santana, eu confio, porque ela é uma gênia! – ri de meus pensamentos – E como disse, voltei a trabalhar lá.
- White Chocolate, está de volta! – Anunciou, o homem que até hoje, não sei quem é.
Ri, ao ouvir alguns gritinhos e cruzei os dedos para que encontrasse Quinn e Santana do outro lado da cortina.
Por que Santana não me ligou? Será que Quinn não a perdoou? Será que Santana desistiu? Será que a Quinn não quis vir?
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Santana Lopez PDV.
Toquei a campainha. É, esqueci a maldita da chave da casa da barbie.
- O que você quer Santana? – Perguntou ríspida.
- Nossa, olha o mau humor, tá? – Quinn ia protestar, mas adentrei o apartamento. – Olha só, me perdoa tá? Eu estava de cabeça quente por causa do Finn e ainda não descarto a possibilidade de compra de uma arma pra matá-lo, mas tudo bem. Me perdoa vai meu anjo loiro.
- Anjo loiro?
- Estou tentando ser bastante boazinha pra você me perdoar. – Quinn bateu o pé e olhou pra mim
- Vem cá! – Ela abriu os braços.
Praticamente corri e pulei em cima dela, fazendo com que caíssemos no sofá.
- Se eu não tivesse com a Rachel, te pegaria agora. — Quinn soltou uma gargalhada. Ela beijou meu pescoço e gargalhou de novo. – O que eu disse? Te pegaria agora. Só, que como eu sei que sua opção sexual não sou eu, que tal pegar uns?
- Sant...
- Eu sei que você tá magoada com o Sam, mas tem que se divertir hoje né!
- Você é louca! Olha, por mais que eu esteja com raiva dele, que eu tenha vontade de matá-lo e tudo mais, Sam é pai da minha filha e... eu o amo.
- Ele também te ama, não é? Vai querer que se sinta feliz! Vamos lá, vai trocar de roupa e trata de ficar mais gostosa ainda.
- Eu não quero sair transando por aí, tudo bem? Quero que nós nos divirtamos sozinhas, colocando o papo em dia e tudo mais.
- Aff, como você é desanimada.
- E a Rachel? – Falou o nome com tristeza. – Não vai ficar chateada por não estar com você hoje, em pleno sábado à noite?
- Ela mudou, mas eu não vou discutir sobre isso ok? Ela sabe que vocês brigaram.
- E deve estar bastante feliz.
- Vai se arrumar logo. – Mandei com cara feia e ela assentiu, correndo pra se arrumar.
Esperei uma eternidade olhando pro teto e constatei que havia esquecido a merda do celular. Será que eu esqueci tudo hoje? Como eu vou falar com o White? A coisa tá complicada!
- Vamos? – Ela apareceu com Caroline nos braços. – Vou deixa-la com minha mãe.
- Vamos. – Sorri satisfeita e corri pra porta, a abrindo.
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Depois de poucos minutos, chegamos ao ninho de amor deles, uma boate. É né, cada louco...
- Não acredito que me trouxe aqui.
- Nem vendo, você acredita? Precisa de óculos. Olha Quinn, nós vamos conversar certo? Então que seja apreciando uma visão gostosa.
- Imagina se sua namorada escuta isso.
- Ela sabe que é única. – Quinn ficou com os olhos marejados.
- Tudo me lembra o Sam! – A abracei. – As palavras dele.
- Q... Parece que vocês brigaram definitivamente. Foi só uma briguinha.
- Não foi não! Ele desconfiou de mim, Sant. Como ele pôde?
- Ele sempre se pergunta isso...- Sussurrei.
- O quê?
- Acho que nós devemos entrar.
Quinn assentiu e assim fizemos. Ao entrar lá, observamos algumas poucas mudanças. O rapaz do bar era o mesmo, mas as luzes pareciam ter mais efeitos e bom, SAM JÁ ESTAVA NO PALCO! Nos atrasamos, isso é uma merda, mas fazer o quê?
- Não acredito! Você sabia disso? – Perguntou ela e fiz de desentendida.
- Disso o que?
- Sam, White Chocolate, olha! – Levei as mãos à boca, fingindo surpresa. – Ele largou o trabalho no seu escritório?
- Não, pelo menos ele não me disse nada.
Vi Sam piscar e continuar lá, parecia até que estava gostando. Safado!
- Se ele voltou a ser White é porque declarou nossa briga como um fim! – Ela foi até o bar e pediu cerveja. Quinn nunca toma cerveja! – Ele nem esperou ter um obstáculo, que já caiu fora! E a nossa filha? Ai meu pai, como eu sou idiota.
- Você quer ir embora? – Perguntei, torcendo pra que a resposta fosse negativa.
- Não. Ele vai achar que eu fraquejei, que não posso vê-lo sendo tocado por vagabundas, vadias, putas, filhas da mãe...
- É, você nem liga. – Falei sarcástica .
- Ele nos viu?
- Acho que não. – Respondi, dando um gole da minha bebida. Que merda era aquela mesmo? Só sei que tem gosto bom.
As mulheres tocavam nele como se nunca tivessem visto um homem antes. Tinham umas atrevidas que chegavam a partes bem próximas do negócio lá. Quinn bufava, arrancava os cabelos e inventava xingamento que até eu não sabia, ou seja, ela estava furiosa!
Sam continuou lá e agora era a parte que ele tinha que mostrar atenção a ela, porque o ciúme que ela estava sentindo... Quase me mata.
Ele acenou sorridente e andou até nós. Quinn quase enfartou, quando ele chegou e beijou nossas mãos. E eu como adoro provocar, o puxei pra falar no ouvido.
- Ela está morrendo de ciúmes, continue. – Ele riu e Quinn ficou vermelha de raiva. Ela tinha ciúmes até de mim? Acho que peguei pesado, a mulher tá afetada.
- Quinn, depois quero visitar a Carrie. – Ele falou e beijou-a no rosto. Sam saiu e ela me encarou de boca aberta.
- Parece que não aconteceu nada. Ele tá agindo estranho. O que será que houve?
- Não sei, só que você babou olhando pra aquele abdômen. Saudades?
- Para, Santana. – Ela sorriu.
- Eu te conheço o bastante pra saber que nesse minuto, você está pensando nas noitadas que tiveram. E agora deve estar excitadíssima. Até eu estou só de olhar pra bunda dele, olha. – Quinn riu mais uma vez.
Continuamos conversando, mas Quinn estava sempre atenta a Sam. Ele agora tinha uma gravatinha, parecida com a das que Blaine usa. E com aquela cueca vermelha que faz Quinn corar todas as vezes que olha pro volume, e ele estava sendo garçom. O que não faz por essa loira hein?
Quinn já estava pra lá de animada, digo, bêbada. Ela estava louquinha pra fazer ciúme a ele que eu sei. Foi atrás de um dos dançarinos. Começou a conversar com ele e nem parecia mais a mãe respeitosa que eu achava que ela era. Mas que coisa feia! Ela não devia estar aberta a intimidades com aquele cara, que já estava com as mãos nas coxas dela. Sam bufava e fechava as mãos com força, enquanto Quinn ria.
- Santana, eu não vou aguentar, quero arrancar a cabeça daquele desgraçado. – Falou se aproximando.
- Ela não vai fazer nada. Espera. – Falei tentando tranquilizá-lo.
- Ah, não? Olha lá! Ele está alisando as coxas, as benditas coxas gostosas dela, e beijando o pescoço. Você acha que eu aguento? – Perguntou com as sobrancelhas levantadas.
- Definitivamente não. Você tem que interferir. Ou melhor, não! Se você for até lá, ela vai achar que você está nas mãos dela, enquanto você não está, não realmente.
- Hã?
- Você vai continuar paradinho aí. Eu sei o que faço, acredite.
- Tudo bem, eu só não quero ficar aqui olhando. Vou quebrar uns copos ali.
- OK. O QUE? – olhei assustada, mas depois deixei ele ir. Esses loiros me colocam em cada uma... Eu tinha que tomar alguma atitude, não ia deixar minha amiga ali, aos beijos com um marmanjo qualquer. – Quinn Fabray, está na hora de ir pra casa. Com licença queridinho, mas ela gosta da mesma coisa que você, vamos amor. – Quinn gargalhou.
- Santana! Deixa que eu a levo pra casa. – Pediu Sam e eu assenti.
- Mas estamos no meu carro, você me deixa primeiro.
- Ok. Vou trocar de roupa.
- Vá muito rápido.
Depois de alguns minutos segurando Quinn, que ria e mordia o lábio cada vez que um cara passava, Sam apareceu e a pegou no colo.
- Me solta Sam!
- Nada disso minha linda, você está em péssimo estado. – Ele a colocou no banco de trás e me deixou em casa.
- Cuida bem do meu carro, tá? Ele é minha coisinha preciosa.
- Tudo bem, obrigado Sant.
Santana Lopez PDV Off.
Sam chegou à frente do edifício dela, a retirou do carro e com ela no colo subiu. Abriu o apartamento e a levou até o quarto, a colocando na cama com cuidado. Ele riu, ao lembrar-se que também caiu em cima dela, ao deixá-la na cama no dia que se conheceram. Eles estavam tão próximos, as respirações pesadas. Quinn o puxou pelo cabelo para que seus lábios se juntassem. Ah como era bom sentir os lábios dela outra vez! Parecia uma eternidade, o tempo que havia passado brigado com ela.
Mas ele acordou.
Ela estava bêbada, nem devia saber o que estava fazendo. Então ele a interrompeu. Ele não queria se “aproveitar” dela. De jeito nenhum. Apenas a pegou no colo, retirou sua roupa e a colocou debaixo do chuveiro. Ela pareceu ter acordado mais, mas mesmo assim, não falou nada. Ele a deixou apenas de peças íntimas e se sentiu atraído. Oras, como não se sentiria?! Mas não tentou nada. A enrolou na toalha e deu uma camisola que encontrou no meio das gavetas dela. Ela ficou sozinha no banheiro por alguns minutos e após sair, deitou-se, apenas o agradecendo e virando-se.
Sam sabia que a sua Quinn, iria lhe perdoar, era só questão de tempo, não era?
Virou-se, indo em direção ao sofá. Preferiu ficar lá, talvez ela precisasse dele. A casa estava silenciosa demais. Ele já estava num sono leve, por isso conseguiu ouvir a repentina da mulher e correu até o quarto. Chegando lá, a encontrou no banheiro, vomitando. Não falou nada, apenas segurou seus cabelos loiros e alisou suas costas. Após deixa-la escovar os dentes, lavando a boca e o rosto, tentando se sentir um pouco melhor, Quinn o encarou. Ela sorriu.
- Obrigada.
- Você está melhor? – Perguntou preocupado. – Não está sentindo mais nada está? Nenhum enjoo nem nada?
- Estou bem. Misturei milhares de bebidas. Tomei umas dez diferentes. Mas não se preocupe, vou ficar bem o resto da noite.
- Você poderia dizer dia, pois já são cinco da manhã.
- Oh meu Deus. Verdade? Já está tarde, pode ir dormir, eu estou legal.
- Não vou deixar você sozinha.
- Você estará na sala, não estará?
- Precisa de algum remédio? Alguma coisa?
- Não, obrigada Sam, de verdade. – Ela deixou uma lágrima cair.
- O que foi? – Ele se aproximou, preocupado. – Está sentindo alguma dor? Me fale, por favor!
- Não Sam, não estou sentindo nada, eu só...Eu só acho que nós precisamos conversar. Sério, bastante sério. Eu quero que continue visitando a Carrie.
Ele estava confuso. Pensava que talvez ela, depois de tudo o que ele fez, fosse perdoá-lo. Não, ele não fez nada, esperando algo em troca, não era isso. Só achava que deveria ter tomado uma atitude diferente. Ter tomado coragem quando teve oportunidade, nesse exato momento, por exemplo, de pedir perdão.
- Quinn, me escuta? Por favor. Só fale quando eu terminar ok? – Pediu, entrando no quarto dela novamente e sentando na cama de frente pra ela.
- Tá.
- Quinn Fabray, você é a mulher mais perfeita que eu já vi. Às vezes é bastante cabeça dura ou criança, mas sempre é sensata. Você é meiga, bondosa, e cora com bastante facilidade. Você odeia quando machucam alguém que você ama mais do que quando te machucam. Você faz de tudo pra que todos ao redor estejam felizes, mesmo que você não se sinta assim. É a melhor amiga do mundo e a mulher também. Descobri, que é uma mulher maravilhosa, uma namorada que muitos sonham em ter. É forte, determinada, sabe muito bem o que quer. É também uma mãe carinhosa e cuidadosa. Me faz te amar cada dia mais. Me deixa louco, a todo momento. Seu sorriso é encantador, o mais lindo que já vi. Tem um corpo lindo e seus cabelos são perfeitos. Sua pele é macia e me faz querer ficar perto, tocar nela o tempo todo. Eu te amo muito, Quinn. Você me perdoa?
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