Notas iniciais
Vocês perceberam que essa história é bem diferente das demais, até porque ela é contada pelo ponto de vista de León. Só queria avisar que se vocês não deixarem reviews eu não posto o capitulo rs. Bem é isso. /Mandy

One Last Dance

Anos Depois

Cheguei na escola atrasado. Desta vez, meu melhor amigo, Maxi, decidiu sair bem cedo de casa, e nem ao menos se lembrou de mim. Tomei um banho rápido, peguei minha bicicleta, e sai voando para escola. Literalmente.

Cheguei na escola e vi o carro de Violetta estacionado na mesma vaga de sempre. Deixei minha bicicleta em qualquer lugar, e corri em direção dos meus amigos.

— Cara. — disse Maxi. — Está atrasado.

Maxi, era um projeto de humano, pequeno, com pequenos cachos pretos que ele pretendia cortar. Pelo menos era o que ele dizia. Se tornou meu melhor amigo no segundo ano do fundamental, quando ele decidiu me defender dos garotos mais velhos que haviam na nossa sala. Eles tinham repetido o segundo ano umas cinco vezes no mínimo.

— Eu sei.

— Já é a terceira vez. — disse Marco.

Era meu outro melhor amigo. Magro e alto. Cabelos bagunçados e escuros. Tem uma queda pela garota nova da nossa sala. A garota se chama Francesca, pequena com longos cabelos pretos. Mas sejamos sinceros, ele não tem a mínima chance com ela.

— E ai León, quem vai chamar pro nosso baile de formatura? — perguntou Maxi.

— Não ligo pra essas coisas de formatura.

— Vou chamar a Francesca — disse Marco, não consegui conter a risada.

— Cara, você sabe que vai levar um fora não sabe? — disse Maxi.

Marco assentiu.

— Porque não convida a Ana? Ela gosta de você. — comentei.

— Então. — ele disse. — Está manhã, antes de você chegar, ela me convidou. Mas eu disse não. Ou seja, ela começou a dar chilique na frente de toda a nossa escola, foi horrível.

— Entendo.

Maxi e Marco começaram a conversar sobre a formatura, mas nem prestei atenção. Eu estava mesmo, prestando atenção em Violetta. Seu cabelo ainda permanecia castanho e longo. Ela estava com seu namorado, Diego. Usava uma saia florida, e uma blusa rosa com gola. Estava encostada no armário, com seu caderno na mão, rindo com Diego. Mas definitivamente, ela não estava rindo dele, e sim de sua amiga Camila, que estava abraçada com um garoto de nossa sala, Broduey.

— Cara, para de fita-la. Ela vai perceber. — disse Maxi.

— Hein?

— Pra ser sincero, a Violetta é bonita sim. Mas não é tudo isso. — falou Marco caminhando ao meu lado. — Sabe quem é gostosa de verdade?

— Francesca. — falou. Francesca também já tinha virado a melhor amiga de Violetta.

Revirei os olhos e continuei olhando para Violetta. Desde que ela entrou nessa escola nunca foi a mesma. Ela parou de falar comigo. A janela do seu quarto sempre ficava fechada. Sempre. Quando começou a namorar com Diego, ela mudou completamente, não era mais aquela garotinha de anos atrás.

***

A aula já tinha acabado. Eu estava no pátio junto a Marco, quando Maxi chega com um papel amassado em sua mão.

— Convidei Lara, aquela garota que é afim de você León, para poder ir comigo no baile de formatura. — falou ele abrindo o bilhete.

— E ela aceitou? — perguntei.

Ele me entregou o bilhete. Desdobrei:

Maxi,

Seria uma honra ir com você, mas irei com outra pessoa. Foi Mal. Me desculpe.

Beijos, Lara.

Dobrei o bilhete novamente, e devolvi a ele.

— Que merda.

— Dane-se, nem queria ir com ela mesmo. — disse ele serio. — Vai convidar a Violetta para ir com você?

— 1) Ela tem namorado 2) Nem a conheço direito — O que tinha se tornado verdade. — E 3) Não vou ao baile.

Percebi que Maxi não estava prestando a mínima atenção em mim. Ele estava olhando através de mim, estava de boca aberta. Olhei para trás e vi, Marco e Francesca, andando de mãos dadas em nossa direção.

— Oi — disse a Morena.

— E aí? — respondi.

Nós estávamos sentados em uma mesa. Cheguei para o lado, e eles se sentaram.

— Iremos para o baile juntos. — disse Marco, sorrindo.

— Ahhh.

— Oh meu Deus. — Disse Maxi. — Francesca você aceitou o pedido dele? Eu não aceitaria, não mesmo.

— Você é muita areia pro caminhão do Marco. — acrescentei.

Ela revirou os olhos sorrindo. Sempre recebia elogios assim.

— Ei, vocês calem a boca. — Marco se defendeu. — Fran, meu amigo León — apontou para mim. — Gostaria de saber se ele tem alguma chance de ir com a Violetta para o baile — revirei os olhos.

— Você é bonitinho León. — sorriu.

— Você também não é feia.

— Possivelmente, tem uma chance de ir para o baile com a Vilu.

— Bem, a conversa está bem interessante, mas tenho que ir.

Caminhei até onde deixei minha bicicleta, e surpresa, ela não estava ali. Bufei. Teria de ir andando.

Cheguei em casa joguei as coisas em cima da cama. Fui para o computador e li alguns e-mails. Olhei para trás e vi a janela, que não tinha sido aberta desde os meus dez anos de idade. Desci para fazer um lanche. Eu realmente estava morrendo de fome, quando encontrei Lara sentada no sofá da minha sala.

— O que faz aqui? — questionei.

— Ah, León, me desculpe vir sem avisar. — sorriu envergonhada. — Sua mãe me deixou entrar e...

— Sem problemas. — sentei do seu lado. — Mas você veio aqui por algum motivo.

— Sim. Só queria te fazer um convite.

— Tudo bem.

— Quer ir ao baile comigo?

Sei que Maxi a tinha convidado. E também sei que ele queria ir ao baile com ela, e sei também que, a minha vontade de ir para esse baile é de zero por cento. Não queria magoa-la.

— Bem, Lara, a escola inteira sabe que eu sou contra o baile de formatura. — eu disse. — Não gosto de festas, nem de dançar música lenta, nem músicas agitadas, e nem de nada disso.

— Mas se fosse com a Violetta você iria não é León? — gritou.

— O que está dizendo? Claro que não Lara. Nem se a Selena Gomez aparecesse na minha casa me convidando para ir ao baile eu aceitaria. — Ta, ok, se a Selena Gomez aparecesse na minha casa pedindo isso, é claro que eu aceitaria. — Me desculpe Lara. Porque não vai com Maxi?

— Porque eu gosto de você, não do Maxi. — se levantou. — Até mais León. — me abraçou e saiu. Voltei para meu quarto.

Girei em minha cadeira quando ouvi o rangido da janela. E os olhos castanhos de Violetta me encaravam. Ela estava vestida de ninja, com o rosto pintado e o cabelo preso em um rabo de cavalo.

— Meu novo visual. Virei gótica. — Soltei uma risada. — Gostou?

— Gostei da roupa preta.

— Não foi isto que perguntei.

Caminhei em direção a ela, nossos rostos estavam a centímetros um do outro. Eu não sabia o que ela estava fazendo na minha janela depois de sete anos.

— Posso pegar seu carro?

— Não tenho carro. — Respondi.

— E o da sua mãe?

— Mas você tem o seu.

Violetta bufou.

— Sim, você está certo, eu tenho carro. Mas o que você não sabe é que, estou de castigo, e não posso sair com meu carro. Meus pais guardaram a chave. E além do mais, Peppa — a cadela de Violetta — Está lá dentro do carro. E ela pode ser perigosa as vezes. Bem, eu poderia entrar escondido no quarto de meus pais, pegar a chave e ligar o carro. Mas Peppa me veria, latiria e acordaria meus pais. Então como eu lhe disse a um tempo atrás, preciso de seu carro, e você dirigirá para mim. Tenho planos para hoje, e você me ajudará. Será meu ajudante. — E seus lábios negros, formaram aquele sorriso, o sorriso que eu amo.

— Seremos presos? — perguntei.

— Hum... bem acredito que não. Só invadiremos umas casas.

— Não vou ajudar. Porque não chama uma de suas amigas? Elas sim poderiam te ajudar. — respondi.

— Elas não podem ficar sabendo sobre isso.

— Hum.

— Juro por Deus que não seremos presos Vargas.

Na mesma hora, as luzes de sua casa se acenderam. Ela tomou um susto e rolou para dentro de meu quarto, caindo em cima de mim. Eu poderia beija-la, mas aquele não seria o momento certo. Logo vi seu pai do lado de fora, gritando por ela.

— Violetta. — gritou German. — Eu te vi!

— Santo Deus. — sussurrou ela. Foi até minha janela e gritou. — Só estou conversando com meu amigo León. — E deu um soco no meu ombro — Você sempre diz que ele é um bom garoto.

— Só estão conversando certo?

— Certo. — respondeu ela com firmeza.

— E porque seu rosto está assim? — apontou para o rosto da filha.

Violetta simplesmente ficou sem argumentos.

— Senhor Castillo. — eu disse. — Ela está assim porque, hum... bem, é uma brincadeira que fazíamos quando éramos pequenos, e bem sentimos saudades desta época e decidimos fazer isso. Não é Violetta?

— Ah é isso mesmo papai.

— Tudo bem. Mas daqui a pouco, volte para casa.

Ela olhou para mim aliviada, e me abraçou. Nem eu acreditei em minhas próprias palavras.

— Muito obrigada L. — beijou meu rosto, deixando uma marca preta de seu batom. — Então quer dizer que vai me ajudar não é?!

— Amanhã temos aula de man...

— Me diga L. A quanto tempo somos amigos? —me interrompeu.

— Não somos amigos Violetta.

— Deixe de ser rabugento garoto. Olha, na escola, sempre mando meus discípulos serem legais com você certo?

— Certo. Eu acho.

Ela picou para mim

— León — ela disse. — Temos que ir. Temos que colocar meu plano em pratica.

Eu estava abrindo a porta do meu quarto, quando ela gritou.

— Ei, volte aqui, e vista essa roupa preta que comprei para você. — disse ela me entregando uma roupa parecida com a dela.

— Você comprou isso para mim, está de brincadeira não é Violetta? Não vou usar isto de jeito nenhum.

— Coloque logo está rouba L. Temos muita coisa para fazer hoje.

Me troquei e fomos. Abri minha janela e pulamos. Peguei as chaves do carro de minha mãe e Violetta sussurrou para não fazermos barulho nenhum — mas fizemos —, batemos as portas e comecei a dirigir.

— Eles não dão a mínima para mim. — Violetta começou a falar. — Nem ao menos me tratam como se eu fosse filha deles, eu pareço uma estranha naquela casa. Sabe o que papai me disse? — neguei. — Disse para mim não os envergonhar na frente da família Vargas. Mas León, algum dia eu os envergonhei na frente de seus pais? Claro que não. Eles nem me deixam sair daquela maldita casa. Foi um sacrifício para mim conseguir isso hoje. Pensei em colocar travesseiros de baixo da minha coberta, mas não daria certo. Então, pedi para Sebas — o irmão de Violetta — dormir no meu quarto hoje. Graças ao nosso bom Deus ela não fez nenhuma pergunta, mas bem, ela pediu dinheiro. — e me olhou.

— Violetta.

— León.

— Aonde estamos indo? — perguntei.

— Ao supermercado que tem no centro. Não irei explicar agora o que iremos fazer lá, só dirija tudo bem?

— Bem, L. Hoje vamos ter um acerto de contas com algumas pessoas, vamos ajeitar coisas erradas e certas. Como está escrito na bíblia, se não é que estou errada, os mansos herdarão a terra. Mas me escute, trouxe algum dinheiro?

Entrei no estacionamento do supermercado e estacionei.

— Trouxe claro. — desliguei o carro e tirei cinco centavos do bolso. — Isso serve? — Olhei para ela.

Ela riu e tirou um maço de dinheiro do bolso.

— Eu acho que está bom.

— Que merda é essa Violetta, roubou o banco?

— Diferente de você, eu guardo dinheiro. — Ela estava rindo — E também sei onde meus pais escondem o cartão deles e sei a senha. Fiz o saque hoje de tarde. — sorriu maliciosamente para mim. — Hoje — disse ela — , será a melhor noite da sua vida L.

Notas finais
Se vocês perceberam, no começo do capitulo eu deixei a música tema, mas se não viram aqui ta o link : http://www.youtube.com/watch?v=LiqQDDZB9pg /Mandy
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.