Notas iniciais
E eu estou de volta, retornando à nossa programação normal!! Em comemoração ao Dia dos Namorados, capítulo especial no spin-off de "When the Strawberry meets the Sky": https://plusfiction.com/book/Behind-WTSMTS-Unseen-Moments-817636/chapter/Everyone-wants-a-cat-s-love-2 Aviso: classificação 18+!

O laboratório da 12ª Divisão nunca parecia completamente silencioso. Mesmo durante a madrugada, instrumentos espirituais continuavam emitindo pequenos sons metálicos, telas piscavam com leituras incompreensíveis e pesquisadores cruzavam corredores carregando pilhas de relatórios ou equipamentos que pareciam perigosos demais para existir.

Renji odiava aquele lugar.

— Por que toda vez que venho aqui parece que alguma coisa vai explodir?

— Porque alguma coisa geralmente explode.

Renji virou o rosto.

Kira Izuru estava parado a seu lado. Como atual oficial responsável pela 3ª Divisão, ele estava ali para representar o esquadrão responsável pela coleta, classificação e envio de informações cruciais, além do gerenciamento do sistema de mensagens via Jigokuchō. Renji, por sua vez, era quem mais conhecia Karakura e Kurosaki Ichigo, portanto, um dos oficiais mais adequados para a operação.

— Isso não me deixa mais tranquilo.

— Não era a intenção.

Renji estalou a língua.

Alguns metros à frente, vários membros da Divisão de Pesquisa trabalhavam ao redor de uma mesa coberta por registros espirituais. No centro dela, projeções translúcidas reproduziam os dados coletados por Rukia durante o encontro com os Arrancar: assinaturas espirituais, diagramas, leituras incompletas, anomalias. Tudo aquilo girava lentamente sobre a superfície iluminada.

— Ainda não acredito que o Comandante aprovou isso tão rápido.

Kira ergueu os olhos.

— Aizen está envolvido.

Aquilo bastou como resposta.

Renji não rebateu porque era verdade. Qualquer coisa relacionada a Aizen deixava de ser um incidente comum imediatamente.

Então uma nova voz surgiu atrás deles:

— Os dados são realmente impressionantes.

Renji fez uma careta.

— Essa palavra nunca significa nada de bom aqui.

O pesquisador atrapalhado aproximou-se segurando diversos documentos.

Tsubokura Rin.

Nenhum óculos, cabelo preso na frente de forma prática para afastar a franja, expressão nervosa. Ainda assim, parecia o tipo de pessoa capaz de esquecer de dormir por três dias seguidos se encontrasse algo interessante para estudar.

— Os registros enviados pela Tenente Kuchiki são consistentes.

Ela colocou alguns papéis sobre a mesa.

— Os indivíduos observados apresentam características de Hollow e Shinigami simultaneamente.

— Isso nós já sabemos — respondeu Renji.

— Não. Vocês suspeitam disso.

Rin apontou para uma das projeções.

— Agora temos evidências.

A imagem ampliou e várias linhas espirituais apareceram na projeção.

— A composição espiritual apresenta padrões incompatíveis com qualquer Menos conhecido.

Kira aproximou-se.

— E são compatíveis com o quê?

Rin permaneceu em silêncio por alguns segundos.

— Nada, na verdade.

Aquilo chamou imediatamente a atenção dos dois.

— Nada? — repetiu Renji.

— Há registros semelhantes em nosso banco de dados, mas nenhum como esses. Por isso é interessante.

Fez-se um silêncio.

Então a situação era pior do que o imaginado, porque significava que não estavam lidando apenas com um novo tipo de Hollow; estavam lidando com algo que jamais deveria existir.

A porta do laboratório se abriu e um membro da Primeira Divisão entrou.

— A equipe destacada para Karakura recebeu autorização de partida!

Todos imediatamente se voltaram para ele, que continuou:

— A missão é prioritária.

O Shinigami então abriu um pergaminho.

— Objetivos! Primeiro: investigar os indivíduos identificados como Arrancar. Segundo: auxiliar a Tenente Kuchiki nas operações locais. Terceiro: localizar qualquer pista referente ao paradeiro de Shihōin Yūshirō.

Renji arqueou uma sobrancelha.

— Então o boato era verdade?

Kira pareceu pensativo.

— Envolver o desaparecimento de um membro da família Shihōin na mesma operação...

— Significa que a situação é mais séria do que estão dizendo — concluiu Rin.

Ninguém discordou. O mensageiro fechou o pergaminho e declarou:

— A equipe parte imediatamente!

Renji abriu um sorriso. Finalmente uma missão de verdade depois de alguns dias de ressaca.

Kira suspirou, já prevendo problemas.

Rin apenas recolheu seus relatórios. No fundo não queria ir, mas sabia que não adiantaria pedir clemência ao Capitão Kurotsuchi.

— Bem, então conhecerei Karakura — perguntou Kira.

— Considerando que Kurosaki Ichigo vive lá, não espere por uma cidade tranquila ou normal — disse Renji.

— Você tem um ponto.

Pela primeira vez naquela noite, Kira sorriu.

E alguns minutos depois, os três atravessavam o Senkaimon rumo ao Mundo Humano.

O portal se abriu sobre um dos telhados próximos ao Urahara Shop, a luz azulada atravessando a noite por alguns segundos antes de desaparecer completamente.

Renji foi o primeiro a pular para fora.

— Finalmente! E no local certo. Rin, vocês da 12ª Divisão são assustadores quando estão por perto.

— Não há de quê, Tenente Abarai — a voz de Rin saiu tímida, e logo ele se unia ao primeiro Shinigami.

Kira veio logo atrás deles, ajeitando o shihakushō.

— Você sempre fica animado assim quando atravessa um portal dimensional?

— Ora, é legal.

— Não é tanto.

— É sim.

Rin ignorou os dois e já retirava um pequeno aparelho de medição espiritual de dentro da manga.

— Os níveis de reishi atmosférico continuam acima do normal...

— Karakura sendo Karakura — respondeu Renji.

— Isso não é uma explicação científica.

— Eu não sou um cientista.

— Eu percebi.

Os três saltaram para a rua.

O Urahara Shop estava silencioso, com luzes acesas, mas nenhum sinal de combate, nenhuma explosão. O que, considerando os relatórios recebidos, era quase suspeito.

Renji bateu à porta.

Nada.

Bateu de novo, e alguns segundos depois, ela finalmente se abriu.

Urahara Kisuke, lendário ex-Capitão da 12ª Divisão, apareceu usando sandálias de madeira, uma roupa leve e aquele sorriso que instantaneamente fazia qualquer conversa parecer mais complicada.

— Aaah, visitantes da Seireitei.

— Isso foi uma surpresa terrível de ouvir — comentou Renji.

— Abarai-san. E...

— Kira Izuru, 3ª Divisão.

— Certo. E... — Urahara olhou para Rin. — Não nos conhecemos também, certo?

O pobre pesquisador tremia, literalmente. Renji já imaginava o porquê.

— Tsu-Tsuboku... Tsubokura Rin! 12ª Divisão. É... É uma honra conhecê-lo!!

— Ah, claro.

A verdade é que ninguém da 12ª Divisão sabia exatamente como agir diante do homem que, tecnicamente, havia criado metade das coisas que usavam diariamente. O Shinigami que podia estar sendo agora o seu primeiro oficial, acima até mesmo de Kurotsuchi Mayuri.

— Podemos entrar? — perguntou Kira.

— Claro.

Cerca de três minutos depois, todos estavam reunidos na sala principal.

Rukia.

Yasutora Chad.

Inoue Orihime.

Arisawa Tatsuki — uma visitante inesperada demais para o gosto de Renji.

Shihōin Yoruichi.

E Urahara Kisuke.

Renji ainda tentava processar a presença simultânea de metade daquele grupo.

— Então deixa eu entender...

Ele apontou para Tatsuki.

— Ela sabe?

— Mais ou menos — respondeu Yoruichi.

— O que significa "mais ou menos"?

— Significa que ela sabe o suficiente para ficar irritada se a excluirmos.

— Estou bem aqui — respondeu Tatsuki.

— Eu sei.

— Isso foi irritante.

— Eu também sei.

Então Renji decidiu desistir daquela conversa imediatamente.

Kira, por outro lado, já observava o ambiente.

— Então... Onde está Kurosaki?

Silêncio.

Rukia piscou. Orihime piscou. Chad piscou.

Renji olhou de um para o outro.

— ...Por que ninguém responde?

— Porque não sabemos... — respondeu Rukia.

— O quê?!

— Não sabemos, Renji.

— Como assim vocês não sabem??

— Não sabemos onde ele está — disse Chad.

— Desde quando?

— Há algumas horas.

— E vocês estão tranquilos com isso?!

— Não estamos tranquilos — respondeu Rukia. — Só confiamos no Ichigo.

Aquilo foi muito pior.

Renji virou-se para Tatsuki.

— Você sabe de algo?

— Não.

Orihime levantou um dedo.

— Talvez ele tenha ido comprar pão?

Outro silêncio.

— Não acho que ele foi comprar pão — disse Rukia.

— Talvez leite?

— Também não.

— Talvez... Pão e leite?!

— Inoue...

— Desculpa.

Kira esfregou a testa.

— Certo. Vamos reformular.

Ele respirou fundo.

— Quando foi a última vez que alguém viu Kurosaki Ichigo?

Pela terceira vez, silêncio.

Tatsuki respondeu primeiro:

— Ontem.

— Eu o vi depois disso — disse Rukia.

— Eu também — acrescentou Orihime.

— Eu não — disse Chad.

— Muito útil... — comentou Renji.

— Obrigado.

Rin observava tudo em silêncio crescente. Finalmente, ele falou:

— Então o principal recurso defensivo da cidade desapareceu sem informar ninguém?

— Correto — respondeu Urahara, abanando o leque.

— E ninguém iniciou uma busca?

— Correto.

— E isso é considerado normal??

— Infelizmente, correto também.

E o pesquisador ficou em silêncio. Depois olhou para Kira, então para Renji, e por fim os três moradores de Karakura.

— Eu... Não compreendo esta cidade.

— Você acabou de chegar — respondeu Renji.

— E já tenho evidências suficientes.

Nesse instante, o aparelho espiritual preso à manga de Rin emitiu um som agudo, fazendo todos virarem o rosto. A tela piscava. Uma assinatura espiritual enorme e instável. Violenta. Muito familiar para Rukia, para Yoruichi e para Urahara.

Rin arregalou os olhos.

— O...O que é isso?!

Yoruichi abriu um pequeno sorriso.

Urahara suspirou.

Rukia fechou os olhos.

— Ah.

— "Ah" o quê?! — perguntou Renji.

Rukia apontou para a tela.

— Acabamos de encontrar o Ichigo.

Outra explosão espiritual sacudiu os sensores de Rin.

Renji encarou os números.

— Mas... O que ele está fazendo?!

Yoruichi levou a xícara aos lábios.

— Considerando a intensidade?

Ela pensou por um segundo.

— Provavelmente tomando decisões ruins.

O Hollow era enorme.

Não no sentido comum de como os Hollow de classificação Menos que já haviam aparecido por Karakura. Aquilo parecia um monumento ambulante. Cada passo fazia o asfalto tremer, tamanho o seu peso. Os braços desproporcionais esmagavam postes e fachadas enquanto a máscara ocupava quase toda a cabeça monstruosa. O corpo era estranhamente alongado demais, de modo que o fazia parecer uma das cartas-soldado de Alice no País das Maravilhas.

Ishida respirava com dificuldade, o uniforme escolar estragado em vários pontos. Sangue escorria pelo lado esquerdo do rosto. Mas o pior de tudo: ele não possuía uma única flecha. Nenhuma. Nada. Apenas as próprias mãos vazias.

O Hollow rugiu e o ar tremeu com a vibração do som. A pressão espiritual atravessou a rua como uma onda de choque, fazendo Uryū cerrar os dentes.

Aquilo era ridículo. Meses atrás, ele teria eliminado uma criatura daquele tamanho sem dificuldade. Agora, mal conseguia permanecer de pé.

O monstro ergueu um dos braços grandes e pesados demais. Lentos demais também, mas ainda assim inevitáveis.

Então Ishida percebeu imediatamente que não conseguiria sair do raio de alcance.

"Que patético...!"

O pensamento surgiu antes que pudesse impedir. O Último Quincy, O Legado dos Ishida, estava prestes a morrer sem sequer poder lutar.

O braço começou a descer na sua direção, junto com o que parecia um cero... Então algo cortou o ar.

Uma explosão espiritual atravessou a rua.

O impacto foi tão violento que o Hollow foi empurrado para o lado e várias construções tremeram.

Uryū arregalou os olhos. A poeira ainda nem havia baixado quando uma voz conhecida surgiu:

— Você continua encontrando maneiras idiotas de se meter em problemas.

Ele ficou imóvel. Conhecia aquela voz. E conhecia bem demais...

— ...Kurosaki.

Ichigo estava parado entre ele e o Hollow, Zangetsu apoiada sobre o ombro, uniforme negro agitado pelo vento. Respiração um pouco pesada como se tivesse vindo correndo.

— Você está atrasado.

— Eu estava ocupado.

— Fazendo o quê?

— Resolvendo uns problemas.

— Claro.

Por um segundo, aquilo pareceu quase normal como antes, então o Hollow rugiu novamente. A rua inteira voltou a tremer.

Ichigo girou Zangetsu e apontou a lâmina para a criatura.

— Consegue andar?

— Consigo.

— Ótimo!

— Pretende vencer isso sozinho?

Ichigo olhou de canto.

— Pretende ajudar?

Silêncio.

Ishida desviou o olhar. Aquilo respondeu tudo.

— Foi o que eu pensei.

O Quincy fechou os olhos.

Irritante. Extremamente irritante. Porque não havia sarcasmo algum na voz do Kurosaki, nem provocação ou pena. Só havia um fato: “você não pode lutar agora, então eu vou lutar”.

O Hollow avançou e o asfalto explodiu sob os pés da criatura.

Ichigo sorriu. Não um sorriso feliz, mas aquele outro. O sorriso que começava a aparecer sempre que enfrentava algo forte demais.

— Tsc!

A pressão espiritual explodiu, muito maior do que deveria e mais pesada.

Por um instante, Uryū sentiu algo familiar escondido dentro dela. Algo que fez seu estômago afundar: Hollow. O pequeno sorriso desapareceu do rosto dele.

— Kurosaki...

Mas Ichigo já havia desaparecido.

O som do shunpo explodiu pela rua e o Hollow mal teve tempo de reagir.

Zangetsu atravessou o ar uma única vez, a onda de pressão espiritual cortando vários quarteirões adiante e atingindo o torso da criatura em cheio. Por um instante, tudo pareceu congelar, então a metade superior do Hollow simplesmente deslizou para o lado e o corpo colossal tombou. Prédios tremeram, vidros explodiram. A máscara se desintegrou em partículas espirituais.

Então um breve silêncio.

Ichigo permaneceu parado no centro da rua, respirando fundo, a reiatsu ainda vazando em pequenas ondas ao redor dele.

Demais...

Forte demais.

Então Ishida percebeu novamente aquela sensação, aquela presença escondida. Como algo observando por trás dos olhos de Kurosaki.

Então:

— AÍ ESTÁ VOCÊ!

A voz veio de cima.

Ichigo ergueu os olhos e imediatamente fez uma careta.

— Ah, droga!

Renji aterrissou no telhado mais próximo.

Kira apareceu ao lado dele.

Logo depois, Rin.

Os três encararam a cena: o Hollow destruído, os quarteirões parcialmente devastados, e Ichigo parado bem no meio.

Renji cruzou os braços.

— Então era você.

— O quê?

— O pico absurdo de pressão espiritual.

— Ah.

— "Ah"?!

Rin já havia sacado o aparelho de medição. As leituras ainda enlouqueciam.

— Isto não faz sentido...

— Bem-vindo a Karakura! — respondeu Renji.

— Não. Cientificamente não faz sentido.

— Continua sendo Karakura!

— Isso não explica nada, Tenente Abarai.

Kira ignorou os dois. Os olhos dele estavam sobre Ichigo, analisando, observando. Como se procurasse alguma coisa.

— Kurosaki.

— Yo! Quem é você mesmo?

— Kira Izuru, 3ª Divisão.

— Aah tá...

— Você está ferido?

— Já estive pior.

— Isso não responde, exatamente, à pergunta.

— Então, não.

— Entendi.

Atrás deles, outro shunpo.

Rukia surgiu.

Yoruichi logo depois.

Orihime e Chad vieram correndo pela rua.

A primeira coisa que Orihime fez foi suspirar de alívio. A segunda foi ficar irritada.

— Kurosaki-kun!

— Ah...?

— Você desapareceu hoje!

— Foi mal, eu estava ocupado, Inoue.

— Essa desculpa não funciona duas vezes em menos de dois dias!

— Claro que funciona!

— Não funciona!

— Vocês dois vão continuar nisso por muito tempo? — perguntou Renji.

— Provavelmente — respondeu Rukia.

Uryū observava, em silêncio.

Ninguém havia notado que ele ainda estava ali. Ou talvez tivessem notado e estivessem respeitando aquilo, difícil dizer.

Os olhos dele permaneceram sobre Ichigo. Sobre a reiatsu. Sobre aquele traço Hollow escondido sob a superfície. Sobre a facilidade com que ele havia derrotado aquela criatura enorme. E então compreendeu uma coisa: Kurosaki estava seguindo em frente, mesmo carregando algo monstruoso dentro de si. Enquanto ele... Ele continuava parado. Inútil. Dependente dos outros.

A noite já estava quase terminando quando Uryū chegou ao hospital.

Os corredores estavam vazios, as luzes reduzidas. Tudo silencioso demais.

Ele encontrou o pai exatamente onde esperava: no consultório, preenchendo documentos. Como se fosse apenas mais uma madrugada comum.

Ishida Ryūken nem sequer levantou os olhos.

— Você demorou.

— Sabia que eu viria?

— Evidentemente.

Uryū permaneceu parado por alguns segundos, e então falou:

— Eu encontrei um Hollow.

— Imagino.

— E quase morri.

— Imagino.

— Kurosaki me salvou.

Finalmente Ryūken ergueu os olhos, só por um instante.

— Entendo...

Então fez-se um silêncio longo e desconfortável, até que o Ishida filho respirou fundo e fez a pergunta que vinha evitando havia meses:

— Quando poderei recuperar os meus poderes?

Ryūken fechou a pasta que estava lendo sem pressa e sem surpresa, como quem esperava ouvir aquilo desde o dia em que o filho perdera tudo.

— Sim...

Uryū congelou. A resposta tinha vindo rápido demais.

— ...O quê?

— Eu posso devolvê-los.

E pela primeira vez naquela noite, Ishida Ryūken parecia enfim interessado em olhar para o próprio filho.

— Mas há uma condição.

Uryū já sabia que haveria uma. Claro que haveria.

— Qual?

Os olhos frios do pai encontraram os do filho, firmes e inabaláveis.

— Você nunca mais poderá se envolver com qualquer Shinigami.