Where Have You Been?
1 Capítulo 1
Author's Pov.
Já haviam se passado 8 meses desde que Steve e Natasha estavam vivendo naquela fazenda no interior do Arizona, desde que a ruiva descobriu sua gravidez eles decidiram escondê-la, Steve como um bom homem dos anos 40 queria se casar e assumir a criança para seus colegas de equipe. Natasha porém estava assustada com a ideia, a oito meses atrás a possibilidade de ser mãe era mais uma de suas Utopías, algo impossível de se realizar e aqui estava ela com uma barriga enorme esperando seu filho ou filha nascer.
— Steve? É você? — A ruiva pergunta indo em direção a porta.
Há pouco Steve ouviu uns sons estranhos fora da casa e foi tentar descobrir o que era, obviamente ele foi devidamente armado. Antes que ela pudesse chegar à sala, Natasha sentiu uma forte dor em seu ventre e quase que simultaneamente algo molhado escorrer entre suas pernas. Sua bolsa havia estourado. Ela gritou pelo nome de Steve o mais alto que pode as contrações estavam acontecendo em um espaço de tempo cada vez mais curto. Ela se sentou no chão e usando a bancada como apoio começou a fazer força, não havia ninguém que poderia ajudá-la ela teria que fazer isso sozinha. Outra contração veio, ela não tinha forças para empurrar mais uma vez, então pensou em Steve e como ela queria esganá-lo por não estar alí com ela, com uma certa raiva ela fez força novamente e sentiu o bebê passando por sua entrada. Com as poucas forças que lhe restaram, Romanoff pegou o bebê com dificuldade e com uma tesoura que coincidentemente estava perto de uma garrafa de álcool ela cortou o cordão umbilical de sua filha, era uma menina, e deu um tapa nas costas do bebê que imediatamente começou a chorar, junto com a mãe.
— Minha pequena luz... Minha Lucy... — Com lágrimas nos olhos Natasha deu um casto beijo em sua filha que ainda chorava por seu primeiro contato com o mundo.
Absorta na pequena criança em seu colo Natasha não se atentou ao que acontecia fora de sua casa. Do lado de fora Steve notou que haviam homens armados ao redor da casa, Rogers reconheceu o símbolo que singia os ombros dos homens, eram soldados da Hydra. Steve pouco a pouco foi abatendo os soldados mais próximos à ele, no entanto ele não viu que mais soldados se aproximavam pelo outro lado da fazenda, quando notou não teve tempo de ter uma reação uma chuva de balas foi em sua direção, fazendo-o agradecer mentalmente por lembrar de trazer seu escudo. Steve começou uma luta com os homens que não paravam de chegar que, embora estivessem em maior número, estavam levando uma surra de Steve. Cada vez mais os comboios se aproximavam e cada vez mais os soldados vinham enfrentar Rogers que em determinado ponto estava se cansando. Quando Steve foi imobilizado um dos tanques se aproximou do local onde ele estava, de dentro do tanque um homem vestido de forma diferente dos demais saiu com um sorriso presunçoso.
— Capitão Rogers! O Primeiro Vingador! -seu sotaque carregado denunciava sua ascendência alemã, o que deixou Steve com mais raiva ainda. — Deve se lembrar de mim. Mas de todo o jeito, eu sou o Barão Von Struker. A nova cabeça da Hydra, já que você e sua namoradinha fizeram questão de cortar uma.
— O que você quer, Struker?! — O loiro sabia que tinha algo haver com a gravidez de Natasha, não precisava ler mentes pra isso, todavia seu desespero era tanto que qualquer possibilidade de perder sua mulher e sua filha o deixava desnorteado.
— Ora! Viemos para o nascimento do bebê que a Viúva- Negra está carregando. Sabe vocês não são mentirosos tão bons, deixaram várias pistas durante o caminho... Sabe vai ser um prazer ver você assistindo o nascimento do bebê e a morte da... — Struker teve sua fala cortada pelo grito de Natasha por Steve.
Uma, duas, três vezes e o choro de um bebê foi ouvido. Steve estava atônito sua filha havia nascido no meio de um fogo cruzado. O loiro tentou se soltar dos soldados em sua mente ele conseguiria correr e proteger Natasha e Lucy, sua pequena menininha, embora algo em sua mente gritasse que tudo estava perdido ainda custava à ele acreditar.
— Ah! A criança nasceu! Felicidades, papai. -Struker falou com cinísmo. — Vamos ver o bebê!
Num timing perfeito, os soldados levantaram Steve e o guiaram até a casa. Ao abrirem a porta, se depararam com Natasha segurando o bebê como uma leoa proteje seus filhotes e com seu olhar assassino. Struker ainda sorrindo se aproximou de Natasha e olhando em seus olhos pegou a menina dos braços da mãe com violência. Natasha tentou pegar Lucy de volta arrancando uma risada de Struker.
— Não adianta tentar, querida. Mesmo sendo quem é você não está acima da biologia humana. -Struker se referia ao fato de que Natasha demoraria quatro horas para se recuperar do parto, tempo mais que suficiente para executar seu plano. — É uma bela menina... — O Barão olhou para a manta bordada que cobria a pequena e viu o nome da mesma. — Lucy... Uma verdadeira luz para seu passado não é Agente Romanoff? Pena que irá se apagar...
— Se encostar em um fio de cabelo da minha filha eu juro que eu...
— Ah está pensando que irei matar a criança? Ora por favor nem eu sou tão insensível assim... Ela só irá se tornar tão boa quanto você foi... Talvez até melhor...
— Acha mesmo que eu e ela não iremos atrás da nossa filha?! Não desistimos tão fácil!
— Claro que não... — Ele estrala os dedos e duas máquinas são postas na sala. — É por isso que não vão se lembrar de nada. Começando por você, já está familiarizada com o procedimento, será que se lembra da dor?
Dois soldados vão na direção da ruiva que se contorce tentando escapar, é inútil. Os homens a prendem na máquina e colocam um protetor de boca na mesma. Assim que a máquina foi ativada os gritos de Natasha encheram o local, Steve apenas assistia a mulher que ele amava se contorcendo e gritando de dor.
— Todas as memórias referentes à garota foram apagadas. — Um cientista anuncia.
— Comece a implantar as memórias feitas. — assim que ele fala a máquina é ligada de novo e novamente Natasha se contorce e grita em completa agonia até que desmaia.
— Processo de implantação de memórias finalizado. — o mesmo cientista anuncia e retira Natasha da máquina.
Steve estava esperando que lhe levassem até a máquina, no entanto tudo o que viu foi outro cientista aplicar algo no fino braço de sua filha que começou a gritar e chorar desesperadamente. Steve tentava se soltar, aquilo era de mais para si, grossas lágrimas desciam sem parar pelo seu rosto ao ver a agonia da filha recém nascida e sua namorada desmaiada no chão. Pouco a pouco o choro de Lucy foi cessando e essa agora dormia tranquila no colo do Barão.
— Ponham-no na máquina, repitam o processo que fizeram nela. Mas deixem a culpa que ele está sentindo agora. Isso é algo que devemos manter, a única lembrança que ele terá do nascimento da própria filha é a culpa por não conseguir salvá- la.
E assim como foi feito em Natasha, fizeram também em Steve até o mesmo desmaiar. Tiraram-lhes todas as lembranças sobre a gravidez somente deixaram o relacionamento dos dois e em Steve uma culpa, cuja qual ele nunca saberia explicar o por que de sentí-la.
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— Boa tarde, Rogers.
— Tarde? Mas que horas são?
— 14:30, ficou cansado da noite passada foi?
Quando essa frase atingiu os ouvidos de Steve uma sensação estranha tomou conta dele, sua cara denunciou seu repentino desconforto.
— O que foi, Steve?
— Eu não sei, Nat. Foi só uma sensação estranha... Não sei explicar...
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