When Youre Gone
20 Capítulo 18
-Atenção, passageiros do vôo LH-507 com destino à Munique, por favor, se dirigirem ao portão dois.
A voz constante anunciando vôos diversos estava começando a aborrecer Bella que esperava imóvel em frente ao portão de desembarque de onde seus irmãos chegariam junto de seus pais para visitá-la. De repente, e finalmente, um corpo pequeno e duro chocou-se com ela em um abraço.
-Bells! É muito bom te ver! Que saudades! Já tem marcado nosso passeio de compras, não é? Porque nós definitivamente precisamos fazer compras enquanto estamos em Nova Iorque.
-Olá, Alice. – Bella murmurou em resposta.
Elas se afastaram e Bella olhou para os vampiros à sua frente. Jasper foi o primeiro a abraçá-la. Eles não trocaram nenhuma palavra, mas isso era normal, pois eles nunca precisaram de muitas palavras para se expressar. As saudades foram muito bem expressadas naquele momento.
-É realmente muito bom ver vocês. – Ela murmurou enquanto abraçava Carlisle e Esme.
Emmett a levantou em um abraço de urso, sabendo que Bella não poderia fazer nada contra por causa das pessoas e gargalhou estrondosamente, chamando a atenção de várias pessoas ao redor, quando Bella grunhiu:
-Espere só até eu ter uma oportunidade, Emmett.
-Estarei esperando, maninha. – Disse ele aceitando o desafio.
Quando ele a pôs no chão, Bella se retesou e ficou olhando para o chão. Jasper foi o único que deduziu corretamente o motivo do nervosismo dela e acalmou-a:
-Ele não veio, Bella.
Ela relaxou no mesmo momento e suspirou audivelmente com a notícia:
-Ah! Então vamos.
Ela estava um pouco confusa, pois, ao mesmo tempo em que agradecia por Edward não ter vindo, ela estava triste por não vê-lo, mesmo que de longe.
Bella acompanhou os Cullen até o lugar onde eles poderiam alugar um carro e logo em seguida eles foram para casa. No carro com Bella, estava Jasper. Eles ficaram menos de um minuto em silêncio. Bella estava cada vez mais desconfortável e para acabar com aquela tensão que incomodava os dois, Jasper disse:
-Pode me perguntar o que quiser sobre Edward, Bella.
-Quem disse que eu queria saber algo dele?! – Ela disse com a voz levemente esganiçada.
Jasper olhou descrente para ela, que suspirou derrotada e disse finalmente:
-Como ele está?
Jasper sorriu e balançou a cabeça enquanto respondia:
-Bem. Ao modo de vocês, mas bem. Preferiu ficar sozinho em casa.
-Ao nosso modo?!
-Você sabe... Martirizando-se, sofrendo, mas sobrevivendo. Um dia de cada vez.
-Jazz...
-Não venha me dizer que não é assim, Bella! – Exclamou ele indignado, virando-se para ela. – Eu conheço você muito bem para saber o que se passa. Não precisa mentir para mim. Você ainda sofre por causa dele, Bella, só que é orgulhosa demais para admitir.
-Eu estou feliz por tê-lo vivo... Feliz, como não me sinto desde que finalmente havíamos declarado nosso amor, mas não consigo me conformar que ele me subjugou novamente! Ele não acredita mais em mim, no meu amor! A coisa mais pura que tenho em séculos nessa existência, a únicacoisa pura que me resta! Eu não vou me deixar sofrer por causa disso novamente. Eu não possome deixar levar por isso novamente. Ele não confia em mim, então não me merece e eu devo aceitar isso e seguir em frente.
-Bella eu admiro realmente a força que está fazendo para se manter inteira, mas você faz isso mentindo para si mesma! Isso não pode continuar assim! Não é certo o que está fazendo! A mentira é uma droga Bella, que vai lhe consumir lentamente se você não parar! – A cada palavra a voz de Jasper foi adquirindo aquele seu sotaque sulista original. – Pare de mentir para si mesma.
-E continuar a sofrer e fazer vocês sofrerem?! Esqueça!
-Continuará a sofrer do mesmo jeito, Isabella, e estará fazendo com que eu sofra junto! Viu como não muda nada? Eu não sou cego e aposto que o resto da família também não. Eles podem até tentar engolir as suas mentiras e desculpas, mas eu não. Você é a minha primeira família em séculos e, assim como fiz com Rose, vou proteger você, mesmo que seja de você mesma!
-Não pode me proteger de inimigos que não existem! – Bella grunhiu irritada.
-Eles existem e estão dentro de você. Não vou deixar você acabar com si mesma, Isabella. – Ele grunhiu do mesmo modo.
Bella freou o carro bruscamente em sua garagem e desafiou-o antes de bater a porta do carro na cara do irmão:
-Quero ver você tentar.
Jasper apenas rosnou e saiu do carro com a mesma fúria da irmã. Os Cullen, exceto Alice, olharam assustados para os dois. Porém não perguntaram nada. Bella se recompôs e disse:
-Bem-vindos! Esme, eu espero que goste da decoração. Eu fiz apenas tentando deixar o mais aconchegante possível. – Então ela andou até a porta, abrindo-a e deu passagem para eles. – Vamos entrem!
Um a um foram entrando na casa, lentamente, ainda intimidados com a atitude de Bella ao sair do carro, somadas com a atitude de Jasper em resposta à da irmã. Para fazer jus a essa impressão, quando Jasper passou por ela, olhares hostis foram trocados.
Esme olhou para o ambiente e sorriu com o bom gosto da filha. Ela elogiou com entusiasmo e Alice fez uma piada e Bella apenas fuzilou-a com os olhos como sempre. Quando todos se acostumaram com o ambiente e arrumaram suas coisas, Bella perguntou:
-E então, o que desejam fazer?
Esme olhou para Carlisle e o restante repetiu o gesto. Alice quicava em empolgação esperando por seu momento de opinar. Bella, porém, já sabia que ela gostaria de ir às compras. Jasper continuava com sua carranca, mas olhava pacientemente para Carlisle, que deu a mesma resposta que dava geralmente:
-Eu não sei meu anjo. O que vocês querem fazer?
Essa foi a deixa para Alice pular e dizer, animada:
-Compras! Compras! Onde é a Gucci mais próxima, Bella? Faz tempo que não venho à Nova Iorque, deve ter mudado tanto!
Bella revirou os olhos e disse:
-Na região do Central Park tem várias lojas que vão lhe agradar, Alice. Eu estava mesmo pensando em dar uma caminhada por lá.
-Perfeito. –Aquiesceu Esme.
-Então vamos. – Concluiu Carlisle.
Novamente os sete vampiros saíram da casa e foram em direção aos carros. Rosalie se apresentou para ir com Bella, mas Jasper negou, dizendo que fazia questão de ir com a irmã e, como Bella não se pronunciou a respeito, Rosalie não teve como negar. Novamente juntos num carro em movimento, Jasper se voltou para a irmã, mas esta mantinha os olhos fixos na rua e os lábios estavam torcidos em desagrado.
-Quando vai largar de ser cabeça dura e vai admitir que eu esteja certo? – Ele disse olhando para ela. Sua voz era dura.
-Não tenho nenhum erro a admitir. – Disse ela, rapidamente, mas logo depois se corrigiu. – Não! Eu tenho sim! Primeiro, eu jamais deveria ter parado para ouvir quem tocava piano naquela maldita Rua em Chicago; Segundo, eu jamais deveria ter me deixado levar pelos meus sentimentos e Terceiro, eu não podia ter aceitado vir de carro com você de novo!
Jasper revirou os olhos e bufou audivelmente. Poucos minutos de silêncio se passaram antes dele dizer exasperado:
-Quer saber?! – Começou. – Eu desisto! Estou a quase dois séculos tentando manter você viva, mas você faz com que todos os meus esforços sejam em vão! Eu puxo você de fogueiras, abismos, barcos, de si mesma, mas não adianta! Você sempre vai voltar e vai se jogar de novo e ainda se enfurece quando eu te ajudo! Você nunca valorizou o meu esforço de ver você feliz, viva! Eu te amo muito, Bella, mas não vou ficar nadando contra a correnteza! Eu tenho um orgulho, um amor próprio, e estou cansado de passar a minha eternidade levando coices seus!
-ÓTIMO! É ISSO QUE ESTOU TE PEDINDO HÁ MAIS DE UM SÉCULO, JASPER WHITLOCK! VIVA A SUA VIDA E ESQUEÇA A MINHA! – Bella berrou dentro do carro.
Ela parou o carro na calçada e saiu andando deixando Jasper sozinho no meio da 5ª Avenida, ao lado do Central Park, com o carro ainda ligado, olhando aturdido para a irmã que caminhava a passos firmes para longe dali. Frustrado, ele passou a mão nos cabelos. Ele não queria que as coisas tivessem tomado aquele rumo, mas teria de manter sua palavra, pois sabia que a irmã apenas valorizaria o que tinha, quando tivesse perdido. O que sempre foi um dos maiores defeitos dela.
Ele dirigiu até encontrar um estacionamento e depois andou até onde eles combinaram de se encontrar. Quando chegou lá, encontrou sua esposa olhando sorridente para ele e sua irmã não estava em lugar nenhum. Rosalie, ao notar quem Jasper procurava, disse:
-Ela foi caminhar no Central Park para esfriar a cabeça.
-Isso era porque viemos para ficar com ela. – Emmett reclamou.– Poxa, Jasper, você não podia pegar leve? Todos querem que eles se resolvam, mas não podemos ficar empurrando!
Jasper suspirou e passou a mão nos cabelos, sentindo a chateação de Emmett e até de Esme e Carlisle também.
-Desculpem-me. Eu espero que pelo menos ela volte mais calma.
Depois de um tempo, Alice cansou de esperar e resolveu arrastar Rosalie pelas ruas atrás de uma loja e Emmett acompanhou Jasper que passou a andar sem qualquer destino definido. Esme e Carlisle se abraçaram e resolveram andar pelo parque também e resolveram aproveitar esse curto tempo a sós para namorar um pouco.
Jasper andava olhando para o chão enquanto Emmett olhava para onde iam. Eles não sabiam o que falar um para o outro, mas Emmett se sentia na obrigação de consolar o irmão. Portanto foi o grandão que, com uma piada, quebrou o silêncio:
-Pelo menos tivemos um progresso em civilidade.
-O quê?! – Jasper olhou para ele sem entender o que Emmett queria dizer.
-Oras o carro da Bella ainda está inteiro não é?!
Emmett soltou uma risada e Jasper exclamou, sem acreditar que Emmett ainda conseguia fazer piadas, mesmo quando os momentos estavam mais sérios:
-Emmett!
Emmett era simplesmente desse jeito. Ele era a luz para quando nada parecia ir bem. Seu senso de humor praticamente inabalável contagiava o ambiente e fazia com que todos se sentissem melhor, mesmo que por um curto período de tempo. E isso era o que fazia de Emmett uma pessoa tão especial e um ótimo amigo.
-Hey, Jasper. –Emmett chamou. Jasper voltou-se para ele, sem energias para discutir. – Ela te perdoou das últimas vezes, não é? –Jasper assentiu positivamente. –Então por que ela não o perdoaria agora?
-Não é isso apenas, Emmett. Mesmo que ela me perdoe, ou eu a perdoe, – Acrescentou. – eu disse que desisti dela.
Emmett olhou descrente para ele.
-Não acredito! Você mesmo disse que cuida dela há mais de um século e que não poderia desistir dela!
-Eu sei! – Grunhiu. – Mas ela me tirou do sério! Ela não quer ajuda! Nem minha, nem de ninguém! Eu não posso salvá-la dela mesma e, além disso, eu já disse e devo cumprir com minha palavra. – Ele abaixou a cabeça, derrotado.
Emmett colocou a mão no ombro do irmão, que, apesar de mais magro, competia com ele em altura. Jasper não levantou seu olhar.
-Ah, Jasper. Duvido que vá cumprir com sua palavra, até porque, mesmo fazendo de tudo pelo contrário, Bella quer sua ajuda. Ela precisa de você, mais do que de todos nós juntos. Só você a entende de verdade. Assim, – Ele apontou seus olhos com as mãos. – apenas pelo olhar.
Jasper sorriu minimamente com a declaração de Emmett, que sorriu de volta e arrastou-o de volta para o Central Park dizendo que queria encontrar as garotas e que Rosalie se aborreceria com ele se não levasse as compras para elas.
-Ela faz greve! – Exclamou ele com um sorriso malicioso.
-Poupe-me dos detalhes, Emmett! É a minha irmãzinha! – Jasper reclamou.
-Na verdade vocês têm a mesma idade... – Emmett retrucou, mas, em consequência, levou um tabefe forte na nuca. –Outch!
-Cale a boca! – Jasper resmungou.
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-Você não parece abalada com nada disso, Alice. – Rosalie declarou, enquanto observava à pequena vampira olhando despreocupadamente as roupas da loja. – E dessa vez eles brigaram feio! – Acrescentou.
Alice virou-se para ela e respondeu calmamente:
-Ah! Eles vão se resolver. Essa briga foi importante para eles, porque assim a Bella vai finalmente perceber o quanto ela precisa de Jasper ao seu lado e Jasper vai aprender a tolerar certos absurdos de nossa querida irmãzona. – Alice respondeu e voltou se por um curto instante para as roupas, antes de voltar a dizer. – Isso não quer dizer que eles não vão sofrer; que eu não ligo; ou que não vou ajudá-los. Mas eles precisam disso, entende? É um mal necessário. Jasper vai vir me procurar por apoio próximo à irmã, assim como eu terei de consolar Bella. Meu noivo e minha cunhada são dois cabeças-duras, mas o amor deles é mais forte que isso, Rose.
Convencida, Rosalie voltou a se concentrar nas compras e após meditar, percebeu que realmente era melhor daquele jeito e que Alice tinha razão. Ela virou o rosto e viu Emmett e Jasper passarem reto pela loja em que estavam, em notá-las, então ela se levantou, sabendo que Alice já sabia o que ela iria fazer, e saiu da loja chamando:
-Emmett! Jasper! Estamos aqui!
-Estávamos justamente à procura de vocês! – Emmett disse depois de beijar a esposa.
Eles entraram na loja e Jasper também cumprimentou Alice com um beijo carinhoso. Ela sorriu e disse:
-Oi, amor.
-Olá. – Jasper respondeu também sorrindo.
Não lhe importava se o mundo estivesse desabando, Alice sempre conseguiria fazer com que o sério e introspectivo Major Whitlock sorrisse. E ele simplesmente se rendia para aquela diminuta criatura que lhe roubara o coração em tão pouco tempo.
Depois de poucos momentos com o olhar conectado e ambos presos em sua bolha particular, Jasper murmura, surpreendendo Rosalie, Emmett e principalmente Alice:
-Precisamos casar o mais cedo possível. Não vejo a hora de te chamar definitivamente de minha.
-Pensei que não tivesse pressa e não ligasse para isso. – Alice disse.
-É porque jamais havia percebido o quanto uma coisa pode escapar facilmente por entre seus dedos quando você menos esperar. Eu não posso deixar isso acontecer comigo e com você. Bella cometeu esse mesmo erro e olhe como ela sofre agora. Não quero que sofra, e não quero sofrer, Alice.
-Mas devemos esperar até nossa formatura! – Alice disse ainda meio atordoada com a revelação inesperada até mesmo para ela.
-Que seja! Eu não me importo! Deve ser rápido! E quero todos os que me são caros por perto! Os humanos não precisam saber. – Jasper concluiu passando as mãos suavemente no rosto da amada.
Alice considerou rapidamente o que o noivo disse e sorriu dizendo:
-É... Até que podemos começar a planejar.
Nesse momento Emmett soltou uma gargalhada estrondosa. E toda a atenção da loja se voltou para aqueles quatro seres inumanamente lindos, mais uma vez.
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-Argh!
Edward dava a sua segunda visita à sala de música e parava em frente à porta secreta e proibida, camuflada na parede. Sua mão coçava para apertar o botão que lhe daria passagem para os segredos e memórias que ele mais queria ter acesso. Só que ele sabia que se Jasper iria querer brigar com ele se sentisse qualquer registro de seu cheiro por ali, mesmo que ele estivesse confiante de sua vitória por causa de seu dom, ele não queria magoar Rosalie, que apesar de estar irritada com ele pela teimosia, ainda dava um apoio fraternal muito grande.
Com outro grunhido ele voltou para seu quarto e deu de cara com o antigo livro, que ele pegara no sótão, aberto em sua cama. Ele não conseguira passar da introdução, onde as palavras vagas e sombrias faziam com que ele temesse ainda mais o que estava por vir. A descrição da personagem que assombrava as cidades da França do século XIV lhe era muito familiares. Sem contar, que para tal livro estar com Bella, ela com certeza tinha alguma ligação com aquilo. Essa perturbação foi o que o impediu de continuar a ler. O silêncio anormal da enorme casa também não ajudava em nada com sua tranquilidade. Por incrível que pareça, Edward sentia falta das vozes incessantes na sua cabeça.
E seus pensamentos focados no que lera não ajudavam em nada. As palavras corriam por sua mente deixando-o cada vez mais intrigado e curioso:
“Quando a noite cai, nas ruas de todo o reino, todos já sabem, que o ideal é ficar em casa, pois os demônios dominam a noite, levando pobres almas para seu mestre Satã. Seus corpos perfeitamente feitos a partir do pecado roubam homens e mulheres que cedem à tentação. Sedentos de sangue, esses demônios de olhos vermelhos não podem ser detidos.
‘Duas mulheres esculturais, bruxas! Cuidado, pois seus sorrisos assim como os belos cabelos castanhos de uma ou louros de outra, acompanhados pela pele de marfim, poderá ser a morte para os homens de família! Assim como o bruxo galanteador leva as mães e jovens para o pecado!’
‘Estamos no ano de 1389 e o feudo de Blois está assombrado pelos três demônios. Cuidemos para que o pecado não entre em nossos lares e que logo Deus nos mostre um modo de mandar essas criaturas de volta para o lugar de onde vieram: o inferno!’
‘Para isso esse livro é escrito! As atrocidades cometidas pelas criaturas escritas como acusação e alerta! Para que estejamos prevenidos! Cuidados essenciais que devem ser tirados do que está escrito a seguir. ‘“
“Abade François.” O autor de tal livro escrevia em seu sermão e acusação todos os pecados que tais criaturas descritas poderiam causar. Não precisou muito para que Edward as identificasse como vampiros.
Sua intuição apontava insistentemente que Isabella estava profundamente envolvida no que o livro relatava, mas contrariando sua mente, seu coração desejava ardentemente que ele esteja errado. Esse impasse o impedia de continuar a leitura, mas a sua curiosidade continuava dominando-o, parecendo cada vez mais forte.
Com um grunhido Edward se aproximou de sua cama e fechou o livro com um baque jogando-o dentro da gaveta do criado-mudo e jogou-se em sua cama. Abafando seus grunhidos e xingamentos de raiva e confusão no travesseiro.
Antes ele jamais tivesse aceitado a ajuda de certa Duquesa de Chevalier.
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