When We Were Young
88 In Spite Of All The Danger
Notas iniciais
IN SPITE OF ALL THE DANGER
HOGWARTS
1976
5th YEAR
Kat beijou o rosto de Theo, e depois seus lábios lentamente. Ela adorava dar beijos em Theo e sabia que ele adorava recebê-los, mas como seu rosto estava ainda muito machucado ela ficava com medo de machucá-lo. Mas Theo a puxava pela cintura e tentava a beijar, sempre que ela se afastava.
Eles apenas faziam isso quando Kat ia o visitar sozinha na enfermaria. Não tinham contado para ninguém sobre eles. Nem Rabastan. E Theo disse que era melhor manter assim, até ele conversar com Rabastan, que passava longe da enfermaria, todos esses dias.
—Eu trouxe cerveja amanteigada. — Amico berrou, entrando na enfermaria, com Jacques e Severus atrás dele. — Me ame!
—Eu trouxe cerveja amanteigada. — disse Jacques, revirando os olhos. Ele se alojaram em volta do leito de Theo.
—Você continua acabado. — riu Amico, abrindo uma cerveja.
Theo mostrou o dedo do meio para ele, e Kat abriu uma cerveja amanteiga e deu para ele. O rosto de Theo tinha desinchado um pouco, mas os ferimentos continuavam extremamente visíveis.
—Então, o que anda acontecendo? — Theo indagou, com a voz rouca.
—Adhara e Adam tinha terminado ou coisa do tipo, mas algora voltaram. — Jacques contou. — Achamos que é por isso que Rabastan anda tão estranho, ele anda conversando muito com ela, ele quer ela de volta. — ele riu.
—Ele tinha desistido. — Kat disse, então os garotos a olharam.
—Oh… Kat… — Jacques corou. — Digo, Rabastan deve gostar de você…
—Não tem problema. — Kat o cortou.
—Eu ouvi uns boatos que o Black estava andando estranho. — Amico gargalhou.
—Andando estranho? — Jacques perguntou confuso.
—Como alguém que acaba de ter o seu brioco violado. — Amico disse. Os meninos gargalharam e Theo riu, e sentiu dor, o que o fez ter que parar de rir.
—Vocês acham mesmo que ele faria isso? — Jacques perguntou.
—Ele é gay, não é? — Severus disse, com uma cara de nojo. — Ele deve fazer de tudo.
—Porque essa cara, se você é amiguinho do Petrovich que é bem mais gay que o Black? — Amico debochou.
—Ele não está falando comigo direito, desde…
—Desde que você chamou Evans de sangue-ruim na frente de todo mundo. — gargalhou Amico. — Eu queria ter visto.
—Idiotas.
A porta se abriu, e Rabastan apareceu, ele não sorria, mas também não aparentava estar bravo, apenas tinha o rosto sério, e andava em passos duros, até onde os amigos estavam.
Amico sorriu, e olhou de Kat para Theo e depois para Rabastan, se ajeitou na cadeira, e pegou um pacote de varinhas de alcaçuz que Kat levava para Theo, pronto para observar o show.
—Cansado de correr atrás da Black? — Severus indagou. Rabastan o olhou com descaso, como se Severus não merecesse sua atenção.
Kat se levantou, quando Rabastan chegou em frente a maca de Theo, e se postou a frente dele, aflita. Rabastan era mais alto que Kat, e quando ela olhou para cima para encará-lo, corou fortemente, e encolheu os ombros. Ele estava parecendo muito intimidador.
—Saia daqui, Katherine. — ele mandou. Ela fez uma careta, querendo chorar e negou. — Eu disse pra sair daqui. — ele repetiu. Uma lágrima desceu pela bochecha dela, e ela olhou Theo, antes de sair quase correndo da enfermaria.
—Uau. — Amico deu uma risadinha, enquanto Jacques e Severus estavam chocados.
—Rabas… — Theo começou, mas Rabastan, o catou pela camisola da enfermaria, e ficou cara a cara com ele.
—Me escuta, seu merda. — ele berrou. — Na próxima vez que você me apunhalar pelas costas eu vou fazer bem pior que isso, eu vou te matar, ouviu? Eu vou te matar! — ele disse. Jacques e Severus finalmente entenderam, quando juntaram as peças, e olharam para Amico que sorriu para eles confirmando com a cabeça.
Rabastan soltou Theo, que deu um suspiro, e se virou para sair, mas Theo o chamou. Ele se virou vagarosamente para Theo, os amigos chocados, apenas Amico rindo apreciando.
—Nós estamos bem? — Theo indagou.
Rabastan deu um sorriso frio.
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—Tenho certeza que foi bem nos NOMs. — Adam me disse, passando um braço pelo meu ombro. Eu sorri, o abraçando pela cintura.
—Eu acho que fui bem, mas mesmo assim tem aquele nervoso dentro de mim. — murmurei para ele.
Desde que Adam e eu voltamos a nos falar, tudo parecia bem, na verdade ótimo. Estava como era antes, sempre rindo e beijando, sem brigas, mas algo ainda estava lá. Mesmo que ele me apoiasse sobre a Academia Rise, e torcia para eu conseguir a vaga, ainda estava magoado por dentro. Ainda tinha o fato que se eu entrasse e passasse todos os verões inteiros lá praticamente, iriamos nos ver menos, Adam tinha a banda e um contrato prestes a ser assinado, ele não poderia vir me ver em visitas a Hogsmeade o tempo inteiro, então mesmo que parecêssemos estar muito bem, as coisas ainda estavam confusas para nós dois.
—Você vai ser sair bem. — ele disse, parando na porta do Salão Principal para me beijar.
—Adam! — Evie berrou, correndo até nós dois. Ela tinha um sorriso radiante no rosto. — Adivinha? Eu fui indicada para Rainha do Baile Farewell. E você também! — ela disse, e me olhou. — Dessa vez você vai ganhar Adam, e eu vou ganhar pela terceira vez seguida em que sou indicada. — ela sorriu, convencida. — Indicada três vezes. — ela repetiu. — Adam duas…
—ADDIE! — Emmeline berrou, correndo até mim, com Emily e Frank atrás dela. — Você foi indicada! Indicada para ser Rainha do Baile! — ela berrou, me abraçando. A abracei de volta com um sorriso e me virei para Zamora.
—Indicada duas vezes como Adam. — falei. — Aliás que vai ser meu par e o meu Rei. — ri, o abraçando pelo braço.– Tchau, querida. — o puxei andando, e meus amigos vieram atrás de mim.
—Dessa vez você vai ganhar! — Emmeline falou, decidida. — Já vamos começar sua campanha.
—Quem foi o indicado da Grifinória? — indaguei curiosa. — James?
—Não. — riu Frank. — Ele disse que isso foi um absurdo, ele não ser indicado. — ele me contou, nos sentamos na mesa da Grifinória, e eu puxei meu namorado para sentar comigo. — Sirius que foi indicado.
—Sirius? — gargalhei. – Falando no diabo. — murmurei, quando meu primo se sentou a minha frente, e os marotos vieram logo depois.
—Eu totalmente vou vencer você, Cook. — Sirius disse. Adam riu.
—Essa eu quero ver.
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—Então, o cartaz vai ser rosa, apesar que Emily diz que deveria ser vermelho e dourado, mas ainda estou decidindo. — Emmeline murmurou para Tati, que assentia escrevendo em um pergaminho. — Faça uma votação com as Chanels para ver o que elas acham, e mande fazerem esboços de cartazes, que eu vou escolher o melhor… ah e mande fazerem cartazes para Sirius também, apesar que Addie quer ganhar com Adam. — Emmeline falou, enquanto Tati, assentia. — Mas os sonserinos cuidam dos cartazes dele.
—Certo, Chanel Nº2. — Tati falou, e sorriu. — Vamos fazer nossa Chanel ganhar.
—Totalmente, Nº7. — Emmeline riu. Ela viu Freddie virando um corredor com Kim e Zoé, e se despediu da Chanel, correndo até ele e o abraçando pela cintura. Kim saiu de perto, e Freddie sorriu se virando para beijar Emmeline na bochecha.
—Ouvi que Addie foi indicada, de parabéns para ela. — Freddie disse.
—Espero que vote nela. — Emmeline murmurou, o puxando para um beijo. — Eu preciso te falar uma coisa. Me segue?
Freddie sorriu, e eles entrelaçaram os dedos, andando com Emmeline. Eles subiram algumas escadarias, com Emmeline sorrindo ansiosa, e Freddie curioso sobre onde estariam indo. Ela o guiou até a Torre de Astronomia, e de lá saíram Adhara, Frank e Emily com sorrisos.
—Tudo pronto. — Emily falou. Emmeline sorriu para ela.
—Vote em mim. — Adhara piscou para Freddie.
—Eu vou. — ele riu.
—Boa sorte. — Frank, disse pegando no braço de Adhara e Emily. — Vamos, meninas. — disse quando elas ficaram encarando o casal.
—O que tem aí? — Freddie perguntou. Emmeline, apenas o puxou para dentro da Torre.
Tinha um lençol no chão, xadrez, vermelho e branco. Em cima dele tinha uma cesta aberta, que mostrava ter lanches e frutas. Ao lado uma garrafa de suco de abóbora e dois copos. O sol batia na parte fazia do lençol, fazendo o cenário ficar ainda mais bonito.
Emmeline segurou sua mão e o levou até o centro da Torre. Ela suspirou, mirando o rosto dele.
—É um piquenique. — ela murmurou. — Minha mãe adorava piqueniques, íamos sempre antes dela ficar doente...
Freddie sorriu, se sentando no lençol, e Emmeline o imitou, nervosa. Ela catou algo de dentro da cesta e o escondeu nas costas.
—O que foi? — ele riu, a mirando curioso.
—Freddie… Eu gosto muito de você. — ela disse, mordendo seu lábio. Ela tirou o que segurava das costas e mostrou para ele. Era uma rosa vermelha, muito bonita. — Nós dois temos famílias tristes e ex-namorados meio loucos, nós temos muito em comum.
Freddie deu uma risadinha, mas ele tinha a testa franzida.
—Emmeline…
—O que eu quero dizer, é que eu gosto de você e eu queria… Você quer ser meu namorado? — ela perguntou de uma vez. Freddie a encarou, então suspirou, passando a mão pelos cabelos.
—Não. — ele respondeu.
Emmeline arregalou os olhos e deixou a flor cair de sua mão. Ela e Freddie se encararam por um tempo, até ela levantar, e tentar correr para a porta, mas Freddie a segurou.
—Me deixa ir.
—Emmeline. Emmeline. — ele segurou os ombros dela. Emmeline o olhou com lágrimas nos olhos. — Eu vou me mudar para Bósnia.
—O que é Bósnia?
—É um lugar. — ele murmurou. — Eu vou sair de Hogwarts, meu pai vai me ensinar em casa… ele quer fugir dessa guerra… por isso eu não posso namorar você, eu queria muito, mas…
—Mas você vai para Bósnia.
—Eu vou para Bósnia.
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—Ele vai pra Bósnia! — Emmeline berrou. — Onde é a Bósnia?
—Na verdade, é aqui na Europa. — Lily falou para Emmeline, que chorava no colo de Adhara. O resto das meninas no dormitório, se alojaram em volta delas.
—Ele gosta de mim. — ela chorou. — Mas ele vai pra porra da Bósnia. Isso é o mundo dizendo que o meu destino é ser uma cachorrinha para Sirius Black?
—Claro que não, Emmeline. — Marlene disse. — Você é muito melhor que isso. Todas nós somos. Nós nascemos para nós mesmas não para suprir as necessidades de algum…
—Biltre nojento. — Lily completou.
—Falando em biltre, acho que James está gostando de verdade de você. — Adhara disse, com um sorriso. Lily revirou os olhos cansada.
—Eu não quero nada com aquele babaca insensível parvo de uma figa. — Lily disse, com o rosto vermelho.
—Lily. — Emmeline chamou, limpando as lágrimas. — Eu… eu esqueci de dizer… Snape está aqui.
—O que? — Lily indagou, sentindo o coração parar.
—Está te esperando em frente ao quadro da Mulher Gorda. — disse Emmeline. — Ele me falou pra te chamar e disse que iria dormir lá se fosse preciso.
Lily piscou surpresa, assim como as meninas. Ela se levantou, e fechou a cara saindo do dormitório, mas antes de descer as escadas, escutou um grito:
—QUEM É QUE SAI DE LONDRES PARA IR MORAR NA PORRA DA BÓSNIA?
Ela riu, mas ainda estava tensa, desceu as escadas depressa, e ignorou o olhar penetrante de Potter em sua nuca, e saiu pelo quadro.
Severus estava lá, sentado ao lado de quadro, encostado na parede. Ele se levantou correndo, no momento que viu Lily, usando um robe, o mirando com os braços cruzados, e o rosto contraído em desgosto.
—Lily… — ele murmurou. — Me desculpe…
—Não estou interessada.
—Me desculpe!
—Poupe seu folego. — ela rebateu. – Eu só saí porque Emmeline me disse que você estava ameaçando dormir aqui.
—Estava. Teria feito isso. — ele disse. — Eu nunca quis te chamar de sangue ruim, simplesmente me…
—Escapou? — ela indagou, sem piedade. — É tarde demais. Há anos dou desculpas para o que você faz. Nenhum dos meus amigos conseguem entender sequer por que eu falo com você. Você e seus preciosos amiguinhos Comensais da Morte: Está vendo, você nem nega! Nem nega que é isso que vocês pretendem ser! Você mal pode esperar para se reunir a Você-Sabe-Quem, não é?
Ele abriu a boca, mas tornou a fechá-la sem falar.
—Não posso mais fingir, você escolheu o seu caminho e eu o meu.
—Não… escute, eu não quis… — ele tentou falar.
—… me chamar de sangue ruim? Mas você chama de sangue ruim todos que nasceram como eu, Severus. Por que eu seria diferente?
Ele se debateu, prestes a responder, mas, com um olhar de desprezo, Lily lhe deu as costas e atravessou o buraco do quadro.
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—Eu não acredito que a Sonserina ganhou a Taça de Quadribol e a Corvinal ganhou a Taça das Casas. — James disse, indignado. — Isso é ridículo. Agora Addie você tem que ganhar a Taça das Líderes de Torcida e a coroa do Baile, se não seremos humilhados.
—Vou fazer o meu melhor, Jay. — Adhara disse, risonha.
Mesmo tendo perdido duas Taças, a Grifinória estava dando uma festa em sua Sala Comunal, com bebidas contrabandeada e toca discos. Tinha até alunos do terceiro ano ali, e alguns do segundos, que tinham sido permitidos entrar, e mesmo que fosse uma festa calma, com danças e risadas, Sirius estava completamente chapado.
Eles o olharam dançar em cima de uma mesa com duas meninas do quarto ano, bebendo uma garrafa de hidromel, jogando os cabelos para todos os lados. Dimitre fez uma careta, ao ver Sirius dar um tapa na bunda de uma das meninas.
—Eu não sei o que deu nele. — Dimitre murmurou, impressionado.
—Ele deu a bunda, não é? — James indagou. — Isso pode causar danos psicológicos.
—Você tem uma capacidade incrível de só abrir sua boca pra falar merda, James. — Remus falou, com um sorriso.
—Obrigado, meu caro. — James sorriu de volta, e viu Lily em um canto, e saiu correndo atrás dela.
—Ele só está chateado que vai ter que voltar pra casa dele. — Addie disse. — Desde o Natal…
—O que aconteceu no Natal? — Remus perguntou curioso. — Eu vi a foto da menina, a que ele guarda.
Adhara suspirou, e eles a olharam curiosos, mas ela apenas deu de ombros.
—Isso não importa. — ela respondeu. Dimitre falou que iria pegar mais bebidas, e saiu de perto dos dois.
—Então, você e o Adam? Estão super bem?
—Fingimos estar. — ela disse, com um sorriso triste. — Mas eu realmente não sei como as coisas vão ser, se eu…
—Eu vou sentir sua falta nas férias. — Remus disse para Addie, mas perdeu seu foco nela, olhando chocado para algo atrás dela.– … aquilo é Sirius e Emmeline subindo juntos para o dormitório?
Adhara se virou na hora, a ponto de ver Sirius e Emmeline subindo as escadas, de mãos dadas. Ela abriu a boca completamente chocada, e sentiu em cada braço uma mão te segurar.
—Emmeline e Sirius? — Emily perguntou em seu ouvido.
—Sirius e Emmeline? — Frank perguntou no outro ouvido.
—Não sabemos o que isso significa. — Addie murmurou. — Talvez eles só queiram… conversar….
—Sirius e Emmeline subiram as escadas para trepar! — James apareceu na frente deles, quicando no lugar. — Eu vi! Eu estava dando em cima do meu Lírio, e nós dois vimos! Ela vai contar pro Dimitre.
—Uau. — ofegou Frank. — Um babado no final do ano letivo. Isso que é Hogwarts. — Frank disse, animado.
—Eu acabei de ver Emmeline e Sirius subindo as escadas do dormitório. — Marlene apareceu, chorando. Ela estava meio bêbada. — Me falem que é mentira. — ela pediu, e Dorcas abraçou ela. — EU VOU MATAR ELES! — ela berrou, porque todos sabiam que quando ela ficava bêbada, ela ficava um pouco agressiva.
—Meu Merlin, a quanto tempo eles estão transando? — Dorcas indagou.
—Eu acreditava que Emmline pararia de ser idiota. — Emily murmurou.
—Achei que Sirius havia se endireitado. — Remus sussurrou.
—Lily fica tão sexy quando ela está irritada, tinham que te visto ela indo correndo chamar o Dimitre. — James falou, com um sorriso no rosto.
—Eu estava no dormitório e Sirius e Emmeline apareceram lá e me expulsaram. — Peter comentou, chegando perto dos amigos.
—Eles vão transar. — Frank disse, enquanto todos os outros assentiam.
—Nós não sabemos de nada! — Adhara berrou, interrompendo os diálogos avulsos de cada um. — Parem de ficar tentando descobrir, algo que pode ser… uma simples conversa e não uma transa… e… a quem eu estou querendo enganar? É Sirius e Emmeline! Eles vão trepar. — Addie disse. Todos voltaram a gritar juntos, dando ideias, mas se calaram ao ver, Dimitre e Lily andando. Ela parou em frente as escadas e Dimitre olhou dela para os amigos, antes de subir para o dormitório.
—Aposto cinco galeões que ele vai pegar os dois no flagra. — James murmurou.
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—O que você quer, Sirius? — Emmeline indagou, se sentando na cama de James, meio bêbada. Sirius suspirou, a mirando e então se curvou roubando um beijo de Emmeline, ela retribuiu por um segundo, antes de o empurrar para longe dela. — Sirius! — ela berrou, limpando a boca, irritada.
—Ah, Emmeline, vamos lá. — ele pediu, se sentando ao lado dela. — Nós dois sempre vamos acabar voltando um para o outro. Você sabe disso. — ele murmurou, beijando do a no pescoço, mas novamente Emmeline o afastou.
—Como pode fazer isso com Dimitre?
—É o que eu tenho que fazer! — Sirius berrou, sentindo sua cabeça ficar confusa. — Ele disse que me ama, Emmeline. — Sirius murmurou, inconsolável. — Ele não pode me amar, porque eu…
—Porque você vai quebrar o coração dele? — Emmelie indagou, o abraçando. Sirius colocou sua cabeça no colo de Emmeline, e ela começou a lhe acariciar os cabelos.
—Porque uma hora eu vou estragar tudo, então, porque não agora? Se for com alguma pessoa qualquer ele vai ficar magoado, mas se for você… ele vai…
—Ele vai ficar destruído, Sirius.
—E é isso que eu preciso. — Sirius falou, se levantando. — Que ele fique tão… magoado que não conseguiria voltar a me amar, preciso que você me beije, Emmeline. — ele disse, e tirou a sua blusa. Emmeline desviou o olhar do corpo de Sirius.
—Eu não posso fazer isso. — Emmeline disse. — Sirius você não vai resolver as coisas desse jeito. — ela falou, balançando a cabeça. — Conversa com ele, explica… tenta explicar isso que você sente, de não conseguir ficar com alguém, não o magoe…
Sirius suspirou e assentiu. Emmeline se levantou, e puxou Sirius para um abraço. Ele a abraçou de volta, passando os braços pela sua cintura, e ela lhe acariciou no rosto, com um sorriso.
—Eu vou tentar.
—Você não pode pirar só por causa de um “eu te amo”. — Emmeline sussurrou, ela riu e deu um beijo na bochecha de Sirius. — Cer…
A porta se abriu do nada, e Emmeline e Sirius se afastaram assustados. Dimitre os encarou. Seu rosto se transformou em uma carranca, vendo Sirius sem camisa e o modo como antes eles estavam abraçados e próximos antes, fez seu coração bater de um lado para o outro, de forma angustiante.
Sirius e Emmeline ficaram sem saber o que falar, percebendo que a situação se saiu exatamente do jeito que Sirius queria antes. E Emmeline se sentiu horrível ao ver o olhar que Dimitre tinha, era o mesmo olhar que ela teve quando pegou os dois juntos na Casa na Árvore, mas Emmeline, ela não se sentiu nem um pouco bem.
—Dimy…
—Eu mereço, não é? — Dimtre indagou, com a voz rouca. — Isso de você. — ele disse para Emmeline. — Você nunca me perdoou…
—Não, Dimy…
—Mas porque? — agora ele se virou para Sirius. — Depois que… eu disse pra você… como você pode ser tão cruel?
Sirius não conseguiu abrir a boca para se defender. Dimitre chorou em silêncio, e deu as costas para os dois, descendo as escadas depressa. Ele passou por Lily, que gritou seu nome e o seu grupo de amigos que comentavam algo aos gritos.
Dimitre correu para fora do quadro, e saiu no corredor do sétimo andar. Ele se encostou na parede e suspirou. Tudo estava perfeito demais. Ele e Sirius começaram a ficar juntos, e pareciam namorados. Sirius não tinha beijado mais ninguém desde que começaram a ficar regularmente, e só dava atenção para Dimitre, até mesmo o deixara tirar sua virgindade anal. Estava bom demais para ser verdade. Afinal era Sirius Black. Quantas vezes ele já traiu Cindy Gray, sua primeira namorada? Quantas vezes ele traiu Emmeline e Marlene uma com a outra? Sirius odiava se sentir preso, odiava a responsabilidade de estar com alguém, e Dimitre sabia disso, sempre soube, e Lily o avisará, mas ele não quis dar ouvidos, estava tudo tão bem, que ele começou a acreditar que talvez, só talvez ele e Sirius dariam certo de verdade.
Ele quis segurar o choro, mas não conseguia, o coração estava esmagado, e totalmente quebrado. Ele tinha se apaixonado por Sirius.
Dimitre ouviu o quadro se abrir novamente e Sirius saiu de lá, olhando para os lados. Ele achou Dimitre, e suspirou.
Ele tinha uma decisão a fazer, ou ele contava que estava apenas conversando com Emmeline, e que nada tinha acontecido, e o que se passava em sua mente, como Emmeline sugeriu. Ou ele continuava com a mentira. Deixava Dimitre acreditar que ele estava indo transar com Emmeline, o deixava o odiar.
Sirius tomou a decisão dele quando viu que Dimitre chorava, que seus olhos estavam vermelhos, e o olhavam completamente tristes. Ele não queria nunca mais ver Dimitre daquele jeito, chorando. Chorando por causa dele. Triste por causa dele. Dimitre merecia mais, ele merecia ser feliz com alguém que fosse completo com ele.
—Só…
—Só o que? — Dimitre berrou. — Antes de tudo eu sou seu amigo, Sirius! Como você pode fazer isso? Como você pode ser tão canalha? — ele disse. — Você não pode brincar com os sentimentos das pessoas! Não importa se você é um Black, se você é o cara mais bonito de Hogwarts, você não é ninguém pra se achar no direito de ficar fazendo os outros de idiota, se achar no direito de brincar com a cabeça das pessoas e foder com elas. As fazerem te amarem para depois… trair elas, como se elas fossem nada.
—Eu…
—Eu ia ficar com você! Apesar de todo o perigo. Apesar de tudo o que pode ser, eu teria feito qualquer coisa por você. Qualquer coisa que você quisesse que eu faça, você só tinha que… ser verdadeiro para mim. – Dimitre o cortou. — Apesar de toda a mágoa, que você poderia me causar, eu teria feito qualquer coisa por você.
Sirius perdeu a fala, e olhou para baixo, sentindo se um tremendo lixo, mas Dimitre não parou.
—Sabe o que você é? — Dimitre perguntou, secando as lágrimas. — Uma vagabunda insensível. Um babaca que odeia tanto a família, mas que no final é igualzinho a eles. Um Black com nariz empinado, que se acha superior a todo mundo, que é rico e bonito, só que por dentro é tão podre, que da pena. — disse Dimitre, sem piedade alguma. — Isso que eu tenho de você: Pena! Pena que você não tem ao menos a capacidade de amar alguém de verdade. – ele suspirou. — Fique longe de mim, Sirius.
—Tanto faz, bicha. — Sirius soltou, quando Dimitre se virava para entrar no quadro. Ele piscou surpreso logo depois. Ele odiava quando alguém falava que ele era igual a família, ele ficava cego e soltava o que viesse a mente. Ele se arrependeu no mesmo momento em que disse, mas continuou com a cara irritada.
—Do que me chamou? — Dimitre indagou, se virando e andando até Sirius.
—De bicha. — ele disse, e no mesmo instante Dimitre virou o soco em sua cara. Sirius caiu para trás.
—Acho que agora não vai ficar tão bonito.
Sirius andou para trás, com a mão no rosto, e bufou, olhando Dimitre. Ele correu e se jogou em cima dele. Os dois caíram no chão, e Sirius deu um soco de volta na cara de Dimitre. Eles começaram a tentar se bater, mas tirando os primeiros socos, nenhum dos dois queria realmente bater um no outro. O quadro se abriu, enquanto eles rolavam no chão, e escutaram gritos. Dimitre que estava em cima de Sirius, sentiu braços o agarrarem.
—Fala essa merda de novo! Fala essa merda de novo! — Dimitre berrou, se debatendo, enquanto Frank e Remus o agarravam, o puxando para longe de Sirius, que tinha já James e Peter o segurando.
—Que porra vocês estão fazendo? — Addie berrou, entrando no meio.
—Não fala da minha família. — Sirius berrou, tentando se soltar dos braços de James. — Não ouse me comparar a eles! — ele disse. Addie correu até Sirius, o segurando pelo rosto para que o olhasse.
—Sirius. Sirius. — ela chamou, docemente, o acariciando. — Calma…
—Ele não sabe nada sobre nós, Addie! — Sirius gritou.
—Eu sei sim! Todos os Black são babacas cruéis, exatamente como você!
—Dimitre! — James berrou, segurando Sirius com força.
—Eu disse! — Lily falou, saindo do quadro. Ela foi até Dimitre, como Addie fez com Sirius. — Ele nunca te mereceu, Dimy.
Ela o puxou, Remus e Frank o soltaram. Lily levou Dimitre para longe, deixando o resto em frente ao quadro. Emmeline, saiu do quadro com Marlene, Dorcas e Emily atrás dela, e todas olharam para Sirius, que tinha a bochecha vermelha.
—O que tem de errado com a sua periquita, Emmeline? — Frank indagou.
—Isso não é culpa da Emmeline. — Marlene se meteu, fazendo Emmeline a olhar surpresa. — Se eles treparam ou não, Emmeline é solteira, Sirius é o errado…
—Dimitre é amigo dela.
—E ele fez o mesmo com ela, não é mesmo? — Marlene revirou os olhos. Ela abraçou o braço de Emmeline. — Vamos, meninas, temos uma festa pra curtir. — ela se virou, levando Emmeline com ela. Emily e Dorcas deram de ombros para Frank e as seguiram. Frank revirou os olhos, mas também as seguiu, deixando apenas os Marotos do lado de fora do Salão Comunal.
—Porque? — Addie perguntou, cruzando só braços. James e Peter finalmente soltaram Sirius, e Remus veio para perto deles.
—Ele precisava me odiar.
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Sirius fez uma careta quando Addie, passou uma poção curativa na bochecha machucada dele. Ela estava irritada com a ideia idiota dele, assim como Remus, mas James e Peter, apenas riram o chamando de retardado.
Dimitre não olhava na cara dele, e Lily olhava apenas para lançar um olhar cheio de desprezo. Emmeline também estava brava com ele, por fazer ela parecer uma piranha insensível, porque agora o boato tinha chego aos ouvidos de Freddie, e ele não queria mais falar com ela.
Adam chegou com um sorriso no rosto, e se sentou ao lado de Addie, a deu um beijo casto na bochecha, e a cheirou nos cabelos, depois ele mirou Sirius.
—Parece que você acabou de sair de um jogo de quadribol, a qual você perdeu, ah pera você já fez isso. — debochou Adam, fazendo referência ao último jogo de quadribol, que a Grifinória perdeu.
—Babaca. — James se intrometeu, olhando Adam, com os olhos cerrados.– Cai fora!
—Jay, seja educado. — Adhara pediu, risonha, recebendo um beijo do namorado.
—Eu sempre sou educado. — James sorriu, piscando para ela. Adam cerrou os olhos para ele dessa vez.
—Acha que foi bem nos seus NIEMs, Adam? — Remus indagou.
—Sim, mas não é como se eu fosse usá-los. — Adam deu de ombros. — Eu vou ser músico.
—Ele vai ser como John Lennon. — Addie riu, o beijando.
—E você vai ser a Yoko? — Sirius perguntou. Addie o olhou irritada. — Só to brincando. — ele sorriu, se levantando. — Vou achar Emmeline.
—Deixa ela em paz, pra se resolver com Freddie. — Addie disse.
—Ele vai pra Bósnia.
—Black! — eles escutaram. Sirius e Addie, e Régulus na mesa da Sonserina, se viraram para a voz, e viram Yuri Petrovich andando até Sirius. — Você se acha engraçado, não é? — ele disse, cara a cara com Sirius. — Acha que pode brincar com o meu irmão desse jeito? Acha que…
—Yuri. — Dimitre apareceu, o puxando. Ele tinha o lábio cortado, onde Sirius o socara. — Deixa isso pra lá. Vamos!
—Não, Dimy. — Yuri se soltou dele e aproximou seu rosto do de Sirius, ele riu olhando Sirius de cima a baixo.
—Nunca prestei atenção em você. — ele murmurou. — ...não estou impressionado.
—O que você…
Yuri socou o rosto de Sirius, bem no olho, em cima da bochecha machucada. James se levantou na hora, entrando na frente de Sirius, protetor, assumindo uma pose irritada. Addie também se levantou, mas indo até Sirius no chão.
—Porque não se afasta? — James indagou. Yuri sorriu, e levantou as duas mãos, ele deu a volta e saiu com Dimitre em seu alcanço.
—Vocês deveriam considerar colocar ele no time como artilheiro. — Adam falou, olhando Yuri que saia do Salão Principal. — Ele tem um soco certeiro, seria um ótimo artilheiro. Ajudaria vocês a vencer da próxima vez. — ele debochou. Addie o olhou irritada, e Adam lhe mandou um beijinho. — Só to dizendo.
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