When you let your heart win
1 Why do we like to hurt so much?
Notas iniciais
Bakugou estava com raiva. Talvez raiva fosse um sentimento ínfimo perto do que ele sentia. O agarre na carteira deixava os nós de seus dedos brancos, e ele sentia que a qualquer momento começaria a explodir aquela carteira, e todas as outras daquela sala. Estalou alto a língua no céu da boca, demonstrando seu descontento. A risada de Midoriya ainda ecoava em sua cabeça, olhava fixamente os ombros roçarem vez ou outra enquanto conversavam, e quando Todoroki tirou uma mecha esverdeada que atrapalhava a visão de Izuku, Bakugou perdeu qualquer fio de sensatez ao qual agarrava-se. Levantou como um trovão, levando a cadeira e a mesa no processo. Sentiu a sala aquieta-se, assustados. Bakugou marchou a passos duros até a dupla, enquanto suas mãos produziam explosões pequenas contra sua vontade. Sentia o peso do olhar de todos da sala em suas costas, mas estava pouco se fodendo. Ao se aproximar, já podia ver a cara de assustado de Deku, e a cara de parede habitual de Todoroki, ambas olhando-o.
— Kacchan… — Deku tentou intervir, não sabia o que havia feito, mas com certeza Bakugou estava bravo. Irado. Muito puto era uma definição que não definia muito bem a expressão de Bakugou: — O que-
— Cala boca, seu nerd! — Bakugou respondeu sem olhá-lo. Seus olhos, fixos em Todoroki, estreitavam-se a medida que se aproximava do meio a meio: — Shouto. Seu merda!
Bakugou viu Deku engasgar ao ouvi-lo tratando Todoroki pelo primeiro nome. E podia, com certeza, ouvir a sala 1-A tendo a mesma reação. Felizmente Bakugou não estava em condições de explodi-los agora. Agarrou com força o braço de Todoroki, arrastando-o para fora da sala de aula, indo em direção ao telhado da escola. Era bem verdade que Bakugou estava totalmente fora de si, e totalmente pelos motivos errados.
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Há alguns meses, havia descoberto que Todoroki amava Midoriya. Não havia sido de fato um choque, já que Bakugou encontrava-se em situação igual. No máximo, além de rivais na Yuuei, agora eram também rivais no amor. Uma briga que ambos perderam para Uraraka. Após o acampamento, quando Bakugou já havia sido resgatado e Deku tinha tido alta do hospital, Uraraka não conseguiu mais guardar o sentimento dentro do peito, e havia se declarado para Deku. Este, que achou uma ótima ideia reunir todos da 1-A na sala dos dormitórios, e revelar que ambos estavam namorando.
Bakugou lembrava-se de sentir seu coração explodir em milhares de pedacinhos. Ele próprio sabia que não tinha chances com Midoriya, não quando ele já demonstrava-se apaixonado por Uraraka. Mesmo assim, Bakugou mantinha esperanças no fundo de seu coração, como qualquer apaixonado faria. Nunca pensou em declarar-se, até por motivos óbvios. Havia seu orgulho, em primeiro lugar. Não era porquê sabia que estava apaixonado, que aceitava aquilo facilmente, era Deku, pelo amor de Deus! Em segundo lugar, havia feito a vida do esverdeado um inferno. De que jeito poderia simplesmente chegar, soltar essa montanha de sentimentos e esperar que Deku aceitasse racionalmente? Porém, nada o havia preparado para aquela noite. Olhava o casal que sorria tão docemente um para o outro, e Bakugou só queria vomitar. Quando os joelhos se encostavam, ambos ficavam mais vermelhos que sangue. Revirou os olhos, enjoado com toda aquela virgindade.
Por fim, havia perdido o controle quando Deku depositou um beijo casto na bochecha de Uraraka. Se não fosse por Todoroki, teria explodido todo o dormitório e aquele casal de virgens junto. Shouto o havia arrastado até os jardins do dormitório, enquanto Bakugou esperneava, tentava explodi-lo e xingava alto o casal. Quando fora finalmente solto do agarre, Bakugou preparou-se para explodi-lo devidamente, mas ao olhar para os olhos marejados de Todoroki, travou. Sabia que estava doendo. Ele próprio sentia como se tivesse sido dilacerado por dentro. A diferença era que ambos sentiam e expressavam de forma diferente. Nunca havia visto aquela expressão de dor no rosto de Todoroki. Perguntou-se se ele próprio estaria com uma expressão daquela. Riu derrotado, sem achar graça nenhuma.
A passos curtos, aproximou-se, parando em frente a Todoroki. Sem pensar muito, agarrou sem delicadeza a nuca de cabelos bicolores, e com pressa, juntou os lábios.
Todoroki não demonstrou surpresa, erguendo as mãos e segurando o rosto de Bakugou, antes de forçar a língua por entre os lábios do loiro. Katsuki não demorou em corresponder, agarrando com força os cabelos curtos, enquanto encaixa as bocas, e um beijo afoito iniciou-se. Não era delicado, não era romântico, não era doce. Era bruto e rude. E assim estava ótimo. Só queriam se distrair da dor que parecia esmagar-lhes por dentro. Todoroki desceu as mãos pelo corpo, puxando-o sem delicadeza contra o seu. Bakugou soltou um suspiro pesado entre o beijo. Naquela noite, beijaram-se até que a dor em seus corações ficasse em segundo plano.
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Então, meses iam se passando. Cada dia Midoriya e Uraraka estavam mais pegajosos e indiscretos. E cada dia, o coração de Todoroki e Bakugou quebrava um pedacinho mais. Começaram a se encontrar com frequência. Se um dos dois visse o casal em algum momento íntimo ou romântico, era certo que durante a noite, faria uma visita ao quarto do outro. As coisas evoluíram rápido. O que eram apenas beijos violentos e sem emoção, passou a ser sexo violento e sem emoção, somente dor e prazer. Afogavam-se um no outro sem importar-se com sentimentos. Trocavam os nomes, imaginavam Deku, chamavam-no sem pudor. Usavam-se. Enquanto seus corações sangravam, logo distraiam-se um no corpo do outro. Enquanto Deku era gentil e carinhoso com Uraraka, Todoroki e Bakugou machucavam-se e saciavam-se. Uma dor maior cobria uma menor, e era assim que os dias seguiam.
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Um dia, enquanto caminhava pela Yuuei, ouviu algumas garotas cochichando sobre a 1-A a sua frente. Bakugou pouco se importava com a opinião dos outros, mas estava surpreendentemente curioso quando ouviu ‘’Todoroki’’ e ‘’fã-clube’’.
— Ne ne, o Todoroki da 1-A é tão lindo! — Uma das garotas suspirou, sonhadora: — Será que ele namora? Me falaram que ele está solteiro, talvez eu faça uma carta de amor para ele… — continuou, agora envergonhada, ao passo que a amiga incentivava-a: — Ele não parece bem, não é? As meninas do fã-clube falaram que ele parece abatido e mais antissocial que o costumeiro… — parou, pensativa: — Apesar que esse é um dos atrativos dele, kyaaaa!
Bakugou queria explodir aquelas meninas. E pior, sentia uma inquietação em seu peito que o fazia querer explodir toda a Yuuei junto. Passou a passos duros pelas garotas, controlando-se para não criar explosões nos corredores cheios. Sentou na cadeira com um baque, apoiando os cotovelos na mesa, enquanto ignorava Kirishima que lhe contava sobre um mangá novo. Solteiro? Um sentimento de posse atravessava Bakugou sem permissão, e lembrou que marcava Todoroki inteiro durante a noite, sem nenhuma cerimônia, sem se importar com a dor. Isso significava que Todoroki era seu, certo? Pensou amargo, que o meio a meio na verdade, pertencia a Deku. Bakugou só tinha seu corpo. Sua mente e coração não lhe pertenciam. Bufou, irritado.
Com os dias passando, Bakugou começou a prestar mais a atenção em Todoroki. Sentia-se um pouco culpado, depois de ouvir de terceiros que o meio a meio não estava bem. Ele aparentava mesmo estar abatido. Bakugou entendia, ele próprio dormia pouco, vivia mais mau humorado que o de costume, e dificilmente alguém da 1-A o aguentava. Até mesmo Kirishima o tratava pisando em ovos, e Bakugou via-se cada dia mais isolado. Os dias na Yuuei passavam como um flash que Bakugou não prestava a atenção. Somente treinava duro, porque mantinha seu sonho de ser o número um bem vivo. Mas, quando tinha tempo livre, apenas se enfurnava em seu quarto, evitando ao máximo trombar com o casal, e recebia visitas noturnas de Todoroki.
Já o outro parecia um pouco mais magro. Bakugou percebeu que Todoroki não trazia mais almoço, apenas comia alguns pães comprados na cantina ou frutas, além de fazer suas refeições sozinho a maioria dos dias. Antes, Deku o acompanhava, mas agora o nerd só almoçava com Uraraka. Estalou a língua no céu da boca, inexplicavelmente irritado com Midoriya. Franziu as sobrancelhas, sentindo-se um irresponsável. Sempre saia da sala assim que o sinal soava e almoçava sozinho e em paz do terraço da escola, por isso nunca havia tido tempo para aquelas observações.
Sabia que cobrava muito do corpo de Todoroki durante as noites, e estava com o pensamento tão em Deku que não havia percebido sua aparente perda de peso. Naquela noite, Bakugou decidiu-se. Acordou um pouco mais cedo que o habitual, agradecendo sua mãe que gastou dias e dias tentando fazê-lo aprender a cozinhar antes que fosse para o dormitório. Havia sido extremamente cansativo, já que nenhum dos dois tinha muita paciência, mas agora, enquanto terminava de decorar dois obentos com salsichas em formato de polvo, Bakugou achava que havia valido a pena.
Quando o sinal tocou, Bakugou sentiu um frio na barriga, enquanto tirava os dois obentos da bolsa e se levantava. Viu Todoroki tirar apenas uma maçã da bolsa, e apressou o passo, puxando uma cadeira no caminho, sentando-se de frente ao meio a meio. Sem dizer nada, depositou o obento em frente a Todoroki. Abriu seu próprio obento, e com uma calma que não era característica sua, começou a comer.
— Bakugou, eu- — Todoroki começou, sem saber como reagir.
— Eu não perguntei nada, duas caras. Coma ou te farei comer por outro buraco, idiota. — Bakugou resmungou de boca cheia, apontando os hashis na direção do ‘’outro buraco’’, para que Todoroki entendesse bem a mensagem: — E vocês, não tem mais o que fazer, imbecis? — Disse alto o suficiente para que toda sala escutasse. Sabia que todos estavam chocados com sua atitude, e por isso havia pensado muito antes de tomá-la. Odiava que as pessoas cochichassem em suas costas, e odiava que cuidassem da sua vida. Bufou, olhando Todoroki, ainda descrente, abrir lentamente o obento e pegar os hashis.
— Itadakimasu – Todoroki resmungou baixo, antes de pegar uma pequena quantidade de arroz e levar a boca. Enquanto mastigava, abria os olhos como dois pratos e os erguia para Bakugou. Entre eles, não havia uma palavra, como sempre. Nunca conversavam mais que o indispensável, e pela expressão deleitosa de Todoroki, Bakugou não fazia questão de palavras. Continuou comendo seu próprio obento, satisfeito.
Depois disso, Bakugou passou a fazer dois obentos todos os dias. Tinha que acordar um pouco mais cedo agora, mas nada que o enchesse o saco. Todoroki passou a levar dois sucos de caixinha e uma maçã a mais todos os dias. Bakugou viu, dia após dia, Todoroki voltar ao peso normal, e em seu coração, o peso da irresponsabilidade amenizava.
Bakugou também passou a exigir menos de Todoroki durante o sexo. Ainda era selvagem e ainda era doloroso, mas Bakugou esforçava-se para que fosse um pouco menos cansativo. Evitava levar o meio a meio até o limite de seu corpo, permitindo alívio quando sentia que ambos já estavam saciados. Preparava-o com mais afinco, a fim de evitar dores maiores que as necessárias. Começava a penetração lenta, diferente das outras vezes em que não dava tempo para Todoroki acostumar-se totalmente. Não sabia se o bicolor percebia suas mudanças, mas como sempre, não conversavam. Só sabia que cada dia que passava, o corpo abaixo do seu ganhava mais massa e menos machucados. Bakugou achava que estava fazendo um bom trabalho.
Sem perceber, Bakugou passou a prestar mais a atenção em Todoroki, justificava que precisava avaliar se seus obentos estavam ajudando-o a ganhar peso. Além disso, começou a perceber que Todoroki era mesmo muito bonito. Seu cabelo excêntrico chamava mesmo a atenção, e as cores, quando misturadas era muito agradável de se ver. Bakugou sentiu uma pontinha do seu ego aumentar, ao pensar que, bem, só ele via os cabelos de Todoroki uma bagunça. Seus olhos também de cores diferentes eram extremamente bonitos. Bakugou lembrou-se vagamente deles escurecidos pelo desejo, desejo esse que não era destinado a si. Percebeu que ele próprio não prestava muita atenção no corpo abaixo do seu, muito preocupado em fantasiar-se com Midoriya. Bufou, irritado consigo mesmo. Bagunçou o cabelo com uma mão, deixando esses assuntos complicados pra lá. Voltou a atentar-se a análise. Todoroki definitivamente tinha um corpo bonito. Bakugou poderia afirmar isso baseado em experiências próprias. Mesmo que desejasse outra pessoa, era no corpo de Todoroki que ele se afundava, se perdia e encontrava prazer. Apesar disso, havia muitas coisas que Bakugou não conhecia. Não conhecia suas expressões de prazer, porque estava muito perdido em pensamentos. Não conhecia cada canto de seu corpo, já que sempre pulavam qualquer preliminar.
Bufou de novo, percebendo que toda aquela análise não estava saindo como o planejado. Decidiu deixar a aparência física para lá, focando-se em outras coisas. Bom, Todoroki era mesmo antissocial, como todos falavam. Mas Bakugou gostava desse traço. Ele odiava gente que falava pelos cotovelos como Kirishima, apesar de prezar a amizade do outro (não que um dia isso fosse sair de sua boca). E Todoroki era calmo e tranquilizador, o total oposto de Katsuki. E tinha sua individualidade, que Bakugou reconhecia sua força e habilidade. Depois disso, mais nada. Não sabia mais nada de Todoroki. Não sabia seu gosto musical, sua comida favorita, seu gênero de filme favorito. Um sentimento estranho vinha em ondas dentro de si. Transavam a quantos meses? Talvez dois ou três, e só agora percebia que não sabia absolutamente nada da pessoa com quem passava algumas noites por semana. Pela terceira vez em um curto período de tempo, Bakugou bufou irritado.
Como conclusão, Bakugou decidiu mudar algumas coisas. Não é por que era apaixonado por Deku, que tinha que tratar Todoroki tão mal como vinha tratando. Mesmo que Bakugou fosse naturalmente grosseiro e estúpido, aquilo passava até mesmo de seus próprios limites. E mesmo que Todoroki não reclamasse, aquilo não parecia mais tão certo.
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Quando ouviu batidas suaves na porta, Bakugou deu passos decididos. Quando abriu a porta, encontrou um Todoroki somente de pijamas, uma regata e shorts mais curto que o saudável. Sentiu sua boca secar. Havia prometido para si mesmo que prestaria mais a atenção em Todoroki, suas reações e tudo que o envolvia. Deu espaço para o meio a meio entrar, e como o habitual, ele deu passos lentos até a cama.
Bakugou trancou a porta e sentou-se ao lado de Todoroki. Com uma delicadeza que não era sua, puxou-o para um beijo, que iniciou-se afoito e rude como sempre. Bakugou tentou diminuir o ritmo, impondo lentidão no beijo, que foi prontamente atendida. A boca de Todoroki era tão quente, sua língua acariciava a de Bakugou em uma dança lenta e sensual que derreteu Katsuki. Beijar Todoroki era tão gostoso que quis se explodir por não ter feito isso antes. Envolveu os braços no corpo a sua frente, puxando-o para seu colo, quebrando o beijo. Sentiu o olhar questionador, mas dedicou-se a tirar-lhe a regata em vez de dizer qualquer coisa. Com o peito na altura de seu rosto, Bakugou analisou os mamilos eriçarem-se pelo frio. Lambeu os lábios antes de, pela primeira vez, fechar a boca em um mamilo. Ouviu Todoroki gemer surpreso, e chupou-o sem pressa. Soltou, circulando-o com a língua, antes de mordê-lo sem força. Todoroki remexeu-se em seu colo, soltando gemidos baixos que Bakugou não lembrava serem tão sensuais. Passou para o outro mamilo quando julgou que o primeiro já estava vermelho o suficiente. Sentiu Todoroki engasgar quando chupou forte. Parecia que ele era sensível naquela área, o que não ajudava Bakugou, que já sentia sua ereção dura dentro da calça de moletom. Demorou-se no segundo mamilo, levando seus dedos até o primeiro, estimulando os dois ao mesmo tempo. Um sonoro gemido deixou os lábios de Todoroki, e Bakugou não aguentou mais. Derrubou o bicolor na cama, tirando com pressa o short e a cueca. O pênis de Todoroki já estava totalmente duro, soltando pré-gozo.
— Oh. — Bagukou soltou, um sorriso malicioso tomando seu rosto: — Alguém aqui é sensível demais.
Observou com gosto o rosto de Todoroki cobrir-se de vermelho. Ainda sob o olhar envergonhado, Bakugou abaixou-se, segurando o pênis pela base. Sentiu a boca encher-se d’água, e sem perder tempo, passou a língua sorvendo todo o líquido pré-gozo. Não tinha um gosto ruim como achava que teria, só era diferente.
— Baku- Ah! — Todoroki gemeu entre surpreso e deleitoso.
Katsuki não preocupou-se em responder. Afundou a boca no membro ereto, sentindo a ponta bater em sua garganta. Também não era tão desconfortável quanto achou que seria. Sentiu Todoroki erguer a coluna e soltar um sonoro gemido. Riu entre a felação, segurando-o pela cintura com uma das mãos, enquanto a outra auxiliava os movimentos lentos de vai e vem, tomando cuidado para que não batesse em seus dentes no caminho. Passou a língua por todo o comprimento, enquanto descia com a boca devagar, e voltava até a cabeça, onde deixou uma chupada forte. Todoroki gemia sem conter-se, e Bakugou estava se excitando ao máximo com aquilo. Não imagina que fosse ser tão gostoso chupar Todoroki. Desceu a mão até as bolas, onde fazia massagem, enquanto abocanhava o membro até a base.
— Bakugou, ah! Eu vou- — Todoroki disse entre ofegos e gemidos, enquanto elevava seu quadril, em busca de mais contato.
Bakugou, contra sua vontade, tirou o membro da boca. Não queria que acabasse assim. Queria que Todoroki gozasse quando estivesse preenchido por ele. Ergueu-se, a tempo de ver o rosto vermelho, os cabelos bagunçados pelo travesseiro. Desceu os olhos até a boca vermelha aberta, onde tentava regularizar a respiração. Todoroki Shouto era absolutamente lindo. Bakugou estava embasbacado. Queria poder guardar aquela visão pra sempre. Sentiu seu membro pulsar quando olhou os olhos nublados de desejo. Desejo por ele. Bakugou sentiu seu coração dar uma cambalhota, e sem perder mais tempo, retirou toda sua roupa com pressa, pegou o lubrificante na cabeceira da cama, abrindo-o e derramando uma boa quantidade nos dedos. Todoroki abriu as pernas, em expectativa.
Bakugou passou a mão livre pelas coxas grossas, apertando com força enquanto fazia movimentos circulares na entrada de Todoroki. Sentiu o mesmo gemer manhoso, respirando fundo. Bakugou desceu a boca pela coxa branquinha, deixando chupões na parte de dentro enquanto introduzia um dedo melecado no interior de Todoroki. Um gemido mais alto deixou os lábios vermelhos, e Bakugou continuou sua trilha de chupões até chegar no pênis ereto. Afundou a boca no pedaço de carne, enquanto afundava o dedo dentro de Todoroki. Ouviu o maior choramingar, sem saber se impulsionava o quadril em direção a boca de Bakugou ou em direção ao seu dedo que se mexia dentro de si.
Bakugou, ao sentir que o corpo não impunha mais resistência, adicionou um segundo dedo. Abandonou o pênis, dedicando-se a olhar as expressões de Todoroki enquanto o abria para si. O corpo abaixo remexia-se inquieto, o quadril vinha em direção aos seus dedos, e deixava Bakugou louco. Abriu os dígitos, rodando-os como uma tesoura. Todoroki abriu a boca em um ‘’O’’, e Bakugou estava hipnotizado. Os cabelos começavam a grudar na testa, as mãos apertavam com força o travesseiro. Todoroki olhava fixo em seus olhos, transmitindo tanta luxúria que Bakugou quase desistiu do plano de ir com calma. Inseriu sem pressa o terceiro dedo, e Todoroki o puxou para um beijo lascivo. Não era rude com costumava ser, era lento e sensual. Sentia Todoroki querer sugá-lo pelo beijo, soltando-o apenas quando Bakugou acertou um ponto dentro de si, que o fez gemer longamente.
Bakugou desgrudou de Todoroki, afundando seus dedos direto naquele ponto. Abaixou o rosto na direção do peito, e sugou com vontade um mamilo já sensível.
— Ah! Katsuki, por favor! — Todoroki revirou os olhos, puxando Bakugou para mais um beijo desesperado.
Bakugou sentiu que poderia gozar só com Todoroki o chamando daquele jeito. Não acreditava que havia perdido tanto tempo da sua vida sem comer Todoroki devidamente. Tirou os dedos de dentro do maior, que fez um biquinho adorável. Bakugou riu, enquanto melecava seu membro de lubrificante. Todoroki preparou-se para girar na cama, já que só transavam de quatro. Era melhor assim, cada um perdia-se em seus próprios pensamentos durante o ato.
— Não, seu imbecil. — Bakugou puxou Todoroki de volta, fazendo ficar com as costas na cama novamente: — Eu quero ver que cara você faz quando goza.
Ouviu Todoroki gemer sem nem mesmo tocá-lo, e Bakugou não aguentou mais. Ergueu as pernas, encaixando-se na entrada úmida. Devagar, foi entrando no corpo quente. Gemeu longo, sentindo o interior apertá-lo. Todoroki choramingou, revirando os olhos quando sentiu o membro totalmente dentro.
Bakugou abaixou o rosto no pescoço alvo, começando uma sequência de chupões e mordidas, enquanto Todoroki acostumava com o volume dentro de si. Sentiu braços rodearem suas costas, e unhas fincarem a cada chupão forte que dava no pescoço de Todoroki. Sentiu seu cabelo ser agarrado e puxado para um novo beijo. Achava que o maior havia gostado de beijar, já que qualquer oportunidade o puxava para repetir. Não que estivesse achando ruim, suas bocas se encaixavam com perfeição, e a cada beijo derretia-se mais um pouco. Sentiu o quadril impulsionar em sua direção, e cortou o beijo. Erguendo-se, segurou firme o quadril enquanto retira-se por completo e voltava em uma estocada forte. Todoroki gemeu alto, sem pudor, e Bakugou começou um vai e vem forte. Havia prometido que iria devagar com as coisas, mas não aguentava mais. Queria foder Todoroki até ele esquecer o próprio nome. Dividia sua atenção em olhar o rosto contorcido em prazer, e seu membro entrando e saindo do corpo de Todoroki.
— Katsuki! Mais! — Todoroki gemeu derretido. Excitando-se ao extremo pela forma como Bakugou o olhava, com lasciva.
Bakugou passou um braço por baixo do corpo de Todoroki, erguendo o quadril, fazendo seu membro entrar mais fundo. Todoroki gemeu alto, sentindo tanto prazer que poderia gozar sem se tocar. Bakugou quase gozou quando Todoroki soltou um gemido que mais parecia um grito quando acertado em sua próstata. O som de corpos batendo era alto, e Bakugou focou-se em acertar aquele ponto que fazia Todoroki ver estrelas.
— Shouto, você é tão lindo. — Bakugou abaixou-se, a tempo de sugar um mamilo e soltá-lo com um estalo alto. Agarrou a ereção de Todoroki, bombeando na mesma velocidade em que o estocava.
— Katsuki, eu vou... — Todoroki fechou os olhos, a queimação na boca do estômago a alastrar-se. Sentia seu corpo começar a tremer em antecipação.
— Goza pra mim, Shouto. — Katsuki observou maravilhado o corpo de Todoroki contorcer-se inteiro com a frase dita e seu nome sair arrastado da boca vermelha, enquanto Todoroki gozava em sua mão. Aquilo foi suficiente para que Bakugou estocasse mais duas vezes e ele próprio seguisse o caminho, afundando-se no corpo, enquanto seu corpo se retesava em puro prazer. Soltou um longo gemido, seu gozo saindo em jatos quentes. Relaxou o corpo em cima de Todoroki, tentando regular a respiração. Saiu de dentro do corpo quente devagar, e rolou na cama.
— Isso foi… — Todoroki começou, ainda com o peito subindo e descendo, as pernas iguais gelatina pelo orgasmo maravilhoso que tivera.
— É, foi. — Bakugou concordou, sem achar palavra nenhuma que pudesse descrever o que haviam feito. Havia sido a melhor trepada da sua vida. E pensar que poderia ter a melhor trepada da sua vida há tempos. Sem querer abalar-se por pensamentos inoportunos agora, pegou sua camiseta jogada, e os limpou rapidamente, voltando a deitar. Bakugou puxou Todoroki para deitar em seu peito, enquanto os cobria com a coberta.
— Bakugou, eu preciso ir. — Todoroki começou, e era sempre assim. Transavam, descansava um pouco e ia embora.
— Você está falando muito hoje, duas caras. — Bakugou fingiu irritação, enquanto acomodava-se melhor, e começava um carinho preguiçoso nos cabelos bicolores. Eram tão macios! Mais uma descoberta hoje. Ainda sentindo Todoroki desconfortável, ordenou: — Durma.
Assim, certificava-se de que Todoroki também estava dormindo bem. Aquelas olheiras o incomodavam, e pretendia dar um jeito nelas também. Depois de algum tempo de resistência, sentiu o corpo amolecer, encaixando-se no seu. Aquilo era muito bom. Se pudesse voltar no tempo, se daria um soco.
Sem perceber, nenhum dos dois chamou por Midoriya durante a noite. Ou seque pensou em Deku.
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Bakugou não sabia quando as coisas começaram a sair do seu controle. Quando percebeu que tinha alguma coisa fora do lugar, já era tarde demais. Haviam acabado de transar, e enquanto sentiam o efeito pós-orgasmo no corpo, Todoroki virou-se para si, afundou o rosto na curvatura do pescoço, e aspirou fundo. Bakugou sentiu todos seus pelos arrepiarem, e aquela era uma sensação totalmente nova.
— Seu cheiro é tão bom. — Sentiu seu rosto virar um pimentão e o coração acelerar no peito. Não esperava por aquilo, não sabia como reagir, Bakugou dificilmente ficava constrangido. Então, reagiu da única forma possível: xingando-o até que a vergonha diminuísse.
Depois disso, as coisas pioravam dia após dia. Quando percebeu, ele e Todoroki dormiam juntos todas as noites. Sentia como se só tivessem começado a transar agora, não entendia o que o levava ignorar Todoroki durante o ato. Ele era lindo, tinha as reações mais doces, os gemidos mais sensuais, e Bakugou diariamente queria se matar por ter perdido tanto tempo daquilo. Agora, tentando recompensar, viravam noites se conhecendo e era extremamente prazeroso. Bakugou se encarregava de quase matar Todoroki de prazer em todas as noites, conhecendo todos seus pontos fracos, suas expressões e reações. Bakugou estava viciado. Seu peito retumbava feliz em saber que era ele que tirava aqueles gemidos de Todoroki. Era o nome dele que saia como súplica daqueles lábios inchados. Era em seu peito que ele ressonava tranquilo. Bakugou queria roubar Todoroki de Midoriya. Não só seu corpo, mas sua alma e seu coração. Deku não merecia nada naquilo. Todoroki era como um diamante, e se Midoriya não cuidava do que tinha, Bakugou o faria de bom grado.
Por fim, não sabia quando seus pensamentos foram deixando Midoriya cada vez mais esquecido em um canto qualquer, e se ocupando cada vez mais de Todoroki. Havia descoberto os pratos favoritos dele, e vez ou outra os fazia no almoço. Quando Todoroki erguia os lábios em um pequeno sorriso e agradecia sem jeito, Bakugou sabia que estava perdido.
Depois que transavam, Todoroki gostava de conversar. Ele contava sobre seus gostos, seus objetivos, suas convicções, sobre seus desejos e sobre sua vida. Bakugou ouvia atentamente, as vezes perguntando algo durante as histórias, mas passava a maioria das vezes vidrado, absorvendo todas as palavras, incentivando-o a continuar de vez em quando, querendo conhecer cada pedacinho daquele ser que passava os dedos distraidamente por sua bochecha enquanto narrava algo. Não achava ruim, já que a voz calma e os olhos tranquilizadores sempre passavam uma boa energia para Bakugou. E de qualquer forma, em outros momentos Todoroki sempre falava pouco. Fora isso, não conversavam sobre Midoriya, e não conversavam sobre o que tinham.
Bakugou não era bom com sentimentos nem com palavras, mas ele se esforçava. Acabou vendo em Todoroki alguém frágil que precisava ser protegido (mesmo que o outro fosse bem perigoso quando quisesse), cuidado e amado. Não sabia se essa impressão veio quando descobriu o quanto o meio a meio estava quebrado por causa de Midoriya, o quanto ele se entregava a Bakugou durante o sexo, ou o quanto ele era meigo enquanto estavam juntos. Bakugou respirou fundo, imaginando se ele seria desse jeito se fosse com Midoriya. Pensando bem, talvez nem desse certo. Bakugou era sempre explosivo, e Deku sempre o interpretava errado e vice-versa.
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Bakugou percebeu que estava livre das amarras de Midoriya em um dia de aula. Às vezes Deku vinha as aulas acompanhado de Todoroki, as vezes Iida e na maioria das vezes, Uraraka. Quando dobrou o corredor que dava a sala 1-A, Bakugou percebeu o casal a sua frente, de mãos dadas e mais grudados do que o necessário. Uraraka deitou a cabeça no ombro de Midoriya, e este depositou um beijo na testa da garota. Bakugou com certeza teria explodido aqueles dois. Até mesmo se preparou para a raiva mesclada com ciúmes que sabia que viria, mas… Nada. Não sentia nada. Bom, talvez sentisse a raiva característica que tinha só de olhar para Midoriya, mas além disso, nada. Estava livre daquele nerd.
E se pensasse bem, fazia algum tempo que não sentia seu coração palpitar quando pensava em Midoriya. Na verdade, mal pensava em Deku. Antes, era a única coisa em que pensava, ao acordar e antes de dormir. Agora só pensava se Todoroki gostaria se fizesse ovos mexidos no almoço.
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Percebeu também que Todoroki havia perdido as olheiras. Em uma noite, enquanto estavam dividindo a cama, Bakugou ergueu-se apoiado nos cotovelos, e passou a analisar calmamente o rosto banhado pela luz da lua que entrava pela janela. É, estava bem melhor assim, sem olheiras. Até mesmo seu cabelo bicolor estava mais sedoso e brilhante. Bakugou tirou o cabelo que cobria parte dos olhos heterocromáticos, perdendo-se na cor turquesa do esquerdo, e cinza do direito. As cores combinavam entre si, e aquela era uma característica que Bakugou gostava muito. Observou o rosto de Todoroki adquirir colorações vermelhas, e ergueu as sobrancelhas em questionamento.
— Não me olhe assim. — Todoroki resmungou, tentando esconder o lado esquerdo virando o rosto.
— O que é, duas caras? — Bakugou irritou-se, puxando rosto vermelho de volta: — Nós já fizemos coisas mais vergonhosas, você sabe né, idiota?
— Não é isso! — Todoroki ficou mais vermelho ainda, um flash de coisas bem vergonhosas passando em sua cabeça. Demorou a responder, como se dizer as palavras machucasse: — É que minha cicatriz é desconfortável de se olhar.
— Você é retardado? — Bakugou perguntou descrente, e Todoroki bufou irritado com o xingamento. O meio a meio realmente não fazia ideia do quanto era bonito. Katsuki estalou a língua e disse irritado: — Sabia que você tem um fã-clube?
Todoroki estava descrente. Como ele poderia ter um fã-clube? Provavelmente estava sendo zoado pelo loiro. Olhou desconfiado e balançou a cabeça em negativo.
— Porra, pavê! — Bakugou estava irritado, que merda aquele idiota tinha na cabeça? Bom, talvez Todoroki se desse melhor com demonstrações, por isso, abaixou até o lado esquerdo e passou a depositar beijos sobre a cicatriz. Ouviu Todoroki soltar um som surpreso, e retesar todo o corpo. Continuou o processo até se sentir convencido de que beijara cada pedacinho de cicatriz: — Você é lindo, seu maldito.
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Perdido em pensamentos durante uma aula particularmente chata, Bakugou pensou se tudo que vinha fazendo surtia algum efeito em Todoroki. Parecia que havia uma parede enorme entre eles quando o assunto era Midoriya ou o que tinham. Bakugou não sabia o quanto Todoroki ainda amava Midoriya. Não sabia se estava conseguindo livrá-lo das amarras do amor não correspondido. Se empenhava em colar cada caquinho de seu coração que achava, mas não sabia como Todoroki sentia-se. Bufou, sem imaginar como poderia começar uma conversa daquelas. Bakugou realmente odiava falar sobre sentimentos. Quando Bakugou deixou de preocupar-se com Midoriya e cuidar do que tinha em mãos, seu coração pouco a pouco havia sido curado, sem que Todoroki realmente tivesse intenção. Agora, só queria poder retribuir. E era isso em que consistia seus dias. Derramar toda sua atenção em Todoroki.
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Quando Bakugou percebeu o ciúme, já era tarde demais. Enquanto arrastava Todoroki pelas escadas que levavam até o terraço, sentia que poderia explodir aquela escola inteira e não estaria menos irritado. Bem, eles dois tinham algo, não tinham? Mesmo que nunca tivessem conversando, eles tinham algo! Todoroki não podia simplesmente ignorar tudo isso e dar em cima de Deku bem na sua frente! Quando chegaram ao terraço, Bakugou soltou o agarre e afastou-se, sentindo explosões pequenas nas mãos, e realmente não querendo machucar Todoroki.
— Bakugou, eu- — Todoroki começou, um pouco surpreso pelo rumo que as coisas tomavam.
— Cala a boca! — Bakugou gritou, sua irritação em grandes ondas tomando conta de falar por ele: — Que caralho foi aquele com Deku?
— Se for ciúmes do Deku, você sabe que não temos chances nenhuma. — Todoroki experimentou. A verdade era que estava de saco cheio de Bakugou não sair de cima do muro, então ele próprio estava testando os sentimentos do outro.
— Hã? — Bakugou questionou, sem entender onde ciúmes de Deku entrava naquilo tudo. Sua raiva cegava-o, não conseguia raciocinar direito: — Deku? Quem porra teria ciúmes daquele nerd? Eu só quero saber por que você estava dando em cima daquele inútil!
— Por que você quer saber? — Todoroki sentia seu coração bater acelerado. Era verdade que quando Bakugou começou a tratá-lo melhor, não havia chances nenhuma de Todoroki não se apaixonar com o tempo. Katsuki cuidava dele como se fosse algo muito precioso, e Shouto sentia-se amado, mesmo que o outro nunca houvesse dito nada. Por isso, só queria que deixassem os sentimentos claros, só queria ter certeza. Não queria se iludir, não queria que Bakugou o abandonasse. Não suportaria.
— Por que você é meu, porra! — Katsuki explodiu, soltando o que estava preso na garganta há tempos. Queria pode revindicar Todoroki inteiro para si. Não queria que ninguém mais o tocasse além dele, não queria que ninguém visse o que só Katsuki via: — Você-
Antes que continuasse, sentiu o corpo chocar-se contra o seu, e lábios grudarem aos seus enquanto tinha o pescoço laçado pelos braços de Shouto. Não teve tempo para raciocinar, Todoroki já havia desgrudado suas bocas e sorria um sorriso aberto, que desarmou Bakugou. Sentia que seu coração fosse parar, só de olhar para Todoroki. Suas pernas amoleceram, e seus braços rodearam o corpo a sua frente.
— Eu sou seu, Katsuki. — Todoroki disse, como se aprovasse a frase dita por Bakugou: — Eu sou totalmente seu. Meu corpo e meu coração te pertencem. E eu quero que seja meu igualmente.
Bakugou sentiu seu coração falhar, duvidava que fosse aguentar tantos baques um atrás do outro. Mesmo assim, sentia-se tão feliz que poderia explodir a escola inteira, mas de felicidade.
— Eu sou seu há tempos, duas caras. — Bakugou sorriu, verdadeiramente feliz: — Pra alguém tão inteligente você é meio anta, né?
Todoroki bufou ofendido, mas voltou a sorrir. Finalmente sentia-se completo. Amado. E amava de volta. Amava Katsuki tanto que chegava a doer. Ele o havia resgatado, cuidado de cada ferida, e depositado um beijo em cada pedacinho de seu coração antes de colá-lo. Faria questão de retribuir todo o cuidado e afeto que recebia. Como se selasse uma promessa pessoal, beijou Katsuki.
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Bakugou jogou-se na cama ao lado de Todoroki, esgotado. Havia feito questão de espalhar e mostrar na Yuuei inteira que Todoroki Shouto era seu, e isso havia trago muitas dores de cabeça. No dia seguinte ao do terraço, Todoroki de novo havia chego com Midoriya. Dessa vez, Bakugou sorriu maldoso, e levantou-se calmamente de sua mesa. Indo em direção a dupla, Katsuki riu internamente quando viu Deku tremer. Sem dirigir-lhe a atenção, puxou Todoroki pelo uniforme e deu-lhe um beijo digno de cinema. Ouviu Midoriya soltar um grito, e não muito diferente o restante da 1-A reagia. A vitória tinha um gosto ótimo.
Depois disso, qualquer oportunidade que tivesse, Katsuki fazia questão de demonstrar que Shouto estava com ele, e estavam muito bem, obrigado. Tivera uma briga com algumas garotas do fã-clube, que alegavam que Todoroki era um ‘’princípe’’, enquanto ele era um ‘’monstro’’. Viu Todoroki ficar vermelho igual seus cabelos quando sem pudor nenhum, disse que o príncipe havia sido comido pelo monstro. Viu a garota sair chorando. Riu maldoso, porque a vitória era mesmo, ótima.
— Se divertiu hoje? — Todoroki perguntou enquanto rolava para cima de Bakugou, apoiando o queixo no meu peito, olhando-o de baixo. Sentiu Bakugou rodear seu corpo com os braços, e suspirou feliz.
— Namorar você é muito complicado, príncipe. Não sabia que teria tantos concorrentes. — Bakugou usou o apelido recém-descoberto de Shouto, e riu quando o outro fez biquinho. E de fato, quando passava pelos corredores, recebia mais olhares atravessados que o costume. Até mesmo recebeu uma carta com palavras não muito amigáveis. Bakugou se divertia, apesar de que só queria ficar em paz com Shouto.
— Namorar? — Todoroki questionou divertido, não haviam conversado sobre títulos.
— É pavê, namorar. Isso faz parte do ‘’ser meu’’. — Katsuki disse ao acaso, como se não passasse de detalhe. Ocupou-se em fazer carinho nas costas de Todoroki.
— E o que mais faz parte, Katsuki? — Todoroki ronronou, enquanto ondulava o quadril, como os corpos estavam colados, sabia que Bakugou sentiria diretamente.
Com o tempo, Bakugou descobriu que Todoroki era bem sem vergonha. Toda aquela pose tímida e recatada vinha cada dia mais dando espaço a um Shouto bem libidinoso, e Bakugou aprovava veemente. Cada dia descobria uma coisa nova sobre Todoroki, e estava encantado cada dia mais.
— Acho que envolve você tirar essa roupa. — Bakugou agarrou o quadril de Todoroki, forçando-o contra o seu, e se deleitando com o gemido manhoso que deixou os lábios de Shouto.
Bakugou Katsuki amava Todoroki Shouto. E encarregar-se-ia de mostrar ao mundo que ele lhe pertencia, e de mostrar a Shouto o quanto o amava. Beijaria cada pedacinho daquele corpo, o encheria de mimos e derramaria frases de afeto e, bom, de safadeza, como fazia agora. Só queria que Todoroki lhe desse todo seu tempo para que Bakugou pudesse por tudo em prática.
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