When You Call To Me

13 Com Arco e Flecha em Mãos


Notas iniciais
Olá meninas!!! Eu recebi uma recomendação linda da Trycia Pevensie e adorei! Espero que gostem deste capítulo que vou oferecer especialmente pra ela! Que gosta tanto da Susana! Beijos

Caspian permaneceu debruçado sobre a sacada apenas sentindo a brisa suave que vinha do mar lhe tocar a face enquanto seus olhos permaneciam cerrados diante da bela vista a sua frente. Em passos lentos e firmes, logo atrás de si surgia Susana, que por um tempo ficou a observar o rapaz pelas costas depois disse ao se aproximar da sacada:

– Preocupado? –Caspian desviou o olhar rapidamente para o rosto da moça.

– Gosto da vista daqui. –respondeu em tom sério.

– É mesmo muito bonita. É a vista favorita da rainha Lucia também. –disse olhando para a praia.

– Por que acha que estou preocupado? –perguntou mantendo os olhos apertados.

– Parece... Seu semblante diz isso, sua expressão está extremamente pesada.

– Na verdade tem algumas coisas entaladas na minha garganta. –seguiu dirigindo seu olhar fixo para a praia.

– Pedro? Digo o rei Pedro. –disse sem querer deixando escapar certa intimidade.

– Está meio na cara que ele não me quer aqui.

– E o que você pensa disso?

– Sinceramente eu não sei. –disse sacudindo a cabeça negativamente. – Talvez ele esteja certo.

– Não gosta da ideia de ser rei? –perguntou erguendo uma única sobrancelha.

– E quem não gostaria? Mas isso incomoda...

– É um cargo pesado.

– Eu sei.

– Deveria confiar na rainha. –ela voltou a encarar a praia. – Lucia dificilmente se engana, principalmente quando segue sua intuição.

– Você acredita? –ele a encarou.

– Se Lucia diz que você é o rei, quem sou eu para contestar?

– Intimamente... –ele aguardou resposta.

– Deseja convencer o rei Pedro de sua credibilidade? –ela desviou a pergunta com outra.

– E como eu faria isso?

– Primeiro você precisa acreditar que é quem a rainha Lucia diz que você é. Depois...

– Depois?

– Venha comigo... –disse ela se virando e saindo da sacada.

Caspian uniu as sobrancelhas formando uma ruguinha no centro dos olhos e então ficou ereto observando a arqueira se afastar e seguir até o centro da sala, onde parou e o encarou novamente esperando que ele fosse até ela. Assim Caspian deu alguns passos e seguiu a mulher de feições fortes e olhar ameaçador até o campo de treinamento onde ela se afastou por uns segundos seguindo até um suporte de armas apanhando uma besta de madeira com flechas e entregando em mãos do moreno.

– Acha que consegue usar isso? –disse ela.

– Se me mostrar como...

– Segure firme contra a lateral interna do braço. –disse ela mostrando em seu próprio braço o local. – Se for destro, apoie sobre o canto interno do cotovelo direito e segure o gatilho. Não aperte... –avisou. –Apenas apoie.

– Tudo bem... –disse fazendo o que ela mandava. – E agora?

– Mire naquele ponto vermelho do outro lado do campo. –ela apontou.

– É muito longe. –disse ao avistar uma arvore com um símbolo circular á alguns metros.

– Incline o arco um pouco para cima. Não excessivamente como acaba de fazer. –disse assim que ele se posicionou.

– Certo. –disse ele encarando o ponto fixo.

– Destrave a área engatilhada. –disse ela apontando a mesma.

– Esta aqui? –ele franziu a testa.

– Isso. Agora mire e puxe o gatilho quando achar que tem o alvo correto.

Caspian respirou fundo achando que não poderia ser tão difícil e então puxou o gatilho mais rápido do que deveria e acertou apenas o gramado á metros de distancia do ponto alvo. Susana sacudiu a cabeça negativamente, e se aproximou mais do rapaz dizendo:

– Tente inclinar o arco alguns segundos antes de disparar. Quando sentir que a flecha está prestes a passar por este ponto. –ela demonstrou. – Incline sutilmente o arco para cima. Isso fará com que a flecha faça uma curva o suficiente para fazer este movimento... –ela encenou uma curva no ar usando a mão aberta. – Entendeu? –o encarou. – Apenas alguns segundos... Agora faça.

– Parece fácil quando você fala. –disse ele se preparando.

– Não tem a ver com força, você está usando a força do seu punho para puxar o gatilho, no máximo que vai conseguir fazendo isso é cortar o próprio dedo.

– Me mostre como... –disse retirando a besta do braço e entregando a moça.

– Tudo bem... –ela apanhou o objeto e se colocou em posição.

Susana apertou os olhos mantendo os mesmos no alvo a frente e então disparou a flecha exatamente como ensinara o moreno, inclinando a arma poucos segundos antes da flecha se separar da besta assim atingindo impecavelmente o alvo bem no centro.

– Nossa! –disse Caspian erguendo as duas sobrancelhas.

– Agora tente você. –disse entregando a arma mais uma vez a ele.

– Sem força. –disse empunhando a besta.

Susana permaneceu em silencio enquanto observava o moreno concentrado no que estava fazendo, logo cerrando os olhos castanhos na direção do alvo vermelho e disparando o gatilho acertando a arvore entre o ponto vermelho e as raízes da mesma.

– Pelo menos essa não foi no chão. –disse ela insatisfeito.

– Se fosse um soldado ele estaria com uma perna machucada, mas ainda poderia lutar. –avisou. – Tente de novo. –ela disse lhe entregando outra flecha.

Caspian apertou os lábios e voltou a colocar a flecha dentro do armamento enquanto era observado e incentivado por Susana. Ele se posicionou mais uma vez e dessa vez decidido a acertar aquele ponto vermelho exatamente como a mulher ao seu lado havia feito. Intimamente estando insatisfeito com as atitudes e afrontas de Pedro contra ele, Caspian desejava provar ao rei que não era uma ameaça, e que tão pouco seria atrapalho diante das situações atuais pelas quais o reino de Cair Paravel estava passando. Quando o gatilho disparou a flecha acertou o alvo alguns centímetros abaixo ficando parte na arvore e parte na madeira vermelha.

– Foi bem melhor. –disse Susana com um sorriso discreto. – Se conseguir acertar o centro em menos de dois dias. –disse ela se aproximando e fitando os olhos do moreno. – Eu acreditarei que você é o rei.

– Vai me ajudar com isso? –disse baixando a besta.

– Peça permissão a rainha. Diga a ela que deseja usar o campo para treinamento. Automaticamente ela lhe cederá um dos arqueiros ou até mesmo um dos soldados do capitão Edmundo para treino com espadas.

– Espadas? –disse arregalando os lindos olhos castanhos.

– Quer provar ao rei que é capaz ou não?

– Quero. –afirmou em tom firme mudando sua expressão leve para uma expressão séria.

– Então faça o que eu disse... Se a rainha me encarregar disso eu mesma o ajudarei... Mas isso depende dela. –afirmou.

– Tudo bem.

– Agora é melhor voltar antes que deem pela sua falta. –disse virando de costas e se aproximando do suporte de armas onde deixou a besta.

– Você não me disse como se chama.

– Susana. –ela o encarou.

– Obrigado Susana.

– Não me agradeça. Faço isso pela rainha, vejo que ela tem fé em você e não quero que ela se decepcione. –disse em tom firme.

– De qualquer maneira, eu agradeço.

Susana apenas acenou com a cabeça e voltou ao que fazia enquanto o moreno respirava profundamente olhando o campo vasto ao redor e logo girava sobre os próprios pés voltando ao interiro do palácio.

...

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Notas finais
Então, espero que tenham notado que Susana não está se jogando pra cima do Caspian ok? Ela está dando um empurrãozinho no rapaz para que ele fique bem diante do rei Pedro, e logo ajudando a rainha Lucia! Susana é durona na fic mas ela tem um coração de ouro! Enfim, espero que tenham gostado de mais este capítulo! beijos
PS: Foto só pra ilustrar as feições do Caspian na sacada! Todos sabem como é a sacada de Cair Paravel então... Imaginem ele lá...