Wherever You Will Go
2 Porque palavras nunca duram
Notas iniciais
Ainda olhava Luane assustada pelo escandalo que acabara de dar por causa da musica e fiquei a espera de uma resposta. ela ajeitou o cabelo com a mão solta do volante e começou a falar.
–bom, esse com quem eu falava ao telefone é um amigo meu chamado Thomas. Ele entrou pra faculdade de Geografia junto comigo a um ano atras mas desistiu porque seu sonho era ser cantor. ai ele fez uma aldição para uma boyband e passou e hoje pela primeira vez ta passando a musica deles nas radios do reino unido, que foi essa que você acabou de escutar-disse ela
ela falava com um certo orgulho dele e eu achei aquilo legal da parte dela.
– mas nunca rolou nada entre vocês? pode contar- falei fazendo uma cara de desconfiança não muito legal, ela apenas riu .
– ta. assim que entramos pra faculdade rolou algo sim mas nada duradouro.mas a nossa amizade é muito especial-terminou.
dei uma de que acreditei e deixei de mão.
Continuamos rodando pelas ruas de londres .passamos por um lindo parque onde varias familias faziam atividades. Demos a volta pela avenida ao lado do lago e entramos em uma rua bastante calma.paramos em frente a uma casa enorme branca, com um pequeno jardim na frente. Descemos do carro, peguei a minha mala e subimos alguns degraus
–bom, chegamos a sua nova casa! bem vinda ao lar!
ela abriu a porta e entrou seguido de mim. a sala era grande com uma tv e dois sofás enormes. entramos mais um pouco na sala e pude ver a cozinha em estilo americano toda branca e linda(minha mãe ia amar).
subimos a escada e tinha um banheiro no corredor, a porta do quarto dela e do outro lado o meu quarto. mas o que eu achei lindo foi no final do corredor, uma porta de vidro que dava acesso a uma varanda onde tinha dois puffs e uma mesa de vidro. a varanda dava para uma rua onde dava para ver o parque o qual passamos ainda pouco.
Desviei minha atenção e abri a porta do meu quarto e entrei.ele era lindo e confortavel.nele tinha uma cama de casal, um Guarda roupa branco bem grande, uma mesinha de estudos onde ja tinha um notebook e um banheiro enorme.
–adorei.- disse por fim
–pensei que ia gostar de ter um notebook pra falar com a sua familia. –Luane sorriu- vou deixar você se ajeitar enquanto vou ali preparar algo para nosso almoço.
ascenti e ela saiu. fiquei admirando meu novo quarto.
POV TOM.
–Nathan cara você e Max choraram de emoção!- disse zuando da cara deles.
estavamos felizes,pois a nossa musica tocou na radio.era só uma pequena comemoração em casa,pois ainda iriamos fazer a festa. demos cerveja a todos, menos para Nathan pois era menor de idade, e brindamos. Seev desceu as escadas correndo e feliz.
– minha familia acabou de me ligar! disse que All Time Low esta em primeiro lugar na Irlanda.
começamos a gritar mais ainda de felizes. Max,Nathan e Jay pulavam enquanto eu abraçava Siva.
–temos que fazer uma festa bem animada- Max comentou
–temos que comemorar mais!me da mais uma cerveja ai-disse jay tomando a cerveja da mão de Siva que protestou.
–Tom liga pra Luane e manda ela vir pra cá pra comemorar com a gente- Siva falou.
–não dá. ela foi pegar uma amiga dela que vai morar com ela,essa hora deve esta mostrando a casa para ela- falei tomando um gole da minha cerveja.
– hmmm mais uma gatinha no pedaço- Max falou com cara de safado. dei um leve soco no braço dele e me joguei no sofá.
continuamos a comemorar até de noite. depois de um certo tempo Jay ja não estava consciente e dormia bêbado no sofá enquanto os outros ja tinham ido dormir. só restava eu com a ultima cerveja e comendo uns salgadinhos na frente da tv.
mudava de canal a todo instante porque não passava nada que prestasse,até que ouvi um barulho na cozinha e fui até la ver quem era.
Cheguei na porta e vi uma bunda levantada como se alguem caçasse algo na parte debaixo da geladeira.
–Nathan?-sussurrei
–Diz- ele respondeu com uma voz meio rouca
–ainda acordado a essa hora? amanha tem o seu primeiro dia de escola sabia?
Ele se ajeitou e olhou para mim
– ja estou indo papai! só vim comer uma maça!- falou debochado.
ele passou por mim e assanhei o seu cabelo, o que ele mais detestava. mas como ele ia dormir nem se importou. Voltei a sala e desliguei a tv, resolvendo ir dormir. deixei Jay na sala mesmo. estava bebado nem ia se importar.subi as escadas e entrei no meu quarto.foi um dia de grandes vitorias.
POV.CECÍLIA
acordei cedo,pulei da cama e corri para o banheiro, fazendo a minha higiene matinal.hoje era o primeiro dia de aula na nova escola. mal cheguei ja tinha que ir a aula. abri o armário e vi o uniforme: calça azul escuro com a blusa regata branca e um casaco com o simbolo. tipico de colegio.fui até o espelho e ajeitei o cabelo,deixando ele solto com pequenos cachos nas pontas.fiz uma maquiagem leve e desci as escadas.
Luane ja estava acordada e ja estava arrumada para a faculdade. tomei meu café rapido,peguei minha mochila e fui para o colégio com lu. ela me deixou no portão e foi para a faculdade.
era lindo o colegio. ao passar pelo portão tinha um enorme jardim onde havia varios bancos e mesas onde os alunos ja estavam sentados.
caminhei até a secretaria e pedi os meus horarios. estava lotada de alunos, pois era começo de ano. mas todos eram veteranos, menos eu claro.
quem iria mudar de escola no ultimo ano? Só eu mesmo .
nos corredores fiquei um pouco perdida, até que entrei sem querer em uma sala onde uma garota desenhava em um pequeno quadro de artes. ela era perfeitamente linda e sabia desenhar muito bem. ela percebeu minha presença e levantou a cabeça sorrindo
–oi. você esta perdida? porque a aula de artes não é agora- ela falou olhando para o relogio.
–er...estou sim...por favor você sabe onde fica a sala de química?- falei timidamente
–sei sim! estou indo para lá- ela disse largando o lápis e vindo em minha direção.
–prazer! mariana, ou mari se quiser- ela falou apertando a minha mão.
–prazer, cecília, ou celi- respondi. ela riu e saimos.
andamos pelos corredores e fomos parar em uma sala meio escondida que eu nunca encontraria. o professor ainda não tinha chegado e estava a maior bagunça. quando entrei , havia um grupo no outro lado da sala que conversavam alto, mas assim que me viram se calaram e ficaram olhando.
tinha um garoto de boné que era lindo. ele estava sentado no meio do grupo e parecia ser o lider deles.o menino me olhava fixamente com seus olhos verdes e senti vergonha, achando que estava com a maior cara feia. sentei ao lado de mari e baixei a cabeça.
–o que foi celi? não esta se sentindo bem?- mari tentava entender o que eu tinha encostando sua mão em minha testa.
–nada não. é que eu só não gosto de quem fique me olhando muito sabe, sou meio tímida e tal- falei a encarando e sorrindo, desviando um pouco o meu olhar ao garoto que ainda me fitava.eu queria sumir.
–ta falando do Nathan te olhando? liga não. só porque ele é popular na escola ele quer saber quem é só isso. mas não te envolve com ele não, ele é meio que arrogante e mesquinho.-disse ela por fim se ajeitando em sua carteira.
ela falando assim,parece que ele ja tinha dito algo ruim para ela ou outra coisa. Deixei esse assunto de mão.
–Bom dia classe!- o Professor de quimica entrou na sala com uma pasta azul na mão depois de alguns minutos de atraso.ele era alto e bem magrelo, com o cabelo preto lambido.
–Sykes, tire o chapéu- ele disse para o menino que mari o chamara de Nathan.
–é boné professor!- ele disse revirando os olhos e começando a rir.
–que seja!-ele proseguiu-então temos uma aluna nova esse ano. bem vinda Cecília Blenson-
No instante que ele pronunciara meu nome, tirei a atenção da materia que procurava em meu caderno e levantei a cabeça, fixando o olhar naquele homem parado em minha frente.agora todos na classe olhavam para mim. o meu pior pesadelo ali. sorri timidamente para o professor, fazendo as minhas bochechas corarem com tamanha vergonha.
Todos voltaram aos seus respectivos afazeres e o professor começou a escrever na lousa.olhei de canto de olho para a direção de Nathan e gelei ao perceber que me olhava profundamente enquanto seus amigos ja tinham se voltado aos cadernos. abaixei minha cabeça e voltei ao meu livro.queria ir embora.
A aulas se arrastaram e quando o terceiro sinal tocou anunciando a hora do intervalo, saí da sala com mari.
–espera celi. vamos esperar lucas- ela falou assim que saimos da sala e estavamos no corredor.
Ela apontou para a porta da nossa sala e vi um garoto bonito, loiro dos olhos azuis, ele era meio atletico e tinha a minha altura.
–oi lucas! essa daqui ó é a cecília, ou celi.- mari disse me empurrando.
– oi celi meu nome é lucas. prazer!-
ele veio e me deu um abraço bem forte.fiquei vermelha de vergonha.ainda estavamos de frente para a sala quando vi Nathan passar por tras e olhar.ele me encarava sem expressão e passou com seu bando seguindo o corredor até os portões que separavam as salas dos jardins ,até que lucas me soltou.
–desculpa. sou assim meio carinhoso com as minhas amigas.
– tudo bem. bom vamos para onde agora?- perguntei para eles.
mari me puxou pela mão e me levou até o refeitorio.
fomos para a fila, peguei um suco e fomos a mesa. como eu acabei primeiro que eles, me levantei e fui jogar meu copo no lixo. no meio do caminho esbarrei em alguem, batendo o meu ombro no braço dessa pessoa.
–ai! desculpa ai...- quando vi era Nathan que estava passando e nos esbarramos sem querer.
–só olha por onde anda por favor.- ele respondeu secamente.
O encarei sem entender nada. Só foi um leve esbarrão e ele ja fala daquele jeito. Mal-educado.
–digo o mesmo para você- respondi grossamente mas mantendo a expressão tranquila.
–você que tem que olhar por onde anda- ele disse me fuzilando com os olhos e mantendo aquele ar mesquinho.
Fiquei calada após ele me lançar aquelas palavras e o olhar de desprezo. Me senti algo inutil ,querendo sair correndo dali, mas só conseguia ficar-lhe encarando.
–calma ai Nathan.não precisa disso tudo! foi só um esbarrão e pronto.
Não tinha percebido quando lucas tinha chegado do meu lado,só o notei quando sua voz me tirou do traumático transe.
– diz isso pra ela- Nathan falou ríspido,virando-se e saindo. ficamos olhando ele caminhar com força até a saida.
–Idiota-soltei bufando.
–calma. ele é assim mesmo. mas é gente boa. é que a sua primeira impressão dele foi essa- lucas falou tranquilamente.
–mesmo assim é idiota!- falei e fomos nos sentar.
Se ele era assim mesmo, acho melhor seguir o conselho de Mari e ficar o mais longe possível dele.
Notas finais
bjos lindas ♥
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