When You Came Into My Life
29 Capítulo 29 - No Pain, No Gain
Bia POV
Eu estava quase dormindo, muito mal mesmo, a ponto de não saber direito se aquilo era sonho ou realidade. Então senti que alguém estava se aproximando de mim, como estava esperando o Rudolf, nem me mexi.
Quando fui puxada indelicadamente da cadeira e jogada na parede, percebi que não era o Rudolf. E tinha uma breve ideia de quem poderia ser, embora estivesse torcendo para estar errada. Nas circunstâncias em que eu me encontrava, não teria a menor chance contra o Till.
- Não vai nem resistir? Achei que seria muito mais difícil...
- Será que você não percebe que estou fraca? Me solta, por favor!
- Está fraca? Isso facilita ainda mais o meu trabalho.
- Me solta, eu não quero nada com você, me solta! – eu me debatia nos braços dele, mas se ele já era forte demais para tentar algo quando eu estava normal, agora eu não teria a menor chance, a menos que o Rudolf voltasse a tempo.
Impressionante é que quando mais se precisa, parece que não há ninguém por perto. E por mais que eu estivesse gritando – e eu estava berrando loucamente – ninguém ouvia.
Acabei cedendo, pois gritar não adiantava, estava gastando minhas últimas energias. E se eu desmaiasse seria muito pior... Não quero nem saber o que ele poderia fazer.
Rudolf POV
Eu e Klaus estávamos nos aproximando do bar quando ouvimos gritos. Eu olhei pra ele e acho que pensamos na mesma coisa, parecia a Bia.
Saímos correndo e quando chegamos avistamos o Till agarrando ela.
- Solta ela, agora! – foi o Klaus quem gritou, e acho que eu nunca o tinha visto com tanta raiva.
- E por que eu deveria?
- Porque se não largar ela eu vou acabar com você. – agora eu é que estava com raiva.
Ele se virou para a Bia e lambeu o pescoço dela, ela pareceu gemer.
Eu não agüentava mais aquilo, fui até ele e comecei a brigar. Ele era muito mais forte que eu e também mais novo, mas dois socos bastaram para que saísse. Algo me diz que ele não quis brigar, que já tinha conseguido o que queria.
- Bia, como você está? Perguntei segurando ela em meus braços.
- Péssima. Me sinto com nojo de mim mesma, e eu sei que o Klaus não vai me perdoar.
- É claro que vai, você não fez nada de errado. Não é culpa sua. Não é Klaus?
- Ela estava gostando Rudolf! Entendo que tenha ficado chateada comigo Bia, mas eu não entendo que precise me deixar com ciúmes e ainda por cima preocupado com você por causa do que eu fiz! E o pior, já é a segunda vez, com o mesmo cara!
- Já é a segunda vez que você me decepciona, Klaus, por causa da mesma vagabunda.
Ele não conseguiu dizer mais nada e foi para o quarto dele. A Bia estava ainda mais fraca do que antes, e o Klaus só conseguia enxergar o lado dele e os problemas dele. Levei-a para o meu quarto e a coloquei na cama.
- Rudy, não seria melhor você me levar para o meu quarto?
- Não se preocupe Bia, eu não vou fazer nada. Jamais me aproveitaria de você, principalmente porque você está fraca. Mas vai ficar comigo, porque estou muito preocupado com você.
- Obrigada, não sei nem como te agradecer. – ela me abraçou delicadamente.
- Já está me agradecendo. – eu disse sorrindo.
- Rudy, amanhã eu vou embora e vou deixar o Klaus seguir com a vida dele.
- NÃO! Você não pode ir!
- Ultimamente eu mais brigo com ele do que qualquer outra coisa. Não posso viver com uma pessoa que não me compreende e só briga comigo. Ele não era assim, não sei o que aconteceu.
- Ele está com ciúmes de você, mas tem um humor péssimo, e é brigando que ele demonstra, garanto que se conversar melhor com ele vai dar tudo certo.
- Eu não sei... Acho que devo mesmo ir embora.
- Isso não é hora para tomar decisões, descanse. Amanhã resolvemos isso.
Bia POV
O Klaus era uma pessoa complicada, aposto como não iria me perdoar. Ter dormido com o Rudolf não era exatamente a melhor forma de pedir desculpas, mas ele não quis me levar para o meu quarto, então eu não podia fazer nada. Ou melhor, o Klaus não precisava ficar sabendo, já tinha detalhes bem ruins sobre mim na mente dele. Além do mais, eu e Rudolf não fizemos absolutamente nada.
Me arrumei e já ia me dirigindo a porta quando Rudolf entrou na minha frente.
- Não está pensando em ir embora, está?
- Rudy, eu já tomei minha decisão. Vou falar com o Klaus, se ele não me ouvir, eu vou embora.
- Bom, acho que eu não vou poder mesmo te impedir não é?
- Infelizmente não, mas isso não quer dizer que não teremos mais contato um com o outro.
- Exatamente, tenho seu telefone e não te deixarei em paz!
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Lá estava eu, novamente em frente ao quarto 483... Bati na porta e comecei a chamá-lo. Ele não respondia, mas eu sabia que estava lá.
- Klaus, quer abrir essa droga de porta? Você está agindo como criança... Klaus, abra a porta agora! Pode pelo menos ouvir o que eu tenho a dizer?... Ok, acho que isso é um não. Quero que saiba que te amo muito, e nunca vou deixar de te amar. Mas não vou ficar bancando a idiota se você não quer falar comigo... Eu vou embora Klaus, vou deixar você seguir sua vida, quero que seja feliz, com alguém que te compreenda e seja menos chata que eu, talvez você deva mesmo ficar com a Gabi...
Klaus POV
Enquanto ela falava, eu estava jogado na cama chorando, talvez eu devesse dar uma chance e ouvir o que ela tinha a dizer. Como sempre, fui precipitado, não devia ter largado ela daquele jeito na noite anterior, assim como não deveria ter a deixado esperando do lado de fora.
Mas pensei que fazer um pouquinho de doce deixasse as coisas mais emocionantes. E não, eu não acreditei quando ela disse que iria embora, parecia só um jeito de me convencer a abrir a porta.
Mais tarde, quando eu estivesse mais calmo, e certo de que estava agindo corretamente, eu iria procurá-la e pedir desculpas, então nunca mais brigaríamos de novo. O que eu mais queria era ficar com ela para sempre, agora eu estava livre pra conseguir isso, mas o universo continuava contra nós.
Rudolf POV
- Bia, fique, por favor. Não me deixe, se o Klaus não pode te fazer feliz, eu posso.
- Rudy! Você está dizendo essas coisas sem pensar. Você é comprometido! E eu amo o Klaus.
- Eu sei que você o ama, mas sei também que sente alguma coisa por mim.
- Por favor, não vamos começar essa conversa de novo. Eu sinto que tenho mesmo que ir. Não vai adiantar nada eu ficar aqui.
- Não posso te impedir, mas posso te ajudar... Se você quiser, é claro.
- Como?
- Não tenho planos. Mas preciso saber de uma coisa, você ainda aceitaria o Klaus?
- É claro que sim. – droga, porque ela não podia esquecê-lo e ficar comigo?!
- Ótimo, é tudo o que eu precisava saber.
Bia POV
- Anna, você vai ficar até o fim dessa semana, eu suponho, certo?
- Sim, na verdade estou tão bem aqui com o Tom, esqueci de te perguntar como está indo com Klaus?
- Acho que dessa vez terminou de vez, aconteceram tantas coisas nesses últimos dias...
- Eu tenho visto muito você com Rudolf, você está tendo alguma coisa com ele? – impressionante como ela enxergava longe...
- Não, mas isso não quer dizer que eu não me sinta atraída por ele. Mas é só isso.
- Se não deu com o Klaus, por que não tenta com ele?
- Não, você também com essa história? Rudy já quase me convenceu com essa loucura hoje, mas ele estava falando da boca pra fora... Bom Anna, voltando ao assunto, estou indo embora.
- Rudy? Que intimidade é essa menina? Vai mesmo agora? Fique mais uns dias...
- Não tenho mais porque ficar Anna. Sem Klaus, sem vida. Mas fique você, divirta-se com o Tom!
- Não pretendo voltar Bia, pelo menos não tão cedo, eu e o Tom estamos muito bem sabe...
- Sua mãe vai me matar, sabia? Falando em Kaulitz, quero me despedir dos dois.
Entrei no quarto da Anna, agora Bill e Tom não saiam de lá, até as malas deles estavam lá.
- Bill, Tom, estou indo embora, passei apenas para me despedir de vocês.
- Indo embora? Por quê? – disse o Bill muito confuso, Bill estava torcendo por mim, desde o começo, era uma pessoa incrível.
- Ahh, não tem mais nada para mim aqui. Logo nos veremos de novo, tenho certeza.
Dei um abraço em cada um dos gêmeos e, logo em seguida, na Anna.
- Se comporte menina! E não se esqueça de mim viu, me ligue todos os dias!
- Pode deixar Bia, quem diria, você me dando ordens agora?!
Nós rimos para não chorar com a despedida.
- Bia, eu te levo ao aeroporto. – sugeriu o Kaulitz mais novo.
- Ok Bill, obrigada.
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