When the Moon meets the Night

12 Capitulo 12 - A rainha de Thorston Town


Notas iniciais
Quem quer matar a autora por demorar a vida o/ Gente, só um aviso: eu não sei se todo mundo sabe disso, mas quando você posta um história no site, da para ver o número de acessos por capítulo e no último, que na verdade foi dividido no 10 e 11, a segunda parte tem muito mais acessos. Então, as vezes, você que está lendo, eu aviso que possa ter pulado a primeira parte e sem ela a história tenha ficado confusa, por favor volte e leia para entender melhor ^^

Depois da visita do Gustav há alguns dias, os nossos cavaleiros voltaram a sua rotina normal, sempre tentando decifrar mais sobre os mistérios do Olho de Dragão..

Depois do episódio triste, Morgana estava tentando se desligar do próprio passado, ela sabia que se corroer por algo que aconteceu há muitos anos não traria sua família de volta. Mas ter revivido tudo ao contar para Soluço, fez ela se lembrar não só do que aconteceu, mas também de tudo o que ela sentiu na fatídica noite e de como ela sentia saudades da época feliz da sua infância. Ela mal conseguia dormir, tinha pesadelo quase todas as noites, então para evitar dormir ela ocupava a cabeça com rondas noturnas, sempre cuidava dos estábulos, fazia a limpeza, alimentava os dragões e até dava banho em todos os Terrores Noturnos. Soluço estava preocupado, depois do dia em que ela chorou até dormir, ele tinha ficado sem saber o que fazer, queria saber de toda a história, mas ela precisava de espaço e ele resolveu dar isso a ela. No começo ele percebeu que ela estava tentando ocupar a cabeça pegando o máximo de tarefas possíveis, até cozinhando para os gêmeos sempre que eles pedissem! O problema, ele percebeu, era que ela não estava melhorando, já não dormia a dias. Ele sentia falta da alegria da amiga, da risada, das respostas sarcásticas, das competições de corridas com os dois fúrias da noite, mas principalmente das tarde que eles ficavam conversando na cabana dele seja sobre um novo projeto ou sobre nada em específico e tudo que ele conseguia agora eram monólogos.

Não foi só o líder que percebeu, os outros também, até Melequento estava preocupado, e quando Astrid foi tentar perguntar a amiga era sempre a mesma resposta: “está tudo bem; não sei do que você está falando; eu preciso fazer o jantar agora”; então ela foi tentar conseguir algo com o moreno e ele não sabia o que responder, não tinha direito de contar sobre Isaac para a loira.

Foi por isso que ele tentava sugerir algo para eles fazerem o tempo todo, mas ela sempre tinha desculpas. Agora, ele correu para se aproximar quando a viu passar em frente a cabana dele com um cesto enorme nos braços.

— Hey, Morgana, você não quer dar uma volta comigo e Banguela? Luna parece querer dar uma volta também. – Ele teve que parar na frente dela para fazê-la parar.

— Desculpe, Soluço. Mas eu tenho que lavar as roupas do Melequento. – Até a voz dela estava mais fraca, era fraca e baixa. Também era possível ver os círculos escuros embaixo dos olhos dela.

— As roupas do Melequento!? – Ele fez uma cara de nojo e horror ao mesmo tempo. Ela o ignorou e tentou passar por ele, mas ele a segurou pelo braço dessa vez. – Olhe para você Morgana, isso não é você.

Ele olhou bem nos olhos dela e por um momento viu algo nos dela, mas logo desapareceu e o olhar vazio voltou.

— Não sei do que você está falando. – E simplesmente continuou andando.

Soluço ficou parado no mesmo lugar, os ombros caídos. Banguela não gostava de ver o amigo mal, e também não gostava de ver Morgana mal, gostava muito da humana, ela sempre foi boa com ele e, principalmente, era por ela estar feliz que Luna também ficava feliz. Agora, a fúria da noite estava triste e desamparada pela dona, não sabia como alegra-la e só a seguia, não tinha mais animo para brincar com ele ou para as suas sonecas de tarde juntos.

Soluço e Banguela, ambos não sabiam o que fazer para ter as amigas de volta.

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— 575... 576...

— Perna de Peixe, você ainda não terminou de contar os Terrores Noturnos? Eu já terminei com os Nadders Mortais. – Morgana perguntou quando avistou o loiro em meio a uma pequena clareira, com um mapa na mão e ainda contando.

— Estou quase terminando, Morgana. – Ele ia voltar a olhar para o mapa e ver quais áreas ainda faltavam quando uma pequena Lagarta de Fogo pousou bem no papel. – Oh, olá amiguinha.

Tentou ser simpático, mas depois soltou um grito de susto quando o pequeno dragão botou fogo no mapa.

— O que uma Lagarta de Fogo está fazendo aqui? A ilha delas é muito longe. – Morgana comentou enquanto estendia a mão para a pequenininha.

— Cuidado Morgana, ela vai te queimar!

Para a surpresa do loiro, o dragão foi calmamente para a mão da amiga se causar nenhum estrago.

— Mas como? – Ele perguntou visivelmente confuso.

— Eu esfrego folhas de flor de Nascente Rubro nas minhas luvas, preciso para poder escovar Amarok, são a prova de fogo. – Ela explicou fazendo um leve carinho no animal e depois a soltando.

— Perna de Peixe... – Morgana chamou quando viu que o amigo tinha voltado a contar os animais. – Acho melhor você esquecer a contagem por enquanto.

O loiro se virou para a morena, mas só entendeu a preocupação dela quando olhou para a onde ela apontava e pelo menos mais 5 Lagartas de Fogo na árvore mais próxima.

— Acho melhor a gente buscar o Soluço e os outros.

No caminho de volta para a sede, a dupla só confirmou o que temiam achando ainda mais dragões vermelhos que começaram pequenos incêndios por toda a ilha.

— Era só uma, mas não paramos de achar mais no caminho de volta. – Perna de Peixe informou aos outros que tinham se juntado a eles. Todos sobrevoavam a ilha agora para averiguar melhor a situação.

— Será que estão migrando? – Astrid palpitou.

— Se estivessem migrando, a ilha toda estaria pegando fogo. – Soluço respondeu.

— Não necessariamente. – Perna de Peixe contrapôs. – Quando Lagartas de Fogo migram, elas mandam batedores para ver se a rota migratória é segura. Se a nossa ilha é uma parada da rota...

— Pode ser que um bando de lagartas de fogo esteja a caminho. – Astrid terminou o pensamento.

— Para mim pode mandar ver! Adoro esses incendiadores. – Cabeça Dura falou bem feliz.

— E vai continuar adorando quando todos pousarem aqui e colocarem fogo na nossa ilha inteira? – Soluço perguntou ironicamente.

— Sim!.. Não... Espera ai, tem alguma pegadinha?

Soluço rolou os olhos e depois se virou para Morgana, geralmente quando um dos gêmeos fala uma besteira ela sempre tem uma resposta na ponta da língua. Dessa vez não ouve uma reação por parte da garota e Soluço soltou um suspiro frustrado.

— Perna de Peixe, quanto tempo ainda temos? – Astrid perguntou.

— Difícil saber, se for uma migração plena, o resto do bando pode chegar aqui semana que vem.

— Bom saber, foi bom te conhecer ilha. O Melequento vai vazar.

— Nós não vamos abandonar a ilha, Melequento. – Soluço fez o Banguela entrar na frente do Dente de Anzol. – Nós nos esforçamos muito aqui para simplesmente ir embora, o Melequento não vai vazar e nós vamos ficar. Então mão a obra!

— Tá bem! – Melequento fez uma careta concordando depois do tom bravo do líder.

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Soluço havia organizado um pequeno esquema para eles se prepararem para a chegada das Lagartas, caso acontecesse. Ele dividiu tarefas entre todos para deixar as coisas mais fáceis. Depois de feitas, todos estavam de volta a sede.

— Astrid, você e o Perna de Peixe já armazenaram água? – Soluço estava sentado na mesa central, Melequento e Perna de Peixe, em cadeira, o primeiro, bem folgado, estava com os pés apoiados na mesa. Morgana e Astrid estavam de pé.

— Sim, enchemos todos os barris.

— Eu achei uma caverna perfeita para os Terrores Noturnos. – Perna de Peixe informou. – Alta e isolada, o suficiente para as chamas não chegarem até eles. Morgana já equipou com tudo que eles vão precisar, comida e água. – A garota apenas assentiu confirmando que estava tudo pronto.

— Eu também separei flor de Nasceste Rubro o suficiente para fazer poção necessárias para cobrir as cabanas, podemos evitar que peguem fogo assim. – Ela falava, mas sem olhar diretamente para Soluço, ele ignorou isso e lançou um sorriso para ela.

— Perfeito, bom trabalho gente. – Soluço elogiou e depois verificou a lista de novo. – Agora, se os gêmeos voltarem, a gente vai descobrir o que eles fizeram.

— Eu sei muito bem o que eles fizeram: nada, zero, nulo! – Melequento debochou.

— Pelo contrário, nós fizemos bastantes coisas na verdade. – Cabeça Dura falou da entrada da porta bem animado, Cabeça Quente estava do lado dele apoiado no batente com um olhar arrogante.

— Capinaram o mato? – Soluço perguntou.

— Não.

— Fizeram o aceiro?

— Não fizemos.

— E a água? Conseguiram trazer para cá? – Astrid perguntou.

— Não, estávamos ocupados.

— Ocupados com o quê? – Morgana perguntou, tão irritada quanto os outros.

— Uma coisa legal. – Cabeça Quente respondeu com um sorriso bem estranho na cara e Morgana não gostava de nada daquilo.

Depois disso os gêmeos resolveram não falar mais nada até chegarem no “lugar especial” deles. E para a surpresa de todos era um penhasco com uma grande pedra.

— Com vocês, a notável Pedra do Nome! – Cabeça Quente se gabou.

— Só eu que me perdi agora? – Morgana perguntou para ninguém em especifico, confusa. – Por que isso?

— Dah! Por que tem o nosso nome escrito nela. – Cabeça Dura respondeu, não que tenha esclarecido alguma coisa.

— Cara, vocês dois são ridículo demais. – Melequento falou bem irritado.

— Ridículos pode ser, mas me responde isso: cadê a sua Pedra do Nome?

— Ai meu Thor. – Morgana suspirou indignada. – Eu vou capinar a grama, porque parece que eles não vão fazer isso.

Morgana estava prestes a ir embora quando viu Perna de Peixe com a cara bem séria lendo a pedra.

— Soluço, Morgana, acho que vão querer ver isso. Parece uma pedra de posse.

Os dois morenos se aproximaram para ler também.

— “Eu, Magma Thorston, declaro que está ilha pertence a mim e a todos da minha família do presente e do futuro para todo o sempre.” – Soluço terminou de ler.

— Isso é brincadeira né? Ninguém pode exigir a posse de uma ilha com uma pedra. – Morgana falou. – Não pode né?

— O saudoso tio avô Magma. – Cabeça Dura saldou para o alto. – Não era ele que conseguia passar um bacalhau inteiro por uma narina?

— E desossa-lo ao mesmo tempo? Realmente é uma arte perdida.

— A família deles é perturbadora. – Morgana falou para a Astrid que concordou com a cabeça.

— Isso só pode ser uma pedra falsa. É obvio que esses dois inventaram tudo. – Melequento falou desacreditado.

— E eles sabem escrever? – Morgana perguntou em deboche.

— Ela tem razão, não tem nenhum erro de ortografia. – Perna de Peixe confirmou.

— Você pode ter razão. – Melequento deixou cair os ombros em decepção.

— Para mim, o mais surpreendente é que eles tiveram um parente que sabia escrever. – Morgana riu de leve e por mais que a situação seja bem esquisita, Soluço ficou muito feliz em ver que ela estava melhorando.

— Deixa eu ver se entendi. – Astrid falou bem devagar. – Esses dois são donos dessa ilha aqui?

— Olha, é o que parece. – Perna de Peixe respondeu bem contra a vontade.

— Engole essa!

— A gente é chefão!

— Hey, a onde você vai, meu súdito? – Cabeça Dura perguntou ao Melequento que estava prestes a sair com o Dente de Anzol.

— Vocês podem até mandar na ilha, mas não mandam em mim.

— Respeite a coroa ou vamos fazer cara feia!

— Mas beleza não é com vocês mesmo.

— Obviamente nós precisamos de um calabouço.

Soluço entrou no meio dos dois para evitar uma briga. – Todo mundo vai respirar e se acalmar. A primeira coisa a se fazer é autenticar essa pedra de posse.

E foi assim que eles tiveram que esperar algumas horas até Bocacão e Stoico chegassem na ilha. Agora o viking sem uma perna e uma mão examinava a pedra.

— Então Bocão? – Stoico perguntou, ele não precisava estar ali, mas ficou muito curioso com o terror correio que eles tinham recebido em Berk e queria ver com os próprios olhos.

Bocão olhou mais um pouco, ele até provou uma parte da pedra!

— Essa pedra de posse é 100% autentica, Stoico.

Essa era a resposta que ninguém queria ou esperava ouvir, menos os “novos reis” que estavam comemorando com pulos e uma dança bem estranha.

— Ah não!

— Não pode ser!

— Não!

Todo mundo começou a reclamar ao mesmo tempo.

— Ok, já chega. – Stoico calou eles. – Tudo indica que esta ilha, oficialmente, pertence aos gêmeos.

— Me deem licença porque eu vou me jogar do penhasco. – Morgana falou depois do minuto de silêncio e foi em direção a borda.

— Hey,hey, hey, nada de penhasco. – Soluço puxou a mão dela de volta para o centro do povo. Era o primeiro contato entre eles em dias e ele não queria solta-la, mas tinha, então ele deu um leve apertão antes de soltar. Morgana virou o rosto para esconder as bochechas vermelhas.

Houve uma pequena cerimonia (os gêmeos se ajoelharam e o Stoico os conclamou) e os dois adultos aproveitaram para fugir da maluquice.

— Ótimo. O que vamos fazer agora? – Perna de Peixe perguntou ao líder.

— Nós sempre podemos... – Melequento passou o dedo pelo pescoço.

— Nós não vamos matar os gêmeos, Melequento. – Morgana falou e bateu na parte de trás da cabeça dele.

— Por favor, me diz que não vamos dar a ilha para eles. – Astrid falou irritada.

— Eu digo que vamos sim, nós vamos dar a ilha para eles. – Ele começou a explicar depois de ver a cara que os outros fizeram. – Em primeiro lugar, nós não temos escolha, e em segundo, quando eles descobrirem que mandar não é exatamente o que estão pensando, vão ter que resolver o problema das Lagartas de Fogo sozinhos, vão implorar para devolverem a ilha.

— Eu não acho que esse seja o seu melhor plano, Soluço. – Morgana falou meio insegura. Os gêmeos eram pestes em pessoas, e pensar agora que eles finalmente têm poder para fazer as loucuras deles sem limites parecia um inferno para a garota.

O que os novos reis pareciam querer ignorar era que do outro lado da ilha, na grande floresta que recobria quase todo o local, mais pequenos dragões vermelham pousavam em árvores, arbustos e troncos , com novas faísca para um possível desastre.

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— Delegar as tarefas? Foi isso mesmo que eles falaram? – Morgana perguntou para Soluço que deu de ombros desanimado.

O grupo todo estava na arena do domínio, a dupla pateta tinha mandado os reunir para o que eles chamaram de “delegação de tarefas reais”. Agora Cabeça Dura segurava um pergaminho enorme.

— Bem, Perna de Peixe aqui diz que você é o poeta lariado oficial de Thorston Town.

— Por acaso vocês sabem o que isso significa?

— Pensamos que você saberia afinal é o seu trabalho. – Cabeça Quente apontou e o loiro ficou sem resposta.

— Thorston Town? – Morgana perguntou para Soluço.

— É o nome bobo que eles colocaram para a ilha.

— Isso vai demorar? Eu ainda preciso capinar o mato da área leste da ilha. – Morgana rolou os olhos com preguiça de toda a situação.

— Não não não, minha cara Morgana, capinar vai ser o trabalho da Astrid. Ela agora é a capinadora real que vai evitar que Thorston Town pegue fogo.

— Eu não vou capinar nada para vocês dois! – Astrid gritou com muita raiva, uma coisa era fazer isso caso fosse um plano em equipe, mas trabalhar para aqueles dois, isso era algo que a treinadora da Tempestade não iria fazer, iria acabar usando o machado dela neles.

— Calma Astrid. – Soluço tentou acalmá-la.

— Vai sim garota e vai gostar. Melequento, meu amigo, tem um trabalho excelente para você. Você, sir, é o nosso novo sargento de armas.

— Hummm eu até que gostei da sonoridade disso.

— Ótimo, como se o ego dele já não fosse grande o suficiente. – Morgana murmurou.

— Nossa, você está com um humor terrível hoje. – Astrid falou e Morgana a olhou com o cenho franzido e depois repassou mentalmente as conversas que ela teve no dia. Pensando bem, ela tinha sido bem rude com comentários sarcásticos demais e respostas chatas. O humor dela realmente estava confuso, de dia ela se sentia totalmente perdida e triste, agora parecia que só tinha raiva dentro dela, e o fato de eles terem que ser os servos pessoais da dupla menos confiável de todo o arquipélago só fazia ela querer se enterrar na sua cama pelo resto do ano.

— My lady Morgana, você vai ter o trabalho de ser a cozinheira real e particular nossa.

Ela piscou algumas vezes de vagar, cozinhar? Não que ela já não fizesse isso antes, ela já cozinhava para todo mundo, mas só as três refeições necessárias, caprichos que os gêmeos sempre pediam, ela só ignorava. Acho que agora eles iram se vingar por isso.

— Eu estou perdida.

— Soluço, você é o nosso novo cavalariço!

— Cavalariço?! – Soluço exclamou indignado, Banguela soltou um rosnado. Astrid engoliu o riso.

— Não vou mais reclamar de ser a cozinheira.

— Olha, eu tenho uma pergunta: você poderia me responder o que um sargento de armas faz?

— Você aplica as leis. Se alguém não estiver obedecendo e se as coisas ficarem feias, tem que levar o contraventor para o novo calabouço e dar chá de esterco de iaque, entendeu?

— Calabouço? Eu gostei, achei muito melhor que cavalariço. – Melequento falou muito mais animado com a ideia agora. Engraçado que ele foi o primeiro a querer ir embora com a ideia dos novos reis.

— Então vamos falar das novas regras sem mais demoras. – Cabeça Dura tirou outro pergaminho que foi tomado pela Cabeça Quente.

— Regra número 1: Devem fazer reverencia quando virem seus novos governantes entrarem no recinto.

Morgana compartilhou um olhar com Astrid e Soluço: isso seria uma longa lista.

— Regra número dois: todos têm que fazer reverência aos seus novos governantes quando saírem do recinto.

— Todos devem fazer reverência quando estiverem em um recinto.

— A gente vai ter que fazer reverência o tempo todo. – Soluço resumiu a regra.

— Cavalariço, tirou a sorte grande! Hora da reverência.

Soluço soltou um suspiro irritado e se curvou..

— Continuando, terá um pequena taxa para pousar com os dragões na ilha.

— E outra pequena taxa para decolar.

— Terá uma taxa para dormir.

— E uma para acordar.

— Uma para comer.

— E uma para beber.

— E para respirar? – Astrid falou com sarcasmos, a loira estava de braços cruzados.

— Boa ideia! Anota ai.

— Por ultimo, a letra S está oficialmente fora do alfabeto, então é melhor evitar palavra como “sangue”, “sangrar a perna ”, “sangra a cabeça”, “ciclone”.

— “Ciclone” é com C. – Perna de Peixe corrigiu.

— Hey, vocês sabiam que tem um S no nome da ilha de vocês? – Astrid falou e parece que deixou Cabeça Dura bravo.

ilêncio udita, como oua dizer tal coia!

— Eu não entendi, por que vocês querem banir o S? Vocês tem noção que isso é algo universal e que não da para simplesmente ser banida por alguém. Tem um S no próprio nome de você, Thorston vai virar o quê? Thorton? – Morgana falou pela idiotice.

— A ilha é noa e podemo fazer o que quiermos. – Essa foi a resposta inteligente do loiro.

— Tem mais alguma regra? – Soluço perguntou querendo acabar logo com aquela reunião sem sentido e voltar a se preocupar com coisas mais importantes como fazer a ilha sobreviver as lagartas de fogo.

Cabeça Dura soltou um sorriso malvado e tirou um terceiro pergaminho da bota, mas quando ele abriu e ia começar a ler, uma lagarta de fogo atravessou o papel fazer um buraco de fogo enorme. Ele e a irmã ficaram supressos, mas voltaram a pose “real” rapidamente.

— Cavalariço, limpe tudo.

— Olha, eu vou limpar. Mas vocês tem que dar um jeito nas lagartas de fogo. O negócio está começando a ficar sério.

Sem eles verem um incêndio estava ocorrendo bem no moro atrás dele.

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Morgana tinha acabado de sair da sua cozinha, os gêmeos tinham pedido dois sanduiches grandes e completos de carne de iaque. Depois de entregar a comida, ela saiu de fininho para poder conversar com o líder do grupo. Quando ela chegou na base, viu o garoto ajoelhado e esfregando as escamas do pescoço de Vomito e Arroto, e não estava com uma cara muito feliz.

— Soluço. – O garoto levantou a cabeça surpreso por ver a amiga ali e com uma cara tão preocupada, ele se levantou rapidamente, ignorando o resto da tarefa e correu para frente dela.

— O que foi? Está tudo bem? Você está bem? – Ele perguntou preocupado, tinha medo de ela ter tido uma recaída, ou que os gêmeos terem feito ela fazer algo horrível.

— Eu estou preocupada com as lagartas de fogo, eu vi outro ponto de incêndio quando estava vindo pra cá. Não sei o que vamos fazer se as “vossas majestades” não fizerem nada.

Soluço suspirou aliviado por não ser algo tão grave, quero dizer, é grave, mas Morgana estava bem, e era isso que importava para ele agora.

— Eu sei que precisamos fazer algo, mas querendo ou não, eles são donos da ilha e temos que fazer o que eles mandam, por hora. Eles me mandaram limpar o Vomito e Arroto e não tenho tempo de fazer algo.

— Deixa eu fazer isso por você então. – Ela pegou a escova da mão dele, o deixando surpreso. – Assim você pode encontrar a Astrid e tentar fazer algo.

— Não, você não pode fazer isso. É melhor você ir atrás da Astrid você mesma, está sem trabalho agora, não é?

Ela arregalou os olhos, parecia com medo. – Não! Eu não posso fazer isso, se eu fizer algo errado pode colocar a vila toda em fogo e eu não gosto de incêndios.

Soluço franziu o cenho, aquilo não estava certo. Pensou que ela tinha melhorado, mas ela ainda estava apegada no pensamento de que ela não podia fazer nada. Pedir para ele fazer algo com Astrid, ao invés de ela mesma participar da ação, era prova que ainda estava fugindo dos outros. Agora Soluço entendia, o progresso que ele achou era apenas outra fase. Primeiro foi a tristeza com noites chorando, ele podia ouvir toda vez que passava do lado de fora da cabana dela para ir a sua, depois foi a distração, fazer todos os trabalhos possíveis, a raiva, com todo o sarcasmo e agora a exclusão e o medo de fazer algo errado de novo.

O moreno viu que Morgana tinha se encolhido e estava abraçando a si mesma. Ele sentiu os ombros caírem.

— Morgana... – Ele estendeu a mão para segurar a dela, mas antes que pudesse tocá-la, ele foi interrompido por alguém limpando a garganta. Os dois se viraram e viram os gêmeos parados ali.

— Hum... não estão esquecendo de nada?

Morgana olhou confusa para Soluço e ele só rolou os olhos antes de fazer reverência, a morena, depois de ter entendido, fez o mesmo.

— Cozinheira real, você não deveria estar na cozinha?

— Agora? Eu acabei de fazer sanduiches para vocês dois e já preparei os peixes do seu dragão.

— Sim e estava muito bom. – Cabeça Dura esfregou a barriga lembrando do delicioso lanche que tiveram. – Mas queremos ter um grande banquete para celebrar o primeiro dia da nossa ilha.

— Eles esqueceram de tirar o S. – Morgana sussurrou para Soluço.

— Melhor assim, não entendo metade do que eles falam normalmente, imagina com essa lei ridícula.

— Isso! – Cabeça Quente concordou com a ideia do irmão. – Então, volte já para a cozinha! – Ela comandou apontando para a direção da cabana da garota.

Morgana olhou para Soluço com desculpa e ele entendeu que era por ela não poder ficar e ajudar ele com os dois reis loucos. Ela fez um carinho na cabeça do Banguela e, depois de uma reclamação, fez outra reverencia e voltou para a cabana.

Morgana viu que nem Luna e nem Amarok estavam lá, achou aquilo estranho, geralmente o pesadelo monstruoso estaria tirando o cochilo dele na cabana, e a fúria da noite sempre está com a dona, se não, com Banguela, mas como ela tinha acabado de vir do encontro deste, sabia que ela não estava lá. A treinadora decidiu não pensar nisso agora, precisava preparam um banquete antes que fosse mandada para o “calabouço”. Então ela começou: tortas de amora, assado de carneiro, pão, peixe frito, molhos apimentados, doces e azedos, torta de abobora, bolinhos de carne de iaque e sorvete de leite de iaque. No final, ela tinha ficado na cozinha horas preparando tudo, estava exausta.

— Parece que você terminou tudo por aqui, cozinheira real. — Cabeça Dura falou depois que Morgana colocou tudo em cima da grande mesa na cabana dos gêmeos.

— Vamos ter que ir chamar o comerciante Johan depois disse trabalho, acho que eu esvaziei a dispensa. – Morgana falou, mas os dois estavam ocupados devorando tudo na frente deles, pelo menos eles pareciam ter gostado. Nem eles tinham o que criticar agora, a novata cozinhava realmente bem.

— Bom, se me derem licença. – Ela fez uma última reverencia e se virou para sair.

— A sim, fale para os seus dragões que quando terminarem, podem voltar para a próxima tarefa. – Cabeça Dura falou com a boca cheia, tão concentrado na comida que até esqueceu de retirar o S das palavras. Mas aquela frase fez Morgana congelar no lugar e virar o rosto lentamente para eles.

— Você deu trabalho para os meus dragões? – Ela perguntou bem devagar.

— Mas é claro, mandamos eles tirarem as pedras da praia do lado leste da ilha, estamos pensando em fazer nosso palácio de férias lá.

Eles nem tinham se dado o trabalho de levantar a cabeça para falarem com a súdita, mas pularam de susto com o soco que a garota deu na mesa.

— VOCÊS DERAM TRABALHO PARA OS MEUS DRAGÕES?! – Morgana repetiu, mas agora gritando, o que assustou muito os dois, os olhos dela estavam quase vermelhos de raiva. – Eu não ligo que vocês me prendam na cozinha, me peçam para limpar a sua cabana ou escovar os dentes do seu dragão, mas nunca, NUNCA, usem a Luna e o Amarok como os servos que vocês pensam que tem o direito de mandar só porque tem a porcaria de um nome em uma pedra! Eles não são seus brinquedos, e eu estou avisando, vocês podem ser os próprios herdeiros de Odin, se você tentarem usar os meu dragões de novo, a geração dos Thorston irá acabar na mesma hora, ouviram bem?!

Cabeça Dura e Cabeça Quente não sabiam o que dizer, eles sentiram cada palavra na pele, simplesmente com medo de piscarem e isso irritasse ainda mais a garota.

— Nem se deem ao trabalho. – Morgana encarou bem eles e sabia que tinha passado a mensagem. – Eu sei a onde fica o calabouço. – E saiu pela porta.

Quando ela saiu, os dois soltaram o ar que não tinham percebido que estavam segurando de nervoso.

— Irmã, você ficou nervosa?

— Eu não, vocês ficou? — Ela respondeu, mas estava tremendo.

— Não, não fiquei. – Também era mentira.

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Morgana nunca tinha sentido tanta raiva como agora, usar os dragões delas, seus bebês, para trabalhar para aqueles dois, ela queria socar uma parede, ou melhor, derrubar uma parede em cima deles.

Depois de sair, antes de ir de fato para os estábulo, que estavam servindo de masmorra. Se dirigiu a praia quando viu dois dragões voando em direção a ela.

— Luna! Amarok! – Ela correu para perto deles, e abraçou os dois ao mesmo tempo. Não pareciam exaustos, mas era claro que estavam cansado. – Não se preocupem, não vou deixar nenhum dos dois idiotas chegarem perto de vocês de novo.

Ela sorriu para eles, o primeiro sorriso de verdade que ela teve no dia inteiro e eles pareciam bem mais felizes, até abanaram as caudas pela a dona finalmente estar como ela sempre é e não mais triste.

— Vem, vamos nos “prender”. Seria o melhor lugar para se estar agora.

Quando eles chegaram lá avistaram Soluço e Banguela, o primeiro varrendo o chão.

— Morgana? O que...? – Ele ficou confuso quando viu a garota ir para um dos estábulos e se trancar dentro com Amarok e Luan. — ... está fazendo? Por que você se trancou ai? Os gêmeos mandaram te prender?

— Espera um minuto, capitão. – Ela brincou e Soluço ficou surpreso, ela estava sorrindo, de verdade agora. – Eu me prendi, eles me irritaram de verdade. Acho que aqui é até melhor do que ficar continuando com o joguinho bobo deles.

Banguela foi até a grade e Luna também se aproximou, ele deu um leve ronronado triste, preocupado, não gostava de ver ela presa. A dragão deu uma leve lambida no focinho dele, dizendo que ela estava bem, e esse se acalmou um pouco.

— Então... – Soluço encostou na grade. – você está bem? – Ela sabia que ele não referia a prisão.

— Soluço – Ela suspirou. – Me desculpe por como eu me comportei, como eu te tratei. Eu queria me fechar, eu sei que nada eu possa fazer vai mudar o que aconteceu com o meu irmão, mas eu- Ela respirou fundo. – eu...

— Eu sei. – Ele colocou a mão sobre a dela na grade. – Você precisou passar por isso, lidar com a dor da sua maneira e eu entendo isso. Eu só peço que você não me exclua mais, me deixe te ajudar a passar por isso.

Ela sorriu agradecida. – Obrigada, Soluço.

— Pelo o quê?

— Por se importar. – Ela apertou a mão dele. O contato e o clima foi quebrado mais uma vez por alguém. Alguéns, na verdade, Melequento entrou no recinto empurrando Astrid e Perna de Peixe para outros estábulos.

— Melequento, o que você está fazendo?

— Não é da sua conta, cavalariço.

Soluço fechou a cara com a menção da “profissão”, e Morgana segurou o riso.

— São assuntos, de Thors.. Tost... Thorns... — Melequento se enrolou todo para falar o nome e desistiu. – Sejam bem vindo! – E abriu uma cela para eles e depois saiu com o Anzol de Dente.

Com sorte de Morgana, a cela dos dois era ao lado da sua e ela pode se apoiar na madeira para ouvir Soluço perguntar o porquê de eles terem sido presos.

Mas ao invés de responder, Astrid achou melhor cobrar sobre a situação. – Pois é, quero saber até quando vai permitir isso, já viu as Lagartas de Fogo?

— É, Soluço, a migração está a todo vapor. – Perna de Peixe concordou.

— Aposto que você vai acabar sendo preso também, tem lei até para respirar aqui. – Morgana falou.

— Tá bom, eu vou lá falar com eles. – E saiu pela porta do estábulo.

— Espero que ele tenha mais sorte, porque se não, vamos ter que recomeçar tudo de novo das cinzas que as Lagartas de Fogo vão deixar o Domínio. – Morgana suspirou cansada e se deitou no chão apoiando as costas em Amarok.

Quando todos foram presos era pouco antes do por do sol, e quando Soluço voltou já estava de noite, e para não surpresa de Morgana, voltou direto para um cela, preso.

— Entãoooo, por que você foi preso? – Astrid perguntou sarcástica, a morena soltou uma gargalhada.

— Eu disse que isso ia acontecer.

— Melequento? – O garoto estava segurando a própria gola por trás da cabeça e “se puxava ” para dentro da cela da morena.

— Você se prendeu? Sério?

— Armaram para mim.

— Agora chega! Nós vamos fugir daqui. – Astrid falou irritada.

— Ótimo! E depois seguimos o meu plano. – Melequento representou o atentado passando o dedo na garganta.

— Eu topo! – Morgana levantou o braço.

— Gente, acalma, não tem porque se preocupar. Eles não podem ser tão desligados assim.

— Você está falando sério, Soluço? São os gêmeos. – Morgana ergueu uma sobrancelha em questionamento.

O moreno fechou a boca sem resposta.

— Vocês estão sentindo esse cheiro? – Ela perguntou se aproximando da porta da cela para tentar enxergar melhor para fora do estabulo.

— É a fumaça. – Astrid também se aproximou da porta. – Está se aproximando, e onde tem fumaça...

— Tem lagartas de fogo. – Perna de Peixe completou, ele estava tentando acalmar os dragões, nervosos com o fogo.

— Olha só, é o seguinte: o experimento acabou, a gente vai sair daqui e acabar com isso, antes que eles destruam essa ilha. — Banguela, Explosão de Plasma.

Quando o fúria da noite estava prestes a acabar com a porta da cela, os culpados de toda a bagunça apareceram, fazendo o dragão parar.

— Gente! – Cabeça Dura falou desesperado.

— Agora é nossa chance. Dente de Anzol, destruir!

Soluço entrou na frente antes da conclusão do plano do moreno louro.

— E ai, governantes? Como estão as coisas no reino? – Ele tinha começado sarcástico.

— Estão se divertindo em meio ao fogo e a fumaça? – Astrid continuou o plano.

— Sim! – Ele tentou fingir um sorriso, mas falhou. — Não! Então tá, nós não somos capazes de salvar Thorston Town sozinhos. Então, conversamos e fizemos um decreto permitindo que vocês ajudem a apagar o fogo.

— Mas que pena. Vocês parecem estar tão bem sem a gente.

— Morgana tem razão, afinal de contas, lei é lei. – Soluço dividiu um sorriso com irônico com a amiga.

— Vocês tem que ajudar a salvar a ilha, é tudo o que temos. – Cabeça Quente implorou.

— Não sei... o que vocês acham?

— Bem, seria uma afronta a um reinado tão no início.

— Eu acho que tem que fazer o que o coração manda, se fizer uma regra, tem que seguir. Se não, vocês sabem como é.

— Anarquia. Eu estou com eles. – Perna de Peixe concordou com os três.

— Qual é, galera. Nós podemos fazer alguma coisa? Qualquer coisa?

Soluço estava esperando por aquele momento. – Agora que você falou, acho que podemos consideram uma possibilidade.

Foi possível ouvir o bater de asas das milhares de Lagartas de Fogo do lado de fora.

— Qualquer coisa! – Cabeça Dura repetiu. – Eu te nomeio melhor amigo do governante, governante reserva!

Morgana rolou os olhos. – Não, ou todos são governantes, ou ninguém é!

— Isso. – O líder concordou. – Vamos dividir a ilha, ela vai ser de todos.

— O quê? Mas que blasfêmia! – Ele fechou a cara até uma Lagarta de Fogo pousar bem no traseiro dele. O loiro saiu correndo gritando tentando apagar o fogo. – Tá bom! A ilha é de vocês, mas tirem essas coisa daqui!

— Finalmente. – Morgana suspirou antes de levantar a perna e desferir um chute na porta da cela a derrubando. Os outros arregalaram os olhos para ela. – O que foi? Temos um incêndio para controlar.

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Falar que a situação era feia, seria um eufemismo. Havia uma nuvem enorme de Lagartas de Fogo vindas do Leste para ocupar a ilha. Todos, agora livres da prisão e já em seus dragões, estavam em voo tentando pensar em um plano para salvar a casa deles. E Soluço começou a fazer jus a seu papel de chefe.

— Perna de Peixe, pegue todos Terrores Noturnos e os leve para a caverna.

— Pode deixar.

— O resto, vamos redirecionar o bando para a ilha mais próxima.

— Você acha mesmo que vai dar certo? – Astrid perguntou. – Olha só quantas tem!

— Você tem uma ideia melhor? Não temos escolha.

Morgana arregalou os olhos quando algo veio a sua mente — Na verdade, eu tenho sim.

— Morgana, onde você está indo?

A garota ignorou o chamado do moreno e foi em direção a onde Perna de Peixe tinha ido, ela olhou por cima do ombro e viu que os ataques dos dragões estavam, todos, sendo desviados.

— Rápido, Luna. – E elas dispararam e só parou quando viu Pena de Peixe olhando para os lados. – Perna de Peixe! Onde estão os Terrores Noturnos?

— Morgana? – Ele olhou confuso para ela, mas ignorou. – Eu não achei eles, nenhum deles.

A garota franziu o rosto, precisava dos dragões para o seu plano. – Eu vou cuidar deles, Luna e eu somos mais rápidas, vocês vai ajudar o Soluço e os outros. – O loiro abriu a boca para protestas, mas pelo olhar da garota, ele achou melhor só obedecer.

A onde eles estão? Já estava amanhecendo e nada dos pequenos dragões. Até que ela lembrou do pequeno brinquedo que tinha consigo. Um apito, similar o que ela tem para usar com a Luna e o de Amarok, mas este era branco e no formato de um Terror Terrível que usava para poder treina-los. Então, ela o pegou e soprou, o barulho era igual ao chiado do dragão, mesmo baixo, podia ser capitado pelo dragão da espécie a quilômetros.

Não demorou mais que 10 minutos para ela ouvir o soar do bando se aproximando e ela estava rodeada deles.

— Smidvarg! – Ela gritou feliz com o dragão que esfregou o focinho no rosto dela em afeto. – Também estou feliz em ver você, mas agora eu preciso que você me ajude, ok? – A treinadora tirou um pequeno pedaço de papel e desenhou algo. – Você conhece esse dragão, certo?

—-------------- XX -------------

Enquanto isso, perto da base, os outros cavaleiros estavam tentando construir um aceiro para impedir as chamas, mas eram fortes mais para eles.

— Perna de Peixe, por que a Morgana não voltou até agora? – Soluço perguntou preocupado. Quando o loiro havia voltado e informado que a morena tinha trocado de lugar com ele, todos não entenderam, mas tinham que focar no fogo. Porém, já era de manhã e eles não tinham conseguido impedir as chamas, e a amiga ainda não havia voltado.

— Eu não sei, quando eu estava procurando não tinha achado nenhum Terror Noturno.

— Então a onde ela está agora?

A atenção foi roubada por uma sombra escura vinda da direção do Sol.

— Soluço, aquilo é...? – Astrid estreitou os olhos tentando enxergar melhor.

— A Lagarta de Fogo rainha! Se ela está aqui, o resto do bando não deve estar longe. – Perna de Peixe avisou.

— Isso define tudo, pegue o que conseguirem, vamos embora. Eu vou atrás da Morgana. – Soluço comandou, mas foi interrompido por Melequento.

— Não é a rainha!

Todos viraram para olhar novo e viram que na verdade era o bando de Terrores Noturnos juntos e formando a imagem de uma Lagarta Vermelha rainha, e logo do lado deles estava a amiga sumida com um sorriso enorme no rosto.

— Morgana! Ela deve ter reunido eles para atraírem as Lagartas de Fogo e protegerem a ilha.

— Mas não vai sobrar nada para proteger quando todas as menores pousarem na ilha. – Astrid contrapôs.

— Mas a gente não vai permitir. – Soluço discordou. – Eu vou levar os Terrores Noturnos para o mar na esperança das Lagartas de Fogo irem atrás, vocês fiquem aqui e apaguem os focos de incêndio.

Soluço e Banguela levantaram voo e passaram os Terrores.

— Agora como vamos atrai-los? – Ele estava tentando pensar em algo quando ouviu um som agudo do seu lado e os dragões se virarem e começarem a voar em direção dele.

— Precisa de ajuda, perneta?

— Morgana! — Ele se virou para ver esta do seu lado com um apito estranho na mão.

— Você não achou que eu fosse deixar você com toda a diversão, não é? Agora, vamos deslocar esses pequenos incendiários.

O garoto não falou mais nada, apenas sorriu e seguiu a amiga para a próxima ilha, sendo seguidas por todas as Lagartas de Fogo.

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— Cabeça Quente e Cabeça Dura, espero que tenham aprendido uma lição hoje.

Depois de acabarem com o papel de bombeiros, a ilha estava segura. Todos se encontravam no ponto onde toda a bagunça começou, a onde estava a rocha de herança dos gêmeos.

im, er líder é horrível. Ah, não precisa tirar o S mais. Mas pelo menos, ainda temos nossa maneiríssima pedra de posse para lembrar nosso glorioso reinado!

Morgana rolou os olhos e se virou para a Batatão. – Hey, garota. – Ela sussurrou algo no ouvido da dragão que abanou o rabo feliz antes de ir atrás do loiro e devorar a pedra em uma só bocada.

— Boa. – Astrid levantou a mão em soco e Morgana bateu de volta.

Melequento soltou uma gargalhada. – Essa ilha é de todo mundo! – E começou a dançar, para a surpresa da garota, todos seguiram ele e começaram a rodar e cantar “essa ilha é de todo mundo”.

Luna olhou para a dona que estava parada. – O que? Não, eu não vou dançar de jeito nenhum. – Mas ela ainda sorria. Era bom ter as coisas de volta ao normal, por mais estranho que o normal deles seja.

Notas finais
Imagino que o pior pesadelo de qualquer um seria ser um dos súditos dos gêmeos loucos, mas a nossa querida menina não leva desaforos para casa kkkk Kiss e até a próxima atualização.