When Youre Gone
13 Capítulo 12
O som da porta se abrindo fez com que Bella suspirasse descontente. Ela sabia que Alice viria tentar convencê-la a ceder e virar a boneca dela em tamanho real.
-Bella, levante-se daí! – Sua voz de sinos soou decidida enquanto ela abria as portas do guarda-roupa. – Hoje é o primeiro dia e temos que chegar chamando a atenção.
-Alice. – A voz de Bella estava cansada. – O objetivo dos vampiros não é baseado em manter sua existência em segredo? Então suponho que isso envolva emnãochamar a atenção de ninguém.
Alice revirou os olhos enquanto tirava uma peça do guarda-roupa para analisar. Então ela colocou-o de volta e disse:
-Mas você é muito chata e cabeça-dura, Bella! Essa droga de discussão não vai levar em nada. Droga!Odeioperder uma discussão.
Então ela saiu marchando furiosa dali. Bella impaciente com o escândalo da cunhada exclamou para ela ouvir:
-Não precisa fazer escândalo por tão pouco, Alice!
-Não precisa fazer escândalo por tão pouco, Alice! – Ela imitou afinando a voz. – Se mate Bella! – Reclamou.
-Bem que eu queria! – Bella retrucou irritada. – Assim vocês não precisariam se preocupar mais comigo, não é Alice?!
-Será que as duas podem parar de brigar por um minuto?! E Bella, pare de falar besteiras, por favor!– A voz de Esme chegou impaciente aos ouvidos sensíveis da vampira.
Bella revirou os olhos e se trocou. Ela vestiu apenas uma calça jeans com uma camisa escura e uma blusa de moletom. Por cima vestiu as roupas para sair na neve. Ela pegou seu material e desceu sem pressa os três andares da casa.
Na sala, encontrou Jasper e Alice se beijando e, com uma careta, saiu sem dizer nada porta a fora. Cinco minutos depois, o casal chega e todos se dirigem à garagem onde Bella e Jasper entram no carro dele e Alice entra em seu Porsche. Eles seguiram calmamente até a escola e chegando lá causaram bastante comoção entre os alunos que ficaram curiosos com a chegada repentina, no final do ano letivo, desses irmãos de aparência inumanamente perfeita.
Jasper acompanhou Bella em todas as aulas e ela não falou nada o dia inteiro. Já Alice passou cada minuto que teve, junto dos irmãos, falando sobre como achara a escola empolgante e como os humanos eram interessantes e comentando sobre os professores com quem assistiu às aulas.
As primeiras duas semanas se passaram desse modo até que Bella teve uma recaída de sua depressão no meio do refeitório.
Eles estavam sentados na mesma mesa de sempre no refeitório, quando Bella passou a observar uma garota com aproximadamente dezesseis anos sentada sozinha num canto afastado do ambiente. A expressão de solidão e melancolia que a garota tinha deixou Bella incomodada, porém ela não podia desviar o olhar.
De repente, um grupo de garotas vestidas com trajes de líder de torcida se aproximou e ficou em volta dela. Bella ouviu claramente toda a conversa:
-Olha só para você. – Disse uma das líderes de torcida. – Toda encolhida e sozinha. Onde está seupreciosonamorado?
-Me deixe em paz. – A garota murmurou sem olhar para as garotas a sua volta.
-Deixe que eu responda por você. – A voz sebosa da garota voltou a falar. – Ele estámortojunto com toda a sua querida família.
A garota fechou os olhos com força ao ouvir as palavras e Bella engoliu em seco. A fúria subindo por seu pescoço.
-Puxa. A realidade incomoda você? Agora você não tem mais ninguém para você se esconder atrás. Pare de se meter em meu caminho, ou eu juro que vou pisar em você com todo o prazer.
Num rompante, Bella se levantou e foi até a mesa onde a garota se encontrava e virou bruscamente a líder de torcida. Nesse momento todo o refeitório observava a cena e Alice murmurou alerta:
-Isso não vai acabar bem.
Bella não conhecia a garota ou o envolvimento dela com a líder de torcida, mas só o que ouviu foi o suficiente para deixá-la fora de si e completamente inconformada.
-Quem você pensa que é para falar desse jeito com ela? Deveria ter o mínimo de decência em respeitar a perda que ela sofreu. – Bella disse furiosa.
A garota, que era ruiva, olhou Bella de cima a baixo, empinou o nariz e disse:
-Eu que pergunto: quem é você para me impedir de fazer o que eu quiser, hein novata? Vou te avisar de uma coisa. Eu sou a única aqui com poder suficiente para fazer sua fama aqui, então se eu fosse você, eu baixava a bola e me colocaria em meu lugar.
A voz de Bella soou ameaçadora quando ela respondeu:
-Por que diabos você acha que é superior? Você é como todas as outras. Uma formiga a mais no formigueiro. Então, ponha-se em seu lugarvocêe deixe a garota em paz.
A ruiva soltou uma exclamação de indignação e deu um tapa no rosto de Bella. O tapa não doeu em Bella, mas sim na mão da ruiva, porém isso não foi o suficiente para acalmar a fúria dela. A expressão e o grunhido de raiva que saiu de seu peito foi o suficiente para assustar a humana e quase que Bella usou toda a sua força em um soco no nariz da ruiva. Porém Jasper, que se aproximara apresado quando vira que a irmã estava perdendo o controle, segurou o seu braço antes que ela matasse sem querer a humana.
Bella se soltou do aperto de Jasper e disse com a voz decepcionada:
-Edward estava errado. A humanidade não tem jeito. São todos desprezíveis.
Ela saiu andando em passos humanos a fim de sair daquele lugar e Jasper apenas observou ela se afastar, porém correu em sua direção, assustado, quando ela caiu no meio do caminho com as mãos na cabeça e soluços desesperados irromperam por seu peito.
-Bella! – Ele exclamou quando ele e Alice chegaram perto.
-Ele estava errado. Os humanos... Ele... Oh! – Ela murmurava em meio aos soluços.
Bella tremia e Jasper e Alice não sabiam o que fazer. Os sentimentos de Bella estavam um caos e Jasper se sentia tonto. Nesse meio tempo o diretor entrou e ao ver a cena disse preocupado para levarem Bella para o hospital, porque ele achava que ela estava tendo uma crise de nervos.
No hospital, Carlisle atendeu Bella e não demorou a chegar à conclusão de que ela estava tendo outra crise de depressão. O diretor, alarmado com essa notícia disse que, enquanto Bella sofresse desse distúrbio, seria melhor para todos se ela não frequentasse a escola. Jasper e Carlisle concordaram prontamente e assim que levaram Bella para casa ela parou de tremer e soluçar. Ela apenas ficou parada.Depois disso, ela só voltou a falar com eles dois meses depois.
Jasper estava sentado fazendo carinho nos cabelos de Alice, que estava deitada no colo dele e Esme estava trabalhando em um projeto para uma casa nova. De repente Jasper começou ouvir passos leves descendo hesitantemente as escadas. Automaticamente ele olhou para a noiva e esta sorriu para ele.
Bella entrou na sala com a cabeça baixa e com as mãos cruzada nas costas. Ela ficou parada olhando para os pés, hesitante em dizer alguma coisa.
-O que foi Bella? – Jasper perguntou suavemente.
-Foi muito ruim?
Eles sabiam do que Bella estava falando.
-Numa escala de 0 a 10? – Jasper perguntou.
-Escala Richter. Melhor. Afinal foi uma catástrofe, não foi? – Ela disse tentando deixar o clima mais leve.
-Hm. Eu diria oito pontos. – Jasper respondeu. Ignorando a pergunta retórica.
-Argh. – Bella grunhiu fazendo uma careta de desagrado. – Me desculpe. Eu só... – Ela suspirou.
-Tudo bem, Bella. – Alice disse sorrindo. – Nós entendemos.
-Ou pelo menos tentamos entender. – Jasper completou.
Nesse momento Esme entrou na sala e ao ver Bella a abraçou com força.
-Que bom que está de volta, filha. Dois meses é muito tempo!
-Me desculpe mãe.
-Não tem do que se desculpar, meu amor. Vamos você precisa caçar. Não sei como aguentou todo esse tempo. – Ela disse percebendo a negridão dos olhos e a profundidade das olheiras de Bella.
Esme conduziu Bella para fora e disse:
-Não tenha pressa, você está precisando de bastante sangue. Vá com cuidado, meu anjo.
-Certo mãe.
Esme sorria de contentamento toda vez que Bella a chamava de mãe e não foi diferente dessa vez. Ela deu um último abraço em Bella e viu a filha partir. Ela entrou em casa toda sorridente e se deparou com os outros dois filhos olhando para ela.
-O que foi?! – Perguntou ela para os dois pares de olhos.
-Nada. – Eles responderam sorrindo cúmplices.
Esme revirou os olhos e voltou para o escritório fazer o seu projeto. Jasper e Alice riram sozinhos na sala onde foram deixados.
-O que acha de irmos ao cinema? Eu só li sobre isso e queria ver como é. – Jasper propôs.
-Você nunca foi ao cinema?! – Alice perguntou incrédula.
-Nunca saímos muito quando morávamos na Irlanda. Eu apenas me mantive atualizado pela leitura, mas Bella detesta sair e se expor aos humanos. Ela sempre pareceu ter um ódio natural deles. – Explicou entediado. – E então, o que acha?
Alice absorveu as informações por alguns segundos e depois sorriu para ele concordando animadamente. Ela empurrou Jasper para as escadas dizendo que ele deveria se arrumar primeiro, porque ela demoraria mais e que era uma surpresa. Jasper foi sem reclamar. Jasper ficou pronto rapidamente ganhou um assovio de aprovação de Alice que pulou no pescoço dele e deu um beijo para depois ficar dizendo o quanto ele era lindo e perfeito.
-Obrigado, minha fada. Agora vá se trocar, sim? – Ele disse sorrindo e distribuindo beijos por toda a face dela.
-Seu desejo é uma ordem! – Exclamou ela e subiu correndo.
Quando ela se fechou no quarto, Carlisle entrou pela porta da frente. Ele olhou para Jasper e as roupas que ele usava e perguntou:
-Qual a ocasião?
-Vou levar Alice ao cinema.
-Oh! E o que vão assistir?
-Hm. Vou deixar que ela escolha.
Ele riu e colocou o jaleco de volta na porta-casaca, junto com sua jaqueta. Então ele passou divertido por Jasper e disse rindo:
-Boa sorte, então.
Jasper ficou confuso com a declaração de Carlisle, mas decidiu ignorar. Ele se sentou no sofá e ficou lá por cerca de 2 horas. Em certo momento, Esme desceu indo em direção à cozinha e ao ver Jasper sentado esperando por Alice sorriu e disse:
-Ela já vai descer.
-Hm. Obrigado, Esme.
Ele não demorou a ouvir o som de saltos de Alice enquanto ela descia os degraus. Ele se levantou e esperou sorrindo ela chegar. Ele teve vontade de rir ao ver a noiva com um casaco-sobre-tudo apenas para esconder o que vestia.
-Devo ficar curioso?
-Deve morrer em expectativa. – Ela sorriu sedutora.
Jasper inclinou a cabeça e gargalhou. Então ele abraçou Alice pela cintura e acompanhou-a até o carro. Eles escolheram ir com o carro de Jasper. No cinema, Jasper comprovou que Carlisle tinha razão: Alice apenas escolhia comédias românticas feitas principalmente para garotas, tudo muito meloso. Mesmo assim acompanhou-a alegremente, simplesmente porque a fazia feliz.
Carlisle estava lendo em seu escritório quando sentiu os braços de Esme envolverem calmamente seus ombros. Ele sorriu e inclinou a cabeça para trás e recebeu um beijo nos lábios. Esme sorria para ele, seus olhos transbordavam amor.
-Gosto quando está assim. Parece feliz com alguma coisa. – Ele comentou dando um selinho na esposa.
-Bella saiu do quarto hoje.
-Que bom! – Carlisle sorriu realmente animado com a notícia.
-Realmente. Eu pedi para ela sair para caçar.
-Eu estava pensando em levar ela para o hospital para me ajudar. Quem sabe isso distraia sua mente um pouco.
-Eu acho uma ótima ideia, meu amor.
-Eu sei, mas mesmo assim eu acho melhor conversar com Jasper a respeito disso. – Ele concluiu pensativo.
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-Eu realmente não acho que seja uma boa ideia, Carlisle. – Jasper disse sério.
Ele estava de pé em frente à escrivaninha do pai em uma postura rígida com os braços cruzados. Ele ainda vestia a roupa com que tinha ido ao cinema. Alice estava sentada observando a discussão. Carlisle se moveu desconfortável na cadeira.
-Por que não?
-Ela não gosta dos humanos, Carlisle. Nunca gostou. Depois daquele dia, na escola, então... – Jasper disse. – Duvido que ela queira ajudá-lo a salvá-los.
-Mas ela já havia me dito antes que... Esqueça. – Ele suspirou derrotado.
-Olha pai, – Jasper disse, ao ver o desapontamento de Carlisle. – talvez eu ou você possamos conversar com ela para ver o que ela acha. Eu nunca posso ter certeza de nada sobre Bella e acho que vocês já sabem disso.
-Mas por que existe essa aversão tão grande por parte dela em relação aos humanos? – Carlisle perguntou confuso.
-Eu não tenho certeza, mas acredito que seja algo em relação a Edward. Eu quero dizer que, bem, naquele dia, no colégio... Quando ela teve aquela decaída ela dizia algo sobre Edward estar errado. Eu acredito que seja algo sobre a humanidade. Ela me disse há muito tempo atrás sobre Edward acreditar no bem das pessoas etc., mas nunca imaginei que iria ser algo que a afetaria tão seriamente. Eu acho que ele havia a feito acreditar, de algum modo. Agora todas essas crenças foram ao chão junto com o ocorrido. – Jasper explicou sua teoria expondo sua preocupação. – Eu não tenho certeza, mas mesmo assim é algo com que se preocupar.
-Acho que conversar com ela ainda será a melhor opção. – Alice se pronunciou pela primeira vez.
Carlisle e Jasper concordaram com ela e Alice sorriu. Então ela se inclinou na cadeira e mudou de assunto:
-Já que encerramos essa discussão eu vou entrar nomeuassunto. Eu acho que eu e Jasper já estamos noivos tempo demais. – Ela se interrompeu e olhou para Carlisle que a observava com o cenho franzido. – O quê? Dois meses são muita coisa, pai! Só que eu só me caso depois de uma festa de noivado, então eu quero aproveitar que Bella saiu de seus meses negros e eu quero fazer a festa.
-Bem, as férias começam semana que vem, então creio que a partir dessa data poderemos organizar alguma coisa. – Carlisle disse.
Alice sorriu e saiu pulando do quarto depois de dar um beijo estalado na testa do pai. Jasper a seguiu rindo. Ela o puxou até a sala e deu a notícia para Esme. Ela concordou com a opinião de Alice e as duas subiram para começar a organizar tudo. Jasper dispensou sua participação exceto na lista de convidados.
Ele sentou-se no sofá e ligou a televisão. Porém ele quase não prestava atenção. Sua mente divagava na noite que passara com Alice, os planos para o casamento e finalmente ele passou a pensar em Bella. Sentia a necessidade de conversar com ela e saber o que ela estava sentindo.
Desde que a conhecera ele sentia que essa função era obrigatória para ele e sempre que possível ele queria estar presente. Ele também estava preocupado com essa outra crise. Ela podia não se considerar tão culpada quanto antigamente e até tentar viver com a dor, mas era muito difícil evitar os acessos que ela tinha de vez em quando. E ele queria estar lá para ajudar. Sempre. Mas era difícil, pois cada vez Bella reagia de um jeito. A maioria, ela se fechava em si e ficava quase impossível ajudar.
Passaram-se mais dois dias e então Bella retornou de sua pequena viagem de caça. Seus olhos estavam dourados novamente, mas eles estavam sólidos com uma decepção contida. Estavam visíveis as consequências do incidente na escola. Ela entrou na casa e encontrou apenas Esme.
-Onde está Jasper?
-Na escola com Alice.
-Ah. Não posso mais estudar lá. Também me sinto grata por esse resultado. Não sei se aguentaria ficar estudando ali por muito mais tempo. Adolescentes humanos são detestáveis! – Disse, fazendo uma careta.
Esme abraçou Bella e acariciou seus cabelos.
-Você não precisa disso para alcançar seus objetivos. – Disse. – Sabe que todos nós encontraremos um jeito. Nossa família faz de tudo um pelos outros.
-Eu sei mãe. Muito obrigada.
Esme sorriu para ela e deixou-a sair do escritório. Bella caminhou até a sala de musica e se sentou em frente às teclas do piano. Suspirou e por fim tocou “Clair de Lune” de Debussy. Só tocou uma vez. E aquele sentimento de que estava fazendo alguma coisa errada a invadiu de novo. Isso fez com que decidisse parar no meio da música. Frustrada, Bella subiu pela passagem secreta na sala de musica e em seu quarto secreto sentou em frente ao quadro de Edward e perguntou com a voz fraca como fez nos últimos dois meses:
-O que está errado, Edward? O que eu devo fazer? Tudo parece tão vazio e difícil sem você, meu amor. Será que ainda tenho o direito de lhe chamar de amor depois de tudo que lhe fiz? Se eu pudesse mudar o passado, Edward eu faria de tudo para que você não se envolvesse comigo, nem que eu tivesse de morrer de dor por isso. Porque não há dor maior do que perder você. Oh, Edward, como posso sobreviver?
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Jasper entrou em casa junto com Alice que tagarelava sobre a festa e que eles tinham que decidir a listas de convidados logo e que começaria a ligar essa noite.
-Gostaria de chamar Peter e Charlotte. – Jasper falou de repente.
-Quem? – Alice olhou para ele interrogativa.
-Eles são dois vampiros que lutaram comigo no sul.
-No exército?
-Não. Em outra guerra. Numa guerra entre imortais.
-De novo essa história, Jasper?
Jasper e Alice se viraram ao ouvir a voz de Bella que saia da sala de música. Jasper sorriu e abraçou a irmã seguida de Alice.
-Alice ainda não conhece. – Jasper explicou.
-Tudo bem. É melhor mesmo que os convide. Devo agradecê-los por eles terem mandado você até mim.
-Acho que nós dois devemos agradecer a eles. – Jasper corrigiu sorrindo.
Alice olhava para os dois, confusa. Jasper notou a confusão e resolveu começar a contar logo sua história no exército de recém-nascidos. Alice ficou chocada com o relato de Jasper. Quando terminou, ele desviou o olhar de Alice temendo que ela o desprezasse. Porém ela apenas perguntou:
-Por quê?
-Eu não conhecia outra realidade antes de Peter e Charlotte me contarem sobre a vida que os vampiros levavam no norte. E então um tempo depois que nos separamos eles apareceram e contaram que descobriram uma vampira que podia ser a solução de meus problemas, disseram que ela não caçava humanos. No início eu não acreditei que tal possibilidade existia, mas no fim eu fui atrás dessa vampira que eles indicaram e encontrei Bella, que me ensinou a dieta vegetariana.
Contrariando as expectativas de Jasper, Alice o abraçou e disse:
-Ainda bem que você encontrou Bella, porque senão demoraria ainda mais tempo para nos conhecermos e eu teria de ensinar tudo de novo a você.
-Foi por causa deles que Edward descobriu meu segredo. – Bella comentou calmamente.
Ambos olharam para ela, curiosos. Não era necessário ler pensamentos para saber que ambos queriam saber o que acontecera. As expressões de curiosidade pura e expectativa eram tão óbvias que Bella apenas revirou os olhos e se sentou. Seus olhos vidraram um passado que para muitos seria distante, mas para vampiros era muito próximo.
-Eu estava ajudando-o a conquistar seu sonho, digamos assim. Ele vinha até em casa e tocava, enquanto eu redigia cartas a diferentes orquestras do país. Eu não sabia, no começo, por que eu queria que ele tivesse sucesso. Estávamos no parque quando ele foi atacado na minha frente. Eu quase matei Charlotte, mas no fim eles entenderam que estava acontecendo e partiram. Acho que foi então que eles descobriram sobre a dieta vegetariana e foram contar a você. – Ela olhou rapidamente para Jasper, mas logo voltou a relatar. – O ponto crítico foi quando Peter o empurrou do pequeno penhasco que tinha naquela região, querendo matá-lo de uma vez. Naquele momento, eu não sei o que deu em mim. Eu só me joguei, peguei-o em meus braços e amorteci a queda que seria fatal para ele. Ele quase teve um ataque quando viu que eu estava miraculosamente inteira e, depois da luta que tive com Peter — que desceu para continuar a nos atacar — ele descobriu o que eu era e eu ameacei-o caso ele contasse o meu segredo. Na verdade, eu estava apavorada com a possibilidade do meu segredo ser revelado e algo acontecessea ele. No final de todo esse episódio foi como se nossos laços houvessem se estreitado mais, apesar de eu ter passado um bom tempo tentando negar isso. – Então ela respirou fundo e olhou pela janela. – Às vezes queria que eles nunca tivessem aparecido e então Edward teria continuado e teria morrido como deveria: velhinho e cercado por netos, sem perder nada, sem ter de se sacrificar por nada. Mas a maior parte do tempo, eu só posso agradecer a Peter e Charlotte por terem ajudado a firmar ainda mais o laço entre nós. Enfim. – Ela voltou a falar olhando para o casal. – Eles vêm?
Jasper e Alice demoraram alguns segundos para terminar de processar a curta narrativa e então Alice respondeu:
-Se Jasper os achar e eles quiserem, o que não duvido, sim.
Bella sorriu levemente. Porém Jasper não podia ficar feliz o suficiente com a provável vinda dos melhores amigos, os sentimentos de confusão de Bella em relação à sua narrativa e sua angústia o preocupavam novamente. Apesar de ter saído de sua longa reclusão recentemente, Jasper sabia que Bella ainda não estava pronta para ter seus sentimentos postos à prova novamente.
-Bem... Então sugiro que saia em viagem o mais cedo possível, Jazz. – Bella disse tirando-o de seus pensamentos.
Jasper se levantou concordando com Bella e dizendo que começaria a se preparar naquele momento e partiria assim que possível. Alice subiu para ajudá-lo. Uma hora depois, ambos desciam, Jasper estava pronto para partir. Bella se despediu relutante dele.
-É a primeira vez que te deixo Bella. Por favor, não faça nada impensado, está bem? Eu morreria se soubesse que algo aconteceu com você, minha irmã. – Jasper pediu.
-Não se preocupe Jazz. Alice cuidará bem de mim, pode ter certeza disso. – Ela disse abraçando forte o irmão. – O mesmo vale para você, soldado. Quero que volte inteiro para sua família e de preferência com as visitas. Acho que até você achá-los, Alice terá tempo de deixar a festa pronta para sua chegada.
Jasper assentiu.
-Prometa-me, Jazz, que voltará são e salvo. – Bella reforçou olhando fixamente para ele.
Nesse momento a promessa que ele fizera a Rosalie, sua irmão voltou a sua mente e desta vez, ele assentiu firmemente sabendo que, desta vez, ele iria voltar para casa e para sua família.
Alice assentiu confirmando a afirmação de cada um. Jasper então beijou apaixonadamente Alice e partiu, mas olhou várias vezes para trás rezando para que tudo ficasse em ordem até seu retorno.
Notas finais
Mas ao mesmo tempo estou cada vez mais decepcionada. DOZE pessoas acompanham a fic e só UMA pessoa comentou. UMA de DOZE! Olha que era um dos melhores capítulos até agora... Então, cansada dessa desconsideração eu resolvi fazer algo que até pouco tempo não imaginava ter de fazer. Só vou postar TODA quinta se eu receber no mínimo 6 reviews, se não, semana sim semana não variando também da minha vontade e da Babi. Para um autor pedir por comentários é o cúmulo, mas infelizmente é o que fui obrigada a fazer pra saber o que vocês estão achando. Aliás, os reviews são pra isso! Vocês criticam e nos ajudam a melhorar cada vez mais ou dar um up elogiando o nosso esforço, afinal essa fic é feita com muito carinho por nós duas.
Bem é isso. Passo as palavras à tribuna Babi. ( vendo muito filme sobre roma....)
Até quinta!
Bjus
Babi: É gente, por que não comentaram no capítulo 11? Eu achei que teria mais comentários, mas teve só um. O que aconteceu? Não gostaram? Bom, a Tata já falou tudo, então eu não tenho nada a complementar.
Até quinta! Beijoos
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