Notas iniciais
Gente, espero que tenham tido um ano novo muito bom e desejo tudo de bom pra vcs. Obrigada por lerem a fic, espero que estejam gostando ;)

Depois daquilo tudo em Hollywood, Hades nos mandou de volta a Nova York. Estávamos de volta ao acampamento, quer dizer, Bia pela primeira vez e Annabeth havia ficado em Hollywood para a sua visão. Entrei na minha cabana. Fechei os olhos e senti o cheiro de maresia presente lá, a sensação de estar na praia, a sensação de estar em casa. Olhei para os lados. Meu beliche estava lá, meu escudo favorito, meu armário, enfim, tudo. Tudo menos...

– Percy! – disse Quíron, me interrompendo.

– Olá.

– Você deve estar imaginando onde está...

– Tyson. – respondi.

Tyson era meu meio irmão. Filho de Poseidon, assim como eu, porém filho de um espírito da natureza. Ele era tipo um ogro. Tipo não, ele era um ogro. Mas um ogro meio lerdo e inocente, eu o adorava.

– Está no está no estábulo. – ele finalmente disse.

– Ok.

– Ah, Percy! – ele disse quando eu estava quase saindo – Preciso que me conte, bem, tudo.

Convidei-o para entrar e se sentar em um sofá dentro da cabana e contei a história toda.

– Uau, Percy... Creio que tenho que falar com essa senhorita Beatriz e descobrir um pouco mais sobre esse tal vulto. – ele me olhou – Ainda bem que Hades ajudará, sem ele seria bem difícil.

Eu sei que havia passado algum tempo, mas ainda me sentia mal pela forma como tratei Quíron quando descobri sobre a morte de minha mãe. Toda vez que pensava nele eu me sentia extremamente bravo comigo mesmo por ter descontado nele. Eu sei que parece bobagem, mas eu realmente queria muito me desculpar com ele quantas vezes fosse preciso, até que ele entendesse que não foi por mal.

– Ahn, Quíron, sobre aquele dia... – comecei – Eu... Eu sinto muito, mesmo!

– Percy, você não precisa ficar se desculpando, eu sei que não foi mal intencionado ao dizer aquelas coisas.

– Não mesmo!

– Vá encontrar seu irmão, ele o fará sentir-se melhor.

Ele estava certo.

Encontrei Tyson e conversei com ele. Senti falta do grandão... Ele era bobo, mas nunca me deixou, nunca me esqueceu... Sempre me ajudou, sempre esteve lá. Comemos alguns sanduíches (ele mais do que alguns) e ele teve de ir. Fiquei com ele pouco tempo, mas já me senti melhor. Voltar ao acampamento me lembrava da cena de quando descobri sobre minha mãe. Era como uma ferida aberta a qual havia sempre alguém cutucando.

Fui andar pelo píer, sentindo que havia algo muito importante que eu precisava saber, sinto isso desde que vi Bia pela primeira vez.

Deixei essa ideia para trás. Me conectei com a água e pela primeira vez desde que minha mãe morreu, eu sorri.