Notas iniciais
Nesse capítulo o Justin não aparece,mas acontece uma coisa na qual vai desenrolar a história e vocês conseguirão intender melhor toda a Imagine Belieber,então é muito importante ler. Nos Reviews,sugestões e críticas são bem-vindas (e elogios também!). Aproveitem e curtam muito :D

Típico dia de sol e um calor infernal no Rio de Janeiro. Eu nunca ia imaginar que poderia sentir falta disso. Não é que eu não queira viajar para o Canadá porque eu quero,e quero até demais. Só que vou ter que ficar longe de grande parte da minha família e eu não curto muito isso. E aliás é minha primeira viagem a um país estrangeiro,e eu vou sozinha. Meu pai teve a cara de pau de me dizer que só ia me encontrar no Canadá 2 dias depois de eu ter chegado lá. Ele tever muita sorte,só não reclamei porque as aulas só começariam depois de 1 semana que eu tivesse chegado lá,e eu também ficaria com a vovó e ela sempre me apoiou em tudo,mesmo que tenha sido poucas vezes que ela tenha visitado o Brasil.

Eu estou tentando procurar vontade para me despedir de meus melhores amigos. Seria a primeira vez que nós ficaríamos afastados desde os 4 anos de idade! Eu,Karol,Ana,Carlos e Matheus prometemos que começamos juntos e terminaríamos juntos a escola,e agora eu estou quebrando a promessa. Mas tudo bem,eu não ia embora para sempre,ta? Eu não ia conseguir mesmo ficar longe deles,mas principalmente do Matheus. Ele era meu melhor amigo,meu companheiro,eu confiava muito nele.

Sai de casa cedo e fui logo até a praça "Garota de Ipanema",nosso ponto de encontro.

Assim que cheguei vi eles lá,todos rindo e com presentes na mão. Matheus segurava o maior,e estava meio abatido -o que estava me matando-,ele foi o primeiro a notar minha presença e veio direto em minha direção. Ele abriu um imenso sorriso e me girou no ar.

"Oi boneca" Ele disse. Esse era um apelido que ele tinha me dado desde pequena.

"Oi 'Teus' "Respondi,não muito animada.

"Olha só quem chegou ai! A traidora,vai abandonar a gente!" Disse Carlos,vindo rindo em minha direção,e depois me deu um abraço apertado.

"Eu sei que você me ama,Carlos,não precisa demonstrar" Brinquei.

"Thata!" Disse Karol,me abraçando também. Ana não se manifestou,ela continuou no seu canto,com uma cara péssima.

"Aninha não faça isso que você está me matando" Eu disse,indo em sua direção e lhe dando um abraço forte.

"Desculpa,Tha. É que é a primeira vez que nos apartamos." Ela disse,tristonha.

"Eu sei,mas não quero decepcionar ou deixar vocês tristes. A situação não está boa lá em casa e por isso que estou me mudando." Me manifestei.

"Mas não precisava né,Thainá. A gente prometeu que ajudaria você de qualquer jeito." Disse Matheus,vindo se por ao meu lado.

"Eu sei,Teus,mas não quero continuar aqui com a minha mãe,e se meu pai está indo para o Canadá eu tenho que ir junto com ele. Vocês sabem pessoal ..." Me defendi

"Nós te intendemos,baby. Mas olha só,eu vou ficar realmente decepcionada com você se não tirar a foto do cara mais gato do Canadá,e principalmente do lugar que você vai" Disse Karol,abrindo um sorriso. Ana também riu e os garotos reviraram os olhos.

"Aliás você está indo para onde mesmo?" Perguntou Kah.

"Stratford,em Ontário" Respondi.

"Mas não era no Canadá?" Perguntou Carlos. Matheus deu um tapa no ombro dele e resmungou alguma coisa.

"Ontário fica no Canadá,Carlinhos!" Eu disse,rindo.

"Como eu ia saber,ué" Ele disse. Todos rimos,mas eu sabia que ele estava brincando. Carlos tinha uma queda pela Ana,e só de ver ela triste arrumava um jeito de colocá-la para cima de novo.

Passei a tarde na praça junto com eles. Abrimos os presentes,zoamos,compramos pizza,fomos brincar junto com algumas crianças; simplismente aproveitamos nosso último dia antes da viajem pro Canadá.

Quando fiquei sozinha com Matheus,relembramos como nos conhecemos e como nossa amizade ficou tão forte. Ele disse que desde que me viu pela primeira vez descobriu que nasceria uma grande amizade.

"E pelo visto eu estava certo" Brincou ele.

"É horrível ter que deixar vocês" Eu disse.

"Esperava que você dissesse você" Ele disse,olhando para baixo.

"Você sabe que vou sentir muito a sua falta,Teus." Eu disse,e ele fez uma careta. "Eu sei que também sabe que nem sempre nossos sentimentos foram só de amizade. Mas se deixássemos esses nossos sentimentos agirem por só,essa despedia ia ser pior."

"Se deixássemos esses nossos sentimentos agirem por si só,eu nunca a deixaria ir" Ele disse,acariciando meu queixo.

"Eu sabia desde sempre o que você sentia por mim Matheus,mas eu sabia também o que era o melhor..."

"Não,Tha. Você teve medo por causa de seus pais" Ele disse. "Mas não vamos brigar,ok. Quero que essa seja a melhor despedida de todos". Ele disse.

Carlos,Ana e Kah chegaram com 5 sorvetes.

"Se preferido" Disse Ana.

"É isso ai,pessoal! Um brinde de sorvete para a nossa amiga linda!" Disse Carlos,e todos rimos.

Depois disso eu fui para casa,me arrumei,verifiquei se todas as minhas coisas estavam na mala e desci as escadas para me despedir de alguns parentes. Minha mãe estava no sofá assistindo TV e bebendo seu Wiski preferido. Eu senti meu coração ser esmagado por uma força invisível dentro de mim. Respirei fundo e fui em sua direção.

"Oi mãe" Eu disse. Ela tomou mais uma dose de seu wiski e não me respondeu. Senti uma lágrima descer sobre meu rosto e procurei sair dali o mais rápido possível.

"Thainá" Ela me chamou,com uma voz rouca. Eu voltei e limpei outras lágrimas que já se formavam em meus olhos e fui até ela,me abaixando e me pondo em joelho a sua frente. "Saiba que quem fez isso comigo foi você. Depois que você nasceu meu marido não me deu a atenção que eu merecia" Ela disse,engrossando a voz,num tom duro..

"Mãe não faça isso comigo" Eu disse,rouca.

"Eu dei o que ele mais queria e ele simplismente me ignorou,ele pegou toda a sua atenção comigo e deu a você. Ele brigou comigo por sua causa ... Olha só o que eu me tornei,Thainá" Disse ela,avaliando seu próprio corpo. "Eu comecei a morrer e ele nem percebeu,agora que tudo está ficando pior,ele vai tirá-la de perto de mim. Ele acha que sou uma péssima influência,mas ele não sabe o que você fez em apenas 17 anos de vida. Você foi um lixo desde que nasceu,e ele a trata como perfeita. Você matou a mulher que existia em mim e a assassina aqui sou eu. Como você se sente sobre isso,Thainá? Você está orgulhosa?" Ela abriu um sorriso amarelo e virou seu rosto em minha direção.

Eu estava completamente molhada e meu coração devia estar procurando uma forma de não parar de bater. Eu já estava imóvel quando a vi,e depois de suas palavras ficou tudo pior. Minha respiração estava descontrolada e os soluços saiam desesperadamente de mim. Eu colocava a mão na boca para conter ,mas tudo o que acontecia ficava pior. A dor ficava pior.

"Por que não responde?" Ela perguntou "Está orgulhosa,Thainá? Está orgulhosa?" Ela fazia a mesma pergunta várias vezes. Na minha mente,começou a passar flashes das vezes que ouvia meus pais brigarem,das vezes que eu a vi ficar bêbada,das vezes que ela me dava um tapa na cara e me dizia o quanto estava decepcionada comigo e eu não intendia porque. Tudo o que me atormentou por anos veio a tona como uma espada sendo jogada em meu coração. Como se alguém segurasse meu pescoço e tirasse minha respiração.

"Meu deus!" Gritou meu pai,ao ver o estado em que eu estava. Minha mãe continuava a gritar se eu estava orgulhosa do que fiz. "O que você fez com nossa filha,Meredith?!" Perguntou ele e me levantou,eu apertei meu corpo contra o dele.

"Como pode chamar esse lixo de 'nossa filha',Alan?" Ela gritou e depois voltou a pergunta se eu estava orgulhosa do que fiz.

" 'Lixo',foi o que você se tornou depois que ela nasceu. Você achou que ela me tirou de ti,mas a verdade é que você se tirou de mim" Disse meu pai,com raiva nas palavras e com o corpo fervendo.

"Mais uma prova! Está orgulhosa,Thainá?" Disse minha mãe,com um riso debochado.

"Meu Deus,Tha!" Pude reconhecer a voz de Matheus.

"A tire daqui,Matheus" Disse meu pai.

"O senhor também não tem condições de ficar aqui,Sr.,é melhor ir com a gente" Ele disse,colocando a mão no ombro de meu pai.

"Você tem razão." Meu pai disse,e então nós três saímos.

Meu pai me levou ao aeroporto,e como nem eu e nem ele convencemos o Matheus a ficar,ele foi junto.

Me despedi dos dois -sem economizar lágrimas- e entrei no avião.

Assim que sentei uma moça perguntou docemente porque eu estava com os olhos vermelhos e inchados.

"É a minha primeira viajem para fora e não sei se volto" Respondi,ainda com a voz rouca.

"Eu intendo. Antes de embarcar eu vi você com seu pai e seu namorado" Disse ela,abrindo um sorriso.

"Oh,não,não. O Matheus não é meu namorado." Eu disse,tentando retribuir o sorriso.

"Ah sim." Ela disse. "Mas é difícil se despedir de quem amamos"

"É,principalmente como hoje" Eu disse,relembrando o que passei com minha mãe. Mesmo com toda a briga,com todo o extresse,eu a amava. Ela poderia ser o quanto rude desejasse comigo,mas eu continuaria a amando. Ela me colocou no mundo e isso nunca vai mudar.

A moça remexeu-se ao meu lado,e limpou uma lágrima que saia de seu olho.

"Pois é" — Ela disse. "Conheço bem a sad good bye(um triste adeus)".

Notas finais
Deixem Reviews pessoal ♥