Where The Story Ends

15 To Sir, Without Love


Notas iniciais
Demorei um pouquinho, mas está ai! Rock hoje muito bom! m/
Música: Glee To Sir, With Love

O dia nascia tranquilo em NY o casal Sanders faria naquele mês três de casados e isso merecia uma comemoração na casa nova dos dois. Que já eram quase três.

Já no laboratório Morgan e Jess testavam na balística uma evidência de um novo caso, que no último mês tirava o sono dos CSI’s.

- Merda! – exclamou Jess chamando a atenção de alguns técnicos que trabalhavam ali perto.

- O que é isso Jessica? – inquiriu Stella assustada saindo do computador e indo até a amiga que tinha uma mão na testa e outra na cintura.

- Morgan. Esse desgraçado está matando pacientes em estado vegetativo por todo USA e agora está aqui em NY. O nome disso é eutanásia e é crime se cometida pelo médico ou parente, imagine por um estranho! – Jess disse alterada chamando mais ainda a atenção dos lab rats de plantão.

- Okay Jess, volta pra delegacia e ajude em outro caso! Este é quase pessoal pra você! – a lorinha aconselhou e Jess a encarou, séria.

- Morgan, com todo o respeito que tenho por você, só quem pode me tirar do caso é o Mac ou Flack e nenhum deles fez isso, então eu vou continuar aqui ajudando a caçar esse maldito!

- Não seja por isso! Jessica. Estou tirando você desse caso por questões emocionais. – disse Mac adentrando a balística e olhando para as duas, bem sério.

- Não pode fazer isso Mac, eu preciso pegar esse cara! Eu vi o rosto dele e posso ajudar! – ela quase implorava.

- Morgan, ligue pro Danny te ajudar, ou o Hodges. Enquanto a você. – ele disse virando-se para Jess. – pra casa já.

Jess saiu da sala de cara feia batendo o pé.

Nervosa entrou no elevador e foi até a garagem do prédio.

- Jess, amor o que faz aqui? – Don quis saber quando saiu do carro que estava do lado do dela.

- Nosso chefe me tirou do caso Donald, e eu não estou nem um pouco satisfeita, então apenas, me deixe ir pra casa okay? – ela pediu e ele se aproximou.

Depositou um beijo na testa dela e a abraçou. Ela ficou tão pequena nos braços dele e isso era bom.

Ali parecia que nada poderia a atingir Don era o seu protetor e porto seguro e isso ela não podia negar.

- Obrigada amor. – ela disse o beijando nos lábios.

- Jess. Me prometa que não fará nenhuma besteira sim? – ele pediu antes que ela entrasse no carro.

- Tá.

- Promessa! – ele disse fazendo ela se aproximar.

- Eu prometo marido amado! Tá bom assim?

- Não gostei muito do sarcasmo, mas tudo bem! – ele a beijou novamente e se despediu indo para o elevador enquanto ela entrava no carro e dava a partida.

...

Peyton estava saindo da sala de cirurgia quando um homem veio até ela.

- Hey você não pode entrar aqui! – ela disse aproximando-se do indivíduo.

- Desculpe, é que eu estou desolado, minha esposa está tendo nosso primeiro filho e eu estou muito preocupado, a gravidez era de risco, sabe como é!

- Sua esposa é Kelly Julles? – ela indagou andando com ele até sua sala.

- Sim. – ele disse fingindo um desolamento. Ele a encarou com os olhos verdes escuros.

- Estranho ela saiu daqui há quase meia hora! – ela disse olhando no prontuário em sua mão.

O homem rapidamente a empurrou pra dentro da sala dela e trancou a porta.

- Quem é você? – ela indagou assustada sentado-se na sua cadeira.

- Henry Blase, mais conhecido como o Killer da eutanásia. – ele disse baixo sorrindo diabolicamente pra ela.

- Você... é... quem quase matou a... – ela tentou pronunciar direito, as estava muito assustada para tal.

- Sim, eu quase matei Jessica Angell, que agora é Jessica Flack, eu a amo ainda e ela será minha, ou não será de ninguém!

- E o que você quer de mim?! – ela indagou levantando-se e recostado na parede.

- Eu quero a morte de duas mulheres e você irá me ajudar Peyton Truscott!

- Que mulheres, do que está falando seu louco? – ela inquiriu preocupada, sabia do que se tratava, mas não queria nem pensar.

- Catherine Braun e Jessica Flack, eu quero as duas mortas pra ontem! A loira salvou a vida daquela vadia e eu não permitirei que esse ato saia impune, não mesmo! – ele disse com olhos quase vermelhos de raiva, mas tinha um tom baixo e arrastado, um verdadeiro psicopata. – e pra você não se esquecer de nada...

Ele se aproximou dela e tapou sua boca antes que ela pudesse gritar e proferiu duas tapas bem fortes sob o rosto da médica.

- Essa será sua despedida desse Hospital Peyton! Quando estiver trabalhando no lab terá muito mais e se contar a alguém eu juro, mato você e seu amado Mac Taylor!

Ela sentou-se encolhida na sala, no chão frio e ficou chorando. As lágrimas se misturavam ao sangue nela e nada remediaria a dor que sentia, a de ter que enganar seus amigos.

...

Lindsay sentou-se no sofá da sala de estar de sua casa. Acariciou a barriga. Daqui há alguns dias seu filho iria nascer. Fora uma grande alegria quando veio a notícia de um novo homem na casa. Até Lucy tinha ajudado a decorar o quarto do novo irmãozinho.

Petter Messer seria seu nome e era aguardado com toda a ansiedade que um casal poderia ter. Danny estava em casa até pouco tempo, mas fora chamado por Morgan para o caso do Killer da eutanásia.

Esse monstro matava pacientes à beira da morte, desligava os aparelhos e depois violentava as vítimas se fossem mulheres.

Linds suspirou e foi até o quarto da filha que brincava inocentemente com suas bonecas. Quando viu a mãe em pé na porta do quarto ela foi até ela e beijou a barriga de Lindsay. Linds sorriu pra filha e caminhou com ela até a cozinha para um lanche antes do almoço, seria boazinha e deixaria a filha saborear um sorvete antes da refeição.

Antes de servir a menina ouviu a campainha e foi prontamente atender.

- Jess! – exclamou a grávida deixando a amiga entrar pra depois abraçá-la.

- Hey Linds! Meu Deus como o Petter está grande ai dentro, imagine quando nascer! – Jess exclamou enquanto olhava pra Linds e seu ventre avantajado.

- Pois é! Mas, vem pra cozinha! Estava servindo sorvete pra Lucy.

- Oi princesa! – Jess disse olhando pra garotinha de quatro anos que a abraçou carinhosamente e beijou a “tia”.

- Oi titia! – a menininha disse com sua voz infantil.

- Bem, vamos tomar sorvete? – inquiriu Linds pegando o pote na geladeira.

- Não Linds, na verdade eu estou indo na casa dos amigos, pra não fazer nenhuma besteira, eu prometi ao Don!

A mãe terminou de servir sorvete a Lucy e disse à menina que ela poderia comer no quarto.

- Explique! – pediu a Sra. Messer.

- Mac me tirou do caso do killer!

- Está mais do que certo Jess! Quando envolveu pessoas em estado de coma, como você ficou, era pra ter deixado o caso! Na hora!

- Eu sei Linds, mas eu não consegui, fui empurrando com a barriga e hoje eu não me controlei quando li o arquivo do caso!

- O que dizia?

- Molly Brown levou uma facada do irmão mais velho, estava em coma há mais de cinco meses, sem nenhum sinal de melhora, o marido ficava todos os dias no Hospital com ela, mas ele saiu pra pegar o filho no colégio, naquele dia, o Killer veio e matou a esposa dele, em pleno dia e ninguém fez nada Lindsay!

A morena suspirou e enxugou uma lágrima que brotava.

- E se fosse eu?! E se o marido fosse o Don?!

- Jess, você procurou um psicólogo depois de tudo aquilo?

- Não, eu estou bem Lindsay, é só um efeito eu vim preocupar você! Como eu sou desnaturada! – ela sorriu forçadamente para a amiga e conversaram sobre o novo Messer e sobre Lucy. Logo depois Jessica foi embora, deixando a futura mamãe preocupada.

...

Jess ainda passou na casa de Sara para conversar a morena tinha ficado em casa pra fazer um exame no horário de trabalho, mais ainda estava com seis meses de gestação.

Chegou em casa por volta das oito, pediu comida japonesa pra dois e não demoraram para entregar.

Don chegou logo depois silenciosamente, ela estava lendo uns arquivos no sofá e nem percebeu a presença do marido na sua frente de pé.

- Precisamos conversar. – ele sentou-se no sofá perto dela. – o que é isso que está lendo?

- Nada. – ela fechou a pasta de cor parda e colocou sob a mesa de centro.

O encarou e ele fez o mesmo.

Flack encarou a pasta e depois ela, Jess esticou-se para pegar a pasta, mas ele foi mais rápido. Angell apenas pôs a mão na testa e esperou o sermão.

- Mac te tirou desse caso Jess! Por que insiste? – ele inquiriu levantando-se do sofá

- Por que a Molly poderia ser eu Don, você ainda não entendeu? – ela indagou chorosa lembrando-se da conversa com Lindsay mais cedo.

- Linds me ligou hoje e comentou a conversa que tiveram! Antes que fique brava com ela... Meu amor, só quero seu bem okay, não só eu, mas todos que te cercam!

- O que você sugere? – ela ironizou.

- Um psicólogo! – ele disse ela quase caiou do sofá.

- Tá maluco, eu não vou e isso não é discutível! – ela saiu da sala e foi pro quarto sem ao menos deixar que ele argumentasse.

A madrugada fria em NY mostrava que o inverno estava próximo e isso era notado pelo casal Flack. Ele estava virado para a porta que dava para a varanda do quarto. Não conseguia dormir.

Odiava estar brigado com Jess, ainda mais com todas as turbulências que tiveram, ele queria aproveitar cada segundo que se seguisse, mas ela era tão cabeça dura!

Don notou que ela se mexeu, pensou ser somente trocando de posição, mas aconteceu de novo e de novo ela sussurrava algumas coisas e de repente acordou num súbito gritando e chorando muito.

Ele a viu procurar pelos olhos azuis dele na escuridão do quarto. Flack aproximou-se dela e abraçou forte beijando o topo da sua cabeça.

Ela abraçava-o forte, como se somente ele pudesse a fazer esquecer o pesadelo, que na verdade era uma lembrança amplificada dos momentos de terror que vivera, ela sentiu novamente a dor de quando recebeu a facada de Henry. Sentiu quando, desesperado o marido a tomara nos braço e pusera dentro do carro. Ela chorava baixinho agora, ele passava a mão nas costas dela, sussurrando que tudo estava bem, que fora só um sonho, mas ela sabia que era real, que tinha passado por aquilo, mas tinha a leve impressão que enfrentaria a tempestade novamente e que talvez não estivesse forte o bastante pra superá-la.

Notas finais
O.O