White Chocolate.

2 Capítulo 2 - You Let Me Down.


Notas iniciais
Esperamos que gostem! Beijos do White Chocolate!

Capítulo 2 – You Let Me Down.

Quinn Fabray PDV.

Acordei com bastante dor de cabeça. Me lembrava de muita coisa da noite passada pra minha surpresa. Lembrava da briga com Finn, da saída com Santana e de White Chocolate, ou melhor dizendo, Sam.

Ele havia sido tão gentil comigo e eu não o agradeci direito. Decidi então ir até o clube novamente, esta noite.

Peguei meu celular e havia sete ligações perdidas. Uma de Santana e o restante, de Finn. Um ódio subiu pela minha cabeça no mesmo instante. Resolvi respirar fundo e joguei o telefone na cama, indo em direção ao banheiro e fazendo minha higiene. Tomei um banho demorado, tentando me livrar do cheiro do álcool, que parecia estar impregnado em mim.

Sam, veio a minha cabeça e no mesmo instante senti um calor entra as minhas pernas. Lógico que ele era atraente e esse era o motivo principal da minha ida ao clube hoje à noite.

Coloquei um vestido solto e fui em direção as gavetas do banheiro, em busca de algum comprimido pra dor de cabeça. Peguei, fui até a cozinha e o tomei juntamente com um copo de água.

Me joguei no sofá, esperando que o remédio fizesse efeito e minha cabeça parasse de latejar. Até que meu telefone tocou.

- Alô?- Atendi, sem ao menos ver quem era.

- Quinn.

- Ah, é você Finn. O que quer?

- Fiquei preocupado. Saiu ontem sem dizer pra onde ia e até agora não voltou.

- Eu vou voltar sim Finn. Pra pegar minhas roupas que estão ai e voltarei para o meu apartamento.

- Quinn, eu quero conversar com você pessoalmente.

- Não temos o que conversar.

- Por favor! Chego ai em vinte minutos.

Desliguei o telefone e me joguei no sofá novamente. Argh! Que dor de cabeça que não passa!

Depois de um tempo esperando, fui até a cozinha, tomar pelo menos um leite e caminhei até a porta, indo atendê-la.

- Oi Quinn. – Ele inclinou-se, provavelmente pra me beijar, mas recuei.

- Entra Finn.

- Tudo bem.

Ele sentou no sofá e eu continuei em pé.

- Não vai sentar?

- Não.

- Tá bom. – Ele balançou a cabeça, parecendo estar pensando e começou. – Quinn, eu fico preocupado com você. Aonde foi ontem?

- Eu estava trabalhando!

- Trabalhando?

- Não é isso que você me diz quando sai com outras por aí e não quer me dar satisfações?

- Eu não tenho outras!

- Ah não?

- Espera, então você estava com outro, ontem?

- Não! Eu até tentaria, se não fosse fiel a você. Mas diferente do Finn Hudson que eu conhecia, ou melhor, achava que conhecia, você me trai.

- Tá bom, Quinn, você continua com essa história.

- Eu quero a verdade Finn! Eu apenas quero que seja sincero comigo!

- Você trocou de telefone?

- Não. Calma, não desconverse.

- E de quem é esse telefone?

Arregalei os olhos. De quem seria? Meu não era. E bom, ninguém tinha entrado no apartamento a não ser Sam.

- Não interessa de quem é!

- Interessa sim. Você estava com alguém ontem! E esse alguém esqueceu o celular!

- Vamos ser verdadeiros um com o outro? – Pedi.

- Comece.

- Eu saí com Santana ontem e nós bebemos muito. Eu voltei pra casa de táxi e o dividi com um cara, Sam. Eu estava bêbada e ele me trouxe até aqui, me pôs na cama e eu dormi. Apenas isso. Agora você.

- Eu não acredito. Um cara desconhecido te trouxe até a cama? E o que fizeram nela? Dormiram de conchinha enquanto ele media sua temperatura, se fingindo de médico? – Ironizou.

- É a verdade! Fale logo Finn!

- Você quer a verdade e por gostar tanto de você, vou ser sincero. Eu te trai sim, Quinn. Olha eu sinto muito. Me perdoe. Eu não farei mais isso. Eu amo você. – Eu ri.

- Ok, terminamos, agora vá embora.

- O que? Quinn! Você também me traiu, nem pense que acreditei nessa história de que esse tal de Sam, te ajudou porque estava bêbada.

- VÁ EMBORA.

Ele saiu e bateu a porta com força.

Ótimo, mas um pretexto para que eu volte a aquele clube e beba todas de novo. Além do mais, tenho que ir entregar o celular de Sam.

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Estava entrando lá novamente. Me lembrava de cada cambaleada minha da noite passada. Fui direto para o bar.

- Você poderia me dizer como posso falar com... White Chocolate?

- Ele não vem nos sábados. – Respondeu o homem, enfileirando os copos.

- E como posso achá-lo? Um endereço... sei lá!

- Não posso te dar, infelizmente.

- Ah por favor! Eu... eu estou com o celular dele...

- Então ele já deve te conhecer bem, não? – Sorriu malicioso.

- Bastante. Agora dá pra me passar o endereço? – O rapaz hesitou um pouco, mas logo me passou o endereço dele. – Obrigada.

Saí de lá às pressas. Cheguei ao apartamento dele, após alguns minutos. Respirei fundo e avancei o portão. Não fazia a mínima ideia de qual era o andar dele. Apertei em um dos botões do interfone.

- Alô? Aqui é Quinn Fabray, eu gostaria de saber qual o andar de Sam.

- Sam Evans?

- Eu... é! – Não sabia seu sobrenome, mas tinha que arriscar.

- O apartamento dele é o 302.

- Muito obrigada mesmo!

- De nada.

Entrei no elevador, que parecia demorar uma eternidade para chegar apenas ao terceira andar!

- Respira, Quinn Fabray, você pode fazer isso. É só entregar o celular a ele. Sam, não é nada demais, além de atraente, sexy, gostoso... Tá ok. – Falava consigo mesma, enquanto andava em direção a porta de Sam.

Apertei a campainha e ele logo atendeu, estava sem camisa e de calça jeans, uma tentação. Tudo bem Quinn, não olha pra aquele “tanquinho” que te faz suspirar!

- Quinn?

- O-oi Sam. É... você deixou seu celular na minha casa ontem, eu quis te devolver o mais rápido possível...

- Pode entrar Quinn. – Assenti.

- Obrigada. – Fui em direção ao sofá e me sentei. O lugar era bastante agradável e organizado. Não era luxuoso, mas era confortável. Ele colocou uma camisa e se sentou do meu lado.

- Muito obrigado, por se dar ao trabalho de descobrir onde moro. – Ele sorriu.

- Não precisa agradecer, era o mínimo que eu poderia fazer para te agradecer pelo que fez por mim ontem. Acho que você é raridade. Nunca que eu imaginaria que alguém fosse me ajudar se me visse bêbada daquele jeito.

- Eu não poderia deixar você ali, caída na rua. Ainda mais tão bonita, naquela rua deserta e a mercê de caras maus, querendo se aproveitar de você. – Corei e sorri, logo depois ficando séria e encarando os maravilhosos lábios que ele possuía.

Sam sorriu de canto e passou suas mãos pelo meu pescoço, colando meus lábios nos seus, num beijo calmo, que logo percebi ganhar intensidade, pois ele agarrou meus cabelos com força, me juntando mais a ele. Parei o beijo, encarando seus olhos verdes, fixos nos meus e ele me empurrou de encontro ao sofá e ficou por cima de mim. Até sentir nossas mãos invadirem nossas respectivas camisas.

- Sam... eu... ah. Espera. – Ele tirou a mão de dentro do meu sutiã e me observou.

- Me desculpe, eu me precipitei.

- Não, tudo bem, eu quero também, só que... eu saí de um relacionamento faz pouquíssimo tempo, sabe? Pouquíssimo tempo mesmo. Eu ainda estou abalada, não sei se pronta pra transar com você. Mas eu quero, muito.

- Eu não sabia. Me desculpe Quinn. – Pediu.

- Tudo bem. – Sorri e ele me retribuiu.

- Quer alguma coisa?

- Água. Preciso de água, pra ver se me acalmo. – Ele riu e me trouxe. – Por que você trabalha lá?

- Bom, eu parei de estudar por três anos, e quando os retomei, já estava atrasado em relação a idade. Então hoje faço faculdade e não consegui nenhum emprego, a não ser esse.

- Então você trabalha lá pra pagar a faculdade.

- Exatamente isso, e esse pequeno apartamento também. Lá eu consigo um bom dinheiro por noite que me apresento. Não me orgulho nem um pouco disso, mas sei que em breve largarei essa vida.

- Me perdoe pelas perguntas. Eu sou uma estranha que do nada, invadi sua vida e só te causo prejuízo.

- Deixe de falar besteiras, Quinn.

Meu telefone começou a tocar e vi que era Santana.

- Me desculpe.

- Pode atender se quiser.

- Não, depois falo com ela.

- Vamos lá Quinn, sem formalidades. – Assenti e atendi ao telefonema, enquanto Sam levava os copos.

- Sant, não posso falar com você agora.

- Preciso muito conversar com você.

- Eu também e só pra te deixar roendo essas belas unhas, estou na casa de Sam, mas conhecido por você, como White Chocolate.

- Mentira! É feio mentir sabia Q? Sua mãe não te ensinou não?

- A mais pura verdade Santana Lopez, por que mentiria? Agora tenho que desligar.

Me despedi de Sam com um beijo, na bochecha. Prometi voltar ao show dele no dia seguinte. Shows dele: sexta e domingos. Guarde isso, Fabray. Suas noites nesses dias, serão ocupadas para uma visão privilegiada do paraíso naquele palco.

- Santana!

- Quinn Fabray eu vou torturar você por ter me deixado esperar por uma hora, pra me contar o restante da noticia fodastica que você me deu. Agora, se não me der detalhes do que houve na casa dele, eu te mato mesmo. Calma, você tá traindo o gigante?

- Uma coisa de cada vez. Ontem a noite, eu estava bêbada e ai o White Chocolate, que se chama Sam pegou o mesmo táxi que o meu... – Expliquei tudo da noite passada. – Então Finn e eu terminamos, hoje. Ele me decepcionou, nunca havia imaginado que aquele Finn, o meu Finn, faria uma coisa dessas. Em relação a ida até a casa do chocolatinho, foi pra entregar o celular mesmo e rolou um beijo. Quente. Ai, estou suspirando até agora com aqueles lábios, aquele corpo gostoso, aquelas mãos dentre a minha blusa... ele é uma tentação Sant.

- Nossa como sua vida tá agitada. E eu sei que ele é uma tentação. E sabe Q, se você prova-lo, me diz se tem gosto de chocolate mesmo.

- Santana Lopez! – Gargalhamos e passamos mais um tempo ao telefone. Até que senti o sono chegar e dar graças por amanhã ainda ser domingo. Não teria que trabalhar naquele estúdio tirando fotos e fotos, apesar de amar, e também veria mais uma vez aquele show, que ganhou minha devoção, mesmo em um curto prazo de tempo.

Notas finais
Que tentação esse chocolate! aiai kkkkkk. Deixem reviews para sabermos a opiniao de vocês e pra ficarmos felizes :D