When We Were Young
67 The Expected Full Moon
Notas iniciais
THE EXPECTED FULL MOON
HOGWARTS
1975
5º YEAR
—Você é impossível, Sirius Black. — Adhara disse. Sirius gargalhou. Addie balançou a cabeça, mas sorriu para ele. — E agora?
—E agora o que?
—Dimitre meio que gosta de você. — Adhara murmurou. Sirius suspirou.
—É, talvez. Um pouco. — Sirius resmungou. — Mas ele sabe como eu sou, né? Eu vou continuar com ele, e com Emmeline, e com outras pessoas por fora…
—Emmeline me disse que você disse para ela que Marlene e você não estão fazendo mais nada. — Adhara acusou. — Porque eu não acredito nisso?
—Bem… okay, então eu vou continuar com Dimitre, Emmeline e Marlene e com outras pessoas por fora. — Sirius deu de ombros. — Agora eu vou por Salão Comunal. Se apronte para hoje a noite. Primeira lua cheia. — Sirius sussurrou. Addie riu. E Sirius saiu do Salão Comunal, e desceu as escadarias.
Sirius olhou para Hogwarts sorrindo malicioso. Era um mundo de novas possibilidades. Antes ele via apenas as saias curtas e as bundas maravilhosas dentro delas. Mas agora, ele via os músculos através da camisa, o volume grosso na calça. E droga, isso o excitava.
Ele sorriu olhando ao redor, se sentindo simplesmente incrível. Era um novo mar para caçar, uma nova terra para descobrir. Era tudo muito novo e tudo muito bom. Era tudo muito excitante.
O batedor do time da Lufa-Lufa passou na frente dele. Seus cabelos eram loiros, e ele tinham uma boca cheia, que Sirius observou, até olhar para seus olhos e ver que o garoto também o olhava. Sirius sorriu de canto, e quando o garoto engoliu em seco, Sirius sorriu largamente.
—O que está encarando, idiota? — James apareceu ao seu lado. O garoto desviou o olhar de Sirius, e passou na frente dele, saindo do Salão Principal.
—O mar. — Sirius falou e não olhou para James, antes de sair do Salão Principal. Ele viu o garoto virando um corredor e foi atrás dele. O garoto estava parado encostado na parede, e Sirius sorriu, ele chegou perto até estar cara a cara com o garoto. Ele colocou uma mão na parede ao lado dele e o olhou diretamente nos olhos.
—Meu nome é… Will. — o garoto murmurou, nervoso.
—Oi, Will. — Sirius respondeu, colocando a mão na cintura dele. Will suspirou, e Sirius colou seus lábios atrás da orelha dele e beijou lentamente. Ele mordiscou a orelha dele, adorando ver o garoto se arrepiar. Sirius agarrou sua cintura com as duas mãos, e apertou com vontade, antes de o beijar na boca, sedento.
Will gemeu levemente, com a fome de Sirius, e se envolveu, passando os braços pelo pescoço dele. Os dois colaram os corpos, sentindo calor transbordar para fora de suas roupas.
Sirius sentiu Will se virar e o empurrá-lo contra a parede. Sua boca cheia, agora vermelha e levemente inchada. Will sorriu safado, e Sirius ofegou, quando ele se ajoelhou e desafivelou sua calça. Quando ele o colocou na boca, Sirius gemeu e olhou para cima, com um sorriso malicioso no rosto. Uma mão segurando a cabeça de Will, o forçando a chupar até o fundo.
—Sirius?
Will se levantou na hora, e olhou horrorizado para Addie no final do corredor, ela estava com um pergaminho na mão, que Sirius percebeu ser o Mapa do Maroto. Will olhou para Sirius, que colocava o pênis para dentro da calça calmamente.
—Eu… eu já vou. — Will saiu correndo e Sirius gargalhou.
Adhara balançou a cabeça e sorriu para Sirius.
—Sério?
—Eles estão ai fora, e agora eu quero todos. — Sirius riu. — Agora ninguém resisti ao charme Black, baby.
—E se Emms visse? — Addie perguntou, chegando perto dele, e dobrando o mapa para guarda no bolso.
—Addie, como sabe, ontem eu comi meu primeiro de vários caras. — Sirius falou. Adhara riu. — E, baby, sim eu vou dar a minha bunda. — ele falou. Adhara gargalhou, e Sirius passou o braço pelo seu ombro. — Agora, eu sei que sou bom em tudo logo de cara, mas vamos me ensine a arte de um boquete muito bem feito.
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—Vai ser incrível para caralho. — James sorriu. Sorrimos todos também, até Dimy, sentado na cama dele.
—Vai ser fantástico. — eu concordei ansiosa.
—Marotástico. — James berrou. Peter era o único que parecia receoso, mas apenas um pouco.
Estávamos todos animados e ansiosos para nossa primeira noite de Lua Cheia. Eu estava ansiosa, mas não por ver um lobisomem, mas sim, por ter que ver Remus se transformando em um. Eu não podia imaginar a dor que era, antes e depois, e ainda mais imaginar o doce Remus, sofrendo tanto. Meu rosto já estava com uma careta, mas não pude conter uma risada, quando vi Sirius erguendo a sobrancelha para Dimitre, que corou fortemente, com um sorriso no rosto.
Dimitre se levantou, e falou que iria procurar Lily no Salão Comunal. Ele nos desejou boa sorte e saiu com um sorriso malicioso no rosto. Nem um minuto depois Sirius se levantou, falando que nos encontraria na Casa dos Gritos. Antes dele sair ele piscou para mim.
Gargalhei me levantando e James e Peter me encararam confusos, eu apenas mandei um beijo para eles, falando que os encontraria lá, e sai do dormitório masculino. Assim que eu cheguei ao final das escadas Portia Ang, minha Chanel Nº15, me olhou chorando litros. Ela me abraçou.
—Oh, Chanel. — ela chorou. — Me desculpe.
—O que aconteceu? — eu perguntei. Ela chorou mais quando viu James e Peter descendo as escadas. Mas quando James parou ao meu lado, ela enxugou as lágrimas, e o olhou irritada.
—Quando você ia me contar que está saindo com Bethany Toots? — ela perguntou, batendo o dedo no peito dele.
Os olhei chocada, assim como Peter, que riu.
—Ahn...agora? — James perguntou.
—Você disse que estávamos namorando! — Portia berrou. Atraindo atenção do Salão Comunal.
—O que? — perguntei. Portia me olhou nervosa, e mordeu o lábio.
—Eu estou apaixonada por James Potter. — ela falou para mim.
—Todas estão. — James riu. Revirei os olhos e cruzei os braços. — Mas… uh…
—Portia! Meu nome é Portia! — ela berrou. Peter gargalhou, e eu o empurrei pelo ombro.
—Certo. Portia. — James falou. — Eu estou terminando com você.
—Mas… Porque?
—Porque agora estou namorando Etienne Bagman e provavelmente vou namorar Bethany Toots, depois que eu cansar da Bagman, mas sinceramente eu queria mesmo é Seline Zabine. Ela é uma sonserina, mas é tão gostosa. — James falou, olhando para o nada. Peter riu novamente. — Bem, tchau. Foi divertido. Passar bem.
James saiu andando e Portia me olhou voltando a chorar. Depois subiu correndo para o dormitório dela. Eu encarei Peter, e ergui as mãos.
—Eu vou fingir que isso nunca aconteceu. – eu falei para ele. — James não é um galinha. E minha Chanel não transou com meu ex-namorado. Isso nunca aconteceu.
—Só tem um problema. — Peter falou. — Aconteceu.
—Cala a boca, Rabicho.
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—É agora. — Sirius murmurou.
Estávamos enfileirados a alguns metros de distância do Salgueiro Lutador. Faltava pouco para escurecer e Aluado já estava lá dentro da Casa dos Gritos.
—A tão esperada Lua Cheia. — Peter murmurou.
—Isso é a coisa certa a fazer. — eu falei. — Mesmo que seja ilegal. É a coisa certa.
Eu me sentia estranhamente bem, mas também estranhamente nervosa e assustada. A única vez que eu tinha visto um lobisomem, foi assustador, e ele nem ao menos estava transformado. Andamos até o Salgueiro Lutador, e Peter se transformou em rato e foi até o nó na base da árvore. O Salgueiro ficou imobilizado, e nós fomos pela estreita entrada para a Casa dos Gritos. Sirius e James estavam mais que animados, pulando e berrando, fazendo eco. Peter que antes estava nervoso, começou a pular com eles, mas eu ainda estava nervosa.
Paramos na porta do quarto que Remus ficava, e eu tomei a frente, tocando na maçaneta. Apesar de já termos estado na Casa dos Gritos, ela ainda era horripilante, e assustadora, rangindo em todos os cantos, com um ar sombrio.
—É só o Aluado. — Peter falou, nos surpreendendo.
—Sim, é só o Aluado. — concordei. Abri a porta, e Remus estava sentado na cama, olhando pela janela, que mostrava o céu já escurecendo. Ele estava meio encolhido, e com a aparência bem frágil.
Eu sorri. Era só o Remy.
Andei até ele, me sentando ao seu lado, e os meninos se sentaram no chão a nossa frente.
—Parabéns, Addie. — Remus murmurou. Eu sorri agradecida. -Eu tenho certeza, que esse vai ser um aniversário memorável. — eu gargalhei e o beijei na bochecha. –Quando acontecer… não precisam ficar olhando. — Remus sussurrou.
Mas nós olhamos. Quando Remus, gemeu dolorosamente, caindo no chão, começando a se transformar em uma grande besta, nós não desviamos o olhar uma única vez. Nós próprios nos transformamos e esperamos.
Ver um lobisomem de perto, completamente transformado, foi completamente diferente do que eu imaginei. Ver um lobisomem, rosnando para você e te cheirando de perto é assustador, me fez ficar calada, sem mexer um músculo. Pela primeira vez na vida, também vi James completamente quieto. O lobisomem Remus, nos olhou parecendo até confuso, mas fascinado. Ele chegou perto de nós e nos cheirou, até mesmo Peter que era uma formiga comparado a Remus, porque Remus era gigante.
Quando ele parou de me cheira e me olhou nos olhos, eu não desviei. Encarei aqueles olhos âmbar, mas pela primeira vez, desde 1971, quando eu conheci Remus Lupin no Expresso de Hogwarts, eu vi os olhos dele cheios de raiva. Completamente diferente, dos olhos doces e gentis que Remus tinha.
James cansou de ficar parado. E começou a pular pelo quarto. O lobisomem Remus, perdeu a concentração em mim, e começou a seguir o veado, que corria pelo quarto fazendo algazarra.
Olhei Sirius ao meu lado, e vi Peter acomodado, em cima da cabeça dele. Eu lati, e Sirius latiu de volta. Nós dois corremos atrás do lobisomem e do veado que estranhamente pareciam estar se divertindo, na assustadora e mal assombrada Casa dos Gritos.
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Acordei assustada, por ter dormido na minha forma animal, mas me transformei de volta e respirei fundo. O quarto estava completamente bagunçado, obra de James, e Sirius, que ficaram provocando Remus, para correr atrás deles.
Olhei meu primo, ainda transformado em cachorro, e o acariciei atrás da orelha. Então, me levantei, com as pernas doloridas, e fui até Remus, jogado perto da janela, pelado.
—Nunca imaginei que te veria desse jeito, Monitor Lupin. — eu falei. Remus acordou aos pouco com um sorriso, e o rosto corado, e tentou se cobrir. Remus piscou confuso, e tocou o corpo.
—Eu… Tenho menos machucados. — ele murmurou. — Eu sempre acordo todo machucado, mas… hoje tem menos.
—Sirius e James não deixaram você descansar nem um minuto. — eu sorri.
—Você ficou assutada? Comigo, eu quero dizer. — ele perguntou.
—No começo, um pouco, mas depois, você era só o Remus. — contei. Remus suspirou aliviado, como se estivesse morrendo de medo, que eu tivesse ficado com medo dele.
—Puta merda. — James se transformou de volta. — Bateu um pânico quando eu acordei, ainda transformado. — ele riu. — Nossa eu to morto. — ele murmurou. — Mas foi tão INCRÍVEL! — ele berrou, depois dessa Peter e Sirius acordaram também. — E Remus, você é o lobisomem mais fraquinho e dócil que eu já vi.
—James, eu sou o único lobisomem que você já viu. — Remus riu.
—Parece um fihotinho. — James falou, fazendo um biquinho, como se Remus fosse fofinho.
—Filhotinho? — Sirius falou, mexendo o braço. — Quando você, idiota… — Sirius apontou para James. — Resolveu tentar subir em cima do Remus, ele bateu em mim e me jogou na parede.
—O que? Você está bem? Está doendo? Meu Merlim! Me desculpe, Almofadinhas. — Remus falou rapidamente.
—Está tudo bem, cara…
—Olá, olá, olá, marotos. — olhamos para porta e Dimitre deu um grande sorriso para nós. — Uau, Remus. Assim eu me apaixono, heim. — ele piscou para Remus, que ainda estava pelado. – Não sabia que era tão grande.
Remus corou. Nós rimos, mas eu vi Sirius fechando a cara para Dimitre.
—Vocês tem que ir, antes que a Madame Pomfrey chegue.
Nos despedimos de Remus, e saímos pela porta, para entrar no túnel, de volta para Hogwarts. James e Peter, estavam a frente, rindo, e conversando sobre ontem a noite.
—O pau do Remus é maior que o meu, é? — escutei Sirius perguntar para Dimitre.
—Ciumes, é? — Dimitre perguntou.
—E se for? – Sirius rebateu. Dimitre, ergueu uma sobrancelha para ele.
—Will Hoult? Eu já comi ele. Três vezes. Ela é uma vagabunda, tem namorada. — Dimitre falou, eu me virei de boca aberta, querendo gargalhar. Dimy deu dois tapinhas no ombro de Sirius. — Escolha melhor. Não quer pegar furúnculos como a Mirtha Flint.
Dimitre passou por mim, e eu ri.
—Uhhh, essa doeu. — falei. Sirius revirou os olhos.
—Cala a boca, Addie.
—O que? Acho que ia ser fácil assim? Ele não é uma Emmeline.
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