Whispers
1 Capítulo 1
— Esse lugar é enorme. — comentou Madelin, ao sair do carro. — mais alguem mora aqui?
— Não — respondeu Nick, tirando as malas do porta-malas. — Estaremos sozinhos nesse final de semana.
— Uhu! — comemorou Elisa, saindo do carro com uma garrafa de vodka nas mãos. — vamos nos divertir!
— Calma, Eli. Ainda temos que esperar o pessoal.
— Quem mais vai vir? — pergunta ela, já cambaleando. — o bobão do Chase?
— Sim. E não o chame assim.
— Por que?. Ele é um panaca.
Ri e ajuda Nick.
— É melhor parar de beber. Não quero ver minha melhor amiga vomitando no sapato novinho dela.
— Ah, me deixa.
Gregory estaciona o carro no meio do gramado e sai de lá, gritando palavras ofensivas contra a casa.
— Casa assasina!
— Hey, pare com isso. — diz Madelin, segurando no braço do amigo.
— Por que?.
— O que aconteceu aqui foi serio. Não brinque com essas coisas.
— Esta com medo, Maddy?
Bufou e saiu andando.
Gregory era um dos caras do grupo que a garota não suportava. Ele era o playboy, se sentia por pegar as meninas do colegio. Era o tipo de garoto que você odiava apenas por estar no mesmo local que ele. E ela sentia isso.
Maddy empurrou a porta de entrada, que rangeu assustadoramente.
A sala era espaçosa, os moveis estavam cobertos por lençois brancos e capas de chuva.
— Bem, se fizermos uma limpeza, tudo vai ficar bem. — comenta Hallie, olhando tudo com certo nojo. Ela vira com o irmão, Greg.
— Parece um filme de terror. — falou Chasey.
— É um filme de terror. Houve um assasinato aqui. — conta Nick, com um sorriso aventureiro no rosto.
— Que horror! — diz Hallie. — quem morreu?
— A dona da casa e o marido. Mrs Owen's. — responde o mesmo.
Elisa larga sua garrafa de Wiske e desfila pelo comodo.
— Onde ela morreu?
— Margareth Owen morreu no quarto. E o marido, Philip Owen, na escada. — responde Madelin, observando a escada a sua frente.
A garota estudou durante cinco meses o caso da Familia Owen e estava pronta para apresentar um documentario sobre isso. Era o motivo de todos estarem ali.
— Vamos ver onde a vadia morreu. — exclama Eli, subindo as escadas correndo. Gregory e Hallie a acompanham.
Nick a abraça.
— Eles não deviam fazer isso.
— É só uma casa.
— Onde ocorreu um assasinato. — completa ela.
— Não me diga que esta com medo de fantasmas.
— A familia era maluca, Nick. Mexiam com vudo e satânismo.
— Nâo existe fantasmas, Maddy. E estou aqui para te proteger. Não confia em mim?
Ela cedeu ao encanto dos olhos azuis e as palavras doces.
Subiram e foram ao encontro dos amigos, que se divertiam com a marca de sangue que havia no chão.
Depois de um seculo, ela ainda poderia ser vista.
— Duvido que se deite ali. — desafia Greg, encarando Chasey.
— Não farei isso.
— Esta com medo? — brincou Eli.
Chasey era orgulhoso demais e não deixaria que a ex-namorada debochasse dele pelo resto da vida.
— Chasey não faça isso. — pediu a irmã, Maddy, que estava abraçada ao namorado.
Estava aflita por tudo que ouviu dos livros da biblioteca. Eles eram adoradores do Satã, mexiam com magia negra. Ela tinha medo que tudo virasse um filme de terror.
O irmão se deitou na marca e fez uma careta logo após.
— Que cheiro horrivel! — reclamou. Se levantou e Maddy foi a primeira a perceber a mancha de sangue fresco na camisa dele.
— O que é isso?
Tocou e aspirou o cheiro metalico.
— Isso é sangue mesmo.
— Não estou sangrando. — verifica ele, apalpando o braço.
Maddy olhou novamente para a marca no chão. Estava seca.
Elisa, que já estava alta pela bebida alcoólica, levou todos para baixo, atestando estar com fome.
A cozinha estava imunda por folhas secas de arvores e manchas pretas pelo tempo.
Constaram que ali não iriam comer e pediram uma pizza.
Sentaram-se nos sofás e ligaram uma musica animada no celular.
Eli, começou a dançar em frente aos garotos enquanto era desejada por Chasey.
— Arrebenta, amiga! — animou Maddy, batendo palmas no ritmo da musica.
Hallie se juntou a ela, decendo atê o chão enquantos seus olhos cravavam em Nick.
A garota tinha consciência do relacionamento de Nichols e Madelin, mas custava a largar o garoto.
— Vamos brincar de verdade ou consequencia? — sugere Greg não suportando aquela dança sem graça.
Todos concordaram e pegaram a garrafa de vodka de Eli.
Sentaram em uma roda no chão e o primeiro a rodar foi Chasey.
Hallie recita para Elisa.
— Verdade ou consequência? — perguntou com entonação.
— Consequência. — respondeu com um sorriso desafiado para Hallie.
— Eu te desafio a — pensa por alguns segundos. — a beijar o Chasey.
— Hallie! — reclamaram os amigos, fazendo a garota dar de ombros.
Eli, sem pestanejar, agarrou o ex e lhe tascou um beijo na boca. Todos aplaudiram aos risos.
— Verdade ou consequencia? — perguntou Gregory para Maddy.
— Verdade.
— Logico — debochou Hallie. — sempre é isso.
Madelin revirou os olhos e espalmou as mãos na calça jeans.
— Então eu escolho consequencia.
O recitante sorriu esperto, o que fez com que a desafiante tremece de medo.
— Eu te desafio a ir na sala de jantar e tocar algumas notas no piano — disse ele. — sozinha.
— Gregory isso não. — falou com a voz tremula.
— Esta com medinho, né Maddy? — debochou ele.
Suas mãos tremiam quando ela se levantou.
Estava de noite, e algumas lampadas da casa estavam queimadas. O caminho atê a sala de jantar estava escuro, e sem ajud de nada e ninguem, andou atê lá.
Podia ouvir apenas os risos e as vozes dos amigos a dois comodos longe dela.
Conseguia distinguir a mesa e o piano que ficavam logo a frente.
— Toque para mim... — ouviu ao se aproximar do instrumento.
Se virou mas não havia ninguem ali.
— Toque, mamãe... — a voz parecia mais perto dela. Seu corpo ficou tenso e ela pode sentir uma presença ao seu lado.
Correu dali, de volta aos seus amigos que já saboreavam a pizza aos risos.
— Ouviram alguma coisa? — pergunto ofegante de medo.
Todos a olharam confusos.
— O que, por exemplo?
— Uma voz. Uma voz infantil.
— Não. — disseram eles.
— Parece que há alguem louca aqui. — pode ouvir Gregory comentar para a irmã.
Voltou a se sentar ao lado do namorado.
Nichols a fez acreditar que aquilo era coisa da cabeça dela. O caso dos Owen's estava mexendo com a cabeça dela.
Fale com o autor