When We Were Young
81 Rise Up
Notas iniciais
RISE UP
HOGWARTS
1976
5th YEAR
—O que está fazendo? — Zoé indagou, cruzando os braços. O garoto a olhou. — Esse é o meu lugar.
—Oh, desculpe. — ele murmurou, se levantando. — Achei que era o meu… olhe, o meu é aquele. — ele apontou para a mesa da frente. — Eu achei de ser atingido por um balaço no estômago, então estou…
—Eu não quero saber a história da sua vida, está bem? — ela o interrompeu, e colocou uma mão na cintura. — Eu quero que mova seu traseiro!
—Ei, Zoé. — Kim chamou, atrás dela, comendo um doce. Ela sorriu malvada. — Esse garoto estava tentando roubar seu lugar?
—Não! Eu estava só confuso…
—É. Você é muito confuso, nanico. Tem certeza que está na sala, certa? — ela falou, intimidadora. — Quantos anos você tem?
—15.
As duas gargalharam.
—Você não pode ter 15, anão. Ainda nem atingiu a puberdade. — ela riu, o empurrando e erguendo a blusa dele. — Nem tem pelo no suvaco. — ela gargalhou, com Kim. — Jura que tem 15?
—Aham. — ele sussurrou.
—Então, você é um anão. — ela disse, e o empurrou para que saísse da frente dela. Ela tirou um estilete do bolso, e escreveu na mesa dele “Anão”. — Agora você sempre vai saber qual é o seu lugar e qual é o meu, certo, anão?
O garoto se sentou no lugar dele assutado e Kim e Zoé se sentaram juntas. Olhei para Emmeline, que ria baixinho, mas não da cena que tínhamos acabado de ver, ela estava toda boba desde o Dia dos Namorados, em que ela foi com Freddie, e ele a comprou doces, e tomaram cervejas amanteigas com Marlene e o par dela. Eu sorri para Emmeline, que desenhava coraçõeszinhos no pergaminho dela.
—Adam mastigou você. — ela disse, erguendo o olhar para mim. Eu dei uma risada, e James e Peter se sentaram a nossa frente, e Sirius e Dimitre atrás de nós, enquanto Remus e Emily se sentavam ao nosso lado.
—Uau. — James falou, se virando para nós e se curvando – Quatro chupões gigantes. Alguém teve um ótimo Dia dos Namorados.
—Assim como você. — rebati. James sorriu envergonhado.
—Elas me embebedaram. — ele murmurou, fazendo um biquinho. Bati nele com um rolo de pergaminho.
—O motivo desse encontro era para Peter se divertir!
—Eu até que me divertir. — Peter falou. — Tive boa imagens daquelas garotas para uma futura punheta. — ele disse. Fiz uma careta, enquanto James ria.
—Antes ele nem conseguia bater uma, sem chorar. — James falou, empinando o nariz para mim. — Então, ajudei ele de alguma forma.
—Bater punheta não vai fazer ele melhor. — Emmeline murmurou, ainda desenhando corações.
—Ajuda sim, Sra.Apaixonadinha. — James debochou, pegando o pergaminho de Emmeline. — Vai escrever Sr. e Sra. Johannik?
—Como você fez com Lily Evans? — Sirius se intrometeu. James corou, e gargalhamos da cara dele.
—Porque não ocupa essa tua boca grande com o pinto do Dimy? — James falou.
—Seria um prazer. — Sirius rebateu. Rimos novamente, e vi Remus com a cabeça deitada na mesa, enquanto Emily fazia carinho em seus cabelos.
Peguei um pergaminho, enquanto James começava a irritar Emmeline, e Frank e Alice se sentavam atrás de Remus e Emily, e escrevi um bilhete, estiquei meu braço, e Remus pegou. Percebi Emily nos olhar curiosa, mas ela apenas se virou para trás e começou a conversar com Frank e Alice, a espera do Professor.
Remus abriu o bilhete e pegou uma pena para responder. Ele me passou de volta e eu abri o pergaminho. Eu tinha lhe perguntado se a Lua Cheia estava chegando e ele me disse que seria em apenas alguns dias. Escrevi se ele queria estudar comigo na biblioteca, no nosso horário livre, com chocolates. Passei o bilhete e ele deu um sorriso assim que abriu. Ele assentiu para mim, e com a varinha fez o pergaminho pegar fogo e desaparecer em cinzas.
Deitei minha cabeça na mesa, e Remus me imitou. Estiquei meu braço e ele o dele, e nós demos as mãos. Emily viu e deu uma risadinha, deitando em cima de Remus e o beijando na bochecha. Aos poucos eles se distraíram e Remus soltou minha mão. Deixei minha mão cair de volta, mas continuei com a cabeça deitada, vendo–os flertar.
O Professor estava atrasado, e eu comecei a batucar meus dedos na mesa de madeira. Minhas unhas estavam pintadas de rosa claro, e o anel que Sirius havia me dado estava no meu dedo brilhando. A pulseira cheia de pingentes que Adam havia me dado, também brilhava, observei os dois objetos e tirei o anel de noivado de Sirius, escolhendo a pulseira. Senti uma mão no meu cabelo, e sorri com o cafuné que Sirius começou a fazer no meu cabelo.
O Professor finalmente entrou na sala. Ele tinha entrado no começo do ano letivo no lugar da Professora Marrythought, que tinha passado apenas para Professora de Duelos. Tinham dito que ela havia se demitido para se dedicar apenas nos duelos e em seu trabalhado com os aurores, mas todo mundo sabia que o cargo de DCAT estava amaldiçoado e nenhum professor ficava nele por mais um de um ano. O Professor Pricchet era bom, mas eu preferia mil vezes mais a Professora Marrythought. A aula passou rápido e foi mais teórica, ele estava nos ensinando a fazer o Feitiço do Patrono e na próxima aula iriamos tentar executá-lo.
—Srta. Black. — o professor me chamou. Falei para meus amigos que os encontrariam e fui até a mesa. — A Professora Marrythought me pediu para que eu lhe avisasse que ela deseja que você vá até a sala dela.
Assenti, e agradeci. Sai e fui até a sala da Professora Marrythought, curiosa. Ela estava sentada atrás da mesa dela e sorriu quando me viu entrar. Dei um sorriso de volta, e ela me indicou a cadeira em frente a mesa. Me sentei, colocando minha mochila em meu colo.
—Adhara. — ela sorriu. Pegou um panfleto dentro de uma gaveta, e colocou na mesa o passando para mim. Catei o panfleto.
—Academia Rise.– li, no título do panfleto.– A Academia Americana de Aurores Júnior.
—É uma academia para estudantes de magia, que estão interessados em se tornar aurores. — ela me disse, enquanto eu olhava o panfleto por cima. -Eles são extremamente seletivos. Todos os anos eu mando uma lista de alunos em potencial, a última vez que eles escolheram alguém foi há dez anos. Eu mandei uma lista com seu nome, Srta. Soto, Sr. Black, Sr.Potter, Sr.Lupin e Sr.Longbottom, que ano passado me disseram sobre o grande interesse em se tornarem aurores. — ela me contou. — É claro o seu sobrenome e de seu primo chamou a atenção, até mesmo na América.
—E porque Sirius não está aqui também? — indaguei.
—Como eu disse é uma Academia muito seletiva, ele apenas aceitam um estudante de escola de outros países. Ou é você ou seu primo. E eu escolhi você. — ela sorriu. Eu sorri feliz, e olhei novamente o panfleto. — É um curso de três meses no primeiro verão, e depois no próximo apenas dois meses, e no último verão antes de se formar em Hogwarts, apenas um mês. E depois vai ficar na sua ficha, e você entrara em primeiro na Academia de Aurores no Ministério da Magia. — ela sorriu animada. — Você apenas tem que mandar sua inscrição, ir bem nos NOMs, e eu tenho certeza de que eles vão te escolher… — ela disse, pegando a ficha de inscrição na gaveta.
—Espera. — pedi. — Todos os verões até eu me formar?
—Sim, não fique triste, você estará na frente de todos os novos aurores, poderá se tornar Chefe dos Aurores…
—Eu sei, mas… — franzi a testa.
—Isso é sobre seu namorado? Sr.Cook?
—Ele vai se formar este ano. — murmurei. — E vai começar a vida dele lá fora, sem tempo para vir me ver. Essas férias vai ser nossa última juntos, e depois ele vai estar trabalhando com sua banda, e vai ser difícil vir me ver, nos feriados ou no verão, e eu passar a maior parte do verão nessa Academia…
—Adhara, isso é seu futuro. — ela me disse, segurando minha mão sobre a mesa. -Você tem que pensar sobre isso, além de que é só uma inscrição.– ela falou. Suspirei e peguei o papel de inscrição, e coloquei na minha mochila junto com o folheto.
—Vou pensar.
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—1,2,3 e salto! — berrei, fazendo os movimentos. Minhas Chanels me imitarem, e sorri satisfeita pelo treino. Vi Emily fazendo o salto, com um saco de salgadinho nas mãos. Fui até ela e catei o salgadinho, ela riu, e eu bufei para ela. — Vá fazer flexões, vadia.
—Alguém está irritada. — ela debochou, sem ir fazer as flexões. Soltei um muxoxo. Emmeline e Frank vieram até nós.
—Vão dar 10 voltas, em volta do campo de quadribol. — Emmeline berrou para as Chanels, que foram todas fazer o que ela mandou. Eles se colocaram a minha volta. — Okay, amor, o que aconteceu?
—Nada.
—Você passou o treino inteiro de mal humorada, fazendo todo mundo fazer flexões. — Frank falou. Ele colocou a mão no meu ombro. — O que foi, Chanel?
—Eu… — contei tudo para eles, que ouviram pacientemente.
—Você tem que se inscrever. — Frank falou. — Você me passou, se não se inscrever eu te mato.
—Eu fui escolhida por causa do meu sobrenome…
—Não é como se você fosse incompetente. — Emily me interrompeu. — Você é uma das melhores alunas da sala e tudo que você e os meninos mais querem é serem aurores juntos. Remus vive falando sobre isso.
—Sim, mas os verões vão ser quando eu talvez vou ter tempo com Adam.
—Adam é seu namorado e ele te ama, ele quer que você faça o que te faz feliz, Addie. E essa Academia pode… ter fazer uma futura Chefe dos Aurores. Sabe o quanto incrível, isso é? — Emmeline riu.
Emmeline não fazia ideia do que ela queria fazer. Ela dizia que não queria um trabalho chato em um escritório, estava pensando em ser Curandeira, pois quando a mãe estava doente cuidou muito tempo dela e achou que levava jeito para coisa.
—Acho que você deveria pelo menos mandar a inscrição. — Frank falou. — Vai ver você não passe. Talvez a família Black não seja tão famosa na América, e tenha outra garota de família super prestigiada americana e vão escolher ela. E você vai ficar triste e transar com Adam.
—Você dá conselhos como ninguém, Frank. — Emily riu.
—Eu sei. — ele falou, fingindo ser metido como eu. Rimos, e Emmeline me abraçou de lado.
—Eu sei que você vai conseguir. — ela sussurrou na minha orelha.
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Eu estava pensando sobre a minha inscrição para a Academia Rise, enquanto esperávamos James na Casa na Árvore, após ele ter convocado uma reunião dos Marotos.
Dimitre estava ali, sentado ao lado de Sirius, e como sempre, se eles ficassem mais de cinco segundos juntos sem nada pra fazer, começavam a se pegar furiosamente. Soltei um muxoxo, Sirius andava o tempo inteiro com Dimitre agora, sem beijar outras pessoas e também sem conversar comigo direito. Ele andava muito ocupado sendo feliz com Dimitre, mas eu fingia estar tudo bem, afinal quando eu namorei James, nós dois as vezes o deixávamos para nos pegar.
Peter estava sentado no chão, com uma revista no colo, comendo um chocolate que ele tinha furtado de Remus, e meu amigo com um probleminha peludo, encarava Peter furiosamente por isso. Coloquei minha cabeça no ombro de Remus, e ele pareceu perceber que eu estava confusa sobre algo, e passou um braço pelo meu ombro. O abracei e escondi meu rosto em seu peito, sentindo o familiar cheiro de chocolate que Remus tinha.
—Depois podemos conversar? — perguntei. — Irmos um pouco mais cedo para nossa sessão de estudos na biblioteca?
—Bem, eu e Emily iriamos ficar um pouco juntos antes de eu ir para biblioteca, mas… Claro.
—Sério? Não vai atrapalhar? — indaguei.
—Não. Emily entende. — ele sorriu, e me deu um beijo na cabeça.
James finalmente chegou, com um livro embaixo do braço, e um sorriso estampado no rosto.
—Então, a reunião é sobre esse livro. — ele disse.
—Você foi a biblioteca? — Remus indagou surpreso.
—Não para pegar esse livro, mas sim eu fui. — James revirou os olhos. Remus cruzou os braços e o olhou desacreditado.
—Você ao menos sabe o caminho para a biblioteca? — ele perguntou. James abriu e fechou a boca, e então crispou os lábios.
—Eu usei o mapa. — ele murmurou. Todos soltamos um “Ahhh”, e James bufou para nós.
—De qualquer forma, eu fui na biblioteca e achei esse livro antigo em latim sobre como criar feitiços…
—Você sabe ler latim? — Remus perguntou.
—Você sabe ler? – Sirius perguntou.
Eu gargalhei, e James fechou a cara para Sirius.
—Isso magoa, Black. — James disse. Sirius sorriu maroto para ele, e se levantou, abraçando James.
—Quer um beijinho de desculpas?
—Sai, sai! — James berrou. — A única pessoa permitida a me dar beijos que carrega o sobrenome Black, é aquela gatinha loira, abraçada com o lobisomem. — ele apontou para mim. Eu ri, e James piscou. — Sempre no meu coração, Addie.
—É claro, estou nele junto de Lily e mais toda a população feminina de Hogwarts. — eu proferi.
—Você e Lily tem um lugar especial no meu coração. — James disse. — Junto de Sirius, e do lado de Remus e Peter. — ele continuou e olhou Dimitre. — Desculpa Dimitre, mas você, Emmeline e Frank estão com as outras garotas porque são umas vagabundas. Mas fique calmo, Marlene, Dorcas e Alice estão lá também.
—Sem problemas, James. — Dimitre sorriu. — Como é uma reunião dos Marotos, já vou indo. — ele beijou Sirius e saiu da Casa na Árvore.
—Ótimo. — James sorriu satisfeito, ele balançou o livro que trazia, e nos mostrou a capa, como se fosse um vendedor. Era um livro de poções. — Estudos Avançados no Preparo de Poções. — James cantarolou. — Mas conhecido como o “O Kit de Química de Severus Snape”.
—O que? — Sirius gargalhou, pegando o livro e foleando. — Nossa, o cara sabe mesmo de poções. Olha quantas anotações.
—E criar feitiços. — James adicionou. Sirius passou o livro para Peter tá uma olhada.
—O que? — Remus indagou.
—Sim, ele criou feitiços, um eu acredito ser especialmente para mim. — James riu, apontando para um feitiço no começo da folha do livro.
—Sectumsempra. — Peter leu, e depois passou para mim e para Remus. — Quando arranjou isso?
—No dia que ele socou a Addie. — James riu. Revirei os olhos, acariciando meu nariz. — E desde aquele dia, tenho estudado esse livro. O babaca se chama de Príncipe Mestiço.
Sirius e Peter gargalharam com James e eu revirei os olhos dando uma risadinha. Remus também riu dos meninos, e James se aprumou.
—Olhem só isso: Levicorpus. — ele apontou a varinha para mim. Dei um berro, virando de ponta cabeça no ar, como se estivesse sendo erguida pelo meu tornozelo. — A quanto tempo não vejo sua calcinha, Addie. — ele riu.
—Me põe no chão. — mandei, tentando segurar minha saia.
—Liberacorpus. — James proferiu, cai no chão, e ele me ajudou a levantar. – Eu quero usar isso naquele Seboso.
—James… — comecei.
—Ele merece! — James disparou. — Eu descobri na biblioteca uma coisa. Mirtha Flint, Cindy Gray e Diana Rosier estavam conversando, e Cindy disse que nunca espalhou o boato que Mirtha tava grávida, e Diana disse que Rabastan falou para ela! Foram eles! Aquilo que aconteceu com a gente! — James falou. — No dia que as cuecas de Peter foram expostas, quem foi visto no Salão Comunal da Grifinória? Carrow!
—Coincidência? — Remus murmurou.
—E no dia em que você foi jogado no Salão Principal só de ceroulas, quem foi a última pessoa a falar com você? Nott! — James continuou, andando de um lado para o outro. — E eu? Alguém estava me seguindo! Eu senti o cheiro de sujeira de longe, sei que era o Snape! E nossa pobre Emmeline? — James indagou. — Testemunhas viram a outra Carrow apontar a varinha para ela. COINCIDÊNCIA? ACHO QUE NÃO!
—Foram os Sonserinos! — Peter sussurrou.
—Eles me deram furúnculos! — Sirius berrou.
—Sirius, você se deu furúnculos, porque você é uma vagabunda. — Remus os interrompeu, vendo que estavam começando a ficar muito animado. — E eu estou vendo onde isso vai dar, mas nós vamos ser maduros e vamos…
—NOS VINGAR! — James berrou, subindo em cima da poltrona.
Eu dei risada, e Sirius e Peter, se juntaram a ele, os três conversando, e tramando um plano.
—Você não vai deixar eles fazerem isso, né? — ri para Remus.
—Vou fazer de tudo para impedir.
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Remus sorriu para mim, enquanto nos sentávamos em uma mesa de estudo na biblioteca. Havíamos deixado só meninos na Casa na Árvore, fazendo planos mirabolantes e fomos estudar como tínhamos marcado. Ele pegou um livro de Runas para nós. Remus tinha feito uma programação de estudos para nós dois, e começava com as matérias mais difíceis e depois ia para as que tirávamos de letra.
Suspirei, enquanto ele abria na página certa, e pegava pergaminhos para nossas anotações e dúvidas.
—Me conte. — ele disse, com um sorriso carinhoso. — O que está te incomodando?
Contei para Remus tudo, como tinha contado para Emme, Frank e Emms. Ele ouviu sem me interromper, assentindo de vez em quando, e sorrindo em alguns pedaços.
—Adam é muito importante para mim. — murmurei. — Eu vejo um futuro com ele e… se eu for para essa Academia, talvez não tenhamos um futuro. — falei. Remus assentiu, olhando para o livro, mas sem estar o lendo. — Se eu mandar a inscrição… não é como se eu estivesse escolhendo ir em vez de ficar com Adam, né? O que eu faço, Remy?
—Mande sua inscrição. — ele falou direto. — Essa é uma oportunidade que você não pode deixar passar. Isso seria um erro.
—Mas…
—E é apenas uma inscrição. Eles vão te avaliar, talvez você nem passe pela inscrição, e se passar ainda tem que ir super bem nos NOMs, e se for bem, eles ainda vão ver se te escolhem ou não. Três etapas.
—Eu sei.
—Talvez você não passe em nenhuma. — ele riu. Eu ri também. — E se você não passar eu te dou um bombom de morango. Um bem grande.
—E se eu passar?
—Te dou um maior ainda. — ele sorriu. Eu sorri também, mas continuava em dúvida.
—É apenas uma inscrição. — ele repetiu, segurando minha mão por cima da mesa. — Você tem que aceitar, Addie.
—Eu sei. — murmurei novamente. — Você sempre sabe o que dizer, Remus. Qual o seu segredo?
—É só colocar chocolate no meio e todo mundo acha que você está certo. — ele riu.
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—Effy, não. É melhor não. — Régulus murmurou. — É segunda-feira.
—E daí? Vamos ficar chapados na segunda-feira. — ela riu, o puxando pela blusa. — Vamos cheira pó de fada.
—Não, Effy. — ele repetiu. — Eu tenho que estudar, temos transfiguração no próximo período.
—E daí? Quem liga? — ela bufou. — Somos ricos, não precisamos de empregos.
—Você é tão complicada. — ele bufou. Effy o empurrou na cadeira da biblioteca, e sentou em seu colo. Ela passou os braços pelo pescoço dele, e o deu um beijo, mas Régulus logo se separou dela. — Eu vou guardar esses livros. — ele murmurou. Effy soltou um muxoxo e Régulos catou os livros. Ele seguiu pelo corredor de estantes, colocando os livros em frente as prateleiras e vendo-os flutuar até o local de origem.
Régulus olhou para trás e observou Effy brincando com a varinha, botando fogo em um papel e o apagando em seguida, ela viu que ele a olhava e puxou um saquinho cheio de pó de fada do sutiã e o sacudiu, com um sorriso travesso. Ele suspirou, voltando a colocar os livros nos locais, virou um corredor, e viu uma menina loira de costas para ele. Ela usava o uniforme de líder de torcida da Grifinória, mostrando sua cintura fina, e seu quadril meio larga, e as coxas grossas, ele evitou olhar para o corpo dela, e gostou do tom dourado dos cabelos dela.
Ela lia um livro de DCAT, e logo Régulus percebeu que era Marlene Mckinnon. Régulus nunca tinha reparado que ela era muito bonita, talvez por isso seu irmão gostasse tanto dela. Ele reparou que a franja dela era um pouquinho torta, e sorriu para isso, mas corou fortemente ao ver que a garota o encarava.
—Oi, Régulus. — ela sorriu.
—Sabe meu nome? — ele indagou surpreso.
—Eu meio que namorei seu irmão, ou quase. — ela riu. Ele assentiu, olhando o livro dela.
—NOMs esse ano, né?
—Sim, é um saco, mas tenho que estudar para ser uma auror. — ela murmurou.
—Você quer ser auror?
—Bem, é. Eu nunca conversei com ninguém sobre isso, mas eu quero, como meu pai e minha mãe. — ela contou.
—Acho que você vai ser uma ótima auror. – ele disse.
Marlene sorriu para ele, o achando bonitinho, e diferente de Sirius, ele não tinha aquele olhar, de quem sabia que era bonito e usava isso ao seu favor. Ele tinha o ar arrogante e o nariz empinado dos Black, mas parecia mais doce, apesar de fisicamente ser parecido com seu irmão mais velho. Ela ia falar algo, mas Effy chegou abraçando Régulus por trás.
—Oi. — ela disse para Marlene.
—Oi. — Marlene respondeu, vendo Régulus a olhar desconfortável. — Marlene Mckinnon.
—Effy Lestrange.
—Prima de Rabastan? — Marlene indagou, ela sabia que Sirius tinha ficado com ela uma vez. — Já ouvi falar de você.
—Também já ouvi falar de você, ou melhor você e Sirius.
Marlene sorriu falsa, e guardou o livro de volta na estante.
—Vejo você depois, Rég. — ela sorriu. Régulus sorriu de volta. — Effy.
—Marlene. — Effy sorriu. Marlene saiu, e Régulus a seguiu com os olhos, até Effy o puxar para um beijo. — Então, vamos ficar chapados agora?
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Nathan suspirou pela terceira vez, e Jason bufou fechando seu livro e olhando para o garoto, completamente irritado. Nathan suspirou pela quarta vez, encarando o teto do dormitório, com um biquinho no rosto.
Avery estava em sua cama, que balançava sem parar, e Jason tinha visto Leh Soto entrar ali, e Mulciber estava no chão fazendo flexões, procurou por Adam, mas ele não estava a vista, então foi até a cama de Nathan e se sentou Jason sabia que iria se arrepender, mas mesmo assim perguntou:
—O que aconteceu?
Nathan fez uma cara de tristeza, e Jason revirou os olhos para o drama.
—Dói bem aqui. — Nathan murmurou, pegando a mão de Jason e colocando sobre o coração dele. — Eu estou apaixonado e amor dói. Nunca mais vou ser feliz na minha vida. É, isso, minha vida acabou.
—Você tem 17, sua vida não acabou. — Jason retrucou. Nathan empurrou a mão dele.
—Você tem uma namorada! Adam tem uma namorada! Vocês vão ser felizes pelo resto da vida de vocês com suas namoradas grifinórias gostosas, mas eu? Eu tive o coração despedaçado por uma vadia fria!
—Você vai superar. — Jason murmurou.
—Eu vou ser infeliz pelo resto da minha vida! — Nathan berrou, empurrando Jason. — Sai! Sai! Você é um imprestável! Até o burro do Mulciber daria conselho melhor. Vá chamar o Adam. Imprestável.
—Quando você ficou tão dramático?
—Quando meu coração foi despedaço e eu percebi QUE VOU SER INFELIZ PELO RESTO DA MINHA VIDA!
—Calma...
—CHAMA O ADAM! EU QUERO O ADAM!
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—Eu sinto falta, daquele completo retardado mental. — Evie murmurou, passando as páginas de um livro sem interesse. Dido revirou os olhos. — Nathan é tão idiota.
—Agora chama ele pelo nome? — Dido indagou, não gostando nada do que Evie falava. – Porque se importa com aquele idiota?
—Ele disse que me ama.
—Eu disse que te amo.
—Eu sei, mas é diferente. — Evie bufou. — Sinto falta de transar com ele, e tenho uma vontade estranha de bater na cara de Mia Carcia até aquela vadia desmaiar, quando eu vejo os dois flertando. O que isso significa?
—Talvez você ame o cara. — Leh sugeriu. — Ainda não acredito que está transando com Nathan. — ela gargalhou.
—Estava. — Evie soltou um muxoxo.
—Eu esperava isso da Leh, não de você. — Kat riu também.
—Cala a boca, sua falsa virgem. — Evie rebateu. Kat mostrou o dedo do meio para ela, enquanto Leh gargalhava. — Somos todas vagabundas.
—Eu não sou. — Dido murmurou.
—É, você é gay. — Leh riu. — Ou melhor estúpida.
—Vá se foder. — Dido disparou.
Evie não ligou para a discussão, olhando Nathan que estava do outro lado de Salão Comunal.
—Eu vou falar com ele. — Evie murmurou. — Não! Não! Eu nunca corro atrás. Vou falar com Adam, para ele falar pro Nathan correr atrás de mim.
—Sério? — Kat indagou.
—Ele disse que me ama, o idiota.
—Merlin, você é tão estúpida! — Dido falou, pegando o livro que Evie lia e o jogando no chão. — Você ao menos se importa comigo? Eu sou sua melhor amiga! E mesmo assim você é uma total vadia comigo. Depois de tudo!
—Para de fazer um grande drama…
—Não. Cala a sua boca, sua piranha insensível. — Dido disse. Leh assoviou, e Kat arregalou os olhos, assutada com como Dido parecia estar irritada. — Quer saber? Que se foda! QUE SE FODA VOCÊ, EVIE ZAMORA! QUE SE FODA! — ela berrou, saindo de perto das amigas. Evie piscou surpresa, olhando para Leh que morria de rir, e Kat que estava chocada demais para falar.
Dido saiu do Salão Comunal, soltando fogo pelas ventas, estava tão irritada, que sentia que podia nocautear alguém com só um soco. Ela sentia tanta raiva dentro de si. Raiva que não podia ser o que realmente queria. Raiva que a única pessoa que ela realmente amava, era uma piranha insensível, que ligava apenas para ela mesma. Ela queria que todos se sentissem como ela se sentia. Como se estivesse presa dentro de si, e não pudesse sair e se libertar. Ela não queria ser o que era. Tudo seria tão mais fácil, se ela apenas gostasse tanto de garotos como as outras garotas.
Dido sentiu vontade de chorar, mas não deixou nem uma lágrima descer. Ergueu a cabeça e continuou andando pelos corredores. Ela saiu do castelo e foi para os jardins. Ela viu o grupinho que passou a andar com elas e percebeu que eles fumavam salvia, atrás de uma árvore grande. Dido sentia que tinha que tentar fazer algo. Tentar ser normal, como as outras meninas.
Rabastan e Theo eram de Kat, Amico era um babaca, Aleto era uma garota, o que não ajudaria em nada. Snape era feio, então sobrava Jacques. O gentil Jacques. Ela sorriu, e jogou os cabelos para trás. Dido rebolou até o grupinho.
—Oi. — ela disse.
—E aí, Dido? — Amico sorriu, a olhando de cima a baixo.
—Sem chances. — ela respondeu, o olhando com descaso. Os garotos gargalharam, e ela virou sua atenção para Jacques. -Jacques… — ela mordeu o lábio, o encarando charmosa. Jacques piscou surpreso. — Eu queria conversar com você, afinal estamos meio que noivos, não é?
—É, acho que sim. — Jacques murmurou, a olhando estranho. — Mas você me disse que nunca em um milhão de anos se casaria comigo, porque eu sou um babaca metido a besta que tem mais chifres na cabeça do que um alce.
—Eu disse isso? Não me lembro. — ela riu, e pegou a mão dele. — Podemos conversar?
—Ahn, sim. — ele disse, percebendo o jeito da garota.
Dido sorriu satisfeita, e o puxou, caminhando com ele. Ela viu Aleto fechando a cara, quando entraram em um armário de vassouras. Dido olhou ao redor, e depois para Jacques que evitava encarar seus peitos.
—Tudo bem? — ela indagou.
—Você quer conversar em um armário de vassouras? — ele sussurrou.
—Eu não diria conversar. — ela sorriu, e ficou na ponta dos pés o puxando para um beijo. Jacques ofegou surpreso, mas logo passou suas mãos pela cintura fina de Dido, a abraçando contra si.
Dido o empurrou contra uma prateleira, e abriu camisa dela, quebrando os botões. Jacques ofegou novamente, e ela começou a beijar seu peito, dando mordidinhas e deixando marcas pelo corpo. Dido pegou o cinto dele, e sentiu o volume que se formava sobre a calça de Jacques, e desafivelou o cinto, o tirando depressa, abaixou o zíper e já meteria a mão nas calças dele, mas ele segurou suas mãos.
—Dido. — ele chamou. Ela o olhou impaciente. — O que...O que isso significa?
—Isso significa que você é meu noivo. – ela riu.
—E?
—E meu mais novo namorado.
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