Where The Story Ends
6 November Rain
Notas iniciais
A cada dia que passava Mac estava apreensivo, num dia dessa semana cruzara com Catherine nos corredores do laboratório.
- Hey Mac! O cara que eu queria ver! – a loira disse aproximando-se dele.
- Bom dia Catherine! Por que aqui tão cedo?
- Na verdade eu combinei de jantar com a Stell na Sexta e eu não vou poder ir, na verdade eu vou me ausentar por algumas semanas, meu irmão sofreu um acidente em Vegas e corre sérios riscos...
- Sinto muito... – o supervisor disse.
- Não sinta, ele é um irresponsável! Enfim, vim dar as reservas pra você! Mas, deixe ela esperar por outra pessoa, ou por você, fica a seu critério contar ou deixar uma surpresa! – a loira falou sorrindo e começou a caminhar na direção do elevador.
- Por que Catherine?
- Eu conheço um apaixonado quando vejo um! – ela exclamou acenou e saiu dali.
...
Catherine mentira pra amiga Stella, a Grega sabia que o irmão dela era um irresponsável, mas também nem era pra tanto, enquanto ela tinha 26 ele tinha 16, andava de moto, ela exagerou e reconheceu, teve que “matar” o irmão pra ter um encontro entre o casal que ela apelidou de Smacked.
Trabalhava na alta de uma paciente quando seu celular tocou.
- Hey Jessie, você nem sabe a história que eu inventei pra Stell... Que voz é essa Jess?! – a loira inquiriu ao perceber que a amiga morena chorava.
- Cath, eu quero me jogar da ponte agora! Eu terminei com Don ontem e agora ele está na porta da delegacia de papo com outra! Catherine, eu sou uma pessoa má? O que eu fiz pra merecer isso? – indagou ela em meio aos soluços.
Catherine assinou a alta e pegou a bolsa e as chaves do carro.
- Jessica! Se acalme okay?! Eu estou indo pra ai! Não deixa ele te ver e nem pegue o volante okay? – a loira entregou os papeis na recepção e saiu as pressas – te encontro daqui há alguns minutos.
Instantes depois Catherine chegou à delegacia e presenciou a cena de Don conversando um pouco intimo demais da outra mulher, loira pra sua tristeza.
- Merda por que sempre tem que ser loira?! – indagou indignada consigo mesma, toda vez eram loiras, estavam fazendo com que as pessoas pegassem certa raiva dessa cor de cabelo. – Jess! – ela exclamou e pra mais uma mancada da lista Flack olhou pro lado onde elas estavam.
Resultado: Jess saiu dali o mais rápido que pôde, Catherine tentou a alcançar, mas, a morena entrara no carro com tanta velocidade. Don, por sua vez entrou na frente do carro de Jess, que se recusava a ouvi-lo, Ela acelerou sem sair do lugar e Flack, vendo que se não saísse a raiva de Angell faria com que um acidente se fizesse ali, saiu da frente do carro deixando-a cantar pneus e desaparecer do campo de visão dele.
...
A loira/ruiva havia não havia viajado pra Vegas no dia do tal jantar, els só não saia de casa, mas certo homem de olhos azuis sabia do segredo da médica e apareceu na porta da casa dela.
- Gilbert?! Estou mesmo surpresa em ver você aqui! Entra! – ela disse dando passagem pra ele.
- Pois é! – ele sorriu e entrou. – Disse ao Mac que ficaria no laboratório pra ele comparecer ao tal jantar, mas uma coisa me fez não ficar por lá, deixei nas mãos de Hodges e Greg! E não aguento mais ouvir meu telefone tocar então, tinha que sair de casa sabe?!
- Nossa! Aquele lab deve estar uma bagunça! – a loira disse com uma cara de espanto.
- Enfim, trouxe uns filmes, podemos ver? – ele indagou.
- Tenho uma ideia melhor! – a mulher disse sorrindo.
...
Mac estava deveras nervoso. E só estava colocando a gravata. Na verdade, tentando, estava em pânico, ele podia dizer, seu sorriso, não enganava qualquer um que olhasse diria: Dor de barriga!
Ensaiava seu sorriso galante no espelho enquanto tentava em vão colocar a gravata, aquele ato de todas as manhãs fora apagado pelo cérebro do investigador, ou seja, ele estava em apuros.
- Caramba! – ele praguejou pela quinquagésima vez naquele nó.
Por um milagre dera certo, relativamente falando, calçou os sapatos, passou um dos seus perfumes másculos e saiu de casa só esperava não estar esquecendo de nada.
No caminho ele pensava no que a Dra. Stella diria quando o visse.
Depois que Catherine dera as reservas pra ele, Taylor usara a tática colegial de admirador secreto. E dera certo!
Começou com o convite pra jantar na mesa dela no hospital, posta lá pelo astuto e curioso Hodges, o plano teve de ser revelado ao CSI, mas nada que uma ameaça não “zipasse” sua grande e fofoqueira boca.
Enfim, ela aceitara o convite, para a alegria de nosso supervisor, ele mandou flores depois, um vestido que com a ajuda de Morgan escolheu, um par de sapatos pra fazê-la sua Cinderella, as jóias, tudo, cada coisa no seu dia. A noite tinha chegado e como marcado lá estava ele, em frente ao prédio dela. Pediu ao porteiro que levasse a fita de seda pra vendá-la. E que depois ele subiria, óbvio não revelou seu nome.
Minutos depois, lá estava Stella Bonasera a mulher mais linda que Mac Taylor já vira em toda sua vida!
Ele caminhou até ela, e quando suas mãos se tocaram foi como um grande choque elétrico, mas era bom... Muito bom...
...
- Você é maluca! Como se tornou médica? – inquiriu Grissom. A brilhante ideia de Catherine era competirem no Just Dance e claro que a loira estava ganhando.
- Você é muito dura okay? Se solta que você começa a ganhar! – a loir justificou-se enquanto tentavam Umbrella – Rihanna.
- Você só pega música sensuais! Vamos tentar Never Gonna Give You Up? – ele sugeriu tentando dançar, muito mal, ele prestava muita atenção nos movimentos dela, isso sim!
- Depois vamos essa então! – ela continuava a dançar, enquanto ria de Grissom, todo desajeitado. Nem perceberam quando começou a chover.
...
Eles não trocaram nenhuma palavra até chegarem no restaurante, afinal Mac queria preservar sua identidade que ficaria secreta até que ele quisesse.
Chegou ao local e já a levou pra mesa.
- Por incrível que pareça, gostei do lugar! – ela riu. Devido a estar com os olhos vendados, como poderia gostar de um lugar sem ver. – quando vou poder ver seu rosto? – ela inquiriu e ouviu o garçom chegando e entregando os pratos. – já pediu? Espero que seja massa, ou algo dos deuses! – ela riu da própria piada.
Mac estava rindo, gostava da companhia dela, muito mesmo.
Estavam num lugar reservado, era uma espécie de andar com uma cortina, onde só o garçom poderia entrar.
- Olhe, eu gostaria de comer. – ela falou na esperança que ele tirasse a venda, mas surpreendeu-se ao sentir um garfo perto da boca. Como assim?! Ele iria dar na boca dela?! Ah, pense nisso como economia de membros superiores. Foi o que a mente dela enviou quando saboreou a comida. Muito boa!
Bonasera tinha uma palavra pra aquela situação ESTRANHA! Segurou a mão do cavalheiro até a saída, sentiu um pingo, mas pensou que era coisa da sua cabeça, continuou a caminhar com ele.
- Não vai mesmo me dizer quem és? – ela inquiriu quase sem esperanças.
- Logo. – foi a única palavra e ela jurava por Zeus que conhecia aquela voz.
Ela a parou tirou os sapatos dela e ela sentiu-se na grama, uma relva muito aparada, ótima pra piqueniques essas coisas familiares.
De repente eles pararam e ela sentiu as mãso macias e másculas no seu rosto e depois a surpresa.
O beijo.
O mais doce, singelo e simples que ela já recebera. Ao mesmo tempo ardente e apaixonado, parecia que ela conhecia aquela pessoa há séculos, mesmo sem vê-la uma única vez.
Não.
Aquele beijo, ela já sentira só que desta vez era mais profundo, ela não sabia explicar estava muito concentrada nos maravilhosos lábios que prendiam os dela naquele momento.
Quando ela abriu os olhos olhou em volta, nada mais de vendas.
Olhou a sua frente e quase teve um ataque era ele. Aquele de quem desistira pela amiga, que devia estar o beijando e não ela, aquilo era tão errado!
- Por que fez isso?! – ela inquiriu furiosa. Pegando seus sapatos do chão e saindo da relva.
- Por que te amo! Não está claro?! Quer um letreiro na Times Squeare?! – ele exclamou.
- Olhe, eu também, mas isso é errado, você é comprometido e eu não quero problemas com minha amiga, então... – outro beijo tinha acontecido. – pare com isso! – ela gritou e saiu correndo, em meio a chuva repentina que caia do céu e a chuva repentina vinda de seus olhos...
...
Jess caminhava vagarosamente pelas ruas de Ny, não sabia ao certo dizer onde estava, mas depois de muito guiar seu carro pela cidade cansou-se o parou numa rua qualquer e começou a caminhar.
Alguns pingos se manifestaram e logo começou a chuva torrencial, carregando tudo o que ela poderia sentir naquele momento.
Pra algumas pessoas era sinal de correria, via a massa correndo pras escadas dos metrôs, outras entrando apressadas nos táxis, e assim por diante, mas ela não, ela gostava da chuva, essa limpeza natural e gratuita vinda dos céus era saudável a ela.
- Jess! – ouviu alguém gritar pelo seu nome, virou-se e quando o reconheceu apertou o passo. – hey! Espere! Por favor!
- Me esqueça okay?! – ela gritou de volta, e começou a correr, não queria ter que encara-lo, pelo menos não agora, não naquela noite.
Ele pegou impulso e correu atrás dela, como de se esperar ele a alcançou, puxou seu braço vagarosamente pra ele.
- Preciso me explicar! Era só uma amiga Jess!
- Não parecia! – ela encarou Don bem nos olhos, seriam marcas de lágrimas no rosto dela? Ela se perguntou.
- É assim que me senti lá no bar Jess! Foi você quem terminou tudo, mas não me deu chance pra explicar que ainda te amo! É meu argumento Jessie! Volte pra mim, por favor! – ele quase implorava na última palavra.
- Então era o troco aquela cena? – ela inquiriu soltando-se do braço dele.
- Não Jess! Mas, que droga, te amo, não vai entender isso?! É com você que quero passar o resto da minha vida, é você quem quero que seja a mãe dos meus filhos! – ele exclamava, enquanto a chuva colava suas roupas.
- Mas eu não te amo mais! – ela exclamou chorosa e o encarou, ela viu nos olhos dele seu coração quebrar em mil naquele momento.
- Já que é assim... – ele se aproximou dela e depositou um selinho em seus lábios. – adeus Jess... – deu meia volta e enquanto ela chorava viu ele se afastar sob a fria chuva de Novembro.
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