Whispering
8 Stubborn
Notas iniciais
O céu estava negro quando finalmente chegaram no acampamento. Clarke entra em pânico quando vê Finn, do mesmo jeito que Raven fica. Ninguém sabia o que fazer, Clarke era a medica do grupo, mas aquilo era uma cirurgia complicada e eles nem tinham agulhas.
Eu tenho agulhas, eu tenho suprimento médico. Ela pensa sentada no chão descansando, o ferimento tinha parado de sangrar e a atadura fazia diminuir a dor junto com os analgésicos. Rey não conseguia ficar quieta, não nasceu para mofar no chão
Ela se levanta e procura Bellamy, não iria conseguir ir até lá sozinha nessa tempestade. Foi quando o vê se preparando para sair no estoque de alimentos, com várias pessoas ao seu redor:
— Para onde vai? — Ela pergunta o puxando pelo ombro.
— Vou pegar o terra-firme, interroga-lo. — Ele responde finalmente a olhando nos olhos. Acho que alguém sendo esfaqueado muda nossa competição. Mas, ainda posso sentir que está irritado.
— Está doido? Isso é declaração de guerra. — Rey responde pulando seus pensamentos.
— Eles já pegaram dois do nosso povo e mataram três. Eu preciso saber mais sobre eles, estamos lutando às cegas — Bellamy estava nervoso, não era só isso que tinha o deixado desse jeito. Não é hora para discutir com ele.
— Preciso ir para casa, pegar suprimentos médicos para Clarke. — Rey muda de assunto e ele não liga para ela — Quero que você venha comigo — Agora ele vira o rosto, interessado.
— A tempestade está chegando, não é seguro ficar lá fora.
— Jasper sabe onde o selvagem está, deixe que ele guie o grupo. Reencontramos com ele na volta e voltamos juntos. Será rápido.
— Rey, não quero discutir de novo, mas sua perna não está boa e o vento está forte.
— Eu aguento — Sua voz era firme e não demostrava dúvidas. Posso voltar arrastando, mas volto.
— Então, o que estamos esperando?
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A chuva estava forte, com pingos pesados, andar na lama fazia sua perna ficar mais pesada e mais lenta. Bellamy sempre estava à frente dela, Rey o guiava gritando pelos trovões e ventos. Seu cabelo molhado grudava no rosto e o mesmo acontecia com a sua roupa. Era difícil abrir os olhos, o vento trazia fragmentos de alguma coisa. A cada trovão seu corpo tremia, depois ria mentalmente por ter feito isso. Uma vez Bellamy vê, com o quanto dos olhos, mas não consegue fazer o mesmo de Rey e cai na risada.
— Quanto mais? — Bellamy grita depois de se acalmar.
— Estamos chegando —Rey responde o alcançando.
O céu estava cinza e a floresta mais escura que o normal, o barulho da cachoeira era fraco quando finalmente chegaram perto. Bellamy para quando a vê, sem entender. A agua caia por uma alta montanha cheia de arvores e plantas altas. Rey continua a caminhar na borda do riacho e em direção da cachoeira, entre a pedra e a caída de agua havia uma passagem. Ela se espreme e passa sem molhar, ele faz o mesmo observando todos os detalhes.
— Você mora nessa caverna? — Bellamy pergunta surpreso adentrando a mesma.
— Espere e verá — Rey responde rindo e o guiando.
A caverna não dura muito, apenas uns dez minutos caminhando e por todo esse trajeto o riacho continuava no meio da caverna. Ela dá a passagem para um lindo vale, protegido por uma cadeira de montanhas. Seu pai tinha o descoberto há muito tempo atrás com o conjunto de mapas que sua comunidade possuía. No centro do vale uma pequena cabana e do lado o riacho passava. Bellamy a ajuda a correr para dentro da cabana, que não os protegia muito da chuva.
Eu amo esse lugar, do mesmo jeito que odeio.
Rey se ajoelha perto de um grande baú, dentro dele tinha várias agulhas e linhas, estetoscópios, ataduras e várias outras coisas, como antibióticos e anestesias. Ela pega um pouco de tudo e coloca na mochila de Bellamy.
— Estamos prontos para partir — Ela diz sorrindo.
Ele estava perto da parede que dava para os quartos, o único lugar que tinha algo pendurado, pois o vento e a chuva não chegavam lá. Uma foto da família de Rey estava lá, todos tiravam uma a cada ano e ficava no livro da vida. Sim, muitos costumes, um dia pretendo explicar tudo.
— Como você chegou aqui? — Ele pergunta olhando o seu redor.
— Meu pai costumava analisar um mapa de escotilhas que tinha espalhado pela floresta. — Ela reponde e percebe que fica meio no nada o que disse — Antes da guerra uma empresa construiu vários abrigos para várias coisas, bem aqui tem um de tecnologia. Lá foi meu pai a procura dele e, quando chegou aqui, ficou maravilhado com o lugar. Roubou vários materiais e construiu a casa, sem saber que serviria para alguma coisa. Meio que salvou nossas vidas... — Rey diz, feliz no começo e terminando com seu coração na mão.
— O que aconteceu, Rey? — Bellamy a olhava sem entender. Rey contava as coisas pela metade e esperava que não ficassem curiosos. Você me ensinou isso.
— Precisamos voltar, Bellamy.
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Logo eles se encontram com o grupo que trazia o selvagem, ainda desacordado. Bellamy os ajuda a carregar e todos correm para dentro do acampamento. Clarke não vai gostar disso, eu não gosto disso. Rey sabia o que Bellamy ia fazer para conseguir o que queria, o selvagem não ia abrir a boca facilmente.
Com a tempestade todos estavam dentro da nave, o vento era forte e dificultava de enxergar. Quando eles entram, todo o grupo os observavam assustados. Afinal, trouxeram o inimigo para dentro de casa. Octavia corre para seu irmão, sem saber o que estava acontecendo.
— Que merda você está fazendo? — Ela pergunta para ele.
— Está na hora de ter respostas. — Bellamy responde sem olhar direito para a irmão.
Algo aconteceu entre eles.
— Quer dizer, vingança? — O mesmo olhar desafiador do irmão.
— Quero dizer, informação — A voz grossa de palavra final. — Levem-no para cima.
Os meninos obedecem ao líder e trabalham para levar o selvagem para cima.
— Bellamy, ela está certa — Clarke diz quando uma voz estática surge. O rádio. — Ouça, não somos assim.
— Agora somos — Ele se vira e dá as costas.
Rey se aproxima de Clarke e do corpo imóvel de Finn abrindo a mochila de Bellamy, que tinha pego um pouco antes de entrarem no acampamento. Os olhos dela brilham e Raven a observa com um olhar estranho. Espero que seja de culpa.
— Você sabe mexer com isso? — Clarke pergunta esterilizando os materiais.
— Nunca precisei usa-los, Clarke. — Rey responde sinceramente, não fazia a ideia de como salvar Finn.
— Brigada, Rey. Realmente.
Ela acena com a cabeça e sai do local, ouvia Bellamy discutindo com Octavia quando ela abre a porta da escotilha.
— Ele está te chamando — Octavia diz com raiva e sem olhar para ninguém.
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Rey agora estava sentada num canto da sala, o selvagem estava amarrado a nave por correntes. Seu corpo fazia um “x”, e suas pernas falhavam de vez em quando. A nave havia tremido bruscamente, fazendo todos caírem.
Já tinha informado a Bellamy que alguns selvagens falavam inglês, que ele poderia entender tudo que estávamos falando ou nada. Então, Rey servia como tradutora. Com o tempo ela encontrou um selvagem que a ensinou seus costumes, um que foi banido do grupo por motivos desconhecidos, ele a ensinou tudo até ser pego e executado.
Zazy, que nos vejamos novamente. Rey pensa logo antes de cair por causa de algo atingindo a nave.
— Que merda foi essa? —Bellamy pergunta se levantando — Estamos sendo atacados ou não?
— Danos de tempestade, estamos bem — Um menino loiro diz subindo as escadas.
Bellamy se vira para Rey e a ajuda a se levantar. Então, se vira para o selvagem.
— Vamos tentar isso então apenas mais uma vez. Qual é o seu nome?
— Fin ajjin yeri hake? — Rey traduz perto do prisioneiro, encostada na parede.
Nenhuma resposta.
— Onde é o seu acampamento? — Bellamy estava ficando nervoso, podia ver a tensão no seu corpo
— Finne ajjin yeri vimithrerat?
Nenhuma resposta, ele encarava Bellamy e permanecia calado.
— Quantos vocês são?
— Hash san ki yer hash hazze?
A mesma coisa, mas agora Miller chama Bellamy, pedindo para ver algo. Rey se esforça para levantar e o segue, um menino de toca mostrava um estojo cheio de frascos.
— Ele é um curandeiro da tribo, ou um aprendiz de curandeiro. — Ela reconhece o estojo, havia aprendido muita coisa com selvagens curandeiros.
Foi quando Bellamy pega um caderno que o selvagem finalmente reage, gemendo e se mexendo nas correntes.
— Acho que encontramos algo que ele não quer que vejamos. — Ele diz com um sorriso malicioso, vingativo.
Ele folheia o caderno cheio de desenhos, todos cheio de detalhes e lindos, feito com lápis de carvão. Então ele chega a um desenho de uma menina, Octavia. E na outra pagina, um desenho do acampamento com várias marcas e dez riscadas.
— É o número de pessoas que perdemos — Bellamy fala nervoso e se levanta, indo em direção do selvagem. — Estão nos vigiando desde que chegamos aqui.
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Bellamy examinava o caderno quando Clarke abre a escotilha e entra na sala. Ela se surpreende com o estado do selvagem, seu rosto coberto de sangue e suas roupas sujas.
— Bom, se ele não nos odiava antes, agora odeia.
Ele a puxa de lado, para longe de Rey e do grupo. Ambos falam baixo e ela não consegue entender nada. Rey estava cansada de ser a tradutora, ela encosta a cabeça na nave e dá um gole na agua. Ainda não fizemos nada, apenas o que precisamos. Estamos indo em direção de algo inevitável. Foi quando Raven grita que Clarke desce para ajudá-la, alguma coisa sobre convulsão.
— Eu não sei o que ela disse, mas acho que concordo — Rey diz quando Bellamy volta para perto deles.
— Ele matou dez de nós e irá matar mais, Rey. — Ele responde fechando o livro e o colocando no bolso — Eu não vou deixar isso acontecer.
Bellamy tranca a escotilha, estava determinado a conseguir respostas.
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Batidas na porta, Clarke gritando, Miller abrindo a porta. Ela se aproxima do selvagem com um olhar diferente de antes, apontando a faca que estava há horas atrás no peito de Finn.
— Rey, me traduza — Ela pede e Rey se levanta do chão. — O que há nisto?
— Fin ajjin she jin? — Rey traduz sem entender o que estava acontecido.
— O que você está falando — Bellamy interrompe demonstrando o mesmo sentimento que Rey.
— Ele envenenou a lâmina! — Clarke grita com raiva — Todo esse tempo você soube que Finn iria morrer, não importa o que fizéssemos. O que é? Há um antidoto?
— Fin ajjin me? Ajjin hazze jin koala?
O silêncio dele de sempre continuava, o olhar permanecia o mesmo.
— Os frascos — Bellamy diz e pega o recipiente. — Tem que estar aqui.
—Tem que ser idiota par ter um veneno sem antidoto. — Rey diz entregando o recipiente para Clarke.
—Qual? — Clarke pergunta para o selvagem.
—Chetira ato?
— Responda! — Bellamy grita diante o silencio.
— Elzat jin qaf!
— Responda, por favor — Octavia pede e modo delicado.
— Qual? Nosso amigo está morrendo e você pode o salvar!
— Kishi okeo ajjin drivolat akka yer laz rhellaya mae!
A ausência de respostas era perturbadora, Finn estava lá embaixo gemendo de dor e isso piorava tudo.
— Eu o farei falar — Bellamy diz de um modo estranho.
— Bellamy, não! — Octavia grita avançando no seu irmão.
— Ele quer que Finn morra! Por que não vê isso?! — Então ele se vira para Clarke — Você que ele viva ou não?
Ela estava quieta, não sabia o que escolher.
— Clarke, você mesmo disse que não somos assim — Octavia suplicava para não o machucarem. — Ele estava me protegendo! Ele salvou minha vida!
— Estamos falando da vida de Finn! — Bellamy grita para a irmã.
— Faça — As únicas palavras que Clarke diz, num tom baixo. Octavia suspira, ela não esperava isso. Então ela se vira para Rey — Rey, por favor. Você é minha última esperança.
— Octavia... — Ela não sabia o que dizer — Eu não concordo com isso também...mas ele não nos disse nada até agora e não vai falar.
Octavia bufa de raiva e avança no selvagem.
— Apenas nos diga! — Miller a segura pelos braços e a obriga descer pela escada.
Bellamy corta um cinto de segurança e depois a blusa do selvagem. Rey sabia o que ele iria fazer.
— Ele vai nos mostrar o antidoto ou vai desejar ter falado. — O olhar dele não era o mesmo, ele não queria fazer isso, mas sabia que precisava ser feito.
Rey coloca sua mão no braço dele pedindo um tempo.
— Qafat, kisha avvos zala tat tat jin ma yer. Disse astat us — Por favor, apenas nos diga qual é o antidoto. Ele mantém o mesmo olhar de serenidade, não demonstrando medo. Então com um sinal Rey consente e Bellamy se prepara.
Bellamy força seu braço para trás enquanto posicionava suas pernas para apoio, assim quando o chicote improvisado atingisse o corpo do selvagem viesse com toda a força. E assim foi feito, ele gemeu de dor, mas não foi um grito de verdade. Rey fecha os olhos na hora do acontecido, porém, o abre rapidamente.
Bellamy repete e a marca deixada começava a sangrar, Clarke segura a mão dele e se ajoelha na frente do selvagen com os frascos.
—Por favor, qual?
— Qafat, maegi ato? — Rey se aproxima dele, suas palavras não eram mais secas, já demonstrava o pânico que tentava controlar.
Nenhuma palavra, todos não escondam o rosto de decepção, pânico e tristeza. Bellamy se prepara e o atinge novamente, o sangue escorria lentamente e o selvagem mantia-se calado, nem gritava para a dor. Várias vezes isso se repete, Rey se encolhe a cada chicotada e toda vez que traduzia sua voz ficava mais falha.
Bellamy joga o chicote para longe depois de um bom tempo, desistindo, foi quando ele acha uma arma, diferente das outras. Ele olha para Rey, sem saber o que fazer. Ela observa o selvagem, como ainda estava forte no posto dele e ouvia os gemidos de Finn. Não tinham outra escolha, então confirma com a cabeça.
— Clarke, você não precisa ver isso — Ele avisa se aproximando do selvagem.
— Não vou sair enquanto não tiver o antidoto.
Rey se aproxima mais ainda do selvagem, enquanto Bellamy segurava a mão dele com a nova arma.
— Fin yer astat us mae ajjin vo shin tat tat rek. — Se você nos contar, ele não vai fazer isso. Nada. Rey bufa de raiva e caminha para longe irritada — Apenas acabe com isso.
Foi como se Bellamy tivesse tomado coragem antes, como quando Rey o ensinou a usar o arco. Respire fundo, apenas libere o ar quanto liberar a flecha. O peito sobe, você pensa de modo claro, você libera, decisão feita. A arma se enfia na mão do selvagem e, mesmo ele não emitindo nenhum som, podíamos ver que havia tido efeito, sua mão tremia e seu rosto se contorcia.
—Por que está demorando tanto? — Raven gritava enquanto subia na escotilha. — Ele parou de respirar — Todos tem um pequeno ataque, principalmente Clarke — Ele voltou! Mas da próxima vez não teremos tanta sorte.
—Ele não nos fala nada. — Bellamy diz sentado numa caixa.
Raven olha ao seu redor e caminha para uns cabos atrás do selvagem:
—Quer apostar? — Ela os puxa com força liberando uma faísca quando cortados.
—O que você está fazendo? — Bellamy pergunta e o selvagem gemia, tentava fugir enquanto via as faíscas.
— Mostrando algo novo. — Raven diz e mais faíscas saem.
Ela coloca os cabos bem nos ferimentos já feitos, ele gritava enquanto toda a nave ficava numa escuridão. Era medo misturado com dor, Rey apenas olha para trás, não conseguia ver mais tanto sofrimento.
— Qual é? — Ela grita e na ausência de respostas repete o choque.
Mais gritos, mais escuridão. Aquele tipo de escuridão que não é apenas uma ausência de luz, é muito mais que isso.
— Ele é tudo que eu tenho! — Raven gritava chorando enquanto repetia sem temor, nem compaixão.
— NÃO MAIS! — Octavia grita e todos olham para ela, a faca envenenada estava na sua mão. O corte feito era profundo, porém pequeno.
— Octavia! — Bellamy grita indo até a irmã — O que fez?
— Ele não vai me deixar morrer — Ela corre até o selvagem e se ajoelha na frente dele. — Qual é? — Perguntava com uma voz doce e apontava para cada um deles — É esse?
O selvagem pensava até num momento ceder, apontando para o certo. Assim que eles conseguem, Octavia entrega para Clarke que desce correndo para ajudar Finn. Bellamy tenta ajudar a irmã se levantar, mas ela o empurra para longe com raiva.
Rey jazia no canto da sala, encarando o selvagem com uma cara de dúvida.
Eu fiz o certo, você fez. Ele iria matar Finn, o cara que te ajudou a descer da colina, aquele que te ajudou com Jasper. Iria matar uma pessoa inocente, alguém que estava tentando salvar amiga. Por que estou tentando convencer a mim mesma?
— Rey? — Bellamy coloca a mão no seu ombro, a sala estava vazia a não ser pelo prisioneiro. — Você está bem?
— Eu acho que bem está bem longe do que sinto agora. — Ele abre a boca para dizer, mas ela o interrompe — Sabe, não vou dizer que nunca fiz isso, mas a sensação depois era diferente. Era algo necessário...ou achava...era algo necessário.
— Rey, o que somos e o que fazemos para sobreviver são coisas bem diferentes.
— Queria acreditar nisso, Bellamy. Eu realmente quero acreditar nisso.
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