When Your Life Coming Up In The Winchesters's Life
27 Full Moon Part. 2
Notas iniciais
Estávamos ali naquela agonia insuportável à horas e nada até que ouvimos algo.-
– Au,cara!Mu ombro.Um corte com uma faca de prata dói em um humano também,sabia? –Era o Sam.Nós nos entreolhamos.Dean segurava o cotovelo de Aria como se fosse abraçá-la,mas não o fez.Aria estava tão nervosa com pelo o que Sam deveria estar passando que nem o notou.-
– Ok.Vamos lá. –Dean falou.Aria se virou para olhá-lo e pôde ver uma ponta de hesitação em seu rosto,mas ele não se deixou levar por isso.- Em três...dois...um. –Dean arrombou a porta e nós entramos.O caçador nos encarou assustado.-
– Ora,ora,ora...Veja quem está aqui,cara.Sua namorada.Eu disse “Se contar pra alguém,está morta.”Por que não me deu ouvidos?
– Não podia deixar que o matasse.
– Awn,isso é muito fofo.Sério. –Ele falou em tom sarcástico.- Mas eu te avisei. –A mão dele foi para suas costas e em segundos ele estava com uma arma apontada pra mim.-
– Não! –Sam gritou.Dean se colocou entre mim e a bala.Fechei meus olhos e ouvi o tiro.-
– Não! –Foi a vez do Dean gritar.Abri meus olhos e vi Dean ajoelhado no chão segurando Jô nos braços.-
– Dean...
– O que você estava pensando,ham?Nunca mais faça isso. –Ela sorriu,fraca.-
– Eu não vou,prometo. –Ela chorava.O caçador assistia a cena estático.-
– Você vai ficar bem.
– Desculpa. –Agora os dois choravam.- Eu te amei. –Ela tossia sangue a cada palavra que saia de sua boca.Dean pôs a mão na blusa encharcada de sangue dela.Eles se beijaram.- Dean... –Ela fechou os olhos numa piscada demorada e então sua cabeça perdeu a força e todos nós sabíamos que ela estava morta.
Dean levantou-se chorando,apontou a arma para o caçador e atirou,ele caiu no chão,deixando Sam ver,pela primeira vez,raiva nos olhos de seu irmão.Dean caiu de joelhos no chão ao lado do corpo de Jô.Eu corri até Sam e o desamarrei.Ele levantou-se e nos abraçamos.-
– O que pensou que estava fazendo? –Ele sussurrou,ainda assustado com tudo o que tinha visto.-
– Não podia deixar que ele te matasse.
– Você quase morreu... –Ele cheirava minha blusa como se tivesse pensado que nunca mais iria fazê-lo de novo.-
– Eu sei...
– Vamos para casa. –Benny falou colocando a mão no ombro do Dean.Ele pegou o corpo da Jô e se levantou olhando pro rosto dela.Eu e Sam nos afastamos.-
– Você está bem? –Sam perguntou pra Dean.-
– Claro.Por que não estaria? –Ele não olhou pro Sam.-
– Bem,porque se fosse comigo,eu ficaria arrasado. –Dean ignorou o comentário e virou-se em direção a porta.-
– Vocês podem ir no meu carro.Eu vou caminhando. –Ele falou saindo da garagem.-
– Benny,leve o carro.Nós vamos com ele. –Eu falei puxando Sam pela mão e saindo da garagem logo atrás do Dean.-
O caminho parecia enorme e sem fim.Dean caminhava na frente,um pouco distante,nós podíamos ouvir seus soluços.Ele resmungava consigo mesmo.Eu e Sam íamos um pouco mais atrás,Sam estava me abraçando.-
– Você já o contou que voltamos?
– Não.Também não acho que esta seja a hora. –Ele concordou.-
– Ele está mal demais pra você,a única pessoa da qual ele receberia algum ato de solidariedade agora,chegar lá e dar uma facada em seu peito. –Eu me soltei dele e apressei o passo até alcançar Dean,sua mão caía ao lado do corpo,eu segurei-a.-
– Você está bem? –Ele balançou a cabeça.-
– Não...Ela me amava,eu deveria ter percebido isso.
– Você não teve culpa.
– Claro que tive.se eu soubesse que ela me amava,nunca teria entrado na sua frente sabendo que ela entraria na minha. –Eu fiquei calda,talvez ele não precisasse de alguém com quem conversar,só de alguém que o ouvisse.- Em vez disso,eu estava te amando tão cegamente que não a notei. –Ele me olhou e logo depois se calou.-
Andamos mais um pouco e avistei uma pá.Ele soltou minha mão,pôs o corpo na grama e começou a cavar.Senti Sam me abraçar novamente.Eu encaixei minha cabeça em seu peito,já que o ombro era praticamente impossível de se alcançar.Depois de o buraco cavado,Dean colocou o corpo cuidadosamente dentro.Ele tirou o seu cordão e pôs junto dela,ficamos alguns minutos em silêncio.Dean cobriu o buraco e nós voltamos para casa.
Quando chegamos,ele subiu as escadas.Já eram 24:30.Eu e Sam nos sentamos no sofá.-
– Ele não está bem. –Sam falou.Nos ainda estávamos abraçados.-
– Com certeza...Eu também não estaria. –Ele olhou de mim para a parede a nossa frente.-
– Eu te amo. –Ele se aproximou pra me beijar,eu hesitei por um momento,mas deixei-o.-
– Hey. –Uma voz doce falou.Eu empurrei Sam,que pôs as mãos juntas no colo.Segurei um riso.Quando me virei pra olhar quem havia falado,Peter estava na escada coçando os olhos.-
– Hey. –Eu falei sorrindo.- Relaxe. –Eu sussurrei pra Sam.Me levantei e fui de encontro a Peter.- Cadê Cora?
– Ela está dormindo,e...Funcionou.
– Qual é a palavra?
– Chocolate.
– Sério? –Nós rimos.-
– Pois é.Tentei todas as outras.
– Eu vou desejar-lhe boa noite. –Eu subi até seu quarto e lhe dei um beijo de boa noite em sua testa.Quando voltei a sala,Sam dormia no sofá todo desajeitado e Peter não estava mais lá.Eu ajeitei-o no sofá do melhor jeito que pude e fui até a cozinha.Tomei um copo d’água e voltei ao meu quarto,Peter estava dormindo em minha cama.Eu me deitei ao seu lado e dormi.-
Quando acordei,Peter ainda estava lá e eu ouvi algumas vozes.Sam entrou no quarto.-
– Ei,vista algo formal. –Ele estava vestido em um terno.-
– Por que está vestido desse jeito? –Perguntei me levantando cuidadosamente para não acordar Peter.-
– É um funeral.Dean chamou Bobby,Rufles e todas as outras pessoas que conhecemos pro funeral da Jô.Então... –Ele abaixou o olhar pro chão.Eu fui até ele e o abracei.-
– Ela era como uma irmã pra você,não era?
– Sim. –Ele me abraçou e de novo,estava cheirando a minha blusa.-
– Sinto muito. –Nós ficamos em silêncio,somente nos abraçando por um tempo.- Eu já vou estar lá embaixo,ok? –Nós nos afastamos.-
– Ok.Ahn,Cora está dormindo.
– Você poderia trazê-la pra cá?Não quero que ela acorde sozinha... –Ele concordou.Eu tomei meu banho,vesti um vestido preto comprido,da Charlie acho,fiz um coque,deixando alguns fios do cabelo caindo em meu rosto e desci até a sala deixando Cora e Peter dormindo na cama.As primeiras pessoas que vi foram meus pais.-
– Oi,Aria. –Benny falou e me abraçou.-
– Não sorria. –Charlie sussurrou em meu ouvido.- Eles vão achar que estar feliz...
– Ok. –Eu falei me afastando do Benny,permaneci séria.-
– Desse jeito. –Charlie falou.Sam puxou minha mão.-
– Aria.Bobby Singer. –Ele fez um gesto com as mãos.- Bobby.Aria,ela está grávida. –Ele repetiu o gesto e nós nos cumprimentamos.-
– Prazer em conhecê-la e parabéns pela gravidez.Sam será um bom pai,com certeza.
– Obrigada.É uma pena só termos nos conhecido numa ocasião assim...
– Verdade.Jô era uma boa garota. –Sam olhava pros lados e de repente me puxou de novo.-
– Fique aqui. –Ele me sentou numa cadeira,perto da porta da cozinha.Ele entrou na cozinha.Eu pude ouvir as vozes,dele e do Dean.-
– Por que você fez um funeral,Dean?Todo caçador é queimado quando morre,é um ritual.
– Só queria algo normal pra ela,você sabe,o quanto ela queria ter uma vida normal...Já que ela não conseguiu uma vida,pelo menos ela teve um enterro normal.Quero dizer,você iria desejar que alguém te queimasse depois de morto?
– Não.
– Então... –Dean saiu da cozinha.Ele vestia um terno de alfaiataria branco.-
– Ei,Aria,preciso falar com você...
– Ótimo,também preciso.
– Pode ser lá no jardim?
– Claro. –Ele me puxou pela mão até o jardim.-
Eu nunca havia reparado em como este lugar é bonito,principalmente agora,que estamos entrando na Primavera,os Ipês estão simplesmente perfeitos.Rosas,Amarelos...Me sentei em um dos balanços, -Haviam dois,eles se balançavam sozinhos de acordo com o vento.O que fazia com que as plantas trepadeiras enroscadas em sua haste deixassem que algumas pétalas de suas rosas caíssem sobre os balanços.- limpando algumas pétalas,enquanto Dean colocava uma música para tocar.-
– Não deveria fazer isso,Dean,vão pensar que você não se importou muito com a morte dela.
– Eu não preciso demonstrar com aparências o que todos vocês sabem que eu estou sentindo. –Ele olhou pro chão e depois pro céu.- Você é quem não deveria ter se sentado.Nós vamos dançar.Ele me levantou pela mão.-
Nós começamos a dançar ao som de “Over The Rainbow”.-
– Sabe,eu não sei bem o que estou sentindo. –Ele começou.- Quero dizer,você,Jô,Sam...Eu não sei se vou suportar me afastar do meu irmão...
– Eu sei que não.Vocês dois são muito ligados.É o lance da Co-dependência...
– Eu sei,mas...Também não sei se suportaria perder a mulher que eu amo. –Eu fiquei calada.A música estava quase no fim.-
– Eu acho que isso não vai dar certo.
– Isso o quê?
– Eu e você,Dean.Você pode não admitir,mas você amava a Jô,eu vi o jeito que ficou quando ela caiu no chão...E eu... –Ele me interrompeu.-
– E você ama o Sam,não é? –Nós nos afastamos.A música terminou e agora estava tocando “Tell Me A Lie”.-
– É. –Ele me encarava incrédulo,como se não o soubesse ainda.-
A música estava tocando e ele ficava me encarando,quando chegou no refrão ele começou a cantá-la.-
– Tell me I’m a screwed up mess, that I never listen.
– You always listen. –Eu fiz uma segunda voz não prevista,ele me lançou um olhar inquisitivo.-
– Tell me you don’t want my kiss, that you’re needing distance.
– I’m not needing distance.
– Tell me anything, but don’t you say he’s what you’re missing, baby. If he’s the reason that you’re leaving me tonight, spare me what you think and...
– Tell me a lie. –Nós cantamos em coro.Ele andou até o som,desligou-o e voltou a entrar na casa.Eu voltei a me sentar no balanço.-
Meus olhos ardiam,como se eu tivesse feito algo horrível.Senti alguém tocar meu ombro,enxuguei minhas lágrimas rapidamente.Me virei e era Sam.Talvez ele não tenha percebido que eu estava chorando,mas talvez ele tenha só ignorado.-
– Você falou com ele?
– Falei.
– E...?
– E nós cantamos “Tell Me A Lie”,eu me senti um lixo...-Ele desviou o olhar pros Ipês.-
– Ei,nunca tinha reparado em como esses Ipês são lindos. –Ele tentou me animar.-
– Eu também não...
– Mas lindas mesmo,são aquelas roseiras,lá atrás da casa. –Eu não sabia que existiam,ele percebeu.- Vamos. –Ele me puxou pela mão e paramos na frente das roseiras,atrás da casa.Elas eram lindas.-
– Uau,que lindas! –Eu falei.Sam enlaçou minha cintura por trás.-
– São sim.
– Sam...Você sabe,que não vou te deixar morrer,não é?
– Você não pode impedir. –Ele apoiou o queixo na minha cabeça.-
– Eu posso.Você só vai morrer depois do nascimento das crianças.Eu poderia ir com você e Dean em todas as caçadas depois disso. –Ele sorriu.-
– Não se pode enganar o destino,Aria.Se fizer isso talvez nós dois morremos e quem vai cuidar dos bebês? –Fiquei calada por um momento.-
– Você está certo. –Nós ficamos um tempo sem falar nada,só olhando as flores.Eu quebrei o silêncio.- Cas não apareceu desde que foi até o Céu.
– Talvez tenha descoberto algo que me ajude.
– Talvez...Eu espero que sim... –Ele me abraçou mais forte,me senti enjoada e corri pro banheiro mais próximo.Sam correu atrás de mim.-
– OMG’ seu primeiro enjôo!Eu não acredito que estou aqui pra ver isso. –Eu me ajoelhei perto da privada e depois de vomitar tudo o que eu tinha no estômago da janta de ontem,eu virei meu olhar pra ele que estava de pé.-
– Você quer uma foto?
– Desculpa.Por que ficou com raiva?
– Porque desse jeito você não vai mais desejar meu beijo.
– O quê?Você é meu destino,Aria.Estou destinado a te amar para sempre. –Nós sorrimos e eu voltei a vomitar.- Mas escove os dentes depois,ok?
– Haha. –Eu balancei meu braço numa cega tentativa de acerta-lo uma tapa.Eu consegui,mas acertei-o na bunda.-
– Au!Isso machuca,pervertida!
(...)
– Eu não acredito nisso,só hoje vomitei mais de cinco vezes e escovei os meus dentes umas dez só para ter certeza de que estavam realmente limpos. –Eu e Sam estávamos no quarto,encolhidos na cama.Já estava de noite.-
– Estou com medo de transar com você agora.Quero dizer,eu não quero morrer porque minha garota enjoou e eu tive que ficar na cama excitado.
– É tudo culpa sua!
– Minha culpa?
– É.Se você fosse uma garota,eu nunca teria engravidado.
– Oh,me desculpe se eu te forcei a transar comigo todas aquelas vezes.
– Eu te odeio...E odeio seu corpo gostoso também. –Nós rimos.-
– Vamos dormir. –Ele me beijou.- Ugh.Você escovou os dentes?
– Ai,sério?Você só pode estar brincando. –Eu me levantei correndo pro banheiro.Ele veio atrás rindo.- Sai daqui.
– Eu estava brincando,Aria.
– Ai,seu chato. –Ele me abraçou e me beijou.-
– Viu?Ainda quero te beijar e eu amo fazê-lo mais do que nunca. –Eu sorri.-
– Ainda não gostei da brincadeira. –Ele riu baixo.- Não tem graça.
– Desculpe. –Nós voltamos pra cama e dormimos.-
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