When the first love ends
1 Tears
Notas iniciais
Bom, boa leitura.
– Todos os sonhos que vivemos foram em vão? — perguntou o castanho — Todas nossas brincadeira, promessas e declarações? — voltou a perguntar segurando fortemente os próprios braços — Tudo que vivemos até hoje... será esquecido assim tão facilmente por você? — murmurou enquanto tentava segurar as lágrimas — Todo o amor que te dei e todo o tempo de minha vida que usei somente com você e para você... Foi tudo em vão? — perguntou entre soluços — Todas as palavras de amor e caricias que trocamos... foi tudo uma ilusão? — perguntou sério, com o rosto banhado em lágrimas.
– Eu... — o moreno sussurrou, tentando pensar em algo para responder as peguntas dolorosas do menor — N-não foi em vão... eu nunca conseguirei esquecer tudo que vivemos... — falou encarando a janela — Todo o amor que você me deu... eu já não posso viver sem ele... — as lágrimas rolaram pelo rosto alvo do mais velho — O amor que sinto por você... é tão real e grande que chega a ser sufocante... — sussurrou colocando a mão direita sobre o rosto do menor, limpando lentamente as lágrimas do mesmo.
– E-então por quê? — perguntou choroso, colocando a mão sobre a do moreno e a apertando levemente.
– Ambos nos casamos pequeno... mesmo que seja pouco, eu sei que você ama sua esposa... pense no quanto ela ficaria triste se um dia ficar sabendo sobre nosso relacionamento — falou pensando na conversa que tivera no dia anterior com o tutor do castanho.
" — Entenda Hibari, eu sei que vocês se amam e que esse amor é verdadeiro mas... pensem em Kyoko e Kagome. Você acha que o que estão fazendo com elas é correto? Eu sei que você percebe, assim como eu, que Tsuna gosta... ao menos um pouco de Kyoko... estou lhe pedindo, esqueça esse amor de adolescência e o deixe seguir em frente... assim como você também deve seguir a sua vida junto de sua esposa — falou o moreno, ajeitando seu belo chapéu preto".
– E-ela irá entender! — respondeu rapidamente o menor — E-eu tenho certeza disso... a Kyoko-chan não é uma pessoa que guarda rancor, e-ela irá entender o quanto eu amo você Kyoya... por favor... — suplicou o jovem chefe vongola, abraçando fortemente o moreno — Não me peça para esquecer tudo que vivi com você... não me peça para esquecer o amor que sinto por você... por favor... — murmurou, voltando a chorar.
– Não aja assim Tsunayoshi... não me faça sentir isso... não me faça querer morrer ao estar fazendo isso com você... — sussurrou o moreno, afastando o menor de si — Você sabe o quanto te amo... então por favor entenda que isso é para seu bem... — falou voltando a acariciar a bochecha do menor.
– Se quer fazer algo para o meu bem, fique comigo! — respondeu já alterado — Você acha que é o único que irá sofrer com isso? Pois eu te digo Kyoya, não será só você... pense em mim... — murmurou voltando a chorar.
O moreno suspirou, retirando a mão do rosto do menor se pôs a caminhar em direção a bela porta da sala o castanho. Sentia seu peito se dilacerar a cada passo que dava para longe do menor.
– Você realmente... irá fazer isso? — sussurrou o jovem vongola com seu tom de voz choroso, sem receber uma resposta do moreno — E-eu te odeio! — gritou em meio as lágrimas que não paravam de cair — N-nunca mais quero te ver novamente... — sussurrou com as mãos no rosto, tentando controlar a respiração e o soluçante choro.
O moreno se virou para o menor, que continuava com as mão sobre o rosto. Suspirou enquanto encarava o teto da bela sala da mansão vongola, se virou saindo da sala ao sentir os olhos arderem.
– Adeus... — sussurrou antes de sair do local.
X — X
O castanho lia alguns papéis sobre os gastos com concertos de algumas áreas da mansão causadas pelas bombas de Gokudera, que novamente havia pego seu namorado conversando animadamente com alguma empregada. Suspirou quando sua porta foi aberta brutalmente, esperou um dos gritos de seu guardião da tempestade falando o quanto seu namorado é um idiota mas só conseguiu ouvir baixos soluços, encarou a pessoa na porta, encontrando sua guardiã da névoa ao prantos abraçada as tronfas do guardião da nuvem.
– O que houve Nagi? — perguntou o Sawada, se levantando e caminhando em direção a garota — Hibari fez algo a você na missão? — perguntou, dependendo da resposta da garota o castanho realmente iria matar o guardião da nuvem.
– F-fomos cercados pela famiglia inimiga... — começou entre soluços — H-Hibari-san partiu para cima deles enquanto me jogava os papeis que você nos mandou ir pegar... m-me disse para c-continuar sozinha enquanto ele atrasava os inimigos — as pernas da ilusionista fraquejaram, fazendo a mesma cair de joelhos no chão, ainda abraçando fortemente as tronfas — E-ele estava demorando para voltar e-então eu decidi ir ver se ele estava bem... — o choro da menor aumentou, deixando o castanho apreensivo — E-ele... e-ele... n-não estava respirando direito... s-suas roupas estavam cheias de sangue... eu corri até ele me ajoelhando ao seu lado... c-chamei por ele... — o choro aumentou — e-ele só me disse... " D-diga a Tsuna que o amo... e que nunca deixarei de amar"... E-ele p-parou de r-respirar... e-eu não s-sabia o que fazer — apertou as tronfas em seus braços — C-chefe por favor me perdoe... eu sou uma completa inútil... n-não consegui sequer salvar ele... — falava a garota, chorando desoladamente enquanto encarava as tronfas as abraçando fortemente.
– O-o que...? — murmurou o castanho.
X — X
– Tsuna! — chamou o Cavalonne ao entrar na sala, havia ouvido o acontecido por Reborn e correra para a mansão vongola para ver seu pequeno irmão — T-tsuna... v-você... — se aproximou do menor, que agora chorava silenciosamente, abraçou o mesmo, acariciando levemente os sedosos fios castanhos.
– D-Dinno-san... dói tanto... a última coisa que disse a ele foi que o odiava... — sussurrou choroso — Dói tanto... não poder ter me desculpado por isso... dói tanto não poder ter dito que o amava pela última vez... dói... — murmurava entre soluços, abraçando fortemente o mais velho — E-eu só queria poder voltar no tempo... e dizer a ele o quanto eu o amava... não deixar ele ir a aquela missão... ter o abraçado fortemente e dito que o amaria eternamente... D-Dinno-san... por que essa dor não vai embora? — perguntou chorando desesperadamente.
– O amor dói Tsuna... as vezes mais, as vezes menos... mas ele sempre irá machucar... — falou tristemente, apertando o menor levemente no abraço.
- Eu o amava tanto... não... eu o amo tanto — sussurrou, se soltando do maior e caminhando em direção a bela janela, observando o céu nublado com seu tipico cinza melancólico deixou as grossas lágrimas caírem silenciosamente.
Notas finais
Bom, espero que tenham gostado... eu adoro comentários viu.
Beijos de morango. CM //erro idiota do maior trocado por amor corrigido e.e
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