White Chocolate.

10 Capítulo 10 - Sweet Caroline/ Parte 1.


Notas iniciais
Boa leitura!!

Capítulo 10 – Sweet Caroline – Parte 1.

Rachel decidiu que não podia mais guardar aquilo só pra ela. Precisava de conselhos e sabia muito bem onde encontra-los.

Pegou um taxi, indo em direção ao apartamento da latina.

- Rachel? Aconteceu algo?

- Aconteceu sim, Sant.

- E o que foi? Entra. – Falou preocupada.

- Eu preciso te contar uma coisa.

- Tudo bem, comece.

Rachel foi direta.

- É que eu estou sendo chantageada pelo Finn. Ele me mandou fazer a cabeça da Quinn contra o Sam, senão contaria para meus pais que virei stripper. Eles tirariam minha mesada, parariam de me ajudar e eu não saberia como me sustentar...

- AQUILO TUDO ERA MENTIRA?!

- E-era. Eu não queria te enganar Santana! Mas a minha vida estava em jogo!

- A sua vida e os sentimentos meus e da Quinn. Ela ama aquele cara e você ia separá-la dele?! Ela iria criar a criança sozinha?! Você é tão egoísta assim?

- Desculpe Sant! Quem me ajudaria?

- EU TE AJUDARIA! A QUINN AJUDARIA.

- Eu não queria machucar ninguém! Me perdoa! Eu fui egoísta, desleal, pérfida, seja lá o que for! Mas eu preciso do seu perdão Santana, eu preciso! Eu necessito dele mas do que preciso do da Quinn!

- Vá embora Berry.

- Santana.

- Vá embora.

Rachel Berry deixou o apartamento da latina soluçando, de tanto chorar. Ela estava acabada. Não tinha nada, a não ser Finn, que agora, era um peso em suas costas.

Santana estava arrasada. Foi enganada por Rachel e ainda tinha colocado falsas hipóteses sobre Sam para Quinn, a quem ela jurou pra si mesma que iria proteger, que iria cuidar e não deixa que nada de mal lhe acontecesse.

- — — — — — — — — — — -

- Sam? – Chamou Quinn, que estava no sofá.

- Hum?

- Por que nós estamos na sala? – Perguntou sonolenta.

- Você queria transar no apartamento todo.

- Sério? – Perguntou esfregando os olhos. – Nós bebemos algo ontem?

- Acho que sim, porque eu estou com dor de cabeça.

- E eu não lembro como cheguei aqui.

Ela tentou se sentar no sofá. Observou Sam, que estava deitado sobre o tapete, que aliás, ela gostava muito, pois era bastante felpudo.

- Com o que você estava sonhando?

- Pra falar a verdade? Com você e eu, como ontem, só que no seu apartamento.

Quinn riu, observando a ereção dele. Ela levantou e pegou um lençol, logo o trazendo pra sala e os cobrindo. Ela o abraçou.

- Você já pensou no nome? – Perguntou ela.

- Você disse que iria fazer isso e até agora, nada.

- Tudo bem, vamos escolher. – Ela repousou sua cabeça no peitoral dele, que beijou os seus cabelos.

- Eu sinceramente, não tenho nada em mente, Quinn.

- Pensei em Caroline, Julie, Annie...

- Gostei de Caroline.

- Decidido?

- Você gostou?

- Eu adorei.

- Então está decidido. – Ela levantou a cabeça e selou os lábios com os dele, calmamente. – Eu já disse que você é linda?

- Hoje ainda não.

- Você é linda. – Ele falou e a puxou pra cima dele, logo a beijando novamente. – Mas, por que você estava tão desconfiada ontem?

- Porque... Porque eu preciso saber quem é meu namorado e o pai da minha filha, oras! Se você me traísse? Hum?

- Eu nunca te traí.

Sam achou estranho, mas deixou passar.

3 meses depois...

Quinn já estava com mais de oito meses e teria que estar preparada para a qualquer hora ter sua Caroline, ou Carrie, apelido dado por Sam, nos braços.

Ela achava estranho o modo como Santana estava agindo, mas deixou pra lá, culpando o difícil trabalho que a latina tinha. Defender as pessoas parecia fácil para alguns, mas Santana era uma das melhores advogadas do estado, todos conheciam seu trabalho, feito com perfeição. Era raríssimo, ou até inexistente, o dia que a morena perdeu um processo, uma ação, ou até se deu mal numa conciliação. Nunca.

- Chega, Santana! Não aguento mais.

- Eu disse pra você não vir ao shopping desse jeito, com os pés inchados, Fabray. Mas você é teimosa! – Elas sentaram numa mesa de uma lanchonete, da praça de alimentação.

- Eu tinha que comprar a roupinha para ela sair da maternidade.

- Mas você não tinha comprado?

- Aquela vai ser grande.

- Como sabe?

- Eu apenas sei, Sant.

Santana deu de ombros e pediu um café. Quinn pediu um milk shake de morango, seu preferido.

- E a Rachel?

- O que tem ela?

- Vocês não tem se falado esses meses, têm? Porque eu não tenho visto. E falei com ela umas cinco vezes apenas. Ela anda sumida de novo.

- Não quero saber da Berry.

- Por acaso, esse seu jeito estranho é por causa dela?

- O quê? Garçom, o que você pôs na bebida da Quinn? Você enlouqueceu?

- Eu estou ótima para a sua informação. Acha que eu nunca percebi que você era bi?

- Hã?

- Você sabe do que eu estou falando latina caliente do meu coração. Você acha que é meu anjo da guarda, sabe tudo sobre mim, mas, eu também sei MUITO sobre você. Então, pode começar a contar o que rolou.

- Eu não quero conversar aqui.

- Sant!

- Ah Q, quando estivermos em casa...

- Santana Lopez, minha bolsa estourou!

- O QUE? MEU DEUS! – Santana enlouqueceu atrás do celular, e pediu ajuda a dois rapazes para levarem Quinn ao carro.

- Oi minha linda.

- Sam, aqui é a Santana, a Quinn está indo pro hospital! Corra pra lá, agora! Hospital St James!

- Já estou a caminho.

Santana chegou desesperada, quase arrancando os cabelos negros. Quinn passou numa maca e a morena respirou fundo e soltou o ar aliviada, quando viu um loiro, alto e bonito se aproximar.

- Santana! – A latina pra surpresa dele, o abraçou.

- Sam, vai dar tudo certo não é?

- Claro que vai, ela estava com uma gravidez ótima! Calma Santana. Pra onde ela foi? – Santana apontou para o final do corredor. – Não se preocupe, você não vai ficar sozinha, chamei a Rachel, ela é amiga da Quinn não é? – A morena não respondeu.

- E a Judy?

- Está vindo também. Vou tentar acompanhar o parto.

Assim ele fez, correu e fez de tudo para entrar, chegou até a pensar em inventar que era um estudante de medicina, mas o médico o deixou entrar, após insistência. Ele via a ginecologista de Quinn e o pediatra a incentivarem.

- Eu estou com você, Quinn. – Apertou a mão dela e sentiu a sua começar adormecer, pela força que Quinn depositava. Ela gritava.

Fora da sala, Rachel finalmente, chegou e foi abraçar Santana. Aquela afastada das duas não a havia feito nenhum bem. Rachel nem sequer sabia o que fazer da vida, após dispensar Finn quando soube que Quinn iria ter um bebê e que Sam estaria lá.

- Sant...

- O que faz aqui, hein? Piorar as coisas? É o que veio fazer? Sabe o meu emocional? Está abalado, por causa de tudo. Eu choro não só por causa de Quinn, mas por causa de mim. Eu me afastei mais dela esse últimos meses por sua causa. Eu não queria te entregar pra ela, porque sinto que não devia.

- Eu vim porque amo vocês. Porque as minhas amigas são mais importantes que aquele insensível. Porque sinto mais que atração por você Santie. Sei que não é a hora de falar sobre isso, mas sinto que é agora o momento de concertar meus erros. No nascimento de um novo anjo loiro. Na felicidade da Quinn, do Sam, da sua e da minha. Me deixe ser mais do que amiga. Esses últimos meses, posso dizer que praticamente um ano, eu senti algo diferente. Quando trai a Quinn com o Finn, eu queria me enganar por sua causa.

A latina não pensou em nada, apenas agarrou os cabelos da outra e selou os lábios com os de Rachel.

Judy arregalou os olhos.

Sam Evans PDV.

Depois de muitos gritos e gritos, Quinn me olhou suplicando pra que aquilo acabasse. Acabei deixando cair algumas lágrimas.

O médico impulsionou a barriga enquanto ela fez força e a outra médica pegou na cabecinha da minha menina. Minha doce Caroline.

Vi a limparem e Quinn sorrir, fraca. Ela estava pálida, sem vida. Senti até um nó na garganta, um mal estar e um péssimo pressentimento. Quinn tinha que estar bem.

Saí da sala e avistei Santana chorando sendo abraçada por Rachel e Judy.

- Ela nasceu! A minha filha, nasceu! – Santana me abraçou novamente.

- Como ela está?

- Ela... ela está fraca. Muito fraca. Mas vai ficar tudo bem.

- Oh meu Deus! Minha primeira neta! – Judy rezava em agradecimento, enquanto Rachel e Santana se olhavam, estranhas.

Após muito tempo de espera, pude ver minha filha através do vidro. Ela era linda, assim com Quinn. Uma lágrima insistente, deslizou pelo meu rosto ao pensar nas duas.

- Você é pai dela? – Perguntou o mesmo médico que fizera parte do parto, sorrindo.

- Sim. – Respondi sorrindo.

- É linda, lembro quando o meu filho nasceu nasceu. Hoje já trabalha aqui. – Disse o Doutor St James.

- Muito obrigado, é bastante emocionante. – Ele abriu um sorriso e logo o mesmo sumiu.

- Marido, namorado de Quinn?

- Namorado dela. Como ela está?

- Fraca, muito fraca. Há chances de resistir.

- O que você quer dizer?

- Ela veio se descuidando um pouco no ultimo mês de gravidez e ficou com a defesa baixa. A extrema força que ela fez e os sedativos dados a ela...

- Ela pode...

- Sim, mas as chances são favoráveis, ok? Se quiser você pode visitá-la.

- Obrigado.

- Boa sorte, rapaz. – ele bateu no meu ombro de leve e saiu. Sorri forçadamente e chorei, chorei como nunca havia feito antes.

Mas algo me deu animo, força. Era a minha pequena Quinn, Caroline. Ela era linda como a mãe.

Notas finais
Ontem, dia 25, foi meu aniversário (mrsoverstreet)e eu quero reviews de presente! kkkk
O que acharam?