Whispering

1 It's true. All of it.


Notas iniciais
Espero que gostem da fanfic. Meio que será movida a comentário, mas mesmo que tiver um comentário com apenas uma letra eu postarei o proximo cap. Não sei até que temp irá, mas certeza que até o fim da segunda. Então, mas irei começar bem no inicio mesmo, tipo 01x01. Kisses!!

Não era a primeira vez que via algo caindo do céu em chamas.

Certeza que não é, sua mente afirma.

Porém, algo tão grande quanto aquilo não diz que vai acontecer o que aconteceu da última vez, esse é diferente. É bem maior e o resultado vai ser algo bem extraordinário, algo que vai mudar o curso da vida dela.

Rey corre em direção da coisa em chamas, após anos correndo pela a floresta sua velocidade aumentou muito, sabe como se camuflar entre as arvores e desviar dos obstáculos que aparecem, tudo sem deixar rastros.

Isso que é a mágica de tudo, pisar de modo tão leve que ninguém saberia que passou por ali.

Uma grande nave no meio da floresta, nunca tinha visto amigo como aquilo. Uma capsula de metal. Lembra dos seus pais falando sobre uma época que as pessoas visitavam o espaço, e quando foram para lá definitivamente salvando a própria pele e deixando vários para trás.

Acho que é assim que essa coisa é.

A porta se abre e apenas uma pessoa sai, enquanto vários se mantinham lá dentro. A menina que sai sorri de felicidade enquanto se aproxima da beirada, ela é observada por um homem que também está muito feliz. Os outros apenas veem tudo admirados. Quando ela finalmente toca no chão ela grita de felicidade e todos saem correndo para fora da nave.

Pulando e fazendo as coisas mais sem noção que já tinha visto, não entendia o motivo disso.

Eles devem ser aqueles que fugiram quando a guerra terminou. Rey pensa. Por que voltariam após tantos anos?

Uma garota loira não compartilhava a mesma emoção, sorria e seus olhos brilhavam, mas não estava pulando que nem uma louca. Tinha um pedaço de papel na sua mão. Rey sobe numa arvore rapidamente para observa-la por cima, um garoto com cabelo incrivelmente grande se junta.

— Mount Weather, tem uma floresta cheia de radiação entre nós e nossa próxima refeição. — A loira diz para o moreno.

Eles não podem ir para Mount Weather. Por que querem ir para lá?

Rey sobe o máximo possível, queria ter uma boa visão do que acontecia, e senta num galho forte. Iria aguentar por um bom tempo, assim iria aprender mais sobre eles. Já tinha inimigos demais nessa maldita floresta.

Uma meia hora se passa, todos começam a se juntar em volta da loira e de outro menino, pele negra e cabelo curto pequeno. Não pareciam gostar dele, não entendo o motivo. Um homem aparece, o mesmo que observava a primeira garota a sair da nave, ele era mais velho que os outros, cabelo marrom grande e olhos negros.

— Olha isso, pessoal. — Outro menino surge na discussão, esse tinha um olhar maligno e um sorriso malicioso — O chanceler da terra.

Chanceler? Seu pensamento é cortado quando uma briga começa. Eles são idiotas? Já são a minoria aqui, ou...um dos menores grupos, e estão brigando entre si?!

O mesmo garoto que conversava com a loira separa a briga. A primeira a pisar fora da nave se intromete e aquele que a observava, o mais velho, não pareceu gostar.

Eles se parecem, o mesmo olhar, o mesmo sorriso. Irmãos...

— Preciso me divertir, Bell — a menina diz feliz, parecia estar vivendo o sonho — Preciso fazer algo louco só porque eu posso.

Bell? Já tinha ouvido alguém falar esse nome, alguém desses adolescentes do espaço é claro...Bellamy. Pronto, um nome a menos.

— Quando iremos partir para Mount Weather? — O cabelo cumprida separador de brigas diz perto de onde os irmãos conversavam.

Mount Weather? Eles não podem, não podem!

Um grupo se forma para irem lá, o que apenas irrita Rey, se eles forem para lá é uma sentença de morte para todos eles. Não que eles não tenham visto uma nave cair do céu, mas irem para lá vai piorar tudo.

Rey precisava fazer algo, o mais rápido possível. Estavam indo para o campo de batalha desarmados.

Ela desce da arvore e corre em direção sua casa, era longe o bastante para eles não descobrirem, mas parto o suficiente para se armar e voltar ao acampamento deles. Sua mochila sempre estava preparada, com o tempo conseguiu construir um suporte para todas suas armas, como o arco do seu pai, que tinha uma lâmina conjunta.

Rey voltar a correr em direção do grupo que ia para Mount Weather. Dê relance percebeu em que caminho iriam, iam dar até o riacho das cobras. Precisava ir e avisa-los de modo que não percebessem que estava lá.

— Octavia, saia da agua — Ouve alguém gritar quando se aproxima.

Droga, a irmã tinha pulado no riacho. Estupidos!

Prepara sua flecha e espera a cobra aparecer, Octavia não a deixava ver o animal, apenas a via se debatendo. O resto do grupo distrai a cobra derrubando uma pedra na agua. Mira na grande besta e atira, um menino de óculos salva a garota e todos começam a procurar a salvadora.

Rey se esconde atrás de uma arvore e os espera voltar o caminho, aquilo deve ter servido como lição. Porém, eles apenas sentam e montam acampamento um pouco longe dali.

Idiotas, idiotas, idiotas! Não entendem que estou tentando salvar a vida deles? Ela suspira e sente uma ânsia de voltar para sua casa, não podia se dispor de tanto tempo longe de lá. Eles podem ter voltado.

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Não posso explicar agora porque Rey teve que voltar para sua casa, e quem seria “eles”, ela não me deu a permissão. Não que eu seja algo para Rey, acho que ela nem sabe quem eu sou. Eu sou aquele amigo imaginário, alguém para conversar por todo esse tempo que ela esteve sozinha. Sempre estive com ela e sei tudo que ela pensa, sei mais sobre Rey que ela mesma.

Acho que vocês agora me entendem, estou apenas escrevendo o que eu vi e ouvi. Ela sempre fala comigo, depois de um tempo mais que o normal.

Voltando...

Rey acorda assim que os primeiros raios aparecem pelas montanhas, pega sua mochila que já estava toda preparada e corre até o grupo. Correr é algo comum para ela, e mesmo quando está andando é algo mais rápido que os das outras pessoas. Sempre fugindo, sempre apressada.

Quando ouve o grito, Rey prova que sempre consegue correr ainda mais rápido.

A loira gritava por um tal de Jaspar, Rey procura por algo e acha. O menino de óculos com uma lança no peito do outro lado do riacho. Passos surgem a sua volta, e como o resto do grupo se protejo entre as pedras com seu arco em mãos.

Todos fogem levanto os passos com eles, Rey estava novamente sozinha, ela e Jasper. Não sabia o que fazer, claramente o garoto estava vivo, via seu peito se mover lentamente.

Eu o deixo? O que eu faço? Ele vai morrer...preciso ajudar. Mas como atravessaram o riacho. Rey bate em sua cabeça para pensar. Pense! Seus olhos avistam um cipó que vinha de uma grande arvore, cujo os galhos atravessam o riacho.

Vai até lá e checa se aguentaria seu peso, não poderia morrer por alguém que nem conhece. Relutantemente, se segura o mais forte possível e atravessa o riacho, solta um pequeno gritinho ao fazer isso mas tenta negar logo após que saiu de sua boca.

— Hey, Jasper. — Rey tenta fazer sua voz mais doce possível ao se aproximar — Estou aqui para te ajudar, certo? Apenas fique quieto, por favor. Não queremos atrair atenção de outras pessoas.

Estou falando com um menino quase morto. Ela pensa ao abrir sua mochila para pegar uma pasta que faz com uma planta que colhe na base do lago, serviria para não infeccionar o ferimento até conseguir entrega-lo ao seu povo. Delicadamente retira a lança e os gritos começam.

— Shhh, shh, apenas fique quieto. — Rey sussurrava enquanto passava a pomada.

Uma lança passa voando ao seu lado e atinge a arvore na sua frente. Rapidamente pega o arco e procura de onde veio, o barulho vinha por trás de Jasper.

Eu apenas preciso vê-los. Ela pensa e finalmente vê algo, um braço ou outra coisa, não sabia exatamente, mas era um selvagem. Atira e ouve o grito de dor, mas é atingida por outro pelo lado, que a derruba no chão e a faz bater a cabeça. Ele sobe por cima de Rey e tenta estrangula-la. Tudo que podia pensar era sobre o arco, que estava tão perto dela. Ela se debate para tentar conseguir pega-lo, esticando o máximo possível seu braço até conseguir. Então com sua lâmina corta a garganta do selvagem.

Assim que se levanta, aquele que ela havia atingido com a flecha se aproxima, mas não podia fazer nada, estava na beira do penhasco. Rey deixa ser atingida e cai no riacho.

A agua gelada a atinge com tudo, era sua única saída e sabia disso, apenas precisava sair o mais rápido possível de lá. Nada até a beirada e deita na pedra.

Eu quase morri por um menino que veio do céu. Eu sou a burra da história. Rey pensa chingando tudo que tinha feito para ajudar aqueles adolescentes. Porém, não posso deixar aquele menino morrer, preciso avisar eles. _____________________________________________________________________________

Com uma faca na garganta da loira Rey aparece pela primeira vez para aqueles que vieram do céu. Tinha esperado ela vir para a mata para fazer isso, contar tudo.

— Eu não sou sua inimiga — Rey suspira e afasta um pouco a faca, mas ainda mantendo na garganta.

— Bom, não sou eu que te ameaço com uma faca — Ela diz escondendo o medo.

— Eu sei onde seu amigo está, sei para onde o levaram. — Ela afasta a faca, para demonstrar que não iria fazer nada.

— Jasper? Onde?

— Do outro lado do riacho, os selvagens o levaram para lá.

— Me leve até ele, por favor — A menina pede, mas não poderia se colocar no campo de batalha novamente.

— Eu quase morri tentando salvar um dos seus — Rey aponta para sua cabeça, que estava sangrando de quando bateu com tudo na pedra, sem contar com as marcas da mão do selvagem. —Não vou fazer isso novamente.

Rey vira-se para sair, ouvia os adolescentes se aproximando e não queria ninguém mais sabendo de sua existência.

— Meu nome é Clarke — Ela grita pedindo atenção da desconhecida — Tenho certeza que Jasper iria adorar saber o nome de quem salvou ele.

— Rey, meu nome é Rey.