When You Came Into My Life
25 Capítulo 25 - You're Lovin' Me To Death
Bia POV
- Obrigada Rudy, pela sua iniciativa, por estar me ajudando.
- Não precisa agradecer. Está brava com ele não é?
- Não. Por incrível que pareça. Só que sinto que o que ele sentia por mim acabou.
- Sentimentos vêm rápido, mas não acabam de uma hora para outra. Dê mais uma chance a ele, caso ele te procure de novo.
- É claro, não precisava nem ter pedido. Eu só fiquei chateada, porque por mais que eu tente acreditar que não acabou, a cada vez que nos falamos ele me dá mais confirmações disso.
- É porque ele está nervoso, quando se acalmar vocês se resolverão. Boa noite Bia, se precisar de mim, me ligue.
- Obrigada, por tudo.
Eu não sabia porque, de uma hora para outra, Rudy tinha ficado tão legal comigo, mas isso era bom. Já que eu havia perdido o que eu mais amava, pelo menos ainda tinha meu guitarrista preferido ao meu lado, como um grande amigo... Sim, só um grande amigo.
-----------//-----------
Naquela noite pensei muito no Klaus, não consegui pegar no sono... O que eu faria sem ele? É, eu tinha vivido 17 anos da minha vida sem ele, mas uma vez que estive tão perto de conseguir o que queria, perder desse jeito parecia o mesmo que não poder continuar a viver. Além do mais eu tinha outro problema em mente, um problema que eu esperava que não se tornasse realidade.
No dia seguinte, depois de me arrumar, fui direto até o quarto do Rudolf, eu tinha que falar com o Klaus, e só ele podia me ajudar. Eu tinha agido como uma idiota e agora o Klaus não ia querer mais falar comigo, tinha praticamente ignorado ele no dia anterior. Eu não sei como pude fazer isso, eu sei que quando as pessoas estão nervosas agem sem pensar, mas acho que exagerei um pouco.
- Rudy, está acordado? – eu perguntei batendo não muito delicadamente na porta.
- Agora estou né... – ele abriu com cara de sono, de quem havia acabado de acordar.
- Tenho que falar com o Klaus, você vai me ajudar.
- Eu vou é? Sabe, acho que talvez fosse melhor mais tarde, ninguém tem bom-humor de manhã, Bia.
- Precisa ser agora, precisa! Antes que eu mude de ideia.
- O que vai falar pra ele? – ele perguntou assustado, devido à minha urgência em falar com o Klaus.
- Quero pedir desculpas.
- Mas você não fez nada! Não vai pedir desculpas pra ele, não pode correr atrás Bia. Espere, ele vai vir falar com você, tenho certeza.
- Tem razão, Rudy. – eu o abracei e comecei a chorar.
Rudolf POV
O que eu estava fazendo agora não era certo. Eles se amavam e eu estava impedindo que fizessem as pazes. Desde o começo eu estava, na verdade. Mas eu não fazia isso por não gostar da Bia, muito pelo contrário... Eu jamais faria isso com meu amigo, mas passou do meu controle, sem perceber acabei despertando um certo sentimento por ela.
A princípio ela me parecia mesmo uma garota muito chata, uma adolescente doida tentando se envolver com seus ídolos, eu diria, mas depois percebi que ela era doce e sincera, e infelizmente, assim como o Klaus, acabei me apaixonando.
Por sorte, consegui convencê-la de que seria melhor não falar com ele. Ahh! Eu estava me odiando por isso, não devia querer separar os dois... Ela me abraçou e então eu esqueci da maldade que estava fazendo e curti aquele momento, mas quando percebi que ela estava chorando, senti um aperto no coração.
- Bia, eu preciso conversar com você, mas acho que você vai me odiar depois de ouvir o que tenho a dizer...
---------//-----------
Bia POV
- Eu não acredito! Como você pode tentar me separar do homem que eu amo? Eu o amo Rudy, isso não quer dizer nada para você?
- É claro que quer, mas eu não tenho culpa, apenas aconteceu... Assim como o Klaus eu não sou solteiro, você sabe disso, e também não sou um galinha. Mas aconteceu, me desculpe.
Ele havia se declarado para mim. Era difícil de acreditar, essas coisas estavam acontecendo rápido demais, primeiro eu encontro o homem que amo e ele simplesmente se apaixona por mim, depois Rudolf também se apaixona por mim e tenta me separar do Klaus. O único problema nisso tudo é que ambos eram meus ídolos antes de serem qualquer outra coisa, então eu os amava, independente do que tinham feito para mim. Não sabia o que dizer ao Rudolf agora, não sabia como resolver a situação. Quando eu achava que não dava mais para complicar, complicava ainda mais um pouco.
Mas eu não podia negar uma coisa, ele também me atraía, e eu não era de ferro, apesar de gostar mais do Klaus do que de mim mesma. Com ele me provocando daquele jeito não ia dar certo, acabei me rendendo e deixei ele me beijar.
Aquilo foi maravilhoso, e eu aproveitei que estava com uma certa raiva do Klaus, descontei tudo naquele momento, mas acabou passando do meu controle... Quando me dei conta já estávamos nos agarrando demais.
- Rudy, acho melhor pararmos por aqui...
- Por que? Achei que você também quisesse.
- Eu quero, mas não quero. Ainda amo o Klaus. – ótima explicação, como pode uma pessoa querer e não querer? Ou uma coisa ou outra, eu era mesmo muito confusa.
- Nós dois sabemos que você é louca pelo Klaus e ele por você, mas isso não quer dizer que você não pode “se divertir” um pouco, afinal vocês estão brigados... – ele tinha razão, mas eu me sentia traindo o Klaus, por mais que não estivéssemos juntos no momento.
- Você me tira do controle, não diga que não avisei. – é, eu já estava falando coisas sem noção, o que eu tinha avisado mesmo? Não importa, mesmo sabendo que ia me arrepender daquilo depois, ele realmente me tirava o controle, isso era fato.
Os batimentos do meu coração estavam muito acelerados... Talvez por medo, talvez por excitação, talvez por culpa. E por mais que eu tentasse me distrair, curtir aquele momento, eu ficava me culpando e pensando no Klaus. Parecia até que ele havia entrado na minha mente e estava me punindo.
Por outro lado, eu não sei porque estava me sentindo tão mal, Klaus não tinha se preocupado com o que eu estava sentindo quando me usou...
Fale com o autor